Nesta manhã de quinta (15), a Associação Bahiana de Imprensa (ABI) marcou presença no lançamento do 2° Prêmio de Jornalismo Narrativas que salva, promovido pela Coordenadoria da Mulher, do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA). Em nome da desembargadora Nágila Brito, a ABI foi convidada especial como uma das apoiadoras da premiação, cujo tema do ano é o Papel da Mídia no Enfrentamento à violência doméstica. Na ocasião, a presidente Suely Temporal representou a ABI entre outras instituições parceiras e influenciadores digitais. O encontro ocorreu no CAB, em Salvador, às 10h, com o objetivo de compartilhar os fundamentos do projeto, antes de um anúncio público, mostrando a relevância da premiação e do enfrentamento à violência doméstica.

A presidente da ABI parabenizou a Dra. Nágila Brito pela iniciativa. “Com muita satisfação estamos participando pela segunda vez do prêmio Narrativas que salvam. Discutir o papel da mídia nesse contexto é fundamental e tem muito a ver com o trabalho que a ABI vem desenvolvendo desde o lançamento do Protocolo Antifeminicídio em 2024. A presidente destacou a importância da participação dos influenciadores digitais nesta edição. Fico muito animada quando vejo a participação dos homens nessa luta que não deve ser uma pauta exclusiva das mulheres, uma vez que o protagonista do feminicídio é o homem”, declarou Suely.
Feminicídio em números
Segundo o Painel da Violência Doméstica, criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), junto à análise de 5.144 casos entre 2024 e 2025, 67% das vítimas de feminicídio analisadas pelo CNJ não tinham medida protetiva anterior contra o autor. Somente em 2025 foram 619 mil medidas protetivas concedidas, 9,4% a mais que em 2024. Entre os dois anos, houve aumento de 15,2% em ações penais de feminicídio. De janeiro a abril de 2026 foram concedidas 225.535 medidas protetivas, sendo 214.868 medidas dadas em 2025 no mesmo período.
Acesse justica-em-numeros.cnj.jus.br/painel-violencia-contra-mulher/ e saiba mais.
No infográfico Feminicídios na Bahia 2026, coletado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em parceria com a Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA), num mapeamento de 2017 a 2025, foram registradas 102 vítimas de feminicídio em 2025, 7,3% a menos que em 2024. O número seria equivalente a 1 feminicídio a cada 4 dias. Este é o 4° maior número do país.
Acesse www.ba.gov.br/sei/seguranca-publica-publicacoes e saiba mais.
De acordo com o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2026), publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com dados referentes a 2025, 2 minutos é o intervalo em que, no mínimo, uma mulher sofre agressão física no país. E 8,8% das vítimas de feminicídios tinham medida protetiva ativa (70 de 797 casos, em 18 estados).
Acesse publicacoes.forumseguranca.org.br/ e saiba mais.
2° Prêmio de Jornalismo Narrativas que salvam
Inscrições até 30 de Outubro às 23h59, Salvador – BA.
Podem concorrer reportagens publicadas entre 1º de outubro de 2025 e 30 de outubro de 2026, em seis categorias profissionais e universitárias.
Acesse o site e saiba mais:
www.narrativasquesalvam.com.br/inscricao













