ABI BAHIANA

ABI e Comunicativa discutem ações para valorizar o jornalismo hiperlocal

Nesta segunda-feira (9), a presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), Suely Temporal, e a 1ª secretária Jaciara Santos receberam na sede da instituição o jornalista Moisés Brito, sócio-diretor da agência Comunicativa e idealizador do projeto Mapeamento de Perfis de Bairros. O encontro integrou a agenda de diálogos da ABI com profissionais e iniciativas comprometidas com o fortalecimento do jornalismo e da informação de qualidade.

Durante a reunião, foram debatidos os principais desafios da imprensa na atualidade, com destaque para as transformações no consumo de notícias e o impacto das plataformas digitais. Um dos eixos centrais da conversa foi o jornalismo hiperlocal, especialmente as experiências de perfis de bairros no Instagram, que têm se consolidado como importantes canais de informação cotidiana, aproximação com as comunidades e valorização das pautas locais.

Outro tema relevante foi o enfrentamento aos chamados desertos de notícia, regiões que carecem de cobertura jornalística regular. As discussões apontaram para a necessidade de projetos colaborativos, inovação em formatos e apoio institucional para ampliar o acesso à informação, fortalecer a democracia e garantir visibilidade às realidades locais, alinhando-se ao compromisso histórico da ABI com a defesa do jornalismo e da liberdade de expressão.

Perfis de bairros

De acordo com Moisés Brito, a terceira edição do Mapeamento de Perfis de Bairros em Salvador, lançada no ano passado, reuniu dados estratégicos de 37 veículos de comunicação que cobrem o cotidiano de comunidades soteropolitanas. A pesquisa conduzida pela agência Comunicativa, por meio de um formulário online, revelou que entre os meses de março e junho de 2025, esses canais somaram 1.464.161 seguidores no Instagram – o que corresponde a 60,6% da população, considerando a capital como uma área de atuação e alcance.

Suely Temporal garantiu o apoio da ABI às atividades do projeto Mapeamento de Perfis de Bairros e convidou Moisés para apresentar o trabalho em reunião da diretoria executiva. Ele disponibilizará o projeto para consulta dos diretores. A dirigente demonstrou também o interesse da ABI na aproximação com iniciativas como a Rede MIDICOM – Rede de Mídias Comunitárias de Salvador. Uma das apoiadoras do mapeamento, a Rede reúne comunicadores populares com o objetivo de construir outras narrativas sobre regiões periféricas da capital baiana, historicamente retratadas de forma estigmatizada pela mídia tradicional.

publicidade
publicidade
Notícias

Prêmio “Jornalismo e Tributação” inscreve até 28 de fevereiro

As inscrições para o Prêmio Jornalismo e Tributação seguem abertas até o próximo dia 28 de fevereiro, reafirmando a iniciativa conjunta do Sinjorba e do Sindsefaz de estimular a produção jornalística qualificada sobre temas fiscais, justiça tributária e o papel dos tributos na redução das desigualdades sociais.

O prêmio tem como objetivo reconhecer reportagens que contribuam para ampliar o debate na sociedade sobre tributação, orçamento governamental e financiamento das políticas sociais, fortalecendo o direito da população à informação e valorizando o jornalismo comprometido com o interesse público.

Em um contexto marcado por mudanças estruturais no sistema tributário brasileiro, a iniciativa busca incentivar abordagens que traduzam temas técnicos de forma acessível, contextualizada e crítica, ajudando os cidadãos a compreenderem como a arrecadação e a política fiscal impactam diretamente o cotidiano, os serviços públicos e o desenvolvimento do país.

Podem concorrer trabalhos publicados em veículos de comunicação impressos, digitais, rádio, televisão e plataformas multimídia, respeitando os critérios e categorias previstos no regulamento. As reportagens inscritas devem dialogar com os princípios da justiça fiscal, da transparência e da cidadania.

