ABI BAHIANA

Juspopuli doa exemplares de livro sobre direitos humanos à biblioteca da ABI

Obra reúne reflexões sobre os 30 artigos da Declaração Universal, com participação de nomes da imprensa baiana

A presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), Suely Temporal, recebeu das mãos de Einar Lima, assessora do Juspopuli – Escritório de Direitos Humanos, exemplares do livro “Declaração Universal dos Direitos Humanos – O que dizem as palavras” para integrar o acervo da Biblioteca Jorge Calmon, da entidade. 

A doação aconteceu na manhã desta segunda-feira (19), durante visita à sede da ABI. No encontro, Einar Lima celebrou a presença de uma presidente mulher à frente da ABI, destacando a importância da representatividade feminina.

A ABI, na figura de seu ex-presidente Ernesto Marques, integra o rol de comentadores da publicação. O livro reúne reflexões contemporâneas sobre os 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o documento mais emblemático da história dos direitos humanos.

Comunicadores e os direitos
A publicação, lançada no final do ano passado, foi desenvolvida pela equipe do Juspopuli em parceria com 62 colaboradores, entre juristas, educadores, lideranças populares e figuras conhecidas da imprensa baiana. Cada artigo da Declaração foi comentado com base em especialidades e estudos, mas sobretudo a partir de trajetórias e experiências de vida.

O artigo 19, que trata da liberdade de expressão, recebeu comentários de Ernesto Marques, ex-presidente da ABI, e do escritor e educador Alfons Heinrich, conhecido pelas lutas em favor dos povos indígenas da Bahia. Em seu texto, Ernesto reflete sobre os usos controversos do dispositivo: “a liberdade apregoada pelo artigo 19 hoje é biombo para extremistas defenderem o seu direito de expressar o desejo de varrer as liberdades alheias”, escreveu.

Também estão entre os comentadores ligados à comunicação o jornalista Emiliano José, que narra sua prisão política durante a ditadura ao comentar o artigo 9º; o professor doutor em Comunicação Joviniano Neto; o comunicólogo e sindicalista Beraldo Boaventura; e a produtora cultural Sara Prado, diretora da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

Quem faz
As reflexões são acompanhadas por imagens produzidas pela artista plástica Camila Alemany, que traduz visualmente cada artigo da Declaração. A publicação foi viabilizada por meio de parceria com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado da Bahia.

Com mais de duas décadas de atuação, o Juspopuli é uma organização sem fins lucrativos que tem como pilares a mediação popular comunitária, a cultura de paz e a democratização do acesso ao conhecimento sobre direitos fundamentais.

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