ABI BAHIANA

Instituições baianas se unem pela reestruturação do Museu Casa de Ruy Barbosa

Há 99 anos a morte de Ruy Barbosa era anunciada oficialmente no Senado Federal, câmara onde ele passou 32 dos seus 55 anos de vida pública. Neste dia 1° de março, instituições que integram o colegiado responsável pela programação da agenda “Ruy, 100 anos depois” farão sua primeira visita ao Museu Casa de Ruy Barbosa. O ato simbólico, que ocorre a um ano do centenário da morte do jurista e jornalista, foi convocado pela Associação Bahiana de Imprensa (ABI) e representa a união das entidades para a restauração do imóvel e preservação do legado de Ruy. 

A partir das 9h, além da ABI, estarão no equipamento cultural, representando a comissão organizadora da celebração da data, membros da Academia de Letras da Bahia (ALB), do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), da Câmara Municipal de Salvador (CMS) e da Associação Comercial da Bahia (ACB). 

Um dos objetivos da comissão era reinaugurar o Museu em 1º de março de 2023, exatamente no dia em que a morte de Ruy Barbosa completará 100 anos. Mas a meta foi comprometida porque a ABI se viu impedida de entrar no imóvel desde fevereiro de 2021. Somente no início deste mês, a Associação retomou a posse do Museu, após sair vitoriosa de uma ação movida contra o Grupo Yduqs Educacional, responsável pela antiga Faculdade Ruy Barbosa – atual Centro Universitário UniRuy. Com o atraso na entrega das chaves à ABI, é pouco provável que a entidade consiga recuperar os danos do imóvel a tempo de abrir as portas na data programada. 

Foto: Fábio Marconi

A reunião da próxima terça-feira será o primeiro ato público depois do anúncio do projeto, feito em dezembro passado. Para o jornalista Ernesto Marques, presidente da ABI, isso representa uma nova fase. “Até aqui temos trabalhado na organização da programação de eventos e publicações, além da revitalização da Rua Ruy Barbosa. Depois da reintegração de posse, é hora de mobilizar empresas, instituições públicas e privadas”, afirma. 

O dirigente quer resgatar a atuação coletiva que fez surgir o Museu a partir da arrecadação de dinheiro e de acervos. “Vamos reeditar a façanha dos que conseguiram se mobilizar em torno da ABI, na década de 1940, para construir este Museu. Saberemos honrar este esforço para devolver um equipamento cultural precioso para a Bahia e, especificamente, para o Centro Antigo de Salvador. Venceremos!”, antecipa Marques. 

De acordo com o professor Edvaldo Brito, representante da CMS e da ALB e presidente da Comissão Executiva do Colegiado para o Centenário, a verdadeira importância do ato é atuar pela preservação da memória do jurista. “Ruy Barbosa é a maior expressão intelectual da Bahia e do Brasil. Reverenciar a sua memória é, também, oferecer o seu exemplo, como estímulo, às novas gerações. Esse é o significado maior de tudo o que estamos fazendo”, ressalta o professor.

Serviço 

Visita de instituições baianas ao Museu Casa de Ruy Barbosa

Quando: 1° de março de 2022, às 9h. 

Onde: Museu Casa de Ruy Barbosa (Rua Ruy Barbosa nº 12 – Centro Histórico de Salvador

  • Mais informações

Assessoria: [email protected] / 71 98791-7988 (Wa)

Ernesto Marques – presidente da ABI: 71 99129-8150

Guilherme Santos, assessor de Edvaldo Brito (CMS) – presidente da Comissão do Colegiado: 71 99271-1771

Site: http://www.abi-bahia.org.br/  

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A Semana de Arte Moderna revisitada

Larissa Costa*

Há cem anos ocorria a Semana de Arte Moderna, no Theatro Municipal de São Paulo. Foi necessário certo tempo após a mostra para que se entendesse sua dimensão para a cultura e a arte brasileiras. Chegado o centenário, o evento que movimentou a capital paulista em fevereiro de 1922, “oficializando” o modernismo no país, pede revisões. Qual o seu legado? Por que, dentre todas as manifestações artísticas no Brasil, essa é tão reconhecida? O que era o moderno para os modernistas, afinal?