O prêmio reafirma o compromisso histórico do Sindsefaz, patrocinador da iniciativa, com a defesa de um sistema tributário mais justo, eficiente e alinhado às necessidades sociais, além de reconhecer o papel estratégico do jornalismo na mediação entre o Estado e a sociedade. Para o Sinjorba, parceiro na chancela do prêmio, destaca a importância de valorizar profissionais que se dedicam à cobertura de temas complexos, muitas vezes invisibilizados no noticiário cotidiano.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela plataforma indicada no regulamento, disponível nos sites do Sindsefaz e do Sinjorba (clique aqui). O prazo final é 28 de fevereiro.

Temas de interesse
Para garantir a possibilidade de mais entendimento sobre os temas que podem ser abordados nas matérias concorrentes ao prêmio, o Sindsefaz disponibilizou uma série de materiais e está disponível como fonte, em caso de necessidade dos profissionais.

1) Proposta de Reforma Tributária Solidária

2) O ICMS Como Instrumento de Realização da Justiça Social: A Seletividade do ICMS no Estado da Bahia – Tese de Mestrado de Hogla Pacheco (Agente de Tributos da Sefaz-BA)
PDF

3) Estudo sobre a economia da Bahia elaborada pela assessoria do Sindsefaz – PARTE 1
PDF

4) Estudo sobre a economia da Bahia elaborada pela assessoria do Sindsefaz – PARTE 2
PDF

5) Material sobre a proposta de autonomia da administração tributária – PEC 186
PDF

6) Análise do Impacto dos Programas de Incentivos Fiscais na Geração de Empregos na Indústria e na Renúncia de Receita do Estado da Bahia no Período de 1999 a 2021 – Tese de Doutorado de Hogla Pacheco (Agente de Tributos da Sefaz-BA)
PDF

*As informações são do Sinjorba.

publicidade
publicidade
Notícias

Imprensa e forças de Segurança Pública se unem para reduzir riscos nas coberturas

Cobrir operações policiais, incêndios e grandes emergências nunca foi uma tarefa isenta de risco e, cada vez mais, exige preparo, protocolos e cooperação. É nesse contexto que a Academia da Polícia Civil da Bahia (Acadepol) promove, nos dias 26 e 27 de fevereiro de 2026, o workshop “De Olho na Segurança: o papel da mídia na cobertura segura das ações de segurança pública”. A proposta é direta: discutir riscos reais, alinhar protocolos e fortalecer práticas capazes de proteger vidas, inclusive as de quem informa. (Faça sua inscrição aqui).

Com o compromisso de proteger vidas e qualificar a informação, o evento reúne forças de segurança e entidades da mídia, entre elas a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI), instituições que coordenam a Rede Agostinho Muniz de Combate à Violência contra a Imprensa.

A programação foi apresentada na manhã desta terça-feira (3), durante a reunião de fechamento conduzida pelo diretor da Acadepol, delegado Jackson Carvalho, que destacou os três pilares do encontro — ética, responsabilidade e segurança — como fundamentos indispensáveis para uma cobertura mais consciente.

Segundo o delegado, o workshop nasce da percepção de que comunicação e segurança pública são atividades interdependentes. “Não se trata de preparar jornalistas para atuar em áreas conflagradas, mas de ampliar a percepção sobre os perigos envolvidos e orientar formas de trabalho que preservem a integridade dos profissionais, das equipes operacionais e da população. Precisamos atuar de maneira cooperativa para levar informação clara e responsável e, acima de tudo, garantir que todos voltem para casa com vida”, afirmou.

Com carga horária de 16 horas, o workshop contará com palestra magna, painéis temáticos com debates e análise de casos, além de atividades práticas. Entre os temas previstos estão fundamentos éticos e legais da cobertura jornalística, como presunção de inocência e direito à imagem; o fluxo de comunicação com as assessorias das forças de segurança; e a importância da preservação de locais de ocorrência para a produção de provas.

