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“ERRO 403”: Conquista Repórter faz campanha para restaurar site após invasão

O veículo independente Conquista Repórter, inaugurado há pouco mais de dois anos, vem investindo em conteúdos que têm feito a diferença no jornalismo de Vitória da Conquista (BA), com coberturas responsáveis e de qualidade. Mas esse trabalho está ameaçado. O site está fora do ar desde o último sábado, 23, depois de sofrer um ataque hacker. Agora, a equipe do CR está mobilizada em uma campanha para voltar às atividades.

“Perdemos até mesmo o acesso ao painel do WordPress. Quando nos deparamos com isso, ficamos imediatamente preocupados e assustados”, relata o jornalista Afonso Ribas, diretor operacional do Conquista Repórter, que tem como cofundadoras as jornalistas – também formadas pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) – Karina Costa (diretora de Conteúdo) e Victória Lôbo (diretora executiva).

Quando começaram a chegar e-mails do Google Search Console com alertas de problemas de indexação, eles ainda não sabiam que se tratava de uma invasão.

A primeira coisa que fizeram foi contatar o desenvolvedor do portal. As verificações constataram que todas as nossas pastas e arquivos tinham sido apagados do servidor. Uma empresa especializada em segurança de dados foi acionada. O backup foi restaurado, mas o estrago foi grande: diversos arquivos foram infectados e programas maliciosos, instalados.

O custo para recuperar o site está em torno de R$2,6 mil. O valor vai permitir a limpeza dos arquivos infectados, fazer atualizações de plugins e aplicações de pacotes de segurança.

Campanha

Uma campanha está em curso nas redes sociais. “Começamos a mobilizar nossa rede de apoiadores e amigos. Já conseguimos mais de 60% do total necessário. Quem apoia o Conquista Repórter nos permite continuar fazendo um jornalismo aprofundado, crítico, responsável”, enfatiza Afonso Ribas.

O CR acredita que o ataque é uma “tentativa clara” de silenciar o jornalismo independente feito pelo veículo, conhecido por defender sua autonomia frente a amarras políticas e pressões editoriais.

“Ao mesmo tempo, mostra que o nosso trabalho tem incomodado gente poderosa que não quer que a gente continue reportando violações de direitos humanos e outras informações de interesse público no município”, denuncia o diretor. “Contamos com o apoio de todos que puderem ajudar, porque o resgate do CR só vai ser possível por meio dessa rede de solidariedade.”

>> Quer ajudar o Conquista Repórter a continuar sua jornada?

Doe qualquer valor, utilizando a chave PIX: 77999214805 | Nome: Victória Araújo Lôbo da Costa (Diretora Executiva)

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Cleidiana Ramos celebra 25 anos de jornalismo com festa em Iaçu (BA)

A jornalista e professora Cleidiana Ramos vai comemorar seus 25 anos de jornalismo, nesta sexta-feira, 29 de setembro, às 19 horas, na Estação Ferroviária de João Amaro, distrito do município de Iaçu, a 280 km da capital baiana. Como parte das celebrações, Cleidiana lançará os livros “Os Caminhos da Água Grande” (2ª edição), em formato físico, e o ebook “Cibervida, Cibermorte, Cibersorte”, no âmbito do Projeto I-Omi, como a jornalista batizou a agenda comemorativa.

Os Caminhos da Água Grande é um livro-reportagem sobre o município de Iaçu. A obra também celebra 25 anos, pois é o resultado do trabalho de final de curso da jornalista. Orientada pela professora Rosângela Vieira Rocha, escritora e autora de livros como Véspera de Lua, O Indizível Sentido do Amor e Nenhum Espelho Reflete seu Rosto, a grande reportagem está dividida em quatro capítulos: A Terra, O Fogo, A Água e O Ar.

Cibervida, Cibermorte, Cibersorte é um exercício inicial de Cleidiana Ramos no campo da ficção. São histórias que a autora prefere não inserir em uma categoria de literatura. Elas são resultado de suas reflexões sobre Cibercultura e as tensões e as transformações que esse ambiente de transitar entre redes tem produzido nos relacionamentos humanos. As histórias têm como pano de fundo a pandemia de coronavírus, período em que elas foram sendo produzidas. O livro para o lançamento na sexta-feira vai estar disponível apenas no formato Ebook, com vendas pela Amazon.

Foto: Divulgação/Projeto I-Omi

O evento de lançamento tem o apoio da Prefeitura Municipal de Iaçu por meio das secretarias municipal de Educação e Cultura, Comércio e Turismo. Em contrapartida a jornalista realizou ações na área de consultoria sobre patrimônio e um minicurso em História e Cultura do Piemonte do Paraguaçu para professoras e professores da rede municipal de ensino.

