ABI BAHIANA

ABI desmente informação sobre possível despejo da Prefeitura de Salvador

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) vem a público, nesta quarta-feira (8), para esclarecer informações equivocadas que circularam na imprensa sobre uma suposta decisão da entidade de acionar a Justiça para despejar a Prefeitura de Salvador de imóvel pertencente à instituição.

De acordo com a presidente da ABI, Suely Temporal, a notícia causou surpresa e estranhamento. “Recebemos com absoluta surpresa a informação de que a ABI estaria considerando uma medida judicial de despejo. Essa hipótese não foi deliberada pela diretoria e sequer entrou em pauta nas instâncias formais da entidade”, afirmou.

A presidente esclarece que a menção ao tema partiu de uma sugestão feita por um associado, sem qualquer caráter institucional. “Trata-se de uma proposta individual, que não foi discutida, analisada ou aprovada pela diretoria da ABI. Portanto, não corresponde à posição oficial da entidade”, reforçou.

A ABI reconhece a existência de um impasse contratual com a Prefeitura de Salvador, relacionado à atualização de valores e cumprimento de cláusulas do contrato vigente, mas destaca que o diálogo permanece como caminho prioritário para a resolução, sem adoção de medidas extremas.

A entidade também reitera seu compromisso histórico com a defesa da liberdade de imprensa, da democracia e do interesse público, e lamenta a divulgação de informações que não refletem a realidade dos fatos nem as decisões institucionais.

Por fim, a presidente Suely Temporal reforçou que qualquer posicionamento oficial da ABI será sempre comunicado de forma transparente por seus canais institucionais. “Nosso compromisso é com a verdade e com a responsabilidade institucional. Seguiremos tratando esse tema com a seriedade que ele exige”, concluiu.

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Notícias

Salvador recebe evento da Aberje sobre comunicação e relações governamentais

O primeiro encontro do Capítulo Nordeste da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) em 2026 foi realizado nesta terça (07), em Salvador, por meio de uma parceria com a Darana RP. O evento reuniu especialistas para discutir o papel das relações governamentais como ativo estratégico, especialmente em um cenário marcado pela proximidade das eleições de 2026

A abertura foi conduzida por Hamilton dos Santos, diretor executivo da Aberje, que destacou o objetivo do encontro: promover uma reflexão qualificada sobre como a interlocução entre empresas, governo e sociedade pode contribuir para soluções coletivas e fortalecimento institucional. Em sua fala, também apresentou a atuação da Escola Aberje, enfatizando sua evolução e a oferta de cursos voltados à formação em comunicação, reputação e relações institucionais.

Hamilton ressaltou a importância da reputação para as organizações atuais e a necessidade de saber construí-la em meio às constantes mudanças de informação

Manoel Fernandes, sócio fundador da Bites, analisou o cenário eleitoral e as tendências para 2026. Ele alertou sobre o avanço da inteligência artificial, mostrando como diferentes sistemas podem dar respostas variadas para a mesma pergunta. Para o especialista, isso traz riscos de viés e desinformação, influenciando a opinião do eleitor.

Encerrando as apresentações, Marcelo Gentil, responsável pelas Relações Institucionais da Odebrecht, abordou o tema “Quando o Estado conversa com a sociedade: relações institucionais e governamentais como ferramenta do progresso coletivo”. Em sua exposição, defendeu que o diálogo estruturado entre setor público e sociedade civil é fundamental para a construção de políticas com impacto social e para o avanço democrático.

Após as falas, os três participantes abriram espaço para debate com o público. Entre as intervenções, Suely Temporal, presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI),  questionou como a mistura entre jornalismo e opinião nas redes sociais afeta as eleições. A maior preocupação é que está cada vez mais difícil diferenciar o que é informação de confiança do que é apenas opinião ou notícia falsa.

Foto: Catarina Gramosa

Em resposta, Manoel Fernandes ressaltou a importância de as empresas e instituições reforçarem, de forma contínua, o compromisso com o jornalismo profissional e com a produção de informação confiável, como forma de mitigar os efeitos da desinformação e fortalecer o debate público.

O encontro evidenciou a centralidade das relações institucionais no cenário contemporâneo, destacando o papel da comunicação estratégica na mediação de interesses e na promoção de diálogo transparente entre governo, empresas e sociedade civil, especialmente em períodos de maior sensibilidade política.

