O diretor de Comunicação da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), jornalista e professor Yuri Almeida, passou a integrar a lista dos 50 profissionais mais influentes do marketing político da América Latina. O reconhecimento foi concedido pela revista Flecha de Oro durante o Compol Brasil, um dos principais encontros voltados à comunicação política e institucional do país, realizado em Santa Catarina.
A homenagem destaca profissionais que vêm contribuindo para a evolução da comunicação política na América Latina, com atuação em campanhas eleitorais, gestão pública, estratégia, inovação e produção de conhecimento na área. A edição de 2026 reuniu consultores, pesquisadores e especialistas de diversos países do continente. A lista foi anunciada durante a programação oficial do congresso.
Com cerca de duas décadas de atuação, Yuri Almeida construiu uma trajetória marcada pela integração entre comunicação, análise de dados e estratégia política. Jornalista, mestre em Comunicação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), possui especializações em Marketing, Ciência Política, Pesquisas Eleitorais, Psicologia Social, Antropologia e Jornalismo Contemporâneo. Também atua como professor em cursos de graduação e pós-graduação voltados à comunicação e ao marketing.
Ao longo da carreira, participou de campanhas eleitorais em diferentes estados brasileiros e também desenvolveu projetos internacionais na Europa e na África. É fundador do LabCaos, hub especializado em inteligência de dados, monitoramento de mídias sociais e comunicação estratégica, além de ter coordenado o núcleo de inteligência e monitoramento do Governo da Bahia.
A primeira edição do Prêmio Bahia Faz Ciência de Jornalismo reconheceu, na tarde desta terça-feira (30), produções jornalísticas que contribuíram para aproximar a ciência da sociedade baiana. A cerimônia de premiação foi realizada no auditório do Instituto Anísio Teixeira (IAT), em Salvador, reunindo jornalistas, estudantes, pesquisadores, gestores públicos e representantes das instituições responsáveis pela iniciativa, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI).
Ao longo da solenidade, autoridades destacaram o papel estratégico da comunicação científica para tornar o conhecimento produzido nas universidades, centros de pesquisa e instituições de ensino mais acessível à população. A premiação contemplou reportagens nas categorias Texto, Vídeo, Áudio e Jornalismo Universitário, valorizando trabalhos que traduziram temas científicos em linguagem clara e de interesse público.
Ao todo, 32 trabalhos foram finalistas nas categorias Texto, Vídeo, Áudio, Fotojornalismo e Jornalismo Universitário. Os primeiros colocados das categorias profissionais foram contemplados com R$ 10 mil, enquanto os segundos e terceiros lugares receberam R$ 7 mil e R$ 5 mil, respectivamente. Na categoria Jornalismo Universitário, os três primeiros colocados foram premiados com R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil.
Jornalismo como ponte
Representando a presidente da ABI, Suely Temporal, a segunda vice-presidente, Carmela Talento, ressaltou que a divulgação científica precisa ocupar um espaço cada vez maior na imprensa baiana. Para ela, iniciativas como o prêmio estimulam jornalistas e estudantes a ampliarem a cobertura sobre ciência, tecnologia e inovação produzidas no estado.
“Gostaria de ver a imprensa baiana fazendo mais matérias sobre ciência e tecnologia. Quando trabalhava em redação, costumava buscar pautas em instituições de ensino, centros de pesquisa e escolas, porque sempre encontrei ali histórias de grande interesse público. Aproveitem esse incentivo e essa oportunidade de valorização para produzir e inscrever ainda mais reportagens nas próximas edições”, afirmou.
Carmela também registrou a contribuição da jornalista Jaciara Santos, 1ª secretária da ABI, na construção do edital da premiação, destacando seu papel no desenvolvimento da iniciativa, ao lado de outra diretora da instituição, a jornalista e professora universitária Mariana Alcântara.
O diretor-geral da Fapesb, Handerson Leite, lembrou que a criação do prêmio é resultado de um esforço coletivo entre as instituições parceiras. Ele reconheceu a participação da ABI desde as primeiras discussões para sua implantação e fez uma pedido de aplausos ao ex-presidente Ernesto Marques. “Ele costurou a primeira conversa e ajudou a montar a estrutura desse prêmio”, lembrou.
Em seu pronunciamento, ele direcionou um agradecimento à professora Vânia Almeida, diretora-geral do Instituto Anísio Teixeira (IAT), por abrir as portas da instituição. Ele também destacou que o fortalecimento do jornalismo científico é fundamental em um cenário marcado pela circulação de desinformação. “A tradução do conhecimento científico para a população é um papel essencial da comunicação. Ter profissionais comprometidos com a produção de informação de qualidade fortalece a ciência e contribui para que a sociedade tome decisões mais conscientes”, observou.
Popularização da ciência
Representando o governador Jerônimo Rodrigues, o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Edson Porto, afirmou que os trabalhos inscritos emocionaram a comissão julgadora ao retratar a produção científica desenvolvida na Bahia. Segundo ele, as reportagens conseguiram transformar pesquisas, projetos e descobertas em conteúdos acessíveis ao público.
O secretário destacou ainda que o Governo do Estado tem ampliado as políticas voltadas à popularização da ciência, lembrando a criação da Diretoria de Popularização da Ciência na Secti e a implantação da Lei PopCiência Bahia, considerada pioneira no país por estabelecer diretrizes específicas para a educação científica nas escolas.
“O Bahia Faz Ciência permite que a população conheça o que é produzido em universidades, laboratórios, institutos de pesquisa e startups. Mais do que isso, faz com que a juventude se enxergue na ciência e compreenda que esse conhecimento também faz parte do seu futuro”, afirmou.
Criado para reconhecer reportagens que abordam temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação desenvolvidas na Bahia, o Prêmio Bahia Faz Ciência de Jornalismo busca estimular a divulgação científica e fortalecer a aproximação entre a pesquisa acadêmica, os veículos de comunicação e a sociedade. A expectativa das instituições organizadoras é que a iniciativa se consolide como um incentivo permanente à produção de conteúdo jornalístico sobre ciência no estado.
Confira abaixo a lista completa dos vencedores:
Categoria Jornalismo Universitário
1º lugar da categoria Jornalismo Universitário: Ana Paula Oliveira da Silva 2º lugar da categoria Jornalismo Universitário: Geisa Lorena Rodrigues Silva 3º lugar da categoria Jornalismo Universitário: Lucas Silva Assunção
Categoria Áudio
1º lugar da categoria Áudio: Luanne dos Santos Ribeiro 2º lugar da categoria Áudio: Thaís Seixas Silva Ribeiro 3º lugar da categoria Áudio: Aline Damazio Santos
Categoria Vídeo
1º lugar da categoria Vídeo: Matheus Veiga Santana de Carvalho 2º lugar da categoria Vídeo: Cristiane de Oliveira Silva 3º lugar da categoria Vídeo: Giulia Beatriz Torres Marquezini
Categoria Texto
1º lugar da categoria Texto: Tiago Décimo 2º lugar da categoria Texto: João Luiz Santos de Souza 3º lugar da categoria Texto: Lucas Santos Pereira