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Sinjorba afirma que grave crise financeira motivou demissões do Grupo A Tarde

A atual conjuntura econômica, que é um desafio com grande impacto em diversos setores, atingiu em cheio as empresas de comunicação. Desde o ano passado, notícias relacionadas a demissões em massa ou até fechamento de portas se tornaram rotina. Na Bahia, o grupo A Tarde vem enfrentando os mesmos problemas financeiros que atingem os veículos impressos no Brasil e demitiu, na última terça (1º), trinta e cinco jornalistas entre as redações do centenário jornal A Tarde e do Massa!. No total, cerca de 150 funcionários teriam sido desligados. Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba) afirma ter participado de todo o processo de desligamento, de acordo com negociação entre o Sindicato e a Empresa, mediado pelo Ministério Público do Trabalho.

A entidade assegura que as demissões aconteceram “de forma respeitosa, com informações concretas sobre direitos e oferta de assessoria jurídica para dirimir dúvidas”. Segundo a presidente do Sinjorba, Marjorie Moura, as dispensas decorrem da crise econômico-financeira que alcança o país. “Parte dos colegas aderiu ao processo de demissão de forma voluntária, por possuírem projetos próprios”, diz trecho do documento.

O Sinjorba se prontificou a contribuir com os profissionais demitidos. “[Eles] serão auxiliados pelo Sinjorba, que manteve contatos com instituições ligadas ao empreendedorismo para fornecimento de cursos que estimulem os jornalistas a buscar reciclagem, noções de administração e outros conhecimentos que lhes forneçam instrumentos para que se insiram no mercado jornalístico, usando a expertise adquirida ao longo dos anos de exercício profissional”. O órgão classificou o momento como grave e fez pediu à imprensa que “evite noticiar especulações, em respeito ao grupo de jornalistas dispensados”.

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