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ABI BAHIANA

Memórias da redação: Dirigentes da ABI revelam o que diriam a si mesmos no início da carreira

Em um tempo de transformações aceleradas, em que a informação circula em velocidade vertiginosa e a credibilidade se tornou um dos bens mais disputados da vida pública, celebrar o Dia do Jornalista é também um convite à reflexão. A data convoca ao exercício de revisitar caminhos, reafirmar princípios e projetar o futuro.

O jornalismo, que atravessa crises e reinvenções, continua sendo sustentado por algo essencial e inegociável: gente. Gente que apura, que escuta, que duvida, que insiste. Gente que, em algum momento, foi jovem, inexperiente, inquieta, e que hoje carrega na bagagem as marcas de uma profissão feita de desafios, escolhas e propósito.

Para marcar a data, diretores da Associação Bahiana de Imprensa (ABI) aceitaram um convite especial: mandar uma espécie de carta para si mesmos no início da carreira. O resultado são depoimentos que atravessam o tempo e revelam, com sensibilidade e franqueza, o que permanece essencial no fazer jornalístico.

Os depoimentos revelam que, apesar das mudanças tecnológicas, das pressões do tempo presente e das incertezas do futuro, há algo que permanece inalterado: o jornalismo como escolha ou como destino.

Neste 7 de abril, algumas vozes da ABI lembram que ser jornalista é, sobretudo, um exercício contínuo de coragem, escuta e compromisso. Um caminho que começa, quase sempre, com uma pergunta, e que nunca deixa de exigir a disposição de seguir em frente, mesmo sem todas as respostas.

A presidente da ABI, Suely Temporal, olha para trás com a serenidade de quem aprendeu a confiar no próprio caminho:

“Eu diria ‘acredite mais em você mesma, acredite no seu talento. Não deixe que outras pessoas digam que você não é capaz. É muito importante acreditar em si e nunca deixar de aprender, nunca deixar de estudar. Sempre procure evoluir’.”

Suely Temporal

A jornalista Jaciara Santos, primeira secretária da entidade, prefere acolher – antes de aconselhar – a jovem que foi um dia:

“Talvez eu nem dissesse nada. Talvez eu só olhasse para aquela menina com carinho, com vontade de acolher, de abraçar. Porque hoje eu sei o quanto ela estava assustada. Mas havia sonho, havia determinação. E aí eu diria ‘Vá. Vá assim mesmo. Vá com medo, com insegurança, cheia de dúvidas. Mas vá. Não se detenha’.”

Jaciara Santos

E segue, reafirmando um pacto com a própria história:

“Preste atenção em quem veio antes de você. Respeite quem abriu caminhos. Não espere facilidade, não é um caminho fácil. Mas não desista. Siga em frente. Você consegue. Hoje eu sei que consegui. E faria tudo de novo.”

Para a diretora de Cultura da ABI, Yara Vasku, o conselho se ancora nos fundamentos do ofício:

“O maior patrimônio não é o texto impecável, mas a curiosidade incansável e o profissionalismo. Não tenha medo de fazer a ‘pergunta óbvia’. Escreva com simplicidade, apure com profundidade e mantenha a escuta sempre ativa, sensível e humilde. A agilidade nunca deve atropelar a precisão e a ética.”

Yara Vasku

A jornalista Isabel Santos, integrante do Conselho Fiscal, revisita a intensidade da rotina nas redações e reafirma o sentido maior da profissão:

“Desafiadora e maravilhosa. Assim resumo a minha profissão. Dizer que foi fácil seria mentir, e mentir não pode fazer parte do nosso vocabulário. Mas tudo era superado pela vontade de ver uma reportagem ganhar o mundo, chegar ao leitor, formar opinião.”

Isabel Santos

Com o olhar amadurecido, ela deixa um recado direto às novas gerações:

“Não deixem seus sonhos serem encobertos pela nuvem do desânimo. Se esse é o seu dom, coloque-o em prática com amor, ética, responsabilidade e coragem. A riqueza pode não ser material, mas a consciência de contribuir para um mundo melhor é um verdadeiro baú de ouro.”

Também membro do Conselho Fiscal, Eduardo Tito fala sobre o valor do risco e do movimento:

“Não tenha medo de ousar e errar. Não demore a dar o primeiro passo. Avance mesmo com medo. Toda construção tem falhas. O tempo certo começa quando a gente decide começar. Ouse e avance.”