Cleidiana Ramos nasceu em Cachoeira, cidade do recôncavo baiano, em 6 de março de 1975. Cresceu em Iaçu, território do Piemonte do Paraguaçu, na Chapada Diamantina, município pelo qual tem um amor incondicional. Em 1993 mudou-se para Salvador para realizar o seu projeto de seguir carreira no jornalismo.  Começou os estudos na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom-Ufba) em 1994. 

Doutora em antropologia pela UFBA (PPGA, 2017), mestra em Estudos Étnicos e Africanos pela UFBA (Pós Afro, 2009). Tem experiência na área de Jornalismo (webjornalismo, reportagem, edição e fotojornalismo), Comunicação Social e Novas Tecnologias, Antropologia (Antropologia da Festa, Antropologia Visual, Estudos Étnicos e Africanos, Cultura Afro-brasileira e Memória Digital e Social).

Projeto I-Omi

I-Omi é um projeto concebido para celebrar os seus 25 anos da carreira no jornalismo. O nome é uma tradução livre do tupi I (Grande) e a palavra iorubá Omi que significa água.

Ao longo de 2023, Cleidiana Ramos fez diversas ações para viabilizar os festejos. Para garantir a publicação dos livros, a jornalista realizou uma campanha de financiamento coletivo no site da Catarse (já encerrada). O projeto contemplou também uma série de lives, que recebeu profissionais ligados à imprensa, à cultura e ao cenário político baianos.

No final de agosto, foi a vez do jornalista e radialista Ernesto Marques, presidente da ABI, falar sobre comunicação política e os desafios da representação de classe (confira a live no perfil @cleidianaramos).

Serviço:
O que: Comemoração dos 25 anos de jornalismo de Cleidiana Ramos -Lançamento dos livros Os Caminhos da Água Grande e Cibervida, Cibermorte Cibersorte (ebook)
Quando: 29 de setembro de 2023, às 19 horas.
Onde: Estação Ferroviária de João Amaro -Distrito de João Amaro – Iaçu (Ba)

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ABI BAHIANA

Harmonia entre vibrafone e violão impressiona plateia da Série Lunar

A Série Lunar recebeu, nesta quarta (27), a primeira apresentação conjunta do violonista Ricardo Camponogara e do percussionista Aquim Sacramento, professores da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia (Emus/UFBA). O evento, realizado mediante parceria entre a Associação Bahiana de Imprensa e a Emus, movimentou o auditório da ABI, no Centro Histórico de Salvador, com clássicos de compositores como Sérgio Assad, Waldir Azevedo, Dusan Bogdanovic, Astor Piazzolla e Pixinguinha. A apresentação impressionou a plateia pela fusão entre destreza técnica e beleza melódica, durante a harmoniosa conversa entre vibrafone e violão.

A noite de concerto foi dedicada ao jornalista, escritor e ativista cultural Clarindo Silva, frequentador assíduo da Série Lunar. Internado por 30 dias para tratar uma úlcera na perna direita, o proprietário da Cantina da Lua recebeu alta hospitalar no último domingo (24) e celebra a nova fase rumo à recuperação completa. Na abertura do evento, foi exibido um vídeo com uma saudação de Clarindo.

Apesar do concerto inédito – a formação compõe um arranjo experimental de violão e vibrafone – os professores estiveram na casa em ocasiões distintas. O professor Ricardo Camponogara, fundador da Orquestra de Violões da Ufba, guiou a orquestra ao lado do também professor Robson Barreto na segunda temporada da Série Lunar, em novembro de 2022. Também na temporada anterior, Aquim Sacramento fez parte da programação do evento com o Duo Sá-Cramento na companhia da professora de percussão do projeto Neojiba, Érica Sá. 

“Como primeiro concerto desse duo, que está se formando agora, tivemos uma plateia calorosa, espaço maravilhoso, numa noite maravilhosa. Foi super gratificante”, observou Aquim.

O músico destacou o caráter experimental da apresentação, tanto por conta da formação incomum de vibrafone e violão quanto pelos novos arranjos. “Tocamos coisas para violão, fiz meus arranjos. Adorei o fato de as pessoas terem a curiosidade de saber sobre um instrumento [o vibrafone] que é ainda pouco conhecido.”

Aquim Sacramento e Ricardo Camponogara foram acompanhados por um público intenso, participativo e emocionado com a extraordinária habilidade dos artistas, cujas mãos dançavam sobre os instrumentos, criando uma sinfonia de notas perfeitamente entrelaçadas.

“Emocionante a junção desses dois instrumentos. A música mexe muito comigo. Hoje foi um dia puxado, sabe? Então, estou muito melhor agora, é terapia”, afirmou a produtora cultural Marcela Klimuk.

Ela soube da Série Lunar por meio da agenda Roda Cultural e não se arrependeu de conferir a dica. “Eu estava no Pelourinho, entrei no perfil e vi a programação. Foi uma feliz coincidência porque Aquim é meu amigo, nos conhecemos em São Paulo”, contou.

A música que emanava do palco envolveu a plateia. Para a médica Leidijane Vieira, foi uma experiência única. “É a primeira vez que venho. Amei! Os artistas surpreendem. Salvador merece apresentações assim. Pretendo vir mais vezes”, garantiu.

Aluna de Ricardo Camponogara, na Emus, Isis Cardoso integra a Orquestra de Violões. “É inspirador vê-los tocar juntos. São duas referências maravilhosas.”

A contadora Rose Rodrigues frequenta a Série Lunar desde a primeira edição. Ela gostou tanto que decidiu se tornar estudante de Música. “Agora, eu toco violão. Achei linda essa união de violão e vibrafone. Nunca tinha escutado.”

Isabel Santos se disse “maravilhada” a cada edição da Série Lunar. “É um grande aprendizado porque os artistas não trazem só as músicas, eles trazem informações sobre as canções e instrumentos. Eu venho com muito prazer e convido os amigos. Quando eles vêm, percebem que eu não estava exagerando nos elogios”, brincou a jornalista.

Confira abaixo alguns cliques de Paula Fróes:

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ABI BAHIANA

Série Lunar recebe duo inédito de Ricardo Camponogara e Aquim Sacramento

Após um período de intenso movimento com a programação de aniversário da Associação Bahiana de Imprensa, o auditório Samuel Celestino volta a abrir as portas ao público. Na noite da próxima quarta-feira (27), a Série Lunar recebe a primeira apresentação conjunta dos professores Ricardo Camponogara e Aquim Sacramento. O evento, realizado mediante parceria entre a ABI e a Escola de Música da Universidade Federal da Bahia (Emus/UFBA), ocorre gratuitamente às 19h. 

Apesar da apresentação inédita – a formação compõe um arranjo experimental de violão e vibrafone – os professores estiveram na casa em ocasiões distintas. O professor Ricardo Camponogara, fundador da Orquestra de Violões da Ufba, guiou a orquestra ao lado do também professor Robson Barreto na segunda temporada da Série Lunar, em novembro de 2022. Também na temporada anterior, Aquim Sacramento fez parte da programação do evento com o Duo Sá-Cramento na companhia da professora de percussão do projeto Neojiba, Érica Sá. 

Para a apresentação na ABI, eles selecionaram clássicos de compositores como Sérgio Assad, Waldir Azevedo, Dusan Bogdanovic, Astor Piazzolla e Pixinguinha. A novidade são alguns arranjos de Aquim Sacramento.

“Esse concerto é único, porque traz uma formação nada usual, nada comum de se ver: vibrafone e violão. A escolha do repertório vem de acordo com as nossas intimidades, são duos de violão trazidos pelo Ricardo Camponogara para a gente experimentar”, adianta Aquim. “É um trabalho de experimentação com o vibrafone. De que maneira a gente pode adaptar certos sons do violão para o vibrafone e do vibrafone para o violão?”, provoca. 

Ambos têm um extenso currículo na área da música e muita experiência para compartilhar com os espectadores da próxima apresentação. Filho do maestro Jorge Sacramento, Aquim iniciou os estudos de percussão aos nove anos de idade. Ele é bacharel em Percussão pela Unesp, mestre em Educação Musical pela Ufba e doutor pela UFMG em Performance Musical. Recentemente se tornou professor de percussão da Ufba. Além do Duo Sá-Cramento, ele participa de formações como a MultiFaces, a MarinGinká e atua como solista, tocando e ministrando palestras e masterclasses em festivais brasileiros e em outros países como os Estados Unidos, Argentina, Europa e Colômbia.

Camponogara é professor de Violão do Curso de Música da Ufba e, desde 2009, coordena a Orquestra de Violões da universidade. Bacharel em Violão pela Universidade Federal de Santa Maria, mestre em Música – Execução/ Violão, pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal da Bahia, financiado pelo CNPq, possui doutorado em Performance/Violão pela University of Arizona, financiado pela Capes. Tem atuado como solista em diversos países, com premiações recebidas nos EUA. Desenvolve também, atividades ligadas à pesquisa, com livros e artigos publicados.

SERVIÇO

Série Lunar – Temporada 2023
Quando: 27 de setembro, às 19h
Onde: Auditório Samuel Celestino (Rua Guedes de Brito, 1 – Praça da Sé | Edifício Ranulfo Oliveira, 8º andar)
Quanto: Gratuito

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