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Especial 8M: Jornalista Caroline Gois relata desafios da profissão

Ela está há mais de 14 anos liderando equipes, coordenando processos de treinamento, gestão e motivação pessoal, em ambientes de redação jornalística e corporativo. Para a jornalista baiana Caroline Gois, diretora do Portal A Tarde e sócia do Grupo Mucugê, a troca do dia a dia da reportagem pela atuação na área comercial aconteceu de maneira gradativa e natural. Aos poucos, mergulhou na comunicação digital voltada para o desenvolvimento de veículos e focou na convergência midiática. Desde então, elaborou projetos e estratégias em gestão de crise para empresas consolidadas no setor da comunicação.

Movida pela “vontade de contar histórias”, acumulou experiências no radiojornalismo, webtv e produção de conteúdo interativo para website, através de passagens pela TV Record Bahia, Rede Bahia, Rádio Metrópole, Rádio Itapoan FM e Site BNews. Hoje no Grupo A Tarde, ela contribui também com o Jornal e a Rádio, com o apoio dos líderes destas plataformas para convergir os conteúdos e levar a inovação ao centenário. Nesta entrevista especial do Dia Internacional da Mulher, a jornalista, formada em 2003 pela Unijorge, revela os desafios que a levaram ao topo do mundo corporativo, em cargos majoritariamente ocupados por homens. Confira!

O que a levou a escolher o jornalismo como profissão?

A vontade de contar histórias, principalmente as histórias das pessoas e do país. Sempre entendi o Jornalismo como um caminho que possibilita a construção da história de nossa sociedade e como um meio que contribui para a construção e percepção social.

Em que momento você decidiu sair da reportagem para trabalhar com comunicação digital e prestar consultoria a corporações? Qual foi a motivação?

Na verdade, não houve um momento exato. As coisas foram acontecendo. À medida que fui tendo experiências na área, galguei cargos de liderança e, quando me vi, estava no meio digital. Aprendi junto com o desenvolvimento da mídia digital, já que quando comecei era tudo muito novo e recente. A oportunidade veio até mim e aproveitei. Desde então, as experiências foram se acumulando e me senti pronta para contribuir junto às empresas com os conhecimentos que adquiri em minha trajetória.

A participação da mulher no mercado de trabalho tem crescido. Embora a presença seja maior, esse crescimento se dá de forma lenta e os desafios continuam grandes. Como jornalista, qual é o seu maior desafio?

Levar ao mercado a prática de que somos capazes de estar em cargos de liderança e em posições que transformam e gerenciam processos ainda hoje pilotados por homens. Fazer com que nosso profissionalismo e capacidades sejam reconhecidos.

Para você, enquanto mulher jornalista, qual a representatividade de ocupar um cargo de direção em uma empresa consolidada?

O exemplo de que qualquer mulher pode chegar onde cheguei. Que até nós mesmas precisamos ir além do fato de sermos mulheres. Somos profissionais. Precisamos confiar que a gente consegue e acreditar em nós.

O fato de ser mulher já fez você sofrer algum tipo de preconceito/assédio moral ou sexual no contexto profissional?

Já sofri assédio moral. Assumi cargos de liderança onde demais líderes eram homens. Minha opinião ficava em segundo plano, havia exposição e descrédito. Era nítido para mim e para a equipe que era pelo fato de eu ser mulher. Hoje, reconheço e falo sobre isso como algo que não permitiria mais. Mas, o que ocorreu me fortaleceu ainda mais para chegar onde cheguei e me sentir respeitada, como hoje me sinto.

Você tem passagens por portais de grande repercussão na Bahia e ampla atuação no ambiente digital. O que você definiria como principal transformação do jornalismo desde a sua formatura?

A consolidação do Jornalismo Digital em suas diversas plataformas.

Como avalia o papel da mulher na sociedade contemporânea?

Sem dúvida alguma, este papel se transformou. Ainda assim, vivemos presas e aprisionadas nas questões culturais que apontam a mulher como um ser frágil e limitado, cuja melhor função que ela pode exercer é ser mãe e dona de casa. Mas, temos mais vozes, mais representação, mais exemplo. É um caminho sem volta. Hoje, a mulher pode e deve reconhecer seu verdadeiro papel na sociedade. Papel este que é o que ela quiser.

