ABI BAHIANA

ABI prestigia os 40 anos da Fundação Pedro Calmon e reforça parceria em defesa do livro e da memória

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) participou do evento de apresentação da programação comemorativa dos 40 anos da Fundação Pedro Calmon (FPC), realizado na noite desta quinta-feira (22), na Biblioteca Central do Estado da Bahia. Representando a entidade, a diretora de Cultura da ABI, Yara Vasku, destacou a importância da celebração e os anúncios de projetos que aproximam ainda mais a Fundação da população baiana.

O evento reuniu autoridades, representações institucionais e sociedade civil, com a presença de secretários municipais de cultura, dirigentes de bibliotecas, membros da Academia de Letras da Bahia (ALB), conselheiros de cultura e ex-diretores da instituição, além da equipe em peso da FPC. Durante a solenidade, o diretor-geral da FPC, Sandro Magalhães, apresentou o calendário de ações que marcarão o aniversário dos 40 anos da instituição, em 29 de abril, incluindo inaugurações, modernização de espaços, eventos e projetos diversos voltados ao fortalecimento das políticas públicas culturais.

Yara Vasku e Veronica Nonato (Flica) durante evento da FPC | Foto: Lucas Rosário/Divulgação SecultBA

“Todo mundo está muito feliz com a Fundação completando 40 anos, mostrando o valor de suas iniciativas e com grandes projetos que foram apresentados para este ano e daqui para frente, de forma a estar mais próxima das pessoas e ainda mais difundida pelo interior do estado”, afirmou Yara Vasku. A diretora também ressaltou a afinidade entre as duas instituições.

“A Pedro Calmon é uma fundação importante em prol do livro, da literatura, da memória, do conhecimento, que tem total sinergia com a ABI”.

Yara Vasku – diretora de Cultura da ABI

Yara Vasku informou que está articulando uma reunião para aprofundar a aproximação entre a ABI e a Fundação Pedro Calmon, lembrando que as instituições já mantêm parceria no projeto #CirculeUmLivro – uma iniciativa da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF). A colaboração reforça o compromisso da ABI com a valorização da cultura, da memória e do acesso democrático ao conhecimento na Bahia.

Marcos do quadragésimo aniversário

As principais entregas dessa celebração incluem projetos de reforma da Biblioteca Central do Estado da Bahia, com investimento de R$ 7 milhões; a criação do Centro de Formação Ubiratan Castro e a implementação de 300 novos espaços de leitura (Projeto Pouso da Palavra), além da criação da Sala Luiz Gama e de nova sala de digitalização do Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB). O foco está na democratização do acesso à literatura e na inclusão de narrativas historicamente silenciadas, sob o lema de uma fundação “Mais Popular, Mais Territorializada e Mais Cidadã”.

Entre os anúncios está também a realização de uma consulta pública para que agentes culturais contribuam com a construção de um grande encontro previsto para abril. A FPC, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Cultura (SecultBA), atua na formulação, execução e articulação de políticas públicas voltadas ao livro, à leitura, às bibliotecas, aos arquivos e à preservação da memória histórica e cultural do estado.

Veja como foi o evento, transmitido pelo YouTube da FPC

publicidade
publicidade
ABI BAHIANA

ABI e Fundação Pedro Calmon debatem preservação da memória da imprensa

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) promoveu uma reunião com a Fundação Pedro Calmon (FPC), na manhã desta sexta-feira (27/07), para discutir medidas de preservação do acervo sobre a imprensa no estado. As atividades dão continuidade ao acordo de cooperação técnica firmado entre as duas instituições, como parte da produção do projeto “Memória da Imprensa na Bahia”.

O principal objetivo do encontro foi desenvolver ações para salvaguardar o importante acervo da ABI. A instituição possui livros raros e documentos históricos, um conjunto formado por coleções de revistas especializadas, jornais, fotografias, além das bibliotecas pessoais de jornalistas como Jorge Calmon, João Falcão e Berbert de Castro. As obras abrigadas pelo Museu de Imprensa da ABI e pela Biblioteca de Comunicação Jorge Calmon procedem também do acervo de outros personagens centrais para a história da imprensa e do cinema baianos, como o cineasta Walter da Silveira.

“Vamos organizar o acervo, a partir da NOBRADE [Norma Brasileira de Descrição Arquivística]. A primeira atividade será iniciada na terceira semana do mês de agosto, com a digitalização dos boletins da ABI”, afirmou Valdicley Vilas Boas, coordenador de Documentação do Centro de Memória da Bahia, unidade da Fundação Pedro Calmon.

O vice-presidente da ABI, o jornalista Ernesto Marques, ressalta que a aproximação entre as instituições vai possibilitar cuidar melhor do que a entidade possui e estudar alternativas para ampliar o trabalho, tornando o acervo cada vez mais acessível. “Cuidar de acervo histórico é sempre muito trabalhoso e caro, essa é uma dificuldade que temos. Ficamos comprometidos e com um olhar mais audacioso, no sentido de desenvolver outras atividades em conjunto, por conta de tudo o que temos guardado aqui. É um volume muito grande que demanda um permanente trabalho de restauro”.

Participaram da reunião o diretor de Patrimônio da ABI, Luis Guilherme Pontes Tavares; o coordenador de Pesquisa da FPC, Walter Silva; o secretário da ABI, Márcio Müller; a técnica em restauro e conservação da ABI, Marilene Rosa; a bibliotecária da ABI, Valésia Oliveira; e a museóloga da ABI, Renata Santos, responsável pelo Museu de Imprensa da ABI. O espaço, que está em fase de reestruturação, foi criado para preservar a história da imprensa, através do seu acervo de periódicos, volantes, obras e objetos pertencentes a jornalistas. Já a Biblioteca de Comunicação Jorge Calmon funciona de segunda a quinta, das 8h às 17h, e durante as sextas, das 8h às 12h.

publicidade
publicidade