ABI BAHIANA

Missa na Basílica do Senhor do Bonfim marca Centenário de Jorge Calmon

No dia 7 de julho, Jorge Calmon (1915-2006) completaria 100 anos e uma série de comemorações está sendo promovida pela Associação Bahiana de Imprensa (ABI) para marcar seu centenário. Uma Missa de Ação de Graças às 10h na Basílica do Senhor do Bonfim, concelebrada pelo arcebispo dom Murilo Krieger e outros sacerdotes, reúne a família e os amigos do jornalista. A missa terá apresentações de um coral regido pelo maestro Francisco Rufino. Em sua vida profissional Jorge Calmon foi redator chefe do jornal A Tarde, presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI) entre os anos de 1970 e 1972, membro da Academia de Letras da Bahia, deputado e professor emérito da UFBA. “No próximo dia 7 de julho, se vivo fosse ele estaria fazendo 100 anos e a ABI que teve uma convivência tão próxima, tão íntima, e tendo sido ele por mais de 60 anos jornalista e pelo seu papel na defesa da imprensa, a ABI se sentiu comprometida a realizar eventos assinalando a passagem do seu centenário”, afirmou o presidente da ABI, Walter Pinheiro.

Samuel Celestino, jornalista e presidente da Assembleia Geral da ABI falou sobre as comemorações do centenário. “Esta missa abre as homenagens ao centenário de nascimento de Jorge Calmon. Ele que entrou no jornalismo levado por Pedro Calmon e entregue nas mãos de Ernesto Simões Filho, que se tornou redator-chefe do jornal 14 anos após sua entrada como foca. Dr. Jorge foi uma figura diferenciada em todos os aspectos, no jornalismo, na elegância, na educação, na competência, na sabedoria, na forma de tratar o jornalista na redação. Ele sempre entrava na redação ás 9h da manhã e ia de mesa em mesa conversando com todos os jornalistas até ele ir para seu aquário (sala de vidro) e de lá ele acompanhava a movimentação da redação”, completou.

A história de Jorge Calmon se confunde com a do jornal A Tarde, ao qual se dedicou durante toda sua vida profissional. Começou a carreira de jornalista em 1935, como repórter geral. Passou pelas funções de redator, secretário de redação e, após 14 anos, assumiu o cargo de redator-chefe, que ocupou por mais de 40 anos. Ele também foi, em paralelo à atuação jornalística, diretor da Biblioteca Pública do Estado e do Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda (DEIP), deputado estadual, secretário da Justiça, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Também atuou e apoiou diversas instituições como o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), Associação Cultural Brasil-Estados Unidos (ACBEU) e a Fundação Casa de Jorge Amado (FCJA), assim como a Associação Comercial, a Santa Casa de Misericórdia e muitas outras.

Seguindo as comemorações, haverá na noite de 9 de julho, uma sessão especial da Academia de Letras da Bahia (ALB) em sua homenagem a Jorge Calmon. Samuel Celestino será o orador.

*Luana Velloso/ABI