ABI BAHIANA

ABI participa de ato nacional contra a violência de gênero

A Associação Bahiana de Imprensa participou da mobilização nacional realizada na Barra, neste domingo (14), contra a violência de gênero e em defesa de direitos sociais e democráticos. Convocado pelo movimento Levante Mulheres Vivas, o protesto reuniu uma diversidade de segmentos profissionais e sociais numa articulação contra o feminicídio e outras formas de violência baseadas no gênero.

A concentração começou por volta das 9h, no Morro do Cristo, de onde manifestantes seguiram em caminhada até o Farol da Barra, um dos pontos turísticos mais emblemáticos da capital baiana. Mulheres, estudantes, jornalistas, profissionais de diferentes áreas e representantes de organizações da sociedade civil levaram faixas, cartazes e gritaram palavras de ordem em defesa da vida, da igualdade de gênero e pelo fim da cultura da violência.

Entre as vozes presentes no ato, diretoras da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), como Jaciara Santos e Isabel Santos, também membros do Sindicato dos Jornalistas no Estado da Bahia, marcaram sua participação, reforçando o compromisso das entidades com a defesa dos direitos humanos, da liberdade de imprensa e com a luta contra a violência.

A ABI, que dias antes publicara uma moção de repúdio à violência contra jornalistas e convocado profissionais de comunicação para a mobilização, destacou a importância de unir pautas sociais e democráticas em uma resposta coletiva à escalada de agressões no país.

O evento integrou uma série de manifestações que ocorreram em várias capitais brasileiras nos últimos dias. Os atos reforçam a urgência de ações concretas para enfrentar o que movimentos e organizações denunciam como uma epidemia de violência contra mulheres e pela necessidade de políticas públicas eficazes de proteção e prevenção.

A caminhada seguiu de forma pacífica, com momentos de falas públicas no Farol da Barra, onde participantes compartilharam relatos, reivindicações e clamores por justiça e segurança. Ao longo do percurso, a presença de profissionais de diversas áreas destacou o caráter plural da mobilização, que buscou além do enfrentamento à violência de gênero, o fortalecimento de uma sociedade mais justa, igualitária e livre de opressões.

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ABI BAHIANA

ABI publica moção de repúdio à violência contra jornalistas e convoca profissionais para ato em Salvador

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) divulgou uma moção de repúdio ao episódio ocorrido na sessão da Câmara dos Deputados em 9 de dezembro, em que profissionais da imprensa foram expulsos de forma violenta sob o comando do presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos–PB). A entidade classificou como censura inaceitável ao trabalho jornalístico e ao direito à informação, alertando também para o risco de erosão democrática, diante de ataques repetidos à imprensa. Em articulação com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba) e demais instituições democráticas, a ABI conclama comunicadores e sociedade a aderirem à mobilização do “Levante Mulheres Vivas”, neste domingo (14), às 10h, na Barra (do Cristo ao Farol).

O ato nacional interliga pautas importantes, como a defesa da liberdade de imprensa e dos direitos humanos, e denuncia o aumento dos casos de feminicídio e as múltiplas formas de cerceamento da democracia.

Em 2024, cerca de 1.500 brasileiras foram vítimas de feminicídio, segundo dados do Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (Raseam), do Ministério das Mulheres. São casos que chocam a sociedade, pela crueldade e misoginia demonstradas, como o ocorrido recentemente em São Paulo, no qual a jovem Tainara Santos, de 31 anos, foi atropelada pelo ex-namorado e teve as pernas amputadas; ou o caso da diretora da equipe pedagógica do Cefet-RJ, Allane de Souza Pedrotti Matos, de 41 anos, e a psicóloga da instituição, Layse Costa Pinheiro, de 40 anos, ambas assassinadas por um colega revoltado com a chefia feminina.

A presidente da ABI, Suely Temporal, lembra que, além de expressar repúdio a ataques físicos e simbólicos contra repórteres e profissionais de imprensa, a ABI tem se empenhado na promoção de práticas que contribuam para uma cobertura mais ética e responsável de temas sensíveis à sociedade. Em abril de 2024, a instituição lançou o Protocolo Antifeminicídio – Guia de Boas Práticas para a Cobertura Jornalística, um documento dirigido a jornalistas e profissionais de comunicação com orientações para apurar e noticiar os crimes ligados às violências de gênero de forma que não revitimize as vítimas e/ou suas famílias, combatendo estereótipos nocivos e fortalecendo o papel da imprensa na luta contra a cultura da violência. A publicação (disponível também em formato de e-book) foi elaborada por mulheres dirigentes da ABI com apoio institucional da Fenaj e do Sinjorba, e inclui recomendações práticas, dados, fontes confiáveis e redes de acolhimento para vítimas.

