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ABI oferece moção de aplausos ao Sinjorba pela vacinação da categoria

Em reunião ordinária da diretoria da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), realizada nesta quarta-feira (14/07), foi aprovada uma moção de aplausos ao Sindicato dos Jornalistas do Estado da Bahia (Sinjorba), pelo empenho e toda luta para viabilizar a vacinação dos profissionais da imprensa no estado.

A proposta foi do jornalista Ernesto Marques, presidente da Associação. O dirigente ressaltou na justificativa o fato de o Sinjorba, com o apoio da ABI, ter encabeçado o diálogo com as instâncias governamentais para imunizar a categoria.

Confira a seguir:

No momento em que a comunicação se apresenta como o 3º setor com mais desligamentos por morte no Brasil, a diretoria da Associação Bahiana de Imprensa (ABI) oferece uma moção de louvor e aplausos ao Sindicato dos Jornalistas do Estado da Bahia (Sinjorba), pela iniciativa e liderança no processo que viabilizou a vacinação de milhares de profissionais de comunicação na Bahia.

Desde o início da pandemia, o Sinjorba, alinhado com a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), solicita ao Ministério da Saúde, ao Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e ao Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) a inclusão da categoria dos jornalistas no grupo prioritário do Plano Nacional de Imunização (PNI).

A entidade empreendeu campanha, sempre ressaltando o elevado número de trabalhadores da imprensa vitimados pela Covid-19, bem como a necessidade de imunização da categoria, incluída em decretos que estabelecem os serviços de Comunicação como essenciais e exposta à contaminação e morte, justamente no exercício de seu trabalho.

Com o apoio da ABI, onde a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) estabeleceu ponto de vacinação na capital baiana, o Sindicato articulou a imunização junto ao governo estadual e prefeituras em todas as regiões da Bahia. Cinco mil  profissionais de comunicação vacinados significa mais segurança para que a categoria possa continuar levando à população informação e orientação qualificadas. O esforço coletivo liderado pelo Sinjorba, na pessoa do seu presidente, o jornalista Moacy Neves, contribuiu para salvar vidas.

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SRTE e Sinjorba firmam parceria para regularizar registros profissionais

Centenas de jornalistas que precisaram recorrer ao Ministério da Economia para conferir seus registros profissionais tiveram uma surpresa: ao acessarem o link no site do governo (clique aqui), descobriram que a inscrição constava como inexistente. De acordo com o Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), os profissionais se depararam com a informação apenas quando o documento foi requerido no cadastramento para a vacinação contra a Covid-19.

“Nenhum registro encontrado” ou “Registro cancelado” são as mensagens mais comuns

Segundo o responsável pelos registros na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) – antiga DRT – do Ministério da Economia aqui na Bahia, Carlos Melo, o problema aconteceu porque houve migração de dados dos livros de registro para o sistema online. Quando os registros foram transferidos houve inconsistências haja vista que o sistema informatizado não aceitou as informações incompletas. E isso ocorreu porque quando muitos colegas fizeram seu pedido, muitos há décadas, estes dados não foram solicitados. Aliás, tudo era presencialmente, com cópias impressas dos documentos, com inclusão feita à mão. 

Inicialmente, a SRTE sugeriu que o trabalhador entrasse novamente no sistema e fizesse um novo pedido de registro. No entanto, após pedidos do Sinjorba e simulações feitas pelo órgão, foi sistematizada uma maneira de resolver, usando um recadastramento de dados feito a partir do Sindicato.

A partir de agora, quem ingressar no sistema do ME e encontrar inconsistência em seu registro, pode clicar neste link aqui, preencher os campos e anexar os documentos pedidos. Este cadastro será compartilhado entre o Sinjorba e a SRTE. Segundo o Sindicado, a regularização da inscrição é concluída em alguns dias, caso as informações fornecidas estejam corretas.

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Covid-19 mata um jornalista por dia no Brasil

Levantamento realizado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) mostra que a Covid-19 mata, em média, um jornalista por dia no Brasil. Entre janeiro e abril de 2021, a categoria assistiu à perda de 124 colegas para a doença, uma média de 31 por mês, bem acima da média verificada em 2020, que foi de 8,3 óbitos/mês. No total, já são 213 profissionais mortos.