Mulheres ainda avançam em ritmo lento ao topo do mundo corporativo. Qual conselho daria para aquela mulher que deseja trilhar esse caminho na comunicação? Quais as maiores barreiras para alcançar o sucesso nessa área?

A dica vai para as mulheres e para qualquer profissional. Queira ir além e vá. Saia da caixa ou transforme a caixa que você conhece. Seja mais que jornalista – seja gestora, líder. Porque fazer comunicação vai além de entrevistar, fazer release ou postar em sites. Fazer comunicação é lidar com outras pessoas, entender o colaborador e sentir a fonte. É planejar, organizar e executar. Independente da função que exerce na empresa, faça sempre um pouco mais. Se reinvente e esteja preparada para gerenciar crises. Afinal, se somos capazes de gestar um ser, amamentar, ser mulher, esposa, amante e cuidar da casa, podemos qualquer coisa. A limitação está dentro de nós. Liberte-se disso e vai conquistar o que deseja. Sobre desafios? Sem estes, a gente não segue em frente.

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Jornada de Mulheres do Sinjorba promove roda de conversa e lives

A II Jornada de Mulheres do Sinjorba começa na próxima segunda-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher. A programação especial promovida pelo Sindicato dos Jornalistas da Bahia terá início às 20h, com a Roda de Conversa “Jornalismo em Tempos de Pandemia”, realizada através da plataforma Zoom e  transmitida no canal do Youtube da entidade.

O evento, organizado pela Comissão de Mulheres Sinjorba, tem como objetivo discutir como a pandemia afetou a prática jornalística e os impactos causados no exercício profissional das convidadas. A roda de conversa contará com a participação de jornalistas baianas, de diversos segmentos da profissão, como Carla Araújo, Cleidiana Ramos, Carmela Talento, Mariluce Moura, Malu Fontes, Evanice Santos, Heloísa Sampaio, Patrícia França, Mara Campos, Suzana Barbosa, Cíntia Kally, Jeane Borges, Margarida Neide e Flávia Vasconcelos.

Programação da II Jornada de Mulheres do Sinjorba

Para a coordenadora da Comissão de Mulheres Sinjorba, Isabel Santos, o debate sobre os problemas enfrentados pelas jornalistas no exercício da profissão é necessário. “Nos momentos de turbilhão é que devemos buscar a ampliação da consciência e agir, não deixando arrefecer a nossa garra, muito menos nos paralisar. E é com este pensamento que a Comissão construiu o evento para marcar o Dia Internacional da Mulher, apesar do período difícil que toda a humanidade vivencia atualmente”, explica Isabel.

Lute como uma jornalista

Ainda como parte da II Jornada de Mulheres do Sinjorba, de 9 a 15 de março será realizada a série de lives “Lute como uma jornalista”, transmitida às 20h, no Instagram oficial do Sinjorba. As lives trarão diversos temas e convidadas, que dividirão suas experiências profissionais no jornalismo.

“No ano passado, a diretoria do sindicato preparou, junto com a Comissão de Mulheres, uma programação especial para o mês de março. Mas, infelizmente, tivemos que cancelar por causa da pandemia. Neste ano, resolvemos realizar a programação online, para que todas possam participar e contribuir com os debates sobre a atual conjuntura política e social do país”, ressalta Fernanda Gama, vice-presidente do Sinjorba e integrante da Comissão de Mulheres da Fenaj.

A programação terá a participação da representante da Comissão de Mulheres da Fenaj, Samira Castro, que abordará os desafios da mulher no jornalismo. “A programação do 8 de Março construída nos estados é um exemplo do empenho das direções sindicais em procurar acolher melhor as mulheres jornalistas e suas demandas, já que somos vítimas principais de assédios moral e sexual, de ataques no ambiente virtual e da desigualdade agravada pela pandemia de Covid-19”, ressalta Samira.