“Com essas ações, que articulam posicionamentos institucionais, mobilizações coletivas e ferramentas de orientação à categoria, a ABI reforça a necessidade de unir as lutas pela defesa da vida das mulheres, pelo jornalismo ético e pela democracia plena no Brasil, e convoca os profissionais da imprensa para se engajarem neste domingo, no ato em Salvador, como parte de uma resposta nacional diante dos desafios que ameaçam tanto a liberdade de expressão quanto a segurança e os direitos humanos”, enfatiza o jornalista Paulo de Almeida Filho, diretor de Defesa da Liberdade de Informação e dos Direitos Humanos da ABI.

Em reunião híbrida, Diretoria da ABI aprovou moção de repúdio à censura ao trabalho da imprensa | Foto: Joseanne Guedes

No bojo das articulações nacionais, atos em todo o país denunciaram, no último domingo (7), que o Brasil enfrenta uma epidemia de violência contra a mulher e um aumento alarmante nos casos de feminicídio. Já no dia 10, a Fenaj abriu o 40° Congresso Nacional dos Jornalistas – que ocorre em Brasília até sábado (13) – com uma manifestação na Câmara dos Deputados, em resposta aos episódios de violência contra a categoria, considerados sem precedentes na história recente do Parlamento. Na manhã desta quinta (11), a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal realizou uma audiência pública provocada pela Federação, para debater a violência contra jornalistas e a liberdade de imprensa no Brasil. A sessão também integrou a programação do 40º Congresso.

  • Confira abaixo a moção divulgada pela Associação Bahiana de Imprensa (ABI):

MOÇÃO DE REPÚDIO
A crescente desqualificação da atividade parlamentar liderada pelos novos protagonistas da política brasileira no Congresso Nacional, teve seu ápice na sessão em que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) determinou a expulsão violenta de jornalistas que cobriam a dantesca sessão de 9 de dezembro de 2025.

A censura descabida e inaceitável ao trabalho da imprensa visava sonegar ao Brasil a informação sobre o ato discricionário do presidente Hugo Motta, ao determinar o emprego da Polícia Legislativa para remover à força o seu colega Glauber Braga (PSOL-RJ) da cadeira do presidente da Casa. Sem precedentes na história do Brasil, nem mesmo as ditaduras que nos infelicitaram por décadas, produziram tanta violência contra parlamentares e jornalistas – inclusive mulheres.

A Associação Bahiana de Imprensa repugna o ato de exceção contra a liberdade de imprensa e o direito à informação. E se soma às instituições democráticas que exigem o pleno esclarecimento sobre as responsabilidades pelas cenas deploráveis, considerando que o presidente nega ter determinado a expulsão de jornalistas e a censura à transmissão da sessão pela TV Câmara dos Deputados.

A manter a tibieza e a conduta errática no terceiro mais importante cargo da República, Hugo Motta estará a provar a sua completa inépcia e incompatibilidade da sua estatura política com o espaldar da cadeira que um dia foi de Ulysses Guimarães.

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Notícias

Audiência pública da Comissão de Direitos Humanos reúne entidades e alerta para riscos crescentes à atividade jornalística

Nesta quinta-feira (11), a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal realizou uma audiência pública para debater a violência contra jornalistas e a liberdade de imprensa no Brasil, reunindo representantes de importantes entidades da categoria e da sociedade civil organizada. A sessão foi requerida pelo senador Paulo Paim (PT-RS) e integra a programação do 40º Congresso Nacional dos Jornalistas, que acontece em Brasília, de 10 a 13 de dezembro.

O encontro, presidido por Paim, contou com a participação de representantes da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF), do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Repórteres sem Fronteiras (RSF), Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Instituto Vladimir Herzog, entre outras entidades.

A delegação baiana foi composta por nomes como Gabriela de Paula, vice-presidente do Sinjorba; Murilo Bereta, secretário-geral do Sinjorba e Paulo de Almeida Filho, conselheiro fiscal do Sinjorba e diretor de Defesa da Liberdade de Informação e dos Direitos Humanos da ABI.

Paulo de Almeida Filho acompanha a Audiência Pública

A audiência, fruto do requerimento nº 90/2025 de autoria de Paim, teve como pano de fundo os dados apresentados no Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2024, divulgado pela FENAJ, que registrou 144 casos de agressões, ameaças e outros ataques contra profissionais da imprensa no país, uma média de uma agressão a cada dois dias e meio. Ainda que os números representem uma redução em relação aos 181 episódios registrados em 2023, especialistas ressaltam que o contexto permanece preocupante, com formas “mais sofisticadas” de ataque, como assédio judicial, censura e intimidações sofisticadas, além de episódios de violência física e online.

Durante sua fala, o senador Paulo Paim sublinhou a gravidade do quadro e a centralidade do tema para a democracia brasileira, enfatizando que a violência contra profissionais da imprensa física, digital ou jurídica constitui um ataque direto ao direito constitucional à informação e ao livre exercício da profissão jornalística.

Representantes das entidades presentes reforçaram a necessidade de mecanismos mais efetivos de proteção e de políticas públicas que garantam não apenas a segurança dos profissionais, mas também a efetivação dos princípios democráticos e das liberdades fundamentais. A audiência debateu ainda relatos de intimidação judicial, ameaças virtuais crescentes e outras práticas que, segundo órgãos como a FENAJ e a RSF, se configuram como tentativas de cercear o trabalho jornalístico e silenciar vozes críticas.

