A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) foi recebida na Fundação Pedro Calmon (FPC), na manhã desta quarta (22), para uma reunião que marcou o início de uma agenda de aproximação institucional voltada ao fortalecimento de iniciativas ligadas ao livro, à leitura, à escrita, à preservação da memória e à produção literária na Bahia.
Durante o encontro, a presidente da ABI, Suely Temporal, apresentou a trajetória da entidade, seus projetos em andamento e o papel desempenhado ao longo de quase um século na defesa da liberdade de imprensa, da memória do jornalismo baiano e da promoção de atividades culturais e educativas. Também destacou iniciativas que ampliam o diálogo entre comunicação, literatura e patrimônio histórico, áreas que integram a atuação permanente da instituição.
O diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, Sandro Magalhães, compartilhou a missão da fundação e as ações desenvolvidas em favor das políticas públicas para o livro, a leitura, as bibliotecas, os arquivos e os espaços de memória na Bahia. Vinculada à Secretaria de Cultura do Estado, a FPC tem concentrado esforços na articulação de redes de conhecimento e na valorização da produção literária baiana, além de celebrar, em 2026, seus 40 anos de atuação com uma programação dedicada ao fortalecimento desses campos.
A reunião evidenciou a convergência entre as duas instituições, que compartilham o compromisso com a democratização do acesso ao conhecimento, a preservação da memória e o incentivo à produção intelectual. Como desdobramento do encontro, representantes da Fundação Pedro Calmon foram convidados para uma visita à sede da ABI, quando deverão ser aprofundadas as possibilidades de parcerias e construídas ações conjuntas de interesse público.

Entre os pontos de convergência já existentes está o projeto #CirculeUmLivro, iniciativa da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (Abaf) que incentiva o compartilhamento de livros e a formação de novos leitores, reunindo diferentes instituições em torno da circulação do conhecimento. Para a diretora de Cultura da ABI, Yara Vasku, a participação da ABI e da Fundação Pedro Calmon na ação demonstra que a cooperação entre as entidades já produz resultados concretos e pode ser ampliada por meio de novos projetos. “A aproximação reforça o entendimento de que comunicação, literatura, memória e patrimônio cultural caminham de forma integrada”, descatou a jornalista.


