ABI BAHIANA

Série Lunar promove recital inédito de violões

No dia 3 de junho (quarta-feira), às 19h, a Série Lunar promove pela primeira vez um recital de violões com alunos da classe do renomado violonista Mario Ulloa, docente da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia (Emus/UFBA). Dessa vez, o Auditório Samuel Celestino, da sede da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), vai receber os artistas Kayandra Araújo, Alexandre de Sá Adami, Anderson Leite e Jônatas Lima.

A Série Lunar é fruto da parceria entre a ABI e a Emus/UFBA, unindo música, cultura e memória no Centro Histórico de Salvador. Desde 2019, o projeto promove concertos com professores, servidores técnico-administrativos e alunos vinculados à instituição de ensino. Em 2024, a iniciativa passou a contar com o apoio de empresas e instituições comprometidas com a cultura e a educação.

Esta edição é apoiada pela Associação Cultural Brasil–Estados Unidos (Acbeu), único American Spaces na Bahia reconhecido pela Embaixada e Consulados dos Estados Unidos da América no Brasil, na categoria de centro binacional. Ao longo dos anos, a instituição tornou-se referência no ensino de inglês e na oferta de soluções educacionais inovadoras. Saiba mais: https://acbeu.org.br/sobre-a-acbeu/

A proposta desta apresentação é oferecer aos alunos a oportunidade de apresentar seus trabalhos ao público, fortalecendo a experiência artística e o desenvolvimento profissional por meio da prática de palco e da troca com a audiência.

Os participantes deste concerto reúnem trajetórias acadêmicas e artísticas em formação, com experiências em festivais, grupos musicais, projetos coletivos e atividades de performance. Entre os integrantes estão instrumentistas com formação pela UFBA e por outras instituições. A apresentação traz um repertório diversificado, com obras que transitam por diferentes estilos e períodos da música para violão.

Atualmente, os alunos que integram esta apresentação são: Kayandra Araújo, que interpreta obras de Francisco Tárrega, Heitor Villa-Lobos e Renata Montanari; Alexandre de Sá Adami, com interpretações de obras de Mauro Giuliani e Manuel Ponce; Anderson Leite, que apresentará composições de Paulo Bellinati e Johann Sebastian Bach; e Jônatas Lima, que interpretará Asturias, de Isaac Albéniz, além da composição autoral “Saudade de Utinga”. 

SERVIÇO

Recital de Violões – Série Lunar 2026
Dia: 03 de junho | 19h
Local: Auditório Samuel Celestino – 8° andar do Edifício Ranulfo Oliveira, Rua Guedes de Brito, 1 – Praça da Sé, Centro Histórico de Salvador
Entrada gratuita

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ABI BAHIANA

Estudantes de Jornalismo da UCSal participam de aula na ABI

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) recebeu, nesta quarta-feira (27), estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Católica do Salvador (UCSal) para uma aula de campo voltada à história da imprensa baiana, à preservação da memória e aos desafios contemporâneos da comunicação. A atividade proposta pelo professor Chico Araújo reuniu alunos de diferentes semestres, que participaram de uma visita guiada pela sede da instituição, conheceram o Museu de Imprensa e demais espaços culturais.

Durante o encontro, a jornalista e empresária Suely Temporal, presidente da ABI, compartilhou experiências acumuladas ao longo da trajetória profissional, marcada pela atuação em redações baianas e pela experiência em assessoria de comunicação. Ao falar sobre o exercício da profissão, destacou o papel social do jornalista na preservação da memória e na construção da informação pública.

A história da sede da ABI e sua relação com a transformação urbana de Salvador foram apresentadas pelo historiador Pablo Sousa, assistente do Museu de Imprensa. Segundo ele, o prédio da instituição concentra diferentes camadas da história da cidade e do jornalismo baiano.

“É um prédio que tem muita história, muito significado para a cidade, para os jornalistas e para o estado”, afirmou. Pablo explicou que a ABI lutou durante décadas para conquistar uma sede própria e relembrou as tentativas anteriores de construção até a consolidação do Edifício Ranulfo Oliveira, localizado na Praça da Sé. Ele também destacou o contexto histórico da Segunda Guerra Mundial, período em que o imóvel foi projetado com características que permitiriam funcionar como abrigo antiaéreo.

No Laboratório de Restauro e Conservação, a museóloga Renata Santos e a técnica em restauro Marilene Rosa mostraram o dia a dia dos cuidados com os acervos da instituição.

Entre os estudantes, a visita despertou reflexões sobre memória, ética profissional e perspectivas de carreira. Nicholas Costa, 21 anos, aluno do 1º semestre, contou que uma das falas de Suely Temporal mais lhe chamou atenção foi a definição do jornalista como “guardião da memória”.

