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FENAJ divulga guia de cuidados na cobertura das eleições

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) colocou à disposição dos profissionais de imprensa brasileiros, o Guia de Proteção a Jornalistas na Cobertura Eleitoral, uma publicação digital com orientações de segurança para profissionais da mídia na cobertura das eleições deste ano. Preparado pela Secretaria de Saúde e Segurança da Federação, tendo como base o manual publicado pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, a publicação reúne medidas de proteção para jornalistas. As orientações incluem preparação da pauta, uso de equipamentos de segurança, prevenção e resposta a ataques virtuais, entre outros pontos.

Capa do guia | Foto: reprodução

Além da polarização acentuada que vem se verificando no período pré-eleitoral, a iniciativa foi motivada pelos altos índices de ataques contra profissionais de imprensa registrados pela Federação nos últimos anos: 428 em 2020 e 430 em 2021.

O guia salienta a importância de registrar oficialmente as agressões, destacando que se trata da única maneira de responsabilizar os autores por meio da documentação das agressões, “e dar mais elementos garantia do direito ao trabalho dos profissionais de imprensa”, destaca o manual.

Trecho do Pacto contra Violência enviado aos presidenciáveis deste ano | Foto: reprodução

Entre os tópicos escolhidos na publicação estão a cobertura de comício ou manifestação com dicas sobre o que deve conter a pauta e o que se deve levar para a rua; os tipos de ataques virtuais e as medidas que devem ser adotadas pelos jornalistas frente a qualquer tipo de agressão.

A FENAJ e outras organizações em defesa da liberdade de imprensa encaminharam recentemente uma carta-compromisso aos presidenciáveis para o período eleitoral. O documento inclui medidas para proteger a atividade jornalística e os profissionais. “Esse é mais um instrumento utilizado pela Federação em um esforço para tentar coibir as tentativas de intimidação”, explica a publicação.

Acesse o manual clicando aqui.

Fonte: Sinjorba

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ABI BAHIANA

7 de Setembro: Entidades orientam repórteres sobre segurança na cobertura

O crescimento dos casos de violência contra profissionais da imprensa tem preocupado entidades ligadas ao segmento. Para trabalhadores da mídia que atuam na cobertura política, então, algumas agendas são sinônimo de intimidações e agressões, que põem em risco suas vidas. É o caso do “7 de Setembro”, Dia da Independência do Brasil. Com a proximidade das eleições gerais, as diversas manifestações marcadas para a data, em todo o país, colocaram instituições representativas da categoria em estado de alerta, e suscitaram a edição de materiais com dicas de segurança e orientações sobre como agir em caso de violações.

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) orientou os Sindicatos filiados a reforçarem as medidas de segurança dos profissionais na cobertura dos atos. A entidade destacou o contexto difícil deste ano, principalmente para repórteres que cobrem comícios, manifestações e a agenda política. Segundo a Fenaj, os atos convocados pela extrema-direita para o 7 de Setembro despertam preocupação.

Em 2021, segundo o Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil, foram registrados 430 episódios de agressões à categoria. De acordo com a Fenaj, o presidente Jair Bolsonaro foi o principal agressor, com por 147 casos (34,19% do total). Também aparecem como perpetradores de violência contra profissionais da mídia “manifestantes bolsonaristas”, com 20 casos.

A Arfoc-Brasil divulgou carta derivada do XVI Congresso Nacional dos Jornalistas de Imagem, realizado em Florianópolis. No documento, a Associação reafirma o compromisso de continuar a defender os cinefotojornalistas, o jornalismo e a liberdade de imprensa, “diante das múltiplas agressões que os jornalistas e a profissão vêm sofrendo”.

Medidas

Além da manutenção de equipes de plantão no feriado, a Diretoria Executiva da Federação recomendou que os Sindicatos enviassem ofício às empresas empregadoras, para pedir a adoção de medidas protetivas. A FENAJ também sugere aos jornalistas  a leitura do “Guia de Proteção a Jornalistas na Cobertura Eleitoral “, elaborado pelo Sindicato dos Jornalistas de SP e disponível AQUI. Na Bahia, o Sinjorba também estará com plantão de diretores à disposição.

Para Ernesto Marques, presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), ataques contra a imprensa representam riscos para a própria democracia. “Precisamos de liberdade e respeito para realizarmos o nosso trabalho. A preocupação das entidades com a segurança, com a integridade física e moral, dos profissionais da imprensa é um grande sintoma da situação de desajuste institucional que o Brasil está vivendo. Se isso está acontecendo no dia 7 de setembro, nos 200 anos da Independência, é porque muita coisa precisa ser revista e consertada neste país”, avalia.

  • Confira abaixo algumas dicas compartilhadas pela Fenaj:
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Jornalistas do nordeste se reúnem em evento promovido por sindicatos até domingo (21)

Os Sindicatos de Jornalistas Profissionais de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Luís (MA) e Sergipe se uniram para realizar, de 19 a 21 de novembro, o I Encontro Regional de Jornalistas do Nordeste. O evento, que reunirá todos os nove estados nordestinos, será totalmente virtual e tem como tema “Jornalismo na Linha de Frente – O trabalho do jornalista em tempos de pandemia, desinformação e plataformização”. As inscrições, que custam R$20 (sindicalizados, estudantes e aposentados) ou R$40 (demais participantes), são feitas no link forms.gle/M5wtDoWXjHbPHLTd9.

