ABI BAHIANA

ABI e Instituto ACM planejam novas ações da campanha Souteropolitano

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI), no Centro Histórico de Salvador, sediou nesta sexta-feira (17) uma reunião voltada ao fortalecimento de iniciativas culturais na capital baiana. O encontro teve como foco a construção de ações conjuntas entre as instituições, ampliando o alcance da campanha “Souteropolitano”, idealizada pelo Instituto ACM, e reforçando o papel da sociedade civil na valorização do Centro Histórico.

A presidente da entidade, Suely Temporal, a diretora de Cultura, Yara Vasku, e o vice-presidente da Assembleia Geral, Luis Guilherme Pontes Tavares, receberam representantes do Instituto ACM para discutir desdobramentos da iniciativa. Participaram da reunião a diretora executiva do Instituto ACM, Cláudia Vaz, a analista de comunicação corporativa da Rede Bahia, Analú Ribeiro, e a analista de marketing do Instituto ACM, Alice Silva.

Lançada em março, a campanha “Souteropolitano” tem como objetivo fortalecer o sentimento de pertencimento dos soteropolitanos e incentivar a valorização cultural, social e econômica da região histórica da cidade. A iniciativa convida a população a voltar o olhar para o território, estimulando visitas, investimentos e o reconhecimento do Centro Histórico como parte essencial da identidade local.

Durante a reunião na ABI, os participantes discutiram a segunda etapa do projeto, que deverá ter como foco direto o patrimônio histórico da região. Enquanto a primeira fase destaca personalidades e personagens ligados ao Centro Histórico, a nova fase pretende aprofundar o debate sobre preservação, memória e uso dos espaços urbanos.

Entre as propostas discutidas estão a realização de visitas guiadas pelo Centro Histórico, rodas de conversa e outras atividades de engajamento cultural, buscando aproximar ainda mais a população do patrimônio material e imaterial da cidade. A ideia é transformar a campanha em uma plataforma contínua de mobilização, conectando instituições, empresários locais, comunidade e poder público.

A campanha, idealizada pelo Instituto ACM com apoio de parceiros como a própria ABI, integra um movimento mais amplo de valorização do Centro Histórico, entendido não apenas como espaço turístico, mas como território vivo, de memória, identidade e potencial econômico.

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João Leão, secretário de Governo de Salvador, visita sede da ABI

O secretário de Governo da Prefeitura de Salvador, João Leão, visitou na manhã desta sexta-feira (17) a sede da Associação Bahiana de Imprensa, no Centro Histórico da capital baiana. A agenda institucional reforça o diálogo entre o poder público municipal e uma das mais tradicionais entidades do jornalismo no estado.

Fundada em 1930, a ABI reúne profissionais da comunicação e tem papel histórico na defesa da liberdade de imprensa e no acompanhamento das transformações políticas e sociais da Bahia. Ao longo de sua trajetória, a instituição consolidou-se como espaço de memória, reflexão e articulação da categoria jornalística. 

Durante a visita, o secretário foi recebido pela presidente da entidade, Suely Temporal, pela diretora de Cultura, Yara Vasku, pelo conselheiro fiscal Valter Xéu, e pelo vice-presidente da Assembleia Geral, Luis Guilherme Pontes Tavares. O encontro incluiu uma apresentação das atividades desenvolvidas pela ABI, além da aproximação com a equipe que atua na instituição.

Na ocasião, João Leão percorreu as instalações do edifício onde funcionam estruturas da Prefeitura de Salvador, como a Secretaria de Governo (Segov), a Secretaria de Comunicação (Secom) e a Prefeitura-Bairro Brotas/Centro. O secretário avaliou as condições do espaço e sinalizou a possibilidade de implementação de melhorias na infraestrutura, o que irá contribuir para qualificar o atendimento à população e as condições de trabalho dos servidores.

A visita teve caráter institucional e simbólico, reforçando a importância da integração entre gestão pública e entidades representativas da sociedade civil. O diálogo com a ABI evidencia o reconhecimento do papel da imprensa na mediação entre poder público e sociedade, especialmente em um contexto de desafios à liberdade de expressão e à valorização do jornalismo profissional.

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ABI recebe estudantes da Facom e promove imersão na história do jornalismo baiano

A Associação Bahiana de Imprensa recebeu, nesta quarta-feira (15), estudantes do primeiro semestre do curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/UFBA) para uma aula especial dedicada à trajetória da imprensa no estado. A atividade integra a disciplina História do Jornalismo, ministrada pelo professor Fernando Conceição, e teve como convidado o jornalista, escritor e pesquisador Luís Guilherme Pontes Tavares, vice-presidente da Assembleia Geral da ABI.

Com abordagem que combinou erudição histórica e reflexão crítica, Tavares conduziu os estudantes por um percurso que evidenciou a riqueza e, ao mesmo tempo, as fragilidades da memória jornalística no estado. Ele destacou a importância de obras de referência para o campo, como o levantamento clássico de jornais baianos do século XIX. “É o levantamento de todos os jornais existentes na Bahia no século XIX até 1910, mais ou menos”, explicou, ao comentar a relevância da obra para pesquisadores iniciantes .