“Esse foi o primeiro, e 100 anos depois, o maior, mais radical e completo movimento cultural do Brasil. Inicialmente, na literatura (poesia e prosa), pintura, escultura e música. Mais tarde, sua influência se estendeu a outras áreas, como o cinema, outros ramos das artes plásticas e o teatro”, afirma o jornalista e pesquisador Jorge Ramos, diretor do Museu Casa de Ruy Barbosa, da Associação Bahiana de Imprensa. 

Entre os artistas do movimento, era pautada a busca pela renovação da linguagem, pelo abandono da forma rígida imposta às expressões artísticas da época. São notórias até hoje as caricaturas feitas do movimento parnasiano. Além do esforço em criar – ou talvez abrir mão – uma nova forma estética, os artistas queriam voltar às suas raízes, abandonar a influência europeia e repensar o Brasil. “Todos os movimentos de ruptura cultural e artística  com os padrões estabelecidos são frutos da ‘Semana de 22’. A busca por renovação estética é também uma herança do modernismo”, afirma Jorge Ramos.

“Mário de Andrade foi quem mais estudou a formação cultural do Brasil. Ele e outros modernistas olharam para dentro do Brasil e ‘descobriram’ e estudaram a arte barroca, as lendas amazônicas, a música sacra, as canções indígenas, os vaqueiros, o samba, o carnaval e uma série de outras manifestações culturais brasileiras foram reveladas para o próprio Brasil”, destaca o pesquisador. 

Mas as primeiras badaladas do movimento surgiram um tanto antes. Entre os artistas que encabeçaram a Semana havia alguns com condições para realizar viagens ao exterior, como Oswald de Andrade e Anita Malfatti. A experiência deles na Europa e nos Estados Unidos, onde estavam em voga as vanguardas, foi crucial para o rompimento com as linguagens mais tradicionais. 

Ao voltar de viagem, Anita Malfatti exibe o quadro “O homem amarelo”. Ali estava expresso um dos primeiros desafios à forma como as artes plásticas eram executadas no Brasil. O resultado, sabemos, foi a crítica devastadora, “Paranóia ou mistificação”, de Monteiro Lobato, que ressoa até hoje.

“Essa artista possui um talento vigoroso, fora do comum. Poucas vezes, através de uma obra torcida para má direção, se notam tantas e tão preciosas qualidades latentes.(…) Entretanto, seduzida pelas teorias do que ela chama arte moderna, penetrou nos domínios dum impressionismo discutibilíssimo, e põe todo o seu talento a serviço duma nova espécie de caricatura”, condena Lobato. Como efeito, a crítica reacendeu entre os modernistas o desejo de causar mais impacto. 

O evento no Theatro

“Modernismo é sobretudo a expressão cultural das grandes metrópoles”, afirma o professor, poeta e ensaísta Aleilton Fonseca. Não à toa o centro escolhido foi o Theatro Municipal da capital paulista. A mostra ocorreu entre os dias 13 a 18 de fevereiro, com espaço para cada linguagem: literatura, música, artes visuais e escultura. 

Alguns momentos marcaram o tumulto que foi a mostra. Como recorda o poeta e escritor Ruy Espinheira Filho, o burburinho foi proposital. Oswald de Andrade, com seus contatos, acionou a imprensa e jornalistas para que fossem ao Theatro vaiar os modernistas. A intenção de causar barulho surtiu efeito e cada vaia era considerada um sucesso.

E foram muitas as vaias. Não podendo comparecer, Manuel Bandeira enviou um poema chamado “Os sapos”, que foi declamado por Ronald de Carvalho. Ali, mais uma crítica ao parnasianismo, bem mal recebida: “O sapo-tanoeiro,/ Parnasiano aguado,/ Diz: – “Meu cancioneiro/ É bem martelado./ Vede como primo / Em comer os hiatos!”. Em outro momento, o compositor e maestro Heitor Villa-Lobos aparece em sua apresentação calçando um chinelo em um pé e um sapato no outro. Interpretando o gesto como uma afronta, o público responde com mais vaias, porém Villa-Lobos possuía apenas um machucado em um dos dedos. 

Outros nomes contribuíram com a Semana, todos igualmente reconhecíveis. Além de Mário de Andrade e Oswald, o poeta Menotti Del Picchia também encabeçou o movimento. Os artistas Victor Brecheret, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral e Anita Malfatti. As mulheres, aliás, marcaram presença, apesar de não terem tido grande divulgação, mesmo atualmente. Juntando-se às artistas mais conhecidas, há nomes como a pintora Zina Aita e, na música, Guiomar Novaes, Paulina D’Ambrosio e Lucília Guimarães Villa-Lobos.

