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ABI lamenta a morte do radialista Jair Cezarinho, ex-diretor da instituição

Com mais de cinco décadas dedicadas ao rádio e ao jornalismo esportivo, comunicador foi dirigente da Associação Bahiana de Imprensa e uma das referências da comunicação em Feira de Santana

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) manifesta profundo pesar pelo falecimento do seu ex-diretor, o radialista e jornalista Jair dos Santos Cezarinho, ocorrido na madrugada deste sábado, 10 de outubro, em Feira de Santana, aos 74 anos. Sua partida representa uma perda para a comunicação baiana, especialmente para o rádio esportivo, ao qual dedicou mais de cinco décadas de trabalho, talento e compromisso com a informação.

Nascido em 18 de abril de 1952, Jair Cezarinho construiu uma trajetória marcada pela paixão pelo rádio, pela proximidade com os ouvintes e pela cobertura dos acontecimentos esportivos. Com atuação destacada em Feira de Santana, integrou equipes da Rádio Sociedade e da antiga Rádio Carioca, exercendo diferentes funções, entre elas as de repórter de campo, cronista esportivo, entrevistador, apresentador e coordenador de equipes.

Um dos episódios marcantes de sua carreira foi a entrevista com Pelé, em 1975, no Estádio Joia da Princesa, em Feira de Santana. O encontro com o Rei do Futebol tornou-se uma lembrança especial de sua trajetória profissional. A relação de Jair com o esporte também tinha raízes familiares. Seu pai, Alfredo Cezarinho, jogador do Fluminense de Feira, entrou para a história do clube ao marcar o primeiro gol profissional da equipe, em 1954, na estreia no Campeonato Baiano da categoria.

A contribuição de Jair à comunicação ultrapassou os microfones. Na Associação Bahiana de Imprensa, presidiu a Regional Norte/Nordeste, com sede em Feira de Santana, e trabalhou pela integração dos profissionais do interior com a entidade estadual. Ele foi também diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais na Bahia (Sinjorba). Ao longo dos anos, participou da organização de fóruns, encontros e homenagens voltados à valorização dos jornalistas e radialistas, à liberdade de expressão e ao fortalecimento da categoria.

Em 2014, esteve à frente das comemorações pelos cinco anos da representação regional da ABI em Feira de Santana. Também coordenou atividades de integração entre comunicadores e participou de iniciativas destinadas ao reconhecimento de personalidades da imprensa. Em 2011, esteve ligado à realização do Fórum de Comunicação Social promovido pela entidade em Jequié, espaço de debate sobre as transformações do jornalismo e os desafios enfrentados pelos profissionais.

A preservação da memória da imprensa foi outra frente de sua atuação. Em 2010, apresentou o Projeto Memória da Imprensa – Feira de Santana, iniciativa voltada ao registro da história do jornalismo local, com a proposta inicial de produzir um documentário sobre o centenário do jornal Folha do Norte. Anos depois, continuou mobilizando comunicadores em torno do registro audiovisual de personagens e acontecimentos que ajudaram a construir a história da comunicação regional.

Em abril de 2022, às vésperas de completar 70 anos, Jair foi homenageado pela ABI ao lado de outros dirigentes e profissionais que contribuíram para a história da entidade e da imprensa baiana. Na ocasião, expressou sua satisfação em compartilhar aquele momento com colegas que, em suas palavras, contribuíam para um mundo melhor.

Mesmo após a extinção das antigas seccionais da ABI no interior, Jair permaneceu colaborando com a articulação institucional em Feira de Santana. Em agosto de 2023, foi responsável por mobilizar um encontro entre dirigentes da Associação e representantes da Câmara Municipal, com o objetivo de discutir a reorganização da presença da entidade nas cidades baianas.

A trajetória de Jair Cezarinho deixa marcas na história do rádio esportivo, na memória da imprensa de Feira de Santana e na atuação da ABI em defesa dos profissionais da comunicação. Sua voz, sua experiência e sua dedicação à categoria permanecem como parte do patrimônio afetivo e profissional do jornalismo baiano.

Neste momento de dor, a Associação Bahiana de Imprensa se solidariza com familiares, amigos, colegas de profissão e ouvintes que acompanharam sua caminhada. A ABI reconhece e agradece a contribuição de Jair Cezarinho à comunicação e à história da instituição.

Que sua memória permaneça viva entre aqueles que compartilham o compromisso com a informação, a liberdade de imprensa e a valorização do jornalismo.

Associação Bahiana de Imprensa (ABI)

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