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Diretor da ABI participa de debate sobre nova Lei do Direito de Resposta

Como funciona a nova lei do direito de resposta para a mídia brasileira? Conduzido pelo jornalista Igor Baraúna, o TVE Debate desta terça (1º) reuniu especialistas e profissionais da área da imprensa para debater o tema. O programa, que vai ao ar às 21h e será reprisado no próximo domingo, traz o diretor da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), Raimundo Marinho, o advogado civil Eduardo Caldas, a presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (Sinjorba), Marjorie Moura, e o diretor da Associação Baiana de Rádio e TV (Abert), José Trindade. Os convidados discutiram sobre as possíveis falhas da nova legislação e demonstraram preocupação com a possibilidade de intervenção contra a liberdade de imprensa e o livre exercício profissional.

TVE Debate-direito de resposta - Foto_reprodução TVEDe acordo com o diretor da ABI, Raimundo Marinho, a lei possui aspectos positivos, mas é preciso contextualizar. O dirigente afirma que, ao contrário do que a edição da nova lei fez crer, não existia vácuo. “O direito de resposta já estava amplamente garantido pela Constituição. O que precisava era de uma nova lei de imprensa em substituição à que foi revogada. A Lei do Direito de resposta pode criar armadilhas e, nesse sentido, devemos ficar atentos”.

Nova lei – Sancionada no último dia 11 pela presidente Dilma Rousseff (PT), a lei que regulamenta o direito de resposta a qualquer pessoa que se sentir ofendida por materiais veiculados em empresas de comunicação vem sendo alvo de muitos questionamentos. A lei define que a veiculação de resposta terá o “mesmo destaque, publicidade, periodicidade e dimensão” da publicação considerada ofensiva, o que não exclui eventuais ações penais ou de indenização por danos morais. Um dos pontos mais criticados refere-se ao prazo determinado para que os veículos contestem eventuais requerimentos. Quem se sentir ofendido tem 60 dias para apresentar um pedido de reparação a um juiz, que deve notificar a publicação, que tem 24 horas para apresentar seus argumentos.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para criticar um trecho da lei. A entidade tenta suspender o dispositivo que exige que, para suspender a resposta concedida por um juiz seja preciso uma análise colegiada. “O direito de resposta deve ser assegurado, contudo não pode ser exercitado abusivamente ou como estratégia para impedir o trabalho da imprensa livre”, ponderou o presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho. A OAB avalia que, além de provocar desequilíbrio entre as partes, o trecho fere a independência entre os poderes ao dispor sobre a atuação do Judiciário.

Confira a íntegra do debate!

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Canal lança série de vídeos que mostra relação entre as notícias

O canal GloboNews lançou uma série de vídeos que mostram como os assuntos diários apresentados pelo noticiário conseguem se interligar e, a partir disso, desencadear novos fatos. Segundo a Meio&Mensagem, além da conexão entre as notícias, os vídeos, criados pelo ilustrador israelense Noma Bar, destacam como a GloboNews atua para apresentar todos os acontecimentos aos telespectadores.

O primeiro vídeo foi ao ar no programa “Em Pauta” com o tema “Intolerância”, abordando questões como o poder bélico global e a atuação do Estado Islâmico. O segundo fala sobre “Corrupção” e pontua questões como a Lava Jato e o Mensalão.
Assista aos vídeos:

Fonte: Portal IMPRENSA e Meio & Mensagem

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Abraji cobra investigação do assassinato de blogueiros no MA

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) demonstrou preocupação com os recentes assassinatos de blogueiros no Maranhão. A entidade diz que apura as circunstâncias das mortes de Ítalo Diniz e Orislândio Roberto Araújo, conhecido como Roberto Lano. Os dois mantinham blogs nos quais criticavam políticos locais, além de publicar e reproduzir reportagens sobre a região. Segundo a entidade, colegas de Diniz acreditam que o crime foi represália à sua atuação no blog.

Lano foi assassinado com um disparo na cabeça quando andava de moto com a mulher no último sábado (21/11), na cidade de Buriticupu, região centro-oeste do Maranhão. Já Diniz, de 30 anos, morreu após ser atingido por três tiros disparados por um homem em uma moto em Governador Nunes Freire, no extremo norte do estado.

Leia também: SIP pede investigação de assassinatos de jornalistas no Brasil

Luciano Tavares, outro comunicador de Governador Nunes Freire, disse ao Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ) que o colega “irritava apoiadores do ex-prefeito da cidade [adversário do atual]” com suas críticas. Além dele, uma pessoa próxima ao blogueiro relatou à Abraji estar certa de que a morte teve razões políticas.

