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SIP aponta que 16 jornalistas foram mortos na América Latina este ano

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) informou que até o início de setembro 16 jornalistas foram assassinados na América Latina. Quatro no México, três em Honduras, no Brasil e na Colômbia, dois na Guatemala e um na República Dominicana. De acordo com a EFE, o relatório sobre os ataques a jornalistas foi divulgado antes da Assembleia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa, realizada no último domingo (4/10). O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação, Claudio Paolillo, expressou sua indignação com as mortes.

Durante a apresentação do documento, foram citados casos como o do jornalista Moisés Sánchez Cerezo, diretor do semanário La Unión, em Veracruz, e de Ruben Espinosa, fotojornalista da agência AVC, correspondente da revista Processo e da Cuartoscuro, também em Veracruz.

Já no Brasil, a SIP recordou do caso de Djalma Santos da Conceição, da emissora RCA FM, de Evany José Metzker, que escrevia para o blog Coruja do Vale, e de Gleydson Carvalho, que apresentava um programa Rádio Liberdade FM.

A entidade lembrou que, desde março, emitiu 59 comunicados para a imprensa com pronunciamentos sobre casos que cercearam a liberdade de expressão. As resoluções elaboradas na reunião foram enviadas a 78 países, como Argentina, Brasil, Peru e Venezuela. Além dos assassinatos, também foram discutidos o encerramentos de jornais, o assédio a jornalistas e outros desafios para os meios de comunicação.

Paolillo destacou o fato de os assassinatos continuarem após o período contabilizado pela SIP. Só entre março e setembro, ocorreram 11 mortes. Ele pediu aos jornalistas presentes que mantenham a “batalha pela liberdade de expressão” e não desistam.

*Fonte: Portal IMPRENSA

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