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Jornalista do ‘Washington Post’ continua preso no Irã

O julgamento do jornalista do Washington Post, Jason Rezaian (39), passou por uma terceira audiência na última segunda-feira (13/7). O correspondente do jornal americano está há mais de um ano na prisão de Evin, em Teerã, acusado de “recolhimento de informações confidenciais”, “colaboração com governos hostis” e “propaganda contra o regime”. Sua advogada, Leila Ashan, não pode falar com a imprensa sobre o caso, mas a família do jornalista afirma que ele foi aberto durante o interrogatório com autoridades iranianas. A detenção do repórter provocou tensões entre Irã e Estados Unidos, que romperam suas relações diplomáticas após a revolução de 1979.

A mãe do jornalista, Mary Breme Rezaian, está no Irã para acompanhar o julgamento do filho. Em pedido feito às autoridades ela cita uma lei que limita em um ano as detenções de pessoas que aguardam julgamento. “Essa é uma lei criada para proteger cidadão iranianos. Uma vez que estão fazendo acusações contra Jason com base em sua cidadania iraniana, essa lei também deve se aplicar a ele. Exigimos que ele saia para que se reúna com sua família”, afirmou Mary Breme. Em um artigo publicado no Washington Post, ela também falou sobre os motivos que levaram Jason a aderir a dupla cidadania. Ela diz que o jornalista se preocupava com a forma com que o Irã era retratado pela mídia americana.

Jason foi preso em julho de 2014 com dois fotógrafos e sua mulher, Yeganeh Salehi, também jornalista. Depois de pagamento de fiança, ela foi liberada, mas Rezaian continuou detido. Depois que as autoridades confiscaram seu computador pessoal, o repórter também é acusado de visitar um consulado americano para pedir um visto para sua mulher e de pedir emprego na equipe do governo Obama, em 2008.

*As informações são do Portal IMPRENSA e da Agence France-Presse

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