A Associação Bahiana de Imprensa lamenta a morte do jornalista José Cerqueira Filho (78), neste sábado (28/03), em Salvador, após enfrentar o tratamento contra um tumor no fígado e um edema pulmonar agudo. Ele deixa a esposa Malu e a filha Júlia. O velório começa às 10 horas deste domingo (29), no Jardim da Saudade. A cerimônia de cremação acontece às 14h.
Formado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/UFBA), José Cerqueira trabalhou no jornal A Tarde, onde atuou como colunista de música. Na Telebahia, integrou a equipe de comunicação liderada por Fernando Vita. Foi diretor de Comunicação da Companhia Petroquímica do Nordeste (Braskem). Em Brasília, deixou sua marca na cobertura política.

Amigos e colegas de profissão foram às redes sociais expressar profundo pesar. No meio cultural, o clima é de tristeza, com depoimentos que ressaltam sua ética e compromisso com a profissão. José Cerqueira Filho prestou destacada contribuição ao setor, incentivando ao longo de sua trajetória importantes iniciativas – principalmente quando atuou na Copene -, como o Troféu Caymmi, uma premiação de destaque da música baiana, criada para homenagear o compositor Dorival Caymmi.

Cerqueirinha, como era chamado pelos colegas, era presença certa nas noites de Série Lunar, projeto da ABI em parceria com a Escola de Música da UFBA (Emus), e chegou a contribuir com ideias para captação de patrocínio, ao lado do ex-presidente Ernesto Marques e da jornalista Amália Casal, ex-diretora da ABI que coordenava o evento musical. Ele também participava ativamente das reuniões e demais atos da Associação, como na doação do acervo do periódico A Província (foto).
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (Sinjorba) também lamentou a partida de José Cerqueira, exaltando sua passagem marcante pela imprensa e cultura baianas.