“Isso ficou muito forte para mim porque a ABI é completamente recheada de memória da cidade, da imprensa local, da arte e da cultura. Existe aqui uma valorização do trabalho manual, dos documentos, livros e registros físicos, algo que o digital não consegue traduzir”, observou.

Nicholas afirmou ainda que a experiência reforçou seu interesse pela escrita e pelas áreas de jornalismo cultural, cidades e telejornalismo. “Estou vivendo uma espécie de degustação do universo da comunicação porque gosto de quase tudo”, disse.

Já a estudante Luana Cerqueira, 20 anos, do 2º semestre, destacou o impacto de conhecer a trajetória da primeira mulher a presidir a ABI. Para ela, a visita ampliou reflexões sobre espaço feminino e liderança na comunicação.

“Isso me fez pensar no meu futuro e perceber que nós mulheres ainda estamos construindo muitos espaços. Ver uma mulher presidindo uma instituição tão importante inspira”, afirmou.

Inicialmente interessada em fotojornalismo, Luana contou que passou a olhar a assessoria de imprensa de outra forma após ouvir o relato profissional de Suely Temporal.

“Muitas vezes as pessoas pensam que assessoria é apenas limpar imagem, mas eu entendi que existe ética profissional, que o assessor também precisa impor limites e valores ao cliente”, avaliou.

Entre os participantes da atividade, a estudante Marília Lomanto, 80 anos, chamou atenção pela trajetória acadêmica e profissional. Advogada, professora universitária e promotora de Justiça aposentada, ela retomou, em 2024, o sonho antigo de cursar Jornalismo.

“O jornalismo sempre me atraiu pelo amor à informação e pela força da comunicação na formação da opinião pública. Eu considero a comunicação um dos maiores poderes da sociedade”, declarou.

Marília também ressaltou a importância da troca de experiências com estudantes mais jovens e classificou o convívio universitário como “esperançoso” e “freiriano”.

“Eu partilho com eles a experiência que acumulei ao longo da vida e eles compartilham comigo as novas tecnologias e novas formas de comunicação. É uma troca preciosa”, afirmou.

Ao final da visita, os estudantes percorreram os espaços históricos da ABI e conheceram parte do acervo documental e artístico preservado pela instituição, reforçando o papel da entidade como guardiã da memória da imprensa e da história política e cultural da Bahia.

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Notícias

Narrativas do futuro pautam edição especial do AT360 na Arena Fonte Nova

A transformação provocada pela inteligência artificial no universo da comunicação esteve no centro das discussões da edição especial do AT360° Geração de Conhecimento, realizada nesta terça-feira (26), na Arena Fonte Nova, em Salvador. Promovido pela ATcom Comunicação Corporativa em parceria com a IAFluence, o encontro celebrou os 10 anos do projeto AT360 e reuniu clientes, parceiros, jornalistas, publicitários e representantes de entidades do setor para refletir sobre os desafios e as possibilidades das novas tecnologias na construção das narrativas contemporâneas.

Com o tema “Narrativas do Futuro — Como dados e IA estão reescrevendo a reputação das marcas e as estratégias de negócios”, o evento contou com o apoio institucional da Associação Bahiana de Imprensa, além de entidades como ABRACOM Bahia, ABERJE Bahia, ABAP Bahia, ABMP, Sinapro Bahia e Grupo de Mídia da Bahia.

Às vésperas de completar 30 anos de atuação, as sócias-diretoras da ATcom, Suely Temporal e Cinthya Medeiros destacaram a trajetória da agência e o propósito do projeto, criado há uma década para estimular debates sobre tendências e transformações no mercado da comunicação.

Foto: Ulisses Dumas

Ao dar as boas-vindas aos convidados, Suely emocionou o público ao falar sobre o significado da empresa em sua trajetória profissional e pessoal. “A maior conquista da minha vida é a ATcom, que pretendo deixar de legado para a sociedade”, afirmou a presidente da ABI.

A jornalista lembrou que o AT360 nasceu com a proposta de ampliar o olhar sobre a comunicação de forma transversal e conectada às mudanças do mundo contemporâneo. Segundo ela, ao longo dos últimos dez anos, o projeto reuniu mais de 500 participantes e cerca de 40 palestrantes de diferentes áreas do conhecimento.

Com a palestra “Dados como Fonte de Criatividade e Reputação”, a head de Inteligência de Mercado da ATcom, Juliana Montenegro, provocou reflexões sobre o impacto da cultura analítica nas profissões ligadas à comunicação e à criatividade. Em uma apresentação marcada por referências à transformação digital e às mudanças culturais provocadas pela IA, Juliana defendeu que a criatividade permanece essencial, ainda que os processos estejam sendo profundamente modificados.