Heloísa Prazeres, professora, poeta e escritora, avalia o impacto da mostra. “Não há dúvida que o entusiasmo dos futuristas pela velocidade e tecnologia das capitais modernas favoreceu os estímulos aos modernistas inaugurais, e que se criou no grupo um estreito contato com as vanguardas europeias”, coloca. Apesar dessa aproximação com as vanguardas, a ensaísta diz que foi através desse movimento que se construiu o reconhecimento das culturas autóctones e afro-brasileiras – formadas a partir de elementos da cultura de povos africanos que foram trazidos como escravos durante o período colonial.

Segundo ela, a própria data programada para o evento foi pensada para coincidir com a comemoração dos cem anos de independência do Brasil (declarada em 1822). Pela proposta, a Semana representaria também o processo de independência das artes.

“Tal esforço de redefinição da linguagem artística se articulou com um forte interesse pelas questões nacionais, que ganhou acento destacado a partir da década de 1930, quando os ideais de 1922 se difundiram e foram absorvidos. Nesta época, começaram a surgir as grandes interpretações históricas e sociológicas de Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e Caio Prado Jr”, finaliza.

As contradições

Aleilton Fonseca também explica o cenário cultural onde o movimento foi construído. “(…) São momentos de transformação das grandes cidades em grandes metrópoles modernas, atendendo às necessidades de uma nova estrutura social, política e econômica resultante das revoluções industriais e do desenvolvimento do capitalismo no mundo ocidental”, analisa. 

O movimento modernista nasce e cresce entre oposições e o embate entre o novo e as tradições, o moderno e o atraso, é somente um deles. Havia diferenças de classes entre os artistas do movimento, mas havia também diferenças de cunho político e ideológico. 

De acordo com Jorge Ramos, os modernistas de 22 formavam um papel eclético de personalidades e tendências ideológicas, filosóficas, religiosas e políticas. “Uns mais tarde evoluíram para o pensamento político de esquerda (caso de Oswald); outros, para a extrema-direita e o integralismo (caso de Plínio Salgado). A maioria era formada por liberais. Muitos romperam amizades para sempre e passaram a criticar e até ofender os próprios colegas de jornada”, relata. 

Havia ainda a relação com as oligarquias paulistas da época. É notório o envolvimento de Paulo Prado como um dos financiadores da exibição – afinal a Semana foi realizada em um dos museus mais importantes da capital. Prado era um escritor e descendente de uma das mais importantes famílias paulistanas no ramo da cafeicultura. Mas, como ressalta Heloísa Prazeres, os artistas do movimento não deixam a dever em nada no rompimento com as tradições estéticas. 

“Houve uma uma mudança da maneira como os escritores, os artistas se relacionam com a vida artística, a vida acadêmica com as instituições, com a imprensa houve uma mudança de mentalidade. É um marco que merece ser lembrado, com as discussões, com os debates, com as críticas porque nenhum movimento estético no seu tempo deixou também de ter suas limitações e seus equívocos”, acrescenta o professor Aleilton. “Não se trata de esquecer as contradições que os intelectuais apresentaram na sua época. Mas o nosso raciocínio tem cem anos de vantagem, de reflexão e de leitura e análise das obras e do legado modernista”.

As influências posteriores

“O interessante é que na época a Semana de Arte Moderna não interessou muito. Depois foi crescendo com o tempo”, recorda Ruy Espinheira Filho. O escritor comenta que após a publicação do segundo manifesto de Oswald de Andrade, Mário de Andrade havia dito entre amigos que aquele não era um momento para manifestos e sim para fazer arte e cultura. A Semana já havia terminado. 

É esse sentimento que está expresso em parte nas correspondências trocadas entre Mário de Andrade e Carlos Drummond de Andrade, em 1924. Drummond, ainda muito jovem, provoca o outro escritor. “Drummond escreve que não via como fazer arte no Brasil, que o Brasil era muito pobre, não tinha tradição, nem riqueza cultural e, portanto, achava uma perda de tempo as pessoas se dedicarem a querer criar cultura em um país como esse. E Mário de Andrade dá um puxão de orelha nele e diz que Drummond estava desanimado, mas que ele não estava. E que achava que a razão do Brasil ser um país novo ainda era fundamental, pois a partir dali o Brasil poderia realizar as coisas. Para ele, o Brasil tinha tudo para vir a fazer uma grande arte”, conta Ruy Espinheira Filho. 