Situação semelhante acontece com Roberto Lano. Cinco dias antes de ser morto, ele publicou em seu blog uma crítica ao atual prefeito de Buriticupu José Gomes (PMDB). O comunicador também era conhecido por sua atividade como promotor de eventos na região e locutor.

A polícia do Maranhão ainda não conseguiu determinar se os assassinatos têm relação com as atividades de Diniz e Lano como comunicadores. O delegado Guilherme de Sousa Filho, responsável pelo caso de Diniz, afirma que essa é uma das possibilidades investigadas. Sobre o caso de Lano, a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informa em nota que “a polícia trabalha com várias linhas de investigação”.

*Fonte: Portal IMPRENSA

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Fórum debate papel do jornalista nas redações da era digital

Seja multimídia. Essa, provavelmente, não é a primeira vez que jornalistas ouvem esse conselho. Cada vez mais, mudanças no perfil do profissional de comunicação são exigidas. O repórter e colunista de moda e celebridades Bruno Astuto sabe como é ser jornalista na era digital. Ele está acostumado a fazer revistas impressas, sites, televisão e redes sociais, simultaneamente, com diferentes prazos e em boa parte das vezes sobre o mesmo tema. O jornalista André Lahóz, diretor de redação da Exame, também. Ele comanda as redações da revista impressa e do site Exame.com, lidando com as duas frentes diariamente. Os dois participaram do 9º Fórum Aner de Revistas 2015, em São Paulo, com o painel “O papel do jornalista nas redações da era digital”.

Para eles, um lado dessa moeda é fascinante, o outro traz desafios e problemas que devem acompanhar o meio por bastante tempo. Os profissionais concordam que o papel do jornalista mudou e que trabalhar com diversas mídias precisa ser natural. Quem antes se dedicava somente a um formato, precisa estar disposto a aprender novas linguagens. “O jornalista tem de buscar soluções. O mercado exige que quem estava nos bastidores vá para frente das câmeras e faça vídeo para internet. Isso precisa ser possível dentro das redações”, propõe Astuto.

Um dos pontos positivos da revolução digital seria permitir maior proximidade com os leitores, já que os sites praticamente acabaram com a necessidade de uma publicação semanal ou mensal segurar uma informação. “Para quem trabalha com revista, a internet é aliada e não inimiga”, comentou Lahoz. Astuto complementa ao falar que não se pode “culpar o online” por negócios que não dão certo. “Às vezes abro os impressos e vejo coisas chatas e conteúdos que não se encaixam mais no mundo de hoje. Ou seja, é um problema de pensar em formas atraentes para o leitor”.

Já o lado ruim disso, segundo Lahóz, seria o confronto com o dilema da audiência. “Você precisa transformar conteúdo em audiência. Às vezes o profissional tem tantos textos para fechar e conseguir alcançar a meta que não sobra tempo para relacionamento. Precisa fazer algo com qualidade, você tem que encontrar suas fontes, marcar um almoço, investir em algo futuro. Os bons jornalistas fazem isso diariamente”, afirma Lahoz. Para ele, furos e grandes análises chegam por meio de relacionamento e experiência com fontes. Esse tema foi discutido, inclusive, em outros painéis do Fórum Aner.

A dupla debateu ainda a necessidade de dar a notícia na hora, rapidamente, e ao longo do dia ir completando, atualizando o conteúdo para o leitor. Astuto exemplificou isso falando sobre uma de suas coberturas da Semana de Moda em Paris, quando estavam pensando em como dividir o conteúdo em várias mídias. “O que eu fiz? Primeiro no Instagram, porque o leitor quer a informação ali na hora, antes de abrir o site, depois no site, e por fim na revista”, explicou.

Apesar de todas as mudanças na profissão, eles ressaltaram que a essência do jornalismo não mudou e que seu papel acabou exacerbado na era digital. Eles acreditam que dar contexto, análise e explicar o mundo talvez nunca tenha sido tão relevante. “No futuro não vai ser Facebook nem Google que vão revelar corrupções, Lava Jato, Estado Islâmico… Precisamos, sim, de jornalistas que apurem”, declarou Astuto. “Quem fizer o bom jornalismo vai ter o seu papel”, concluiu Lahóz.

*Informações do Portal IMPRENSA e do Portal Comunique-se