Confira abaixo o calendário das lives – Lute como uma jornalista:

 09/03 – Mulher negra no jornalismo

Convidada: Silvana Oliveira – gerente de jornalismo da rádio Sociedade da Bahia

Apresentação: Jaciara Santos – Comissão de Mulheres Sinjorba

10/03 – Mulher no jornalismo esportivo

Convidada: Ayana Simões – apresentadora do Cartão Verde Bahia/TVE

Apresentação: Carmen Vasconcelos – diretora do Sinjorba

11/03 – Mulher Trans no jornalismo

Convidada: Alana Rocha – apresentadora do Programa Gazeta Alerta/ Gazeta FM

Apresentação: Lucimeire Oliveira – diretora do Sinjorba

12/03 – Mulher empreendedora no jornalismo

Convidada: Suely Temporal – diretora da Atcom/Comunicação Coorporativa

Apresentação: Regina Ferreira – Conselho Fiscal Sinjorba

15/03 – Mulheres no jornalismo em tempos de pandemia

Convidada: Samira de Castro – Comissão de Mulheres Fenaj

Apresentação: Fernanda Gama – vice-presidente do Sinjorba

16/03 – Equilíbrio emocional para a mulher jornalista na segunda onda

Convidada: Ayeska Azevedo – proprietária da empresa “A Vida em Flor”

Apresentação: Gabriela de Paula – diretora do Sinjorba

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8 de março: Programação cultural marca o Dia Internacional da Mulher em Salvador

Rússia, 1917 – Foto: GettyImages

O Dia Internacional da Mulher (8 de março), data que surgiu de movimentos trabalhistas, é tempo de pensar nas conquistas e lutar por mais mudanças culturais, sociais e profissionais em relação às mulheres. Para o jornalismo pensado no feminino, é um momento de refletir sobre a mulher jornalista e trazer ao centro das discussões as condições dessa profissional no mercado – cujas subjetividades foram construídas a partir de uma cultura jornalística que não valoriza o trabalho feminino.

Para marcar a data, uma série de eventos – como palestras, oficinas e até festival literário – será realizada na capital baiana (a maioria é gratuita), com programações que abordam o combate ao machismo e destacam os avanços das mulheres. A seleção a seguir foi publicada pelo jornal Correio*.


Mulher Negra – gênero e negritude: bate-papo com Luana Soares

Data: 08/03 (quinta-feira)
Onde: Elementuá Espaço Colaborativo (Rua da Fonte do Boi, 5, Rio Vermelho)
Horário: 18h
Ingresso: gratuito
Informações: (71) 2132-7867

Matinée especial Dia da Mulher – Filme Gilda (Ano: 1946; Diretor: Charles Vidor)
Onde: Auditório Museu Carlos Costa Pinto
Horário: 15 horas
Ingresso: R$ 5,00 (meia) / R$ 10,00 (inteira)
Informações: (71) 3336-6081

Quintas Gregorianas especial Dia da Mulher
Com coordenação e adaptação dramatúrgica da diretora e roteirista Thais Alves, a cantora Rebeca Matta e a atriz Márcia Andrade apresentam o projeto Leituras Musicadas, onde falam de amor, tempo, dor e saudade a partir dos poemas de Gregório de Mattos.
Onde: Galeria da Cidade – Teatro Gregório de Mattos
Horário: a partir das 19h
Ingresso: gratuito
Informações: (71) 3202-7888

Oficina A poesia é uma festa, com Kátia Borges
Serão duas manhãs para aprender sobre poesia e contemporaneidade, especialmente a partir das vozes femininas. Além da leitura de poemas de autoras como Angélica Freitas, Ana Martins Marques e Simone Teodoro, vão ser realizadas experiências de criação, exercitando a percepção poética, verso e ritmo.
Onde: CAIXA Cultural Salvador (Rua Carlos Gomes, 57, Centro – Salvador)
Ingresso: gratuito (20 vagas – sujeito à lotação do espaço)
Data: de 10 e 11 de março
Horário: das 9h30 às 12h.
Informações: (71) 3421-4200

Festival Letra de Mulher
Evento reunirá escritoras brasileiras contemporâneas numa programação que envolve rodas de conversa, oficina e performance. O evento é dedicado à produção de escritoras brasileiras contemporâneas e fará da CAIXA Cultural Salvador um palco da literatura brasileira produzida por mulheres. O Festival acontece de quinta (08) a domingo (11).Encontro “Letra de Mulher”
Onde: 
CAIXA Cultural Salvador (Rua Carlos Gomes, 57, Centro – Salvador)
Ingresso: gratuito
Data: de 08 a 11 de março
Informações: (71) 3421-4200
Programação resumida:

