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Fenaj e Sinjorba convocam Dia Nacional de Luta em Defesa do Diploma

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba) promovem nesta quinta (13) um dia de luta em defesa da aprovação, pela Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda Constitucional 206/2012, que restabelece a formação superior em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, como exigência para o exercício profissional.

As entidades querem chamar a atenção dos deputados federais e da sociedade para o tema. A matéria está pronta para ser votada desde 2015, fruto de negociação com três ex-presidentes da Câmara (Henrique Eduardo Alves, Eduardo Cunha e Rodrigo Maia), e entrou na pauta de votação 59 vezes, sem que fosse apreciada.

Na quinta (13), aproveitando o Dia Nacional de Luta em Defesa do Diploma, o Sinjorba lançará o Comitê Baiano em Defesa do Diploma, em ato virtual, às 9h30, por meio do Zoom da entidade. Já estão confirmadas as presenças de representantes de instituições do estado que mantêm cursos de Jornalismo, além de professores e profissionais que defendem a formação superior específica como pré-requisito ao exercício da atividade.

“É importante salientar que a PEC do Diploma não cassa os registros profissionais concedidos com base na decisão de 2009, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que leis não retroagem para prejudicar direitos adquiridos”, explica Moacy Neves, presidente do Sinjorba. Se aprovada, a PEC valerá também para impedir a banalização na concessão de registros. Hoje, jornalistas exercem a única profissão regulamentada do país para a qual não se requer nenhum requisito prévio para se ter o registro.

O Sindicato convoca a participação de toda a categoria. A recomendação é que todos vistam-se de azul, faça vídeos e/ou fotos, publiquem em suas redes sociais, com as hashtags #PECdoDiploma e #AprovaPECDoDiplomaJá, além de marcar a Fenaj e o Sinjorba em suas postagens. “Enviem também mensagens aos deputados federais, pedindo o voto em favor da PEC 206/2012”, pede Moacy Neves.

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ABI BAHIANA

ABI e Sinjorba lançam rede de combate à violência contra a imprensa

Como parte das atividades relacionadas ao Dia do Jornalista, comemorado nacionalmente em 7 de abril, a Associação Bahiana de Imprensa (ABI) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba) lançam no dia 4 (terça-feira), às 10h, a Rede de Combate à Violência Contra Profissionais de Imprensa. A criação do coletivo foi anunciada em 31 de janeiro, durante audiência pública que debateu o avanço dos ataques contra a categoria na Bahia. O lançamento acontece no Auditório Samuel Celestino, no edifício-sede da ABI.

A ideia recebeu o aval de instituições como as polícias Civil e Militar (Secretaria da Segurança Pública), Defensoria Pública do Estado (DPE), Secretaria da Justiça e Direitos Humanos da Bahia e Ministério Público Estadual (MPE), representadas na audiência. Também foram convidados a compor o coletivo o Ministério Público do Trabalho (MPT-BA), a Ordem dos Advogados do Brasil – seção Bahia (OAB-BA) e a União dos Municípios da Bahia (UPB).

A construção da Rede vai ao encontro da necessidade de conter a escalada de ataques que coloca o Brasil entre as nações mais inseguras para o trabalho jornalístico. Um cenário documentado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) no relatório “Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil”.

Os números são expressivos: de 99 ocorrências, em 2017, os casos saltaram para 430, em 2021. E, embora tenham apresentado ligeira queda, as agressões continuaram em níveis preocupantes, alcançando, no ano passado, um total de 376 registros.

A Bahia é um microcosmo desse universo. Em 2022, pelo menos 14 jornalistas baianos foram alvo de violência, agravada pela sensação de impunidade. Nestes primeiros meses de 2023, já foram contabilizados ao menos cinco casos no estado e mais de 60 em todo o Brasil. São ataques como o sofrido pela jornalista Tarsilla Alvarindo, em 16 de janeiro, “punidos” com o registro de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), procedimento lavrado em infrações “de menor potencial ofensivo”.

Durante o lançamento, será apresentada a Carta de Princípios da Rede e marcada a primeira reunião de trabalho do grupo.

SERVIÇO

Lançamento da Rede de Combate à Violência contra Profissionais de Imprensa
Data: 4 de abril, 10h
Local: Associação Bahiana de Imprensa (Auditório Samuel Celestino, 8º andar do Edifício Ranulfo Oliveira, Rua Guedes de Brito, 1, Praça da Sé – Centro Histórico de Salvador)

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Notícias

4° Jornada de Mulheres do Sinjorba inicia neste 8 de março

Fernanda Gama*

Começa nesta quarta-feira, 8 de março – Dia Internacional da Mulher, a 4° Jornada de Mulheres do Sinjorba. A programação terá início com a participação na Marcha 8M, a partir das 13h, no Largo da Lapinha, seguindo em caminhada até o Pelourinho.

Já na sexta-feira (10), a Comissão de Mulheres do Sinjorba promove a Roda de Conversa – Lute Como uma Jornalista e Combata a Violência de Gênero, para discutir medidas de combate e de emponderamento da luta no exercício profissional. O evento será realizado no Auditório Samuel Celestino, da Associação Bahiana de Imprensa – ABI (Rua Guedes de Brito, 1 – Edf. Ranulfo Oliveira – Centro), a partir das 14h, com a participação da presidente da Fenaj, Samira de Castro, e das jornalistas Tarsilla Alvarindo, Priscilla Pires e Alana Rocha.

Também participam da Jornada de Mulheres, a defensora pública titular da 5ª DP de Defesa da Mulher, Izabel Martins do Carmo, a comandante da Ronda Maria da Penha, major Tereza Raquel, e a diretora de Departamento de Polícia Metropolitana, delegada Cristiane Inocência Xavier Rodrigues Coelho.