O pesquisador também compartilhou parte de sua trajetória acadêmica, marcada por investigações sobre a Empresa Gráfica da Bahia (Egba) e sua produção editorial ao longo do século XX. Para ele, o estudo dessas instituições é fundamental para compreender a formação do campo jornalístico no estado. “A produção editorial que ela produziu tem uma relevância grande”, afirmou, ao defender o potencial da empresa como objeto de pesquisa acadêmica .

Um dos momentos mais ricos da exposição foi a apresentação de personagens pouco conhecidos, mas fundamentais para a história da imprensa baiana, como o gráfico, editor e autor Artur Arézio da Fonseca. Tavares destacou a dimensão nacional de figuras ainda pouco reconhecidas. “Tem uma dimensão nacional a uma figura que os brasileiros não conhecem e que deviam efetivamente tomar como referência”, observou .

A aula evidenciou como a imprensa baiana, especialmente no século XIX, foi marcada por diversidade de estilos e linguagens, incluindo publicações com forte carga de ironia e experimentação textual, como o jornal Foia dos Rocêro, que integra o acervo do Museu de Imprensa.

Ao tratar da pesquisa em acervos, Tavares fez um alerta contundente sobre o risco de perda de documentos históricos, devido à má conservação. “Muitas das coleções […] são inacessíveis. Por quê? Porque foram deixadas muito tempo mal guardadas”, disse. Ele ressaltou ainda que a digitalização, embora importante, não resolve completamente o problema, já que muitos arquivos permanecem incompletos ou indisponíveis.

Durante o debate, surgiram questões sobre o futuro do jornalismo diante das transformações tecnológicas e da desvalorização da profissão. Luís Guilherme reconheceu os desafios atuais, mas defendeu a permanência de práticas essenciais para o fazer jornalístico e a necessidade de formação sólida para garantir a qualidade da informação. “Nós estamos atravessando uma fase difícil”, afirmou.

“O jornalismo está empobrecido na sua natureza de investigação, de revelação”

Luís Guilherme Pontes Tavares

Ainda assim, ele apontou experiências nacionais e internacionais que mantêm vivo o jornalismo investigativo, reforçando a importância da formação acadêmica. “Ajudar a formar bons jornalistas passou a ser algo absolutamente fundamental”, defendeu.

A atividade foi encerrada com sorteio de livros e apresentação da revista “Memória da Imprensa”, publicação da ABI que reúne entrevistas e artigos sobre a trajetória do jornalismo baiano. A iniciativa reforça o papel da entidade como guardiã da memória e espaço de formação complementar para estudantes.

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Estudantes de Arquivologia da UFBA participam de aula na ABI

Nesta terça-feira (14), estudantes do curso de Arquivologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) participaram de uma aula prática, na Associação Bahiana de Imprensa (ABI), localizada na Praça da Sé, em Salvador. Realizada no Laboratório de Restauro e Conservação da entidade, a iniciativa integra a disciplina “Preservação de Acervos”, ministrada pela docente Maíra Salles, e reforça a importância das visitas técnicas para a qualificação profissional e a valorização do patrimônio documental.

A aula foi conduzida pela museóloga da ABI, Renata Ramos, com assistência da restauradora  Marilene Rosa e do historiador Pablo Sousa, com o objetivo de apresentar, de forma teórica e prática, técnicas de conservação e restauro de documentos históricos.

A programação teve início com uma apresentação sobre o laboratório, incluindo a explicação sobre a formação do acervo da ABI, que, em grande parte, é composto por doações realizadas ao longo dos anos. Em seguida, Renata Ramos explicou a atividade prática conhecida como “banho de documento”, detalhando sua importância no processo de preservação.

Os estudantes foram conduzidos ao laboratório da instituição, onde acompanharam a demonstração do procedimento. A técnica consiste na higienização dos documentos com uma solução composta por 70% de água deionizada e 30% de álcool, além da adição de uma colher de Qboa. Também são utilizados álcool em gel e pequenas quantidades de sabão neutro, este último apenas para a lavagem das trinchas.


Em alguns casos, utiliza-se somente álcool 70% e água deionizada. Além disso, é empregado pó de borracha branca para a limpeza a seco de documentos frágeis.

A demonstração prática foi realizada por Marilene Rosa, que apresentou o manuseio adequado dos documentos durante o processo. Ao longo da atividade, os alunos puderam esclarecer dúvidas e compreender as etapas do restauro, que, segundo Renata Ramos, “não precisa ter beleza, o importante é o material”.

O vice-presidente da Assembleia Geral da ABI, Luis Guilherme, também participou da atividade, abordando o papel institucional da entidade. Segundo ele, a ABI é uma instituição cultural que atua na defesa da liberdade de expressão, especialmente nos meios de comunicação.

De acordo com Renata Ramos, esta foi a primeira vez que a ABI recebeu uma turma de graduação em Arquivologia para conhecer a instituição e sua equipe de restauro. A aula ocorreu de forma dinâmica, com participação ativa dos estudantes, que também tiveram a oportunidade de realizar, na prática, os procedimentos apresentados.

A estudante Yara Dutra destacou a importância da experiência prática para complementar o aprendizado teórico. “Aprendemos muito na teoria, mas, sem laboratório, essas visitas são essenciais para entender como funciona na prática, que muitas vezes é mais desafiadora”, afirma.

A docente Maíra Salles Souza também ressaltou o papel das atividades práticas no processo de aprendizagem. “Sem laboratório, a prática nas visitas técnicas facilita a compreensão e torna o aprendizado mais efetivo”, explica.

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