Dia 08, 20h – Mesa de abertura: Outras Palavras, com Alice Ruiz e Estrela Leminski
Dia 09, 15h – Mercado, publicação e reconhecimento: os caminhos das escritoras, com Luisa Geisler e Carol Bensimon.
17h30 – Literatura, feminismo e produção independente na internet, com Clara Averbuck, Lady Sybylla e Flávia Azevedo.
20h – O que faz uma escritora? com Mabel Veloso e Maria Valéria Rezende.
Dia 10, 14h – Contação de Histórias, com Daniela Andrade (Atividade infantil)
15h – Ser Mulher, Ser negra, Ser Escritora, com Cidinha da Silva.
17h – Meu livro de cabeceira ou do YouTube para as prateleiras, com Jout Jout.
18h30mim – Literatura Movimenta – Iniciativa que estimulam a formação e difusão da produção literária produzidas por mulheres, com Juliana Gomes (Leia Mulheres) Susana Ventura (Mulherio das Letras).
20h – Outras Palavras – A relação da literatura e outras linguagens nas artes, com Zélia Duncan.
Dia 11, 16h – Literatura das Bordas – Todas as palavras em evidência, com Lívia Natália e Roberta Estrela D’Alva.
19h – Outras Palavras – A relação da literatura e outras linguagens nas artes, com Roberta Estrela D’Alva, Karina Buhr e Kuma França.

Oficina de Automaquiagem, Oficina de Turbantes, Cadastro no Bolsa Família, dentre outros
A Polícia Militar, por meio da Base Comunitária de Segurança do Calabar (BCS), realiza uma semana de serviços e lazer em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, que teve início nesta segunda-feira (5) e segue até o próximo sábado (10) na Praça 11 de maio, Calabar.
Programação completa:
06/03 – a partir das 9h – Oficina de PVC, Palestra de Empreendedorismo, Palestra sobre Diabetes e Pressão Arterial BCS;
07/03 – a partir das 8h – Mutirão de preventivo (no Posto de Saúde do Calabar), Abordagem geral sobre as mulheres – Roda de conversa (Biblioteca do Calabar), Palestra DST’s e HIV, Palestra sobre a Lei Maria da Penha;
08/03 – a partir das 7h30 – Café da manhã (Praça Nossa Senhora de Fátima), Roda terapêutica (Quadra Poliesportiva do Calabar), Oficina de Automaquiagem (Sorteio de sessão de fotos e brindes da Contém 1g), Palestra – Marco do 8 de março (Sorteio de brindes), Oficina de turbantes, Aula de Fitdance
09/03 – a partir das 8h – Cadastro Único Bolsa Família, Palestra – Alimentação Saudável, Saúde Mental (Posto de Saúde do Calabar), Aula de Fitdance
10/03 – a partir das 8h – Cadastro Único Bolsa Família, Palestra – Alimentação Saudável, Oficina Literária (Alto das Pombas), Jogo evolutivo sobre a violência doméstica (Quadra Poliesportiva do Calabar), Ser mulher (Jogo Quiz, maquiagem e fotos) (Quadra Poliesportiva do Calabar) e Aulão do Fitdance (Quadra Poliesportiva do Calabar)

Exposição no Metrô
De 6 a 9 de março, as estações Pituaçu, Pirajá e Rodoviária recebem a exposição fotográfica Mulheres do Metrô. Cinquenta colaboradoras de cargos operacionais, administrativos e de liderança do metrô de Salvador se inscreveram para participar da exposição e são as protagonistas da mostra que destaca a beleza e o poder feminino. Além da exposição, a CCR Metrô Bahia também vai promover um dia de beleza para as clientes. O Espaço Beleza será montado na Estação Pituaçu e vai oferecer massagem relaxante, maquiagem com design de sobrancelhas, esmalteria (limpeza, higienização das unhas, pintura e desenhos artísticos), cosmetologia (orientação de cosméticos naturais) e distribuição de brindes. As ações serão realizadas no dia 8, das 8h às 18h, em parceria com o SE7E Centro Tecnológico.

