Notícias

ALBA outorga Título de Cidadão Baiano a Nelson Cadena

Nesta quinta-feira, às 9h30, o Plenário Orlando Spínola da Assembleia Legislativa da Bahia sediará uma sessão especial para outorga do Título de Cidadão Baiano ao jornalista, publicitário, pesquisador e escritor Nelson Varón Cadena, diretor de Cultura da Associação Bahiana de Imprensa.

Natural de Bogotá, ele reside na cidade de Salvador desde 1973. Com um vasto currículo na área de cultura e entretenimento, Cadena considera a capital um lugar único. Segundo ele, sua trajetória, iniciada no sul do estado, foi marcada pelo bairro de Itapuã.

“Itapuã foi meu batismo baiano, talvez por isso tenha tanto apego ao bairro e às suas tradições. Abaeté foi meu berço, Itaparica minha purificação, Salvador da Bahia minha vereda”, afirma. Durante os anos em que tem vivido na cidade, o diretor de cultura da ABI diz relembrar momentos dessa história todo dia de Lavagem do Bonfim. “Revivo essas emoções todo ano durante a passagem do Bando Anunciador da madrugada, no entorno, um cineminha na minha cabeça com frames sempre iluminados.”

Além de autor de obras como os 450 anos de Propaganda na Bahia, projeto com a editora Santa Helena, em 1999, Nelson Cadena também contribuiu para produção e representação cultural e cinematográfica da Bahia. Fora do campo editorial, seu projeto mais recente foi como parte da curadoria do Museu do Esporte Clube Bahia, na Fonte Nova, em 2022. 

A homenagem foi proposta pelo deputado Robinson Almeida (PT). Ex-secretário de Comunicação, o parlamentar destaca os estudos e as contribuições de Nelson Cadena para a Comunicação no Estado.

“A homenagem é merecida em razão da significativa contribuição de Nelson Cadena para a atividade jornalística, a produção cultural e a preservação e valorização da história da Bahia”, justifica o deputado. “Por muito tempo escreveu sobre história da Bahia e publicidade, responsabilizando-se pela condução de respeitável coluna de propaganda e marketing , no período compreendido entre 1979 e 2008. São quase 50 anos de residência e de exaltação da Bahia, com intensa presença e cooperação para o desenvolvimento da sociedade baiana”.

SERVIÇO

Outorga do Título de Cidadão Baiano a Nelson Cadena
Data: 14 de setembro
Hora: 9h30
Local: Plenário Orlando Spínola, Assembleia Legislativa da Bahia
(1ª Avenida Centro Administrativo da Bahia, 130 – Centro Administrativo da Bahia, Salvador)

publicidade
publicidade
ABI BAHIANA Artigos

A festa do Bonfim na arte de Lygia Sampaio

Por Nelson Cadena*

Foto: Arquivo pessoal

A artista plástica Lygia Sampaio foi por muitos anos a museóloga da Associação Baiana de Imprensa (ABI), responsável pelo acervo que, enquanto serviu à entidade, cuidou com muito zelo. Até hoje o seu sistema organizacional favorece as pesquisas. Uma das técnicas desenvolvidas na catalogação de fotos, consistia em decalcar a imagem das pessoas em papel manteiga, numerando cada pessoa fotografada e identificando-as de acordo com o número.

Se não fosse esse sistema teríamos muitas dificuldades hoje em saber quem é quem. Em novembro de 2018 a ABI prestou uma homenagem à museóloga e artista plástica, então com 90 anos de idade. Lygia serviu a ABI a partir de 1974 – por praticamente três décadas – quando foi convocada por Afonso Maciel Neto para organizar o Museu de Imprensa, então de pequeno porte, com base no acervo doado, em 1972, pela família de Lulu Parola, pseudônimo de Aloísio de Carvalho.

Capa da Revista Brasileira de Folclore, assinada por Lygia Sampaio | Foto: Arquivo pessoal

Em 1966 a artista plástica foi convidada pela Revista Brasileira de Folclore do Ministério da Educação e Cultura (MEC), para ilustrar a capa da edição quadrimestral de janeiro a abril. Se inspirou na Festa do Bonfim. A Revista, fundada em 1961, era um órgão muito conceituado. Integravam o seu Conselho Editorial Edison Carneiro e Luís da Câmara Cascudo, dentre outros. Na edição ilustrada por Lygia outros baