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Panama Papers mostra que colaboração é o futuro do jornalismo investigativo, diz ICIJ

Uma dupla de jornalistas alemães tinha em mãos cerca de 11,5 milhões de documentos e recorreram ao Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) para dar visibilidade mundial aos papéis. O órgão disponibilizou ferramentas para impulsionar a investigação e fazê-la chegar à sua rede de sócios. Mais de quatrocentos profissionais ao redor do mundo ajudaram a tornar público o escândalo dos “Panama Papers”, considerado o maior vazamento da história da imprensa. Para o Consórcio, o futuro do jornalismo investigativo é a colaboração.

Segundo o coordenador do ICIJ, Will FitzGibbon, hoje “há um maior entendimento de jornalistas de todo mundo que você pode ter uma notícia exclusiva, mas que ela pode se tornar mais valiosa e global se houver colaboração”. A subdiretora do órgão, Marina Walker, ressalta que os comunicadores estavam atrasados utilizando o modelo de “lobo solitário” e que o caso mostrou o potencial e o poder da colaboração. “É crucial que o jornalismo crie sua própria tecnologia para compartilhar dados. Esse é um modelo eficiente utilizado por agências de segurança, pesquisadores, economistas e, inclusive, organizações criminosas”.

Os Panama Papers expuseram um sistema que utilizava offshores para sonegar impostos, criado pelo escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca. Mais de 140 chefes de Estado e políticos foram expostos no escândalo, dezenas de investigações foram abertas e reformas legais foram iniciadas para impedir a ocultação de fortunas.

Fonte: Portal IMPRENSA

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