Exposição Mulheres do Metrô | De 6 a 9/03 | Das 5h às 00h | Estações Pituaçu, Pirajá e Rodoviária
Esmalteria | Dia 8/03 | Das 8h às 18h | Estação Pituaçu
Massagem Relaxante | Dia 8/03 | Das 8h às 18h | Estação Pituaçu
Maquiagem com Design de Sobrancelhas | Dia 8/03 | Das 8h às 18h | Estação Pituaçu
Cosmetologia | Dia 8/03 | A partir das 14h | Estação Pituaçu
Distribuição de brindes | Dia 8/03 | Das 8h às 18h | Estação Pituaçu

Simpósio da Mulher
O Shopping Bela Vista vai receber o Simpósio da Mulher que irá reunir especialistas em direitos e conquistas, saúde da mulher, além de desembargadoras, vereadoras, jornalistas, órgãos públicos de defesa e politicas públicas para mulheres e movimentos de defesa, para tratar sobre diversos temas do universo feminino. O evento, em formato de Pocket show, será apresentado pela jornalista Daniela Prata e terá dicas de moda com as Blogueiras Youtubers Sika Caicó e Inês Martins, do Canal É Bafho, no Youtube, além de ações de estética, massagens, make up e outros serviços. A iniciativa é uma parceria do Shopping Bela Vista e das lojas Avatim, Arezzo, Yes Cosméticos, Zinzane, Sobrancelha Design.
Segue abaixo a programação completa, que será aberta ao público, na Praça Central (Piso L1):

• 09:00h. abertura das estações de serviços
• Esmalteria e Massagem Relaxante Pelo Master
• Avatim stand com massagens relaxantes  Turno da tarde.
• Sobrancelha Design stand com Make up Turno da tarde.
• 10:00 h  Ativação estação Instituto Embelezze durante todo dia do evento.
• 11.30h Roda de bate papo sobre Empoderamento com Naira Gomes, Vilma Reis e Ivy Guedes Coordenadoras do  Movimento Crespo da Bahia falando  sobre ESTÉTICA AFRO-DIASPÓRICA e Carol Barreto com o Tema A MODA E SEUS COMPORTAMENTOS.
• 12:00h Consultoria de Moda com as Youtubers e Stylists Sika Caicó e  Inês Martins apresentando as principais tendências do Bela Vista e abordando o tema 3ª peça e apresentação de tendências da Loja Zinzane.
• 14:00h ás 15.00 Apresentação de vídeos temáticos sobre o dia Internacional da mulher.
• 15:30h Canal È BAFHO FALANDO SOBRE MODA.
• 17.00h Roda de bate papo com Drº George Trindade Costa sobre SAÚDE DA MULHER e veiculação dos vídeos da Campanha Ame-se de prevenção ao câncer de mama.
• 18:00h  Apresentação da Cantora Rebeca Bandeira / Voz e Violão.
• 19.00h  Veiculação de vídeos temáticos sobre Violência Doméstica – Números e dados estatísticos sobre a violência no Brasil.
• 20:00h  Roda de Bate Papo sobre a LEI MARIA DA PENHA, com representantes da Ronda Maria  da Penha, a Ver. Rogéria Santos, a Desa. Nagila Brito Presidente da Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça da Bahia, a Secretária da Politicas para Mulheres Julieta Palmeira e a Comunicadora Viviane Nonato.

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8 de março: Mulheres avançam nas redações de jornais

Um dado que vem chamando a atenção nas redações de jornais e sites do Brasil refere-se ao aumento de mulheres em postos de comando. Um relatório de 2015 do Projeto Global de Monitoramento da Mídia (Global Media Monitoring Project, em inglês) registra que o número de mulheres jornalistas em redações tem aumentado não só no Brasil mas também na América Latina. O levantamento revela que as mulheres correspondiam a 47% dos repórteres em meios impressos, 36% dos radialistas e 50% dos repórteres de TV.

O estudo registra que, enquanto os jornalistas homens são mais valorizados por sua experiência profissional, as mulheres são mais valorizadas por sua idade: 43% das repórteres têm entre 19 e 34 anos, enquanto apenas 14% dos repórteres correspondem a essa faixa etária; e 53% dos jornalistas homens têm entre 35 e 49 anos, enquanto apenas 33% das jornalistas estão nessa faixa etária.

A jornalista e escritora Regina Helena de Paiva Ramos, 86 anos, lembra que, quando começou a carreira, há 50 anos, não sofreu grandes descriminações, mas viu muitas colegas de trabalho passarem por situações constrangedoras, onde se menosprezava a capacidade intelectual feminina. Ela destaca a dedicação feminina para o estudo. “Somos ótimas pesquisadoras”, atesta.