Talvez a maior contribuição feita pelo evento tenha sido o que veio após ele. Mesmo que os artistas tenham começado a produzir bem antes de 22 – Mário de Andrade já havia publicado livros naquela altura – a intenção era a partir dali continuar a produzir cada vez mais. “A partir daí o Brasil ganhou outra dimensão artística e cultural também. (…) Essa é a importância do movimento de 1922. Foi o marco inicial de tudo isso que transformou o século 20 no Brasil em um século riquíssimo para a cultura”, analisa o escritor. 

Além da contribuição para as ideias trabalhadas depois pelos ensaístas de 30, a influência do movimento começa a se espraiar para outros lugares. Na Bahia, essa influência – ainda que tardiamente – se faz sentir principalmente em escritores como Jorge Amado, o poeta e jornalista Sosígenes Costa e artistas como Carlos Bastos e Mário Cravo. “Nos anos 40 foi organizado em Salvador um evento de obras modernistas e Carlos Bastos teve uma tela cortada a navalha. Era um protesto de alguma mente retrógrada e avessa às novas ideias”, lembra Jorge Ramos, para quem o Tropicalismo também aparece como o “mais vigoroso filho” da Semana de Arte Moderna. 

Heloísa Prazeres resgata outros nomes, como a geração em torno da revista “Arco & Flexa”, com Carlos Chiacchio, Carvalho Filho e Eurico Alves. “No artigo de abertura do primeiro número, seu líder Carlos Chiacchio esclareceu que toda cultura preserva a tradição para encontrar novos caminhos, partindo do regional para o alcance do universal.(…) Duas são, portanto, as vertentes baianas modernistas, a dos citados representantes do Arco & Flexa e a Academia dos Rebeldes, cujo veículo difusor foi a revista Samba, da qual participaram representantes como Pinheiro Viegas e Jorge Amado”.

A Semana encerra apresentando ao país uma nova forma de se pensar a arte, menos afeita às grandes fôrmas e mais voltada às ideias e sentimentos. “Eu gosto muito de uma frase de Mário de Andrade em uma carta para Anita Malfatti. ‘Arte se faz com carne, sangue espírito e tumulto de amor’. Fora disso, não há arte”, sublinha Ruy Espinheira.

*Estagiária de Jornalismo da ABI, sob a supervisão de Joseanne Guedes.

Blog das vidas

Morre Geraldo Sarno, permanece sua arte

Aos 83 anos, faleceu nesta terça (22) o cineasta baiano Geraldo Sarno em decorrência de complicações causadas pela Covid-19. Sarno estava internado no Hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro, há um mês. O diretor e roteirista é um dos grandes nomes do cinema baiano, tendo impactado diretamente na produção moderna do Brasil. A Associação Bahiana de Imprensa lamenta profundamente sua partida e prestigia o legado deixado pelo cineasta. Ele completaria 84 anos no dia 6 de março.

Nascido em Poções, em 1938, e filho de imigrantes italianos, Geraldo Sarno retratou nas telas o chamado “Brasil Profundo”, da desigualdade social e da cultura popular e afro-brasileira. Dirigiu 17 filmes ao longo de sua carreira, entre eles, a sua segunda produção “Viramundo” (1965) o tornaria reconhecido. Ali, ele aborda o tema das migrações sertanejas para a metrópole de São Paulo. O sertão voltaria à baila de Sarno em sua última produção, “Sertânia” (2020), lançado no Festival Ecrã, que chamou a atenção dos críticos. No filme, o cangaceiro Antão, sobrevivente de Canudos, é ferido por jagunços que invadem a cidade de Sertânia e, em seu estado próximo da morte, ele rememora, em delírio, a sua vida. 

José Umberto Dias, cineasta e escritor, recorda a grandeza de Sarno para o cinema nacional. “‘Viramundo’, curta-metragem de Geraldo Sarno, é o porta-bandeira do movimento Cinema Novo. ‘Yaô’, média-metragem filmado na cidade de Cachoeira, constitui a âncora do cinema antropológico global”, declara. “Com ele se encerra um ciclo: o cíclico movimento de pensamento e ação. Geraldo conseguiu contribuir na mudança do cinema e na convicção de que o mundo é possível de se transformar com o acento da utopya poética”, completa, referenciando a obra de Thomas More. 