Juliana Montenegro

“A fórmula da criatividade não muda. Criatividade é muito mais que dom. É leitura. Dados são pistas. São histórias que ainda não foram contadas”, afirmou. Para ela, o avanço das inteligências artificiais não elimina o papel humano, mas exige novas competências dos profissionais. “A IA não vai nos substituir, ela é mais um instrumento. Quem sabe ler dados cria antes”, disse.

Durante a palestra, Juliana também abordou o sentimento de insegurança que atravessa o mercado diante da automação crescente de atividades intelectuais e criativas. Segundo ela, o mundo vive uma “era de ruptura”, marcada por transformações profundas na percepção da realidade, na forma como as pessoas acessam conhecimento e nos valores que orientam a sociedade.

Ao refletir sobre o impacto dessas mudanças no jornalismo e na assessoria de comunicação, ela destacou que as novas tecnologias desafiam diretamente áreas tradicionalmente ligadas à apuração factual e à credibilidade. “Não mudou apenas o mercado. Mudou a realidade, o que entendemos como verdade e aquilo que importa para as pessoas”, observou.

Ainda assim, Juliana ressaltou que determinadas capacidades permanecem essencialmente humanas. “O que resiste é a empatia, a adaptabilidade e a capacidade de contar histórias. A emoção continua. O processo é que evolui”, afirmou, ao defender que o uso inteligente de dados pode ampliar a precisão das estratégias sem eliminar a sensibilidade humana.

Na segunda palestra da manhã, o estrategista digital e fundador da IAFluence, Allysson Raia, apresentou reflexões sobre reputação de marcas em ambientes de inteligência artificial e os riscos relacionados às interpretações produzidas por plataformas generativas como ChatGPT, Gemini e Claude.

Raia apresentou a IAFluence como uma plataforma de inteligência GEO e visibilidade em IA, voltada ao monitoramento da forma como marcas são percebidas pelas inteligências artificiais. Segundo ele, as plataformas já interpretam empresas e instituições a partir de conteúdos, fontes, sinais digitais e relações construídas na internet.

“O risco não é apenas não aparecer. É ser interpretado por uma narrativa que você não está acompanhando”, alertou.

Ao longo da apresentação, o especialista explicou como o monitoramento contínuo dessas narrativas pode ajudar organizações públicas e privadas a fortalecer autoridade digital e ampliar presença qualificada nas respostas produzidas pelas IAs.

Além das palestras, os participantes também tiveram acesso a uma experiência exclusiva na Arena Fonte Nova, incluindo visita ao gramado do estádio, em um momento de integração entre convidados, profissionais e representantes do mercado baiano de comunicação.

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Notícias

Novo livro de Florisvaldo Mattos explora sensualidade e erotismo poético

O poeta, jornalista e professor Florisvaldo Mattos lança nesta quinta-feira (21) o livro Ponteio com tercetos sensoriais, publicado pela P55 Edição. Considerada uma das obras mais ousadas do autor, a publicação apresenta um longo poema erótico composto por 60 tercetos e 180 versos, conduzindo o leitor por uma experiência marcada pela sensualidade, pelo lirismo e pela maturidade estética. Com sessão de autógrafos, o lançamento acontece a partir das 17h, no Boteco Português, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador.

A obra nasce do impacto provocado pela visão súbita de uma mulher e, a partir desse deslumbramento, constrói um percurso poético repleto de referências literárias e culturais. No texto, Florisvaldo convoca nomes como Ovídio, Virgílio, Luís de Camões, Kiki de Montparnasse e Ninón Sevilla, além de referências musicais como uma valsa de Benedito Lacerda.

Segundo o autor, o livro foi escrito a partir de múltiplas experiências e memórias afetivas acumuladas ao longo da vida, mantendo o erotismo distante da vulgaridade. Em entrevista ao jornal A TARDE, Florisvaldo afirmou que a obra é guiada “pelo sentimento amoroso”, sem transformar o erotismo em tema central ou explícito.

A edição reúne ainda um prólogo do poeta Ruy Espinheira Filho, ensaio crítico de Paulo Martins e ilustrações do artista plástico Ângelo Roberto.

Natural de Uruçuca, no sul da Bahia, Florisvaldo Mattos construiu trajetória de destaque na literatura e no jornalismo baianos. Ex-editor de A TARDE e ex-diretor da Associação Bahiana de Imprensa, integrou a chamada Geração Mapa, movimento cultural liderado por Glauber Rocha nos anos 1960, além de ocupar cadeira na Academia de Letras da Bahia. Sua obra já foi traduzida em países da Europa e reúne títulos importantes da poesia contemporânea brasileira.

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