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Curso sobre documentos históricos reúne na ABI profissionais de diversos estados brasileiros

A abertura das atividades aconteceu nesta segunda-feira (13), com a ministração do Prof. Fabiano Cataldo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UNIRIO). O curso atraiu profissionais de Alagoas, Maceió, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, e São Paulo, revelando a carência de atividades nesta área.

Durante a segunda semana de janeiro, a Associação Bahiana de Imprensa (ABI) recebe no Auditório Samuel Celestino o curso “Identificação e análise de documentos históricos em Arquivos e Bibliotecas”, realizado pelo Memória e Arte, empresa especializada em gestão cultural, acervos especiais, conservação e restauro. A abertura das atividades aconteceu nesta segunda-feira (13), com a ministração do Prof. Fabiano Cataldo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UNIRIO).

O curso atraiu profissionais de diversos estados do Brasil, como Alagoas, Maceió, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, e São Paulo, revelando a carência de atividades nesta área. Renata Ramos, museóloga da ABI, diz que sediar as aulas do Memória e Arte “é de extrema importância para atrair visibilidade à preservação da documentação antiga e rara nacional, bem como valorizar o espaço que Associação disponibiliza para eventos culturais e educativos”.

Segundo o professor Fabiano Cataldo, essa recepção foi impressionante. “Eu achei o espaço ótimo, é muito significativo dar um curso sobre história do livro, bibliografia material numa associação de imprensa”, contou animado. “Achei muito generoso por parte da diretoria permitir que o curso acontecesse e, além disso, por ter compreendido a questão de instrução por trás disso tudo. Eu estou muito satisfeito e impactado com a recepção!”, completa Cataldo.

Para a maioria dos alunos, o foco é agregar conhecimento em suas áreas profissionais. É o caso de Nestor Alves, bibliotecário da Universidade Federal de Alagoas (UFAL Campus Arapiraca). De acordo com ele, a cidade de Maceió “ainda não tem uma compreensão com relação à riqueza de seu acervo impresso”, conta. “A gente sabe que Alagoas tem uma história incrível, mas a questão sobre restauração, tudo que foi impresso, a história da tipografia em si, ainda é desconhecida”, relata o bibliotecário.

Luciana Araújo conta que o Instituto Histórico Cultural da Aeronáutica do Rio de Janeiro, local onde ela trabalha, é muito rico em livros antigos e livros raros, portanto, decidiu fazer o curso para agregar conhecimento e levar essa experiência as atividades que desenvolve na instituição. O mesmo fez seu conterrâneo Antônio Rocha, professor e bibliotecário que trabalha na Escola Superior de Guerra (RJ). “Eu acompanho o professor Fabiano Cataldo faz tempo, ele foi da minha banca de mestrado”, lembra Antônio. “A procura pelo curso é porque eu trabalho numa instituição em que agora, depois de 70 anos, quer montar uma divisão de obras raras e o professor tem esse ‘know-how’ para poder passar pra gente”, destaca o militar.

O curso oferecido pelo Memória e Arte, e sediado pela Associação, tem um formato inédito no Brasil. Segundo Cataldo, este formato é comum em países como Estados Unidos, Espanha, Portugal e Inglaterra, mas aqui não costuma ter muito incentivo. “Não é tão comum esse tipo de curso associando a parte teórica e a parte prática da descrição do livro”, relata. As aulas seguem nesta terça-feira (14/01) com o professor Fabiano Cataldo e a professora e idealizadora do Memória e Arte, Vanilda Salignac, da Universidade Federal da Bahia (UFBA); dias 15 e 17, após o festejo popular da Lavagem do Bonfim.

Mais informações acesse: https://www.memoriaarte.com.br/

I’sis Almeida é estagiária em jornalismo da ABI, supervisionada pela jornalista Joseanne Guedes*