O jornalista e crítico de cinema Rafael Carvalho, membro da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), classificou a partida de Geraldo Sarno como “uma perda lastimável”. “Sua obra perpassa pela valorização da cultura brasileira e nordestina, de um Brasil profundo, seja nos documentários feitos no início de carreira por meio da Caravana Farkas [tempo de parceria com o fotógrafo Thomaz Farkas], como a obra-prima ‘Viramundo’ e ‘Viva Cariri’, seja nas obras de maturidade, como o longa ‘Coronel Delmiro Gouveia’, e desembocando na reinvenção do filme e do imaginário nordestino com ‘Sertânia’ (…). Cineasta dos mais lúcidos e perspicazes, capaz de lançar um olhar agudo para nossas mazelas, Sarno carregava um sertão dentro de si mesmo”. 

“O diretor Geraldo Sarno (…) pôs a civilização do Nordeste no centro de seu projeto cinematográfico”, afirma o jornalista Cláudio Leal. Em publicação em sua rede social, o crítico cultural recordou uma entrevista feita com o diretor sobre o último filme lançado. “(…) No ano passado, entrevistei-o para a ‘Folha de S.Paulo’ sobre o longa ‘Sertânia’, que trouxe para Sarno um merecido reconhecimento crítico. ‘Na tragédia brasileira, se tem alguém que é inocente, é o povo. Ele é vítima de todas as sacanagens terríveis’, ele me disse. É triste que se vá com a Covid”, completa o crítico. 

Geraldo Sarno foi homenageado com uma Moção de Pesar apresentada pelo presidente em exercício da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Paulo Rangel (PT). O deputado recordou que o diretor é um dos grandes nomes do cinema baiano ao lado de Glauber Rocha.

O projeto Linguagem do Cinema vem trabalhando na construção de um acervo dos filmes e programas feitos pelo diretor. Você pode acessá-lo por aqui.

Com informações do portal G1 e da Folha de S. Paulo.

Notícias

“LAI nas Redações” orienta jornalistas na apuração de reportagens

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Fiquem Sabendo abrem as inscrições para a nona turma do curso online e gratuito “LAI nas Redações”. O treinamento que visa orientar jornalistas a como acionar a Lei de Acesso à Informação (LAI) no processo de apuração de reportagens teve início em outubro de 2021 e já contou com a participação das redações do O Estado de S. Paulo, Correio Braziliense e Grupo Globo. As inscrições devem ser feitas até a próxima quarta-feira, 23, por meio de formulário online.

Previsto para acontecer durante todo o mês de março, a nona edição do programa será aberta para profissionais e estudantes de jornalismo de todo o país, que estejam atuando em redações ou sejam freelancers. Atualmente, o treinamento está sendo destinado a cinco redações: Alma Preta Jornalismo, A Crítica, Correio da Bahia, O Popular e O Povo.

Elaborada com apoio da organização canadense IFEX, o LAI nas Redações tem como objetivo facilitar o uso de ferramentas para obtenção de dados de transparência pública por meio da Lei de Acesso a Informações (LAI), que completa dez anos de uso. A iniciativa surgiu a partir de uma pesquisa feita pela Abraji que revelou a falta de familiaridade do reportariado com esse mecanismo legal.

O curso consiste em nove módulos assíncronos, com duração total de 2 horas, além de uma sessão ao vivo para tirar dúvidas com um especialistas em Lei de Acesso à Informação. “Quando a LAI abala a República”, “Como construir pedidos efetivos”, “Receitas para reportagens” e “‘Porque não’ não é resposta” são alguns dos temas apresentados pela instrutora Maria Vitória Ramos, co-fundadora e diretora da Fiquem Sabendo.

Os alunos que cumprirem todas as etapas no prazo e responderem a pesquisa de conclusão, receberão o certificado de participação e um e-book exclusivo do curso. O e-book ensina um passo a passo de como fazer um pedido pela LAI e como rebater a possíveis respostas negativas a essas informações por parte dos agentes públicos. (Fonte: site da Abraji.)