Segundo pesquisas, empregadores de todo o mundo investem nos valores femininos por conta da facilidade em aceitar o desenvolvimento de trabalhos em equipe, o poder de convencimento levando a credibilidade de suas ideias, sem necessidade de autoritarismo, trabalho em forma de cooperativismo deixando de lado a competição, sem limites de cargos e salários, o que prejudica a produtividade de qualquer trabalhador.

Ronaldo Mendes, Gestor em Recursos Humanos, acrescenta que as mulheres se preocupam mais com sua formação profissional do que a maioria dos homens, por isso se destacam mais por sua diversidade e processos multifuncionais. O gestor ressalta que não existe mais no jornalismo, assim como em várias profissões, a famosa guerra de sexos. “As redações têm registrado uma grande oportunidade de evolução e ocupação das mulheres”, analisa.

Em parceria com a Gênero e Número, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) prepara uma pesquisa inédita sobre desigualdade de gênero no jornalismo. O levantamento, que será divulgado em junho durante o 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, reunirá dados sobre o perfil das mulheres nas redações brasileiras, incluindo as que trabalham em veículos independentes.

Jornalista era chamada de “atrevida” na década de 50

A jornalista e escritora Regina Helena de Paiva Ramos, 86 anos, começou a trabalhar na década de 50. Havia aproximadamente 30 mulheres nas redações no estado de São Paulo. Quando Regina escreveu seu livro “Mulheres Jornalistas: A Grande Invasão”, há cinco anos, as mulheres já ocupavam mais de 50% desses postos de trabalho.

A autora conta que ser repórter, naquele tempo, não era uma profissão “muito comum para uma mocinha”. Essas mulheres eram consideradas “atrevidas”. Segundo ela, apesar de não ter sofrido grandes descriminações, viu muitas colegas de trabalho passarem por situações constrangedoras, onde se menosprezava a capacidade intelectual feminina. O jornalista Hermínio Cachetta, diretor de O Tempo, foi o responsável pela entrada de muitas mulheres nas redações em São Paulo.

“Ele me “discriminava” com um certo paternalismo”, uma proteção diferenciada. Mas muitas mulheres devem passavam por situações de constrangimento que não se comentava na época, hoje o chamado assédio. Eu sequer tinha a noção de que era uma pioneira”.

Uma das primeiras repórteres da Última Hora, Sonia Nemberg entrou no jornalismo através do diploma. Para a jornalista as mulheres entraram na profissão pela sua competência. “É uma profissão difícil porque trabalhamos com o tempo. Muitas vezes precisamos fechar uma edição e não conseguimos os depoimentos. Temos que cobrir enchentes, desabamentos, tragédias, e também lindas histórias é um desgaste mental e emocional grande, um exercício de confronto com a realidade. E a mulher lida bem com essas dificuldades”. Outra razão, segundo Sônia, é a dedicação feminina para o estudo: “Somos ótimas pesquisadoras pois nos dedicamos muito e somos muito intuitivas. Acho que quando as mulheres têm oportunidade elas se destacam”.

Sônia lembra que as mulheres entraram no jornalismo para trabalhar por salários mais baixos, e o os homens saíram por conta da precarização da profissão, e que no futuro esse número de mulheres na profissão vai aumentar pois é maior a quantidade de universitárias em relação aos universitários no seguimento profissional. Apesar de toda a emancipação feminina, Sônia alerta que o Brasil ainda é um país muito machista e que a violência contra a mulher é um fenômeno muito grande apesar de todo o trabalho da mídia no sentido de combater a violência contra a mulher.

Diretora de redação do jornal “Valor Econômico”, Vera Brandimarte afirmou que as mulheres são maioria nas redações de jornalismo econômico, uma tradição que começou a se formar nos anos 70. “Nos anos 90, as mulheres já dominavam as posições de editoras de economia. No “Valor”, tem oito mulheres editoras e quatro homens. Não é uma questão de preferência, mas de mérito”. Vera lembrou que em outras áreas a dificuldade de ascensão da mulher é mais difícil, como o setor bancário e o de engenharias. Ela lembrou que, fora das redações, ainda persiste um desequilíbrio entre as atividades delegadas às mulheres e aos homens, como nas questões domésticas e na criação dos filhos.

*Matéria de Cláudia Sanches e Edir Lima para a Associação Brasileira de Imprensa (ABI)