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Segurança: Manaus registra 38 execuções após morte de PM

Uma onda de violência deixou 38 mortos em Manaus, apenas no último final de semana. A polícia trabalha com as hipóteses de briga entre facções criminosas ou grupo de extermínio formado por policiais. Segundo o secretário de Segurança Pública do Estado do Amazonas, Sérgio Fontes, a investigação não descarta a hipótese de que parte dos crimes possa estar relacionada à vingança pelo assassinato recente de um policial militar. Um grupo de PMs teria formado uma espécie de esquadrão de justiceiros para vingar o colega, inclusive atacando outros supostos criminosos. Nas ruas, o movimento da polícia foi intensificado para conter os assassinatos em série. Mesmo assim, a população está assustada.

De sexta-feira para sábado foram 22 mortes. Mais quatro no domingo. E de domingo para segunda-feira outras 12 pessoas foram executadas – número é sete vezes mais que o registrado no fim de semana anterior. As execuções começaram depois da morte do sargento Afonso Camacho, da Polícia Militar, durante um assalto. “Isso nunca aconteceu, uma quantidade de crimes praticados, boa parte deles da mesma forma, talvez por um mesmo grupo”, afirma delegado geral Orlando Amaral. Pelo menos, 17 assassinatos foram com armas de uso exclusivo da polícia. Por isso, a participação de policiais está sendo investigada, além de uma disputa entre traficantes.

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Quem atira normalmente está em um carro ou em dupla em uma moto. E o que chamou a atenção foi o fato da maior parte dos assassinatos ter acontecido em horários aproximados e em pontos diferentes da cidade. Foram 11 homicídios na Zona Oeste, seis na Zona Norte, 11 na Zona Leste, uma das mais populosas, oito na Zona Sul e dois na Zona Centro-Sul da capital. Apenas em um bairro foram cometidos cinco homicídios.

A secretaria de Segurança do Amazonas informou que quase todas as vítimas têm ficha na polícia. E que os criminosos estão usando armas iguais às usadas por policiais. A polícia já tem pistas, mas mantém sigilo. “A enorme quantidade de munição usada, toda ponto quarenta é um indicativo de que podem ter policiais militares envolvidos”, afirma o Sérgio Fontes, secretário de Segurança do Amazonas.

*Informações do jornal Bom Dia Brasil e de A Crítica (Manaus)

 

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