Antônio Heleno Caldas Laranjeira*
Escrevo estas linhas com o peso e a leveza de quem viu o mundo mudar pelas páginas de um impresso feito no coração da Chapada Diamantina.
Enquanto os algoritmos oferecem respostas rápidas e, muitas vezes, desprovidas de alma, o Guia de Viagem Chapada Diamantina celebra seus 25 anos entregando o que a tecnologia ainda não consegue simular: a interpretação sensível de um território de 38 mil quilômetros quadrados.
Vivemos em um tempo de abundância de dados e escassez de sentido. O excesso de telas e a velocidade das buscas online muitas vezes nos afastam da essência humana e da conexão real com o lugar. É neste cenário que o papel impresso ganha uma nova função política e jornalística.
Ao contrário do fluxo infinito das redes sociais, o guia propõe uma curadoria deliberada, um inventário afetivo construído coletivamente por 108 humanos, incluindo o olhar atento de 64 fotógrafos que se dedicaram a capturar não apenas a paisagem, mas a metamorfose que a Chapada provoca em quem a visita.
Nesta edição comemorativa, não entregamos apenas um manual de trilhas ou uma lista de logradouros. Oferecemos o resultado de uma imersão profunda em temas que exigem contexto e respeito histórico.
Falamos de uma arte rupestre de 12 mil anos na Serra do Gentio, de um santuário de 400 espécies de aves e do reconhecimento do Jarê como Patrimônio Cultural do Brasil.
São informações que demandam a apuração jornalística e a colaboração de associações de condutores e especialistas locais, algo que nem as melhores IAs são capazes de organizar e criar com as doses devidas de profundidade e de verdade.
O produto impresso funciona hoje como um convite à “pausa verdadeira”, com direito a um mapa impresso belíssimo. Ele é o fio condutor para quem deseja desconectar do excesso de informação e reencontrar a própria essência humana através da natureza e do tempo simples das cidades do interior.
Ao folhear as páginas impressas em alta qualidade do papel à tinta, quem lê e vê percebe que a verdadeira sofisticação em 2026 reside na capacidade de interpretar o território com afeto e responsabilidade.
Que este projeto de jornalismo de viagem e de marketing turístico seja uma evidência de que, mesmo em um mundo digital, nada substitui a força da experiência humana compartilhada e documentada com a perenidade (de décadas) da impressão em papel. Mas se você preferir, o guia está também disponível na versão e-book.
Saiba mais e adquira essa preciosidade: https://www.guiachapadadiamantina.com.br


*Antônio Heleno Laranjeira é jornalista pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), mestre em Comunicação e Sociedade pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e doutorando em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Nossas colunas contam com diferentes autores e colaboradores. As opiniões expostas nos textos não necessariamente refletem o posicionamento da Associação Bahiana de Imprensa (ABI)