Eduardo Tito

Já o presidente da Assembleia Geral da ABI, Walter Pinheiro, resgata a ideia de vocação como eixo do jornalismo:

“A prática do jornalismo requer vocação. É preciso gostar de buscar a notícia, de ampliá-la, analisá-la. E notícia não tem hora. Você deve estar sempre pronto para persegui-la.”

Walter Pinheiro

E faz um alerta sobre o lugar do jornalista diante dos fatos:

“Cuidado para não querer ser protagonista. A melhor condição é a de observador. Assim, o que você produz representa verdadeiramente o que vê e pensa. Agindo assim, você colabora para que a imprensa seja, como disse Ruy Barbosa, ‘a vista da Nação’.”

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Notícias

ALB celebra centenário de Luís Henrique Dias Tavares com sessão especial aberta ao público

A Academia de Letras da Bahia (ALB) realiza, no dia 7 de abril, às 18h, uma sessão especial em homenagem ao centenário do historiador, jornalista e escritor Luís Henrique Dias Tavares. O evento, aberto ao público, acontecerá no Palacete Góes Calmon e reunirá acadêmicos, pesquisadores, jornalistas e convidados para celebrar a trajetória de um dos maiores intelectuais baianos do século XX.

A sessão será marcada por discursos e homenagens, com destaque para a fala do jornalista e escritor Emiliano José, atual ocupante da cadeira nº 1 da ALB, que pertenceu ao homenageado. Também participam o acadêmico Edvaldo Brito e Luís Guilherme Pontes Tavares, vice-presidente da Assembleia Geral da Associação Bahiana de Imprensa (ABI) e filho do historiador, que fará um pronunciamento trazendo uma perspectiva pessoal sobre a vida e o legado do pai.

A celebração integra uma programação mais ampla dedicada ao centenário de Tavares, nascido em 25 de janeiro de 1926, em Nazaré das Farinhas, no Recôncavo Baiano. Reconhecido por sua contribuição decisiva à historiografia brasileira, ele teve uma longa e expressiva carreira acadêmica na Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde foi professor titular de História do Brasil, participou da criação dos programas de pós-graduação em Ciências Sociais e História, coordenou cursos e ocupou cargos estratégicos na consolidação da pesquisa histórica no estado.

Durante a sessão, serão destacados momentos-chave de sua produção intelectual, incluindo estudos sobre a Independência da Bahia, com ênfase no protagonismo da população negra e nas lutas dos escravizados por liberdade. Emiliano José antecipou que esse será um dos pontos centrais de sua fala. “Vou dar destaque a algo que Luís Henrique Dias Tavares tratou com muito carinho, que foi a luta dos escravizados por sua libertação no decorrer da mesma luta pela independência. Ele considera que, no decorrer de todas as batalhas pela Independência, havia também essa luta pela liberdade, com participação absolutamente essencial das pessoas escravizadas”, afirmou.

Além dos discursos, a programação inclui leitura de trechos de obras, apresentação de marcos da trajetória do historiador e exibição de documentos e fotografias de seu acervo pessoal. A iniciativa busca promover não apenas uma homenagem, mas também um espaço de reflexão sobre memória, cidadania e os processos históricos que moldaram a Bahia e o Brasil.

No jornalismo, iniciou sua trajetória ainda jovem, fundando o jornal O Parlapatão, em Nazaré das Farinhas. Posteriormente, atuou em veículos como O Momento e teve participação destacada na revista Seiva, da qual foi redator-chefe em sua fase de retomada nos anos 1950. Sua produção contribuiu para o fortalecimento de uma consciência crítica sobre política, sociedade e história.

Ao longo de sua vida, recebeu importantes reconhecimentos, como a Comenda Arlindo Fragoso (ALB), a Medalha do Mérito Bernardino José de Souza (Instituto Geográfico e Histórico da Bahia) e o Prêmio Carlos de Laet (Academia Brasileira de Letras), além de honrarias concedidas pelo Governo da Bahia.

A sessão especial reforça a relevância do legado de Tavares para a historiografia e para o jornalismo baiano, reafirmando seu papel como intérprete fundamental da formação social e política do estado.

Serviço
Sessão especial em homenagem ao centenário de Luís Henrique Dias Tavares
Quando: 7 de abril de 2026 (terça-feira), às 18h
Onde: Palacete Góes Calmon
Entrada: Aberta ao público

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