Os números fazem parte do “Dossiê Jornalistas Vitimados pela Covid-19”, documento elaborado pela Fenaj com a ajuda dos sindicatos de todo o país. Na Bahia, levantamento do Sinjorba (entidade da classe na Bahia) mostra que mais de 350 profissionais contraíram a doença, com o registro de oito mortes. O presidente da entidade, Moacy Neves, acredita que os dados ainda não mostram a situação real. “A pesquisa está em andamento, inclusive coletando e apurando dados anteriores e todos os dias incluímos novas informações ao dossiê”, informa.

Até março de 2021 o Brasil ostentou a primeira posição no mundo em mortes de jornalistas pelos efeitos do coronavírus. No mês, um em cada três profissionais mortos no mundo estava no país. Foi superado a partir de abril pela Índia, nação com uma população 6,6 vezes maior que a brasileira. A Informação está em um levantamento feito pela ONG Press Emblem Campaign, entidade com sede em Genebra (Suíça), que tem acompanhado os casos de Covid-19 no segmento da imprensa em todo o mundo.

Mortes cresceram 124% no setor

Outro estudo publicado este mês pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), “Boletim Emprego em Pauta”, chama muito a atenção e comprova que as mortes no setor de comunicação são maiores do que aparecem. Para organizar o boletim, a organização apurou os dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), divulgados pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, e revelou uma situação dramática.

No 1º trimestre de 2020 foram registrados 194 desligamentos por morte de profissionais no setor de Informação e Comunicação. Em comparação aos números do 1º trimestre de 2021, verifica-se que as mortes saltaram para 435, um crescimento de 124,2%.

Na página 5 do estudo, a tabela “Número de Desligamentos por Morte no Emprego Celetista – 1º trimestre de 2020 a 1º trimestre de 2021 – Brasil” mostra que só os campos “médicos” e trabalhadores do ramo de “eletricidade/gás” registraram mais desligamentos por morte que o setor de “Informação/Comunicação”.

“Olhando o que aconteceu no Brasil neste intervalo de um ano entre o fechamento do 1º trimestre de 2020 e o 1º trimestre de 2021 podemos afirmar que o único motivo que justifica tamanho avanço é a Covid-19”, destaca o presidente do Sinjorba. Para Moacy Neves, isso aconteceu porque, após o arrefecimento da pandemia em outubro e novembro de 2020, os jornalistas que trabalharam em home office a partir de março foram convocados de volta ao trabalho. “Quando a segunda onda chegou no início do ano, apanhou a categoria desprotegida, cumprindo pautas nas ruas ou em redações e estúdios fechados”, conclui ele.

Prioridade

Jornalistas com mais de 40 anos, além de radialistas, cinegrafistas, apresentadores, fotógrafos e blogueiros registrados se tornaram prioridade na vacinação contra a Covid-19 na Bahia. A decisão foi tomada nesta terça (18), durante a reunião da Comissão de Intergestores Bipartite (CIB), que reúne os secretários estadual e municipal de saúde, em uma vitória histórica dos profissionais da imprensa no estado. A inclusão foi resultado de uma forte campanha encampada pelo Sinjorba, juntamente com o Sindicato dos Trabalhadores em Rádio e TV na Bahia (Sinterp) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI).

A decisão de incluir profissionais de imprensa na lista prioritária foi rebatida pelo Ministério Público do Estado da Bahia, que pediu à CIB que não aprove vacinação para grupos não previstos no Plano Nacional de Operacionalização (PNO) da imunização.

Na manhã de hoje, 20, o Sinjorba participou de audiência com o GT Coronavírus do MP-BA e explicou os números que justificaram o pleito de prioridade levado aos gestores de saúde na Bahia e acatado pela Comissão de Intergestores Bipartite (CIB). “Apresentamos todos os números e enviamos oficialmente os documentos (leia o documento). A nossa luta vai continuar. Existe uma recomendação do MP, mas não há nenhuma decisão que suspenda a vacinação. Não queremos essencialidade para morrer no exercício do nosso trabalho, que é fundamental para o entendimento da sociedade sobre a Covid-19″, defende Moacy Neves, presidente do Sinjorba. Segundo o dirigente, Sinjorba, Sinterp e ABI aguardam definição sobre o início da vacinação da categoria.