Um dos destaques será uma simulação integrada, estruturada em cenário único, que permitirá acompanhar diferentes etapas de resposta a uma ocorrência complexa, do patrulhamento em área de risco ao gerenciamento de crise com reféns, passando pelos procedimentos em local de crime e por situações que exigem atuação do Corpo de Bombeiros. Jornalistas participarão como observadores, acompanhando encenações que evidenciam erros e acertos comuns nesse tipo de cobertura, seguidas de orientação técnica e espaços de diálogo.

Voltado a jornalistas, cinegrafistas, produtores, apresentadores, estudantes de comunicação e profissionais da segurança pública, o workshop também busca ampliar a participação de representantes do interior, historicamente mais afastados de processos de capacitação.

Parte da programação teórica poderá ter transmissão online, ampliando o alcance da iniciativa e abrindo caminho para que a experiência inspire projetos semelhantes para além da capital.

Ao promover o diálogo entre quem produz a informação e quem atua nas ocorrências, o workshop reafirma um princípio simples e urgente: informar com responsabilidade também é uma forma de salvar vidas.

SERVIÇO

Evento: Workshop De Olho na Segurança: o papel da mídia na cobertura segura das ações de segurança pública
Data: 26 e 27 de fevereiro de 2026
Horário: 8h30 às 18h
Realização: Academia da Polícia Civil da Bahia (Acadepol)
Parceria: Fenaj, Sinjorba, ABI e instituições do sistema de segurança pública
Público-alvo: Profissionais da comunicação, estudantes e agentes da segurança pública

Acesse o formulário e faça sua inscrição!

publicidade
publicidade
Notícias

FENAJ lança pesquisa sobre perfil e condições de trabalho de jornalistas em entidades sindicais

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) lançou nesta segunda-feira (2/2) uma pesquisa para mapear o perfil e as condições de trabalho de jornalistas que trabalham em entidades sindicais de todo o país. O levantamento, elaborado em conjunto com a Secretaria de Mobilização dos Jornalistas em Assessoria de Comunicação, ficará aberto para respostas até o dia 31 de março deste ano. Acesse aqui e responda a pesquisa.

“É comum que jornalistas que trabalham em sindicatos, associações, federações, confederações e centrais sindicais sofram com jornadas exaustivas, contratos precários e falta de plano de carreira. Mapear esse perfil é a única forma de exigir que as entidades sindicais pratiquem, ‘dentro de casa’, os mesmos direitos que defendem para a sua categoria”, explica Márcia Quintanilha, diretora da Secretaria de Mobilização dos Jornalistas em Assessoria de Comunicação da FENAJ.

Além da remuneração, benefícios, plano de carreira, condições de trabalho, a FENAJ também quer saber qual o recorte etário, de gênero e étnico-racial dessa parcela da categoria, além de levantar informações sobre assédios e outros tipos de problemas relacionados ao ambiente laboral.

“Sabemos que muitos e muitas colegas que trabalham em entidades sindicais são “euquipes”, exercem múltiplas funções, raramente são remunerados por isso e ainda estão expostas e expostos a assédios de diversas naturezas – sexual, moral e até político. E por atuarem muitas vezes sozinhos, não têm com quem compartilhar essas questões nem sabem onde buscar apoio”, afirma Renata Maffezoli, 1ª secretaria da Federação.

De acordo com a dirigente sindical, uma vez com um diagnóstico mais detalhado sobre a realidade dos jornalistas nessa área específica de atuação, a FENAJ poderá orientar os sindicatos a atuarem junto às entidades sindicais para buscar melhorar as condições de trabalho desta parcela da categoria. “Nosso intuito com essa pesquisa é aproximar a FENAJ das e dos jornalistas que trabalham em entidades sindicais e municiar os sindicatos de base, e a própria Federação, para dialogar com sindicatos, centrais sindicais, federações, confederações para garantir respeito e dignidade”, concluiu.

Acesse aqui e responda a pesquisa.

publicidade
publicidade