A expectativa dos organizadores é reunir 300 participantes, entre jornalistas, estudantes e professores de Jornalismo, além de dirigentes sindicais e profissionais de outras áreas. A programação inclui uma conferência de abertura, nesta sexta-feira (19); e, ao longo do final de semana, quatro painéis e uma plenária final, na qual será apresentado, debatido e aprovado o plano de lutas dos jornalistas nordestinos.

Entre os convidados, profissionais como o jornalista investigativo Joaquim de Carvalho; Jana Sá, repórter na Agência de Notícias Saiba Mais (RN), pesquisadores e professores da Comunicação, como Roseli Fígaro (USP), Rafael Grohmann (UNISINOS), Helena Martins e Rafael Rodrigues (ambos da Universidade Federal do Ceará – UFC), e sindicalistas como a presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Maria José Braga.

CONFIRA PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Dia 19 – Sexta-feira

19h – Solenidade de abertura

20h – Conferência Magna

Convidado:

Joaquim de Carvalho

Jornalista investigativo e colunista do site Brasil 247. Foi subeditor da Veja e repórter do Jornal Nacional. Ganhou os prêmios Esso (equipe, 1992), Vladimir Herzog e Jornalismo Social (revista Imprensa).

22h – Encerramento

Dia 20 – Sábado

9h – Painel 1 – Jornalismo atividade essencial, rotinas produtivas e aceleração da plataformização

Convidados:

Rafael Rodrigues

Professor do Curso de Jornalismo (Instituto de Cultura e Arte) da Universidade Federal do Ceará. Doutor e Mestre em Linguística pela UFC.

Rafael Grohmann

Editor da revista Fronteiras – Estudos Midiáticos. Doutor em Ciências da Comunicação, com estágio de pós-doutorado pela UFRJ. Professor do Mestrado e Doutorado em Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Mediação:

10h30 – Intervalo

11h – Painel 2 – Propagação de informações fraudulentas e os ataques a jornalistas no contexto da democracia em vertigem

Convidados:

Em confirmação

Mediação:

Eulalia Camurça

Doutoranda em Direito Constitucional pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Ceará (PPGD/UFC). Professora do Centro Universitário 7 de Setembro (UNI7) e editora de telejornalismo do Sistema Verdes Mares.

12h30 – Almoço

14h – Painel 3 – Desertificação da mídia tradicional e os novos arranjos jornalísticos contemporâneos

Convidados:

Roseli Fígaro

Professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade de São Paulo. Possui pós-doutorado pela Universidade de Provence, França. É coordenadora do Grupo de Pesquisa Comunicação e Trabalho.

Jana Sá

Repórter na Agência de Notícias Saiba Mais e apresentadora do Programa Balbúrdia, no canal do YouTube da Saiba Mais. Mestrado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2020).

Mediação:

Kamila Fernandes

Professora e coordenadora do Curso de Jornalismo da UFC. Doutora em Estudos de Comunicação. Atuou em veículos como Folha de S. Paulo, O Povo e UOL, e hoje é integrante do podcast As Cunhãs.

15h30 – Intervalo

16h – Painel 4 – Fundo público de fomento ao jornalismo e políticas de democratização da comunicação

Maria José Braga

Presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e membro do Comitê Executivo da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ).

Helena Martins

Doutora em Comunicação Social pela Universidade de Brasília (UnB, 2018). Professora da Universidade Federal do Ceará (UFC) e integrante do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social.

17h30 – Grupos de trabalho para a construção do Plano de Ação e Luta dos Jornalistas do Ceará

Dia 21 – Domingo

9h – Plenária Final – Aprovação do Plano de Ação e Luta dos Jornalistas do Nordeste

*Com informações da organização do evento

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Seminário da Fenaj aborda violência contra jornalistas e formas de denunciar

“Denunciar para combater e se proteger para evitar”. Essa é a temática do seminário que a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vai realizar no dia 21 de agosto. Como justificativa para a promoção do evento, a entidade destaca que um jornalista foi agredido por dia no Brasil, ao longo do ano passado. Atenta ao crescimento das agressões à imprensa no país, a Fenaj tem intensificado as ações de acompanhamento e de prevenção à violência contra a categoria, em 2021. O seminário on-line acontece a partir das 9h.

O encontro está dividido em duas etapas, sendo a primeira intitulada “Violência contra jornalistas: como, onde e porque denunciar”. Serão duas mesas de debates. Pela manhã, das 9h às 12h, o tema é “O que caracteriza a violência contra jornalistas e por que denunciá-la?”, contando com as participações já confirmadas da presidenta da FENAJ, Maria José Braga, e da pesquisadora Alice Baroni, da Universidade de Pádova (Itália).

À tarde, das 14h às 17h, será a vez do tema “Jornalistas: como denunciar a violência sofrida?”, com participação do vice-presidente da FENAJ, Paulo Zocchi, e da jornalista Bianca Santana. Também foram convidados representantes do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) e da Comissão Especial de Defesa da Liberdade de Expressão do Conselho Federal da OAB.

O seminário é gratuito e integra um projeto de monitoramento da violência contra jornalistas que tem o apoio do Fundo de Direitos Humanos dos Países Baixos. O evento acontecerá pela plataforma Zoom, com capacidade para 200 participantes. As inscrições podem ser feitas AQUI.

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