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Ministro acusado de participar da morte jornalista é preso na Índia

O ministro indiano Ram Murti Verma, acusado de mandar assassinar o jornalista Jagendra Singh queimado vivo, foi detido na última quinta-feira (11), informou  o The Times of India. O crime foi motivado por uma publicação de Singh no Facebook, que denunciava o ministro de praticar atividades ilegais em mineração, ocupação ilegal de terras e estupro. No inquérito, autoridades acusam Verma e mais quatro suspeitos de crime por homicídio, censura, ameaça de morte e formação de quadrilha.

Segundo o site da ABI Nacional, os familiares do jornalista informaram que ele foi morto por integrantes da polícia enviados pelo político no dia 1º de junho. O grupo ateou fogo no corpo do jornalista, que ainda ficou internado em um hospital na cidade de Lucknow, capital de Uttar Pradesh, estado indiano, mas não resistiu, e faleceu na última segunda-feira (8), em decorrência dos ferimentos. O filho do jornalista, Raghvendra Sing, disse que o pai já havia sido ameaçado outras vezes, além de apontar o ministro como “mandante do crime”. “Eles [policiais] invadiram a nossa casa e questionaram o meu pai sobre suas mensagens no Facebook. Em seguida, começaram a bater nele, derramaram gasolina sobre o seu corpo e atearam fogo”, contou.

Jagendra era responsável pelo jornal independente “Shahjahanpur Samachar”, que contava com cinco mil amigos e outros 1.500 seguidores. Em seu perfil pessoal no Facebook, o repórter possuía mais de três mil seguidores. A Anistia Internacional (AI) solicitou apuração rigorosa do crime. “Este ataque horrível destaca os perigos que os jornalistas podem enfrentar em seu trabalho”, destacou Babu Shemeer, membro da AI na Índia.  O Conselho de Imprensa da Índia também solicitou uma investigação especial sobre o assassinato ao argumentar que foi “um ataque à liberdade de imprensa”. Os jornalistas são frequentemente perseguidos e intimidados pela polícia, por políticos e burocratas no país.

*Luana Velloso/ABI com informações do site da ABI Nacional, Portal Imprensa e R7.