Blog das vidas

ABI lamenta a morte do jornalista Neomar Cidade

No final da manhã desta sexta-feira (4), o site Notícia Livre comunicou o falecimento do jornalista Neomar Cidade (78), um dos diretores do veículo. De acordo com a nota, ele faleceu nesta quinta-feira (3),  por volta das 22h, no Hospital da Bahia. Neomar havia se sentido mal durante passeio em um shopping da capital baiana, foi socorrido às pressas, ficou dois dias internado na UTI, mas não resistiu. A Associação Bahiana de Imprensa lamenta a morte do profissional e manifesta solidariedade a familiares e amigos.

Neomar deixa a esposa Vera Lucia, quatro filhos e seis netos. O corpo do jornalista será sepultado nesta sexta-feira (4), às 17h, no Cemitério Bosque da Paz, em Salvador.

Lembrado principalmente pela atuação na cobertura política, Neomar Cidade trabalhou no Diário de Notícias (Diários Associados), como repórter, editor e secretário de redação (12 anos), em A Tarde como noticiarista e editor (16 anos), no Correio da Bahia como editor político e secretário de redação (10 anos), e editor e chefe de redação da Tribuna da Bahia (11 anos). Paralelamente, editor da revista Bahia em Foco e do jornal impresso Bahia Notícias. Foi assessor de imprensa de órgãos como a Secretaria de Finanças da Prefeitura de Salvador, Centro Industrial de Aratu, Desenvale, Fundac, Assembleia Legislativa, da Prefeitura de Lauro de Freitas, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, e outros.

“Eu fiquei surpreso com a notícia sobre o falecimento do querido amigo e conceituado jornalista. Com ele tive oportunidade de trabalhar bons anos, aproveitando e aprendendo muito da sua experiência e acima de tudo registrando a sua idoneidade, seriedade e devoção ao jornalismo”, disse Walter Pinheiro, presidente da Assembleia Geral da ABI.

Segundo Pinheiro, Neomar era daqueles “profissionais da boa cepa, que vem dos velhos tempos e com hábitos ainda cultivados nos anos 40, 50”, quando basicamente a comunicação era feita através da mídia escrita e os jornais reinavam no processo. Muito abalado, Walter Pinheiro, se lembrou da última conversa com o amigo e desejou que os familiares sejam confortados. “O que eu posso é transmitir o meu sentimento, o meu testemunho sobre os valores pessoal e profissional deste cidadão que muito enobreceu o jornalismo baiano”, declarou.

O presidente em exercício da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputado Paulo Rangel, também lamentou a morte do jornalista.

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Morre Geraldo Sarno, permanece sua arte

Aos 83 anos, faleceu nesta terça (22) o cineasta baiano Geraldo Sarno em decorrência de complicações causadas pela Covid-19. Sarno estava internado no Hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro, há um mês. O diretor e roteirista é um dos grandes nomes do cinema baiano, tendo impactado diretamente na produção moderna do Brasil. A Associação Bahiana de Imprensa lamenta profundamente sua partida e prestigia o legado deixado pelo cineasta. Ele completaria 84 anos no dia 6 de março.

Nascido em Poções, em 1938, e filho de imigrantes italianos, Geraldo Sarno retratou nas telas o chamado “Brasil Profundo”, da desigualdade social e da cultura popular e afro-brasileira. Dirigiu 17 filmes ao longo de sua carreira, entre eles, a sua segunda produção “Viramundo” (1965) o tornaria reconhecido. Ali, ele aborda o tema das migrações sertanejas para a metrópole de São Paulo. O sertão voltaria à baila de Sarno em sua última produção, “Sertânia” (2020), lançado no Festival Ecrã, que chamou a atenção dos críticos. No filme, o cangaceiro Antão, sobrevivente de Canudos, é ferido por jagunços que invadem a cidade de Sertânia e, em seu estado próximo da morte, ele rememora, em delírio, a sua vida. 

José Umberto Dias, cineasta e escritor, recorda a grandeza de Sarno para o cinema nacional. “‘Viramundo’, curta-metragem de Geraldo Sarno, é o porta-bandeira do movimento Cinema Novo. ‘Yaô’, média-metragem filmado na cidade de Cachoeira, constitui a âncora do cinema antropológico global”, declara. “Com ele se encerra um ciclo: o cíclico movimento de pensamento e ação. Geraldo conseguiu contribuir na mudança do cinema e na convicção de que o mundo é possível de se transformar com o acento da utopya poética”, completa, referenciando a obra de Thomas More. 