Links dos documentos
Levantamento da Federação Nacional dos Jornalistas
https://bit.ly/3yo8XZj

Números da “Press Emblem Campaign” 1
https://bit.ly/3fxNB35

Números da “Press Emblem Campaign” 2
https://bit.ly/3yqt2OM

Boletim Emprego em Pauta (Dieese)
https://bit.ly/2QAEAOr

Pedido Sinjorba Ministério da Saúde
https://bit.ly/2Sb4BnE

*As informações são do Sinjorba

ABI BAHIANA

Sinjorba, Sinterp e ABI buscam reunião para discutir início da vacinação

Jornalistas com mais de 40 anos, além de radialistas, cinegrafistas, apresentadores, fotógrafos e blogueiros registrados se tornaram prioridade na vacinação contra a Covid-19 na Bahia. A decisão foi tomada nesta terça (18), durante a reunião da Comissão de Intergestores Bipartite (CIB), que reúne os secretários estadual e municipal de saúde, em uma vitória histórica dos profissionais da imprensa no estado. A inclusão foi resultado de uma forte campanha encampada pelo Sinjorba, juntamente com o Sindicato dos Trabalhadores em Rádio e TV na Bahia (Sinterp) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI).

Foram conversas e entendimentos junto às autoridades de saúde do Estado e dos municípios para incluir entre os segmentos prioritários na vacinação contra a Covid-19 os jornalistas e radialistas que estão na linha de frente do trabalho durante a pandemia. Agora, Sinjorba, Sinterp e ABI buscam reunião com gestores para discutir a operacionalização da vacina. “Por enquanto, estão incluídos os profissionais que estão realizando trabalho externo, na linha de frente. A luta pela vacina é a luta por aqueles que estão expostos, os trabalhadores em modalidade presencial”, explicou Moacy Neves.

“Este momento é para celebrar o reconhecimento da relevância da nossa categoria para garantir que as pessoas recebam informação de qualidade. A vitória é estarmos incluídos no rol das categorias prioritárias e vamos seguir na luta para que as outras faixa-etárias também sejam imunizadas”, garantiu o presidente do Sinjorba, Moacy Neves. O Sinjorba agradeceu “a sensibilidade do secretário Vilas Boas e de todos os gestores municipais de saúde, que acolheram os argumentos da entidade, reconhecendo o alto grau de adoecimento dos profissionais de imprensa, dada à enorme exposição a que são submetidos durante a execução de seu trabalho”, afirmou o dirigente.

Mortes de jornalistas por Covid-19

O jornalista e radialista Ernesto Maques, presidente da Associação Bahiana de Imprensa, ressaltou a importância da conquista, alcançada no mesmo dia em que o relatório da organização Press Emblem Campaign (PEC) registrou pelo menos 194 mortes de profissionais de imprensa desde março de 2020 no Brasil. O país liderava a lista de países com maior números de óbitos de jornalistas por Covid-19, mas foi ultrapassado pela Índia, com 200.

“Além da importância para uma das categorias mais expostas e mais vitimadas pela covid-19, a inclusão nos grupos prioritários fortalece nossas entidades, especialmente o Sinjorba, que liderou o processo”, observou. “Estaremos mais seguros para cumprir nossa missão e, desta forma, seguiremos contribuindo com informação qualificada para a superação da pandemia, cobrando vacinas para toda a população”, concluiu Marques.

O secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, explicou que “a ideia é proteger os profissionais que estão em risco nesta classe essencial para a sociedade”. Na reunião de ontem (18), ficou definido que 70% das doses recebidas serão destinadas à continuidade da vacinação de grupos prioritários definidos no Plano Nacional de Imunização. Os demais 30% serão usados para vacinar a população em geral, com idade de 59 a 18 anos, de forma escalonada. A decisão da CIB será publicada no Diário Oficial do Estado na próxima quinta-feira (20).

*Com informações do Sinjorba