Para a coordenadora da Comissão de Mulheres do Sinjorba, Isabel Santos, o debate sobre os problemas enfrentados pelas jornalistas no exercício da profissão é necessário.

“Queremos dar um basta à violência que atinge as profissionais da imprensa. É inadmissível constatar que mais de 18 milhões de mulheres brasileiras foram vítimas da violência no último ano. São mais de 50 mil vítimas por dia, o que representa um estádio de futebol lotado, como aponta o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, por meio do Instituto Datafolha. Queremos dizer um grande ‘não’ à violência de gênero e esperamos reunir um grande número de colegas para esse momento ímpar”, ressalta Isabel.

A 4° Jornada de Mulheres do Sinjorba marca o retorno da Comissão às atividades presenciais, que haviam sido interrompidas devido à pandemia. “Retomamos a jornada presencial com um tema tão delicado e importante, como a violência de gênero. Infelizmente, mulheres são vítimas, diariamente, de várias formas de violência, seja nas ruas, em casa ou no ambiente de trabalho, onde passamos por assédio moral, sexual, discriminação e desigualdade salarial. Por isso, além da discussão, é preciso entender e combater todos esses tipos de violência, cobrando das autoridades competentes a devida apuração e punição dos responsáveis pelo crime”, destaca a vice-presidente do Sinjorba, Fernanda Gama.

Para a realização do evento, o Sinjorba terá o apoio da ABI, além das empresas Spavo – Espaço de Cura e Consciência, Intimidade Moda Íntima e Sex Shop, Clínica Vertebralle e Stoli Intimates, responsáveis pelo sorteio de brindes para as mulheres.

Confira abaixo a programação da Roda de Conversa:
14h – Momento lúdico e de relaxamento com os stands do Espaço de Cura e Consciência e Desejo e Intimidade Moda Íntima e Sex Shop. Sorteio de brindes.
15h – Roda de Conversa com apresentação do Relatório de Violência contra Jornalistas e depoimentos de jornalistas convidadas.
16h – Coffe Break
16h30 – Roda de Conversa com entidades convidadas.
17h30 – Encerramento da Roda de Conversa.
18h – Coquetel de Encerramento.

*Fernanda Gama (vice-presidente do Sinjorba).

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ABI BAHIANA

Sinjorba, Fenaj e ABI prestam solidariedade a jornalista atacado por líder do governo na ALBA

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (Sinjorba), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Associação Bahiana de Imprensa vêm a público manifestar sua irrestrita solidariedade ao jornalista João Pedro Pitombo, chamado de “mentiroso” pelo deputado Rosemberg Pinto (PT), líder do governo Jerônimo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). O parlamentar fez o comentário em vídeo gravado e publicado pelo site “Informe Baiano”, ao falar de reportagem assinada pelo profissional e publicada no jornal Folha de São Paulo, edição do último dia 25 de fevereiro, com o título “Esposa de Rui Costa tem cargo no Governo da BA desde 2014 e omite vínculo”.

À luz da prática do bom jornalismo, como defendem as entidades – tão necessário nesse tempo de circulação de fake news -, não há qualquer inverdade na referida matéria, apurada segundo critérios técnicos, com informações confirmadas por fontes da Secretaria de Saúde do Estado e corroboradas pelo ex-secretário da Pasta, o médico Fábio Vilas-Boas, a quem Aline Peixoto, concorrente a uma vaga de conselheira no Tribunal de Contas dos Municípios, esteve subordinada.

A polêmica em torno da indicação de Aline é concreta, por ser ela esposa do atual ministro da Casa Civil e ex-governador do Estado, Rui Costa (PT). A matéria do jornalista João Pedro Pitombo revela que a candidata ao Tribunal omitiu em seu currículo enviado à ALBA (clique AQUI), que permaneceu como assessora da Secretaria de Saúde no mesmo período em que, como primeira-dama, assumiu a coordenação das Voluntárias Sociais. Ela exerce o cargo na Secretaria de Saúde da Bahia há pelo menos 10 anos, incluindo os oito anos em que seu marido foi governador. No currículo, citou apenas os anos de 2012 a 2014. Portanto, não há mentira na matéria publicada.

O deputado Rosemberg, já envolvido em outras polêmicas com jornalistas, vai na contramão de lideranças nacionais de seu próprio partido que, no plano federal, vêm restabelecendo uma relação respeitosa com a imprensa e seus profissionais, atacados e perseguidos duramente pelo bolsonarismo, entre 2019 e 2022. Observe-se, o parlamentar fez questão de isentar o veículo, mirando somente no repórter (o trabalhador, elo mais fraco), como se este tivesse o poder da decisão editorial de um dos maiores jornais do país. Este ato de tentar descredibilizar o trabalho de João Pedro Pitombo, que ainda foi acusado de ser machista e agir contra a Bahia, fortalece o discurso de ódio que foi construído no último período e que foi banido pelas urnas ano passado.

Ademais, o Sinjorba, a Fenaj e a ABI chamam atenção da imprensa e de outros segmentos sociais, para a necessidade de se discutir os critérios não técnicos que sempre foram utilizados na indicação aos postos dos tribunais de contas, inclusive na Bahia. Que este caso lamentável de agora alerte para as responsabilidades envolvidas no ato de fazer críticas, além de evidenciar a importância do critério jornalístico nas apurações, para servir à sociedade, contribuir com o combate às fake news e ajudar na mudança de práticas políticas deletérias.

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