Articulação nacional

A sessão no Senado ocorre em um momento de forte mobilização das categorias jornalísticas, que, em diversas frentes – incluindo atos públicos, notas de repúdio conjuntas e mobilizações sindicais – têm denunciado episódios recentes de agressões e tentativa de cerceamento da imprensa.

Na véspera, sindicatos e federações manifestaram preocupação com práticas que atentam contra a liberdade de imprensa em espaços institucionais. A Fenaj realizou ato nesta quarta-feira (10), na Câmara dos Deputados, em resposta aos episódios de violência, sem precedentes na história recente do Parlamento. Jornalistas de todo o país participaram da manifestação que marcou a abertura do 40° Congresso Nacional dos Jornalistas, que ocorre em Brasília até sábado (13).

A audiência pública desta quinta-feira representa um importante ponto de articulação entre o Legislativo e representantes da sociedade civil para fortalecer a proteção aos jornalistas como condição indissociável da democracia e do direito fundamental à informação.

“A gente precisa não naturalizar essa violência, enquanto jornalistas e comunicadores que somos. Há mecanismos para fazer denúncia nos 31 sindicatos de jornalistas. A Federação e outras entidades aqui recebem semanalmente casos sobre os quais nos debruçamos, verificamos, temos protocolos internos e estamos sempre buscando aprimorar. Procure o seu sindicato, procure a Federação. Não ache que é parte da nossa profissão ser impedido de entrar num espaço público”, defendeu Samira de Castro, presidente da Fenaj.

O Congresso Nacional dos Jornalistas conta com o patrocínio da Caixa, Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Banco do Nordeste (BNB) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI), além do apoio da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Associação dos Docentes da UnB (Adunb), Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), Sindicato dos Fazendários do Ceará (Sintaf-CE), Sindicato dos Bancários do DF e Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).

Assista abaixo à sessão:

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Notícias

TJBA  lança o 1º Prêmio de Jornalismo “Narrativas que Salvam”

Estão abertas as inscrições para o 1° Prêmio de Jornalismo: “Narrativas que Salvam”. A iniciativa é da Coordenadoria das Mulheres, do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA), com o objetivo de premiar reportagens que posicionaram e promoveram a reflexão em torno da igualdade de gênero, exibidas dentre janeiro de 2024 e setembro de 2025. As inscrições seguem até o próximo dia 03 de novembro.

O concurso integra a 31ª Semana da Justiça pela Paz em Casa, em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com objetivo de valorizar produções jornalísticas que contribuem para a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica e do feminicídio, reconhecendo o papel fundamental da comunicação na promoção dos direitos humanos, na sensibilização da sociedade e no fortalecimento de políticas públicas de proteção às mulheres.    

De acordo com a organização, o Prêmio de Jornalismo “Narrativas que Salvam” vem da necessidade de reconhecer e valorizar a força do jornalismo como “salva-vidas”, ferramenta de transformação social diante de um dos maiores danos desta realidade: a violência doméstica e o feminicídio.

Em uma realidade onde milhares de mulheres ainda vivem sob o medo, as ameaças e o silenciamento, o jornalismo tem como seu maior poder romper barreiras, dando visibilidade às vítimas e mobilizando a sociedade para a construção de uma realidade melhor, onde haja cultura de respeito, igualdade e proteção à vida. Cada reportagem, notícia, investigação ou narrativa que denuncia informa e conscientiza, não apenas descreve um problema.

Objetivo do prêmio

O Prêmio de Jornalismo “Narrativas que Salvam” tem como objetivo reconhecer jornalistas que, com coragem e ética, enfrentam o silêncio em torno da violência de gênero. Esta iniciativa busca dar visibilidade a narrativas que denunciam abusos, mas também apresentam caminhos de acolhimento e prevenção, fortalecendo o papel social do jornalismo na luta contra o feminicídio.

Além disso, pretende ampliar a consciência coletiva e inspirar a criação de políticas públicas que promovam a proteção das mulheres. O prêmio valoriza a informação como instrumento de resistência e sobrevivência, capaz de empoderar mulheres e transformar comunidades inteiras.

Esta edição traz para o debate o tema “Narrativas que salvam. O papel da mídia no enfrentamento à violência doméstica”. Jornalistas e estudantes de jornalismo devem acessar o portal: www.tjba.jus.br ou coordenadoriadamulher.tjba.jus.br e clicar no banner do concurso “Narrativas que Salvam”.

A divulgação dos finalistas vai ser publicada no dia 11 de novembro e a Cerimônia de premiação será no dia 24 de novembro. 

  • Confira o “Protocolo Antifeminicídio – Guia de Boas Práticas para a Cobertura Jornalística”, lançado pela ABI em abril 2024.

*Catarina Gramosa estagiária de Comunicação da ABI
Edição: Joseanne Guedes

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