O jornalista e crítico de cinema Rafael Carvalho, membro da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), classificou a partida de Geraldo Sarno como “uma perda lastimável”. “Sua obra perpassa pela valorização da cultura brasileira e nordestina, de um Brasil profundo, seja nos documentários feitos no início de carreira por meio da Caravana Farkas [tempo de parceria com o fotógrafo Thomaz Farkas], como a obra-prima ‘Viramundo’ e ‘Viva Cariri’, seja nas obras de maturidade, como o longa ‘Coronel Delmiro Gouveia’, e desembocando na reinvenção do filme e do imaginário nordestino com ‘Sertânia’ (…). Cineasta dos mais lúcidos e perspicazes, capaz de lançar um olhar agudo para nossas mazelas, Sarno carregava um sertão dentro de si mesmo”. 

“O diretor Geraldo Sarno (…) pôs a civilização do Nordeste no centro de seu projeto cinematográfico”, afirma o jornalista Cláudio Leal. Em publicação em sua rede social, o crítico cultural recordou uma entrevista feita com o diretor sobre o último filme lançado. “(…) No ano passado, entrevistei-o para a ‘Folha de S.Paulo’ sobre o longa ‘Sertânia’, que trouxe para Sarno um merecido reconhecimento crítico. ‘Na tragédia brasileira, se tem alguém que é inocente, é o povo. Ele é vítima de todas as sacanagens terríveis’, ele me disse. É triste que se vá com a Covid”, completa o crítico. 

Geraldo Sarno foi homenageado com uma Moção de Pesar apresentada pelo presidente em exercício da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Paulo Rangel (PT). O deputado recordou que o diretor é um dos grandes nomes do cinema baiano ao lado de Glauber Rocha.

O projeto Linguagem do Cinema vem trabalhando na construção de um acervo dos filmes e programas feitos pelo diretor. Você pode acessá-lo por aqui.

Com informações do portal G1 e da Folha de S. Paulo.

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ABI lamenta a morte do jornalista feirense Helder Alencar

A Associação Bahiana de Imprensa-ABI lamenta profundamente e comunica o falecimento do jornalista, advogado e historiador Helder Loyola Guimarães de Alencar, vítima de complicações provocadas pela covid-19, na madrugada de hoje.

Helder Alencar foi um destacado profissional da imprensa feirense, atuou em diversos veículos de comunicação da cidade. Como jornalista, foi editor-chefe do jornal Feira Hoje, tendo sido um dos primeiros editores do jornal. Helder Alencar foi o responsável por uma geração de repórteres da imprensa de Feira de Santana, através do jornal Feira Hoje.

Exerceu também a atividade jurídica na cidade. Foi procurador jurídico da UEFS, por várias décadas. Helder Alencar teve participação direta, na implantação da UEFS na década de 70. Foi também Chefe de Gabinete do Governo João Durval na gestão municipal de 1967-1971. Era torcedor do Fluminense de Feira e participou de diversas diretorias do Feira Tênis Clube.

O enterro de Helder Alencar será hoje (9), às 11h, no Cemitério Piedade. Não haverá velório, em virtude dos protocolos sanitários contra a covid.

A ABI presta a sua solidariedade à família, neste momento difícil pela perda do seu ente querido. Aos familiares nossos sentimentos, solidariedade e fé cristã.

Associação Bahiana de Imprensa –ABI
Jair dos Santos Cezarinho
Presidente da Regional Norte/Nordeste

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Jornalismo baiano perde Cesar Barrocas

Faleceu na última sexta-feira (10) o jornalista baiano Cesar Barrocas, lembrado principalmente pela sua atuação como assessor de comunicação da Secretaria de Saúde do município de Salvador durante os governos Antônio Imbassahy e João Henrique. Formado pela Faculdade de Comunicação da UFBA, egresso da turma de 1987, Barrocas também foi repórter do jornal Tribuna da Bahia e também teve passagem pela Secretaria de Comunicação do Governo do Estado. De acordo com reportagem do jornal Correio, ele lutava há 11 anos contra um câncer de tireoide. Ele deixa esposa e um filho. O velório e cremação ocorreu no sábado (11) no Cemitério Jardim Bosque da Paz.

Nas redes sociais, amigos homenagearam Barrocas. “Um grande profissional, um colega atento que me ajudou e ensinou muito quando vim pra Bahia”, afirmou o apresentador Jhonatã Gabriel. Compartilhando uma foto com Barrocas rodeado de um grande grupo de colegas, Jorginho Ramos escreveu: “Despedidas são sempre tristes, mas… lembrar da última cena que vivenciamos com amigos leais e sinceros é algo que os mantém eternos”. Outra lembrança de reuniões de amigos veio de Bene Simões. “Nos conhecemos em meados da década dos anos 1980 na redação da Tribuna da Bahia. Desde então ele foi uma pessoa presente na minha vida e da família e, creio, sempre será, mesmo em outro plano”, lembrou. “Cesinha Barrocas, um amigo desde o cursinho pré-vestibular, da residência de Conquista até o Curso de Comunicação”, recordou Karde Mourão.  Emitiram nota de pesar a Faculdade de Comunicação e o Sindicato de Jornalistas da Bahia, o Sinjorba.