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ABI discute desafios da implantação do Memorial da Resistência

O ciclo “Três novos endereços de Cultura” está de volta. Dessa vez, a Associação Bahiana de Imprensa (ABI) vai realizar um debate para traçar reflexões sobre as dificuldades na implantação do projeto “Memorial da Resistência Carlos Marighella”. O evento, que será realizado no dia 12 de agosto, às 9h30, trará à sede da ABI o arquiteto Pasqualino Magnavita, a professora Maria Teresa Navarro de Brito Matos e o advogado Carlos Augusto Marighella, filho do militante Carlos Marighella (1911-1969) – um dos mais conhecidos opositores ao regime militar e defensor das liberdades democráticas no país.

O projeto para a criação do Memorial da Resistência é uma bandeira levantada há anos por diversos movimentos sociais e ganhou força em 2011, quando, por iniciativa de Carlos Augusto Marighella, foi encaminhado o pedido ao Governo do Estado da Bahia. Nos casarões de números 28 e 30 da Rua João de Deus, no Pelourinho, o governo estadual pretende implantar até o final de 2014 o Memorial da Resistência Carlos Marighella. O espaço vai guardar e expor documentos e obras daqueles que combateram a opressão na Bahia, desde lutas como a Revolta dos Malês (1835) e a Sabinada (1837-38) até embates mais recentes, com destaque para a oposição à Ditadura Militar.

Debater a situação em que se encontra o projeto e buscar meios para torná-lo realidade é o propósito do debate que será promovido pela ABI. “A ABI escolheu a data de 12 de agosto porque nesse dia, em 1798, os sediciosos contra o jugo português, contra a escravidão e a favor de um Brasil independente e justo com o seu povo panfletaram as principais vias da Cidade do Salvador com boletins em que expunham as principais reivindicações do movimento. A data nos pareceu apropriada para debater o projeto do Memorial de Resistência”, explica o presidente da entidade, Walter Pinheiro.

A discussão sobre o Memorial da Resistência dá continuidade às reflexões propostas pela ABI, com o apoio do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB). A primeira edição do evento abordou a situação da primeira sede do governo primaz da Igreja Católica, o Palácio Arquiepiscopal de Salvador, que passa por intenso processo de arruinamento. O debate iniciado no dia 22 de abril, com a palestra do arquiteto e professor Francisco Senna, foi retomado no dia 29 de maio pelo arcebispo de São Salvador da Bahia e primaz do Brasil, dom Murilo Krieger. No último dia 29, a Arquidiocese de São Salvador da Bahia e a Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) na Bahia apresentaram o projeto de restauração do edifício para implantação do primeiro Centro de Referência da História da Igreja Católica do Brasil.

O que: Debate sobre o projeto do Memorial da Resistência

Quando: Dia 12 de agosto, às 9h30

Onde: Auditório Samuel Celestino da Associação Bahiana de Imprensa (8º andar do Edifício Ranulpho Oliveira – Rua Guedes de Brito, 01, esquina da Praça da Sé)