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ACM Neto visita ABI

O prefeito ACM Neto esteve no prédio da ABI

A Prefeitura do Salvador deu início, no fim de semana, à avaliação de imóveis que podem abrigar as futuras sedes das “prefeituras-bairro” do Centro Histórico, Subúrbio Ferroviário e Cajazeiras.

No Pelourinho, o prefeito ACM Neto esteve em três imóveis, entre eles o Edifício Ranulfo Oliveira, que pertence à Associação Baiana de Imprensa (ABI), no local onde funcionava o setor de multas da Transalvador. Na ocasião, foi recebido pelo presidente da ABI, Walter Pinheiro, e representantes da entidade.

Na ocasião, o prefeito falou sobre a disposição de ajudar na requalificação do Centro Histórico. “Queremos fazer isso de duas formas. Primeiro, transferindo parte dos serviços públicos da Prefeitura para essa região. Também queremos, em parceria com o governo do Estado, estimular a habitação popular e atrair investimentos, a exemplo de museus, através de operações urbanas consorciadas. A responsabilidade pelo Pelourinho é do governo do Estado, mas a Prefeitura vai fazer sua parte”.

Também já foi determinado à Secretaria de Desenvolvimento, Turismo e Cultura (Sedes) que elabore um calendário permanente de eventos para o Centro Histórico.

“Queremos levar mais vida ao Centro Histórico, atuando para melhorar a iluminação, garantir a limpeza, presença da Guarda Municipal e organizar o comércio de rua”, afirmou o prefeito, que estava acompanhado do diretor de Descentralização Administrativa da Prefeitura, Reinaldo Braga Filho, e dos secretários da Ordem Pública, Rosemma Maluf, e da Infraestrutura, Habitação e Defesa Civil, Paulo Fontana, além do superintendente da Sucom, Sílvio Pinheiro.

O prefeito afirmou que já está analisando nomes que vão comandar as “prefeituras-bairro” e que, no momento certo, fará os anúncios, evitando qualquer tipo de especulação. Após o Pelourinho, ACM Neto visitou outros imóveis, sendo que alguns deles já contam com serviços da Prefeitura, a exemplo de Periperi (Subúrbio), Cajazeiras VIII e Fazenda Grande I.

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ABI e Braskem discutem o marco civil da internet e as limitações no conteúdo

Em uma manhã de debates sobre as novidades impostas pela regulamentação da internet e as consequências destas transformações no jornalismo nesta quinta-feira (13/12), o Seminário “O marco Civil da Internet Brasileira e o Jornalismo do Século XXI”, promovido pela Associação Bahiana de Imprensa e pela Braskem reuniu aproximadamente 70 pessoas no auditório da ABI, no Centro Histórico.

O encontrodiscutiu o texto do projeto de lei que estabelece direitos e deveres na utilização da internet no país.

De acordo com o presidente da ABI, Walter Pinheiro, o objetivo do evento é debater os impactos da regulamentação da rede, principalmente dentro das redações e no trabalho diário dos profissionais de comunicação.

“O tema que nós escolhemos é de grande importância neste momento em que o Brasil está prestes a firmar a mais avançada regulamentação para a internet do mundo”, explicou Pinheiro.

O projeto está na Câmara aguardando um acordo entre os deputados, que não chegam a um consenso que viabilize a aprovação dos textos.

Primeiro a apresentar o painel, Sergio Amadeu, do Comitê Gestor de Internet do Brasil apresentou uma análise geral das regras atuais que regem a Web no país, os problemas e as soluções para a resolução deste molde.

No painel, questões ligadas a censura e a privacidade foram abordadas de maneira ampla, com destaque para a ação das empresas de telecomunicações. No centro das discussões também esteve a atual tentativa de criminalizar as ações relacionadas ao compartilhamento de produtos que tenham registros autorais, como músicas.

“Nossa legislação deveria se adequar a realidade e não tentar criminalizar quem utiliza do poder de compartilhamento que é inerente a internet”, opinou o especialista.

Em seguida, os impactos nas possibilidades de distribuição e acesso de conteúdos foi o tema da apresentação do professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, Nelson Pretto. Para ele, a importância da internet livre é uma questão crucial e não secundária para discussão no texto do marco civil.

“Existe uma mobilização no Rio de Janeiropara que a internet não fique ameaçada, por causa de limitações impostas. Esta é uma é luta política e ativista”, afirmou.

Antecedendo os debates, o jornalista e editor do site convergência digital criticou as omissões do texto do marco, que não aborda os interesses do usuário de internet e dos profissionais de comunicação, como o jornalista.

“Acredito que 20% das novidades impostas no texto do marco foram estabelecidas por interesses pessoais dos grandes grupos, sem visar melhorias para os usuários”, afirmou. Para ele, a briga pelo copyright na internet é uma das grandes provas da tentativa de aproveitamento financeiro.

Moderado pelo jornalista Bob Fernandes, editor do site Terra Magazine e comentarista da TV Gazeta, o debate também teve a participação de Luiz Queiroz, da Convergência Digital, e teve forte participação do público, composto por jornalistas, educadores, blogueiros e representantes de meios de comunicação, entre outros setores da sociedade civil.

No centro das discussões estiveram as questões relacionadas a propriedade intelectual e a restrição dos usuários sobre a produção cultural e cientifica sob o discurso de proteção ao autor, além de assuntos ligados à privacidade

“A propriedade intelectual é refém do aparato técnico e nós temos que considerar esta realidade antes de efetuar qualquer tipo de lei que regulamente a utilização da rede no país”, finalizou o gestor do Comitê Gestor de Internet do Brasil.

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Retrato de Cipriano Barata vai para a ABI

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) recebeu da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia no dia 19/12/2012, às 9h30, a doação do retrato do jornalista e político baiano Cipriano Barata (1762-1838).

O ato simples teve a presença do presidente da Assembleia, deputado Marcelo Nilo (PDT), e do presidente da ABI, jornalista Walter Pinheiro, além de outras autoridades e de membros da diretoria. Logo após, a Associação realizou a última reunião de 2012.

O retrato de Cipriano Barata, pintado a óleo sobre tela (50×60), em 2001, pelo artista baiano Henrique Passos, foi encomendado pela Assembleia para ilustrar a capa do livro Cipriano Barata na Sentinela da Liberdade, do jornalista e professor Marco Morel (da UERJ).

Na ABI, a obra será incorporada ao acervo do Museu de Imprensa, unidade da ABI que preserva documentos, periódicos raros, retratos e objetos que pertenceram a empresas de comunicação e a jornalistas da Bahia.

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ABI homenageia José Cipriano Barata

 

O jornalista e político baiano José Cipriano Barata, que em vida foi um dos mais combativos defensores da luta contra a censura e o absolutismo no país, foi homenageado ontem pela Assembleia Legislativa da Bahia (AL) com uma tela pintada pelo artista plástico Henrique Passos.

A homenagem faz parte da programação desenvolvida pela Associação Bahiana de Imprensa (ABI), que congrega os profissionais de comunicação que desenvolveram trabalhos importantes a favor da liberdade de imprensa da Bahia.

Entre os presentes à solenidade, o presidente do Legislativo, deputado Marcelo Nilo, o presidente da ABI e diretor- presidente da Tribuna da Bahia Walter Pinheiro, além de autoridades e membros da diretoria.

Após a exposição da tela, o deputado Marcelo Nilo falou sobre a importância do jornalismo para a democracia e lembrou a dificuldade vivida pelos políticos e cidadãos durante período ainda recente, quando prevalecia o arbítrio e a censura.

“Como estamos num período republicano, em que a harmonia e independência dos poderes é respeitada, assim como as leis e os cidadãos, é pedagógico o trabalho que a ABI realiza para manter viva a lembrança do período duro que se seguiu à chegada dos militares no poder em 1964”, afirmou o deputado, que se comprometeu a apoiar as iniciativas da ABI em sua missão e se declarou honrado em representar o parlamento da Bahia naquele momento.

Walter Pinheiro lembrou a familiaridade dos jornalistas da Bahia e de sua entidade representativa e registrou que a Assembleia Legislativa chegou a funcionar no edifício Ranulfo de Oliveira, sede da ABI, durante 14 anos, entre os anos de 1960 e 1974, até a construção da sede definitiva do Legislativo no Centro Administrativo.

Ele acrescentou que a luta de José Cipriano Barata, considerado patrono dos jornalistas brasileiros, foi sempre pela independência do Brasil. Walter Pinheiro elogiou o vigor combativo de Barata, que editou e escreveu o seu jornal “Sentinela da Liberdade”, um dos primeiros documentos do gênero no país, muitas vezes de dentro dos cárceres, estudado no livro escrito pelo professor Marco Morel e editado pela Assembleia Legislativa e a Academia de Letras da Bahia.

“Ficamos felizes e orgulhosos em ter nosso arquivo enriquecido com esse quadro. Cipriano marcou sua vida pela defesa da liberdade em especial pela liberdade de imprensa. E por isso mesmo foi alvo de várias prisões, sendo obrigado a ir morar em Natal, onde veio a falecer”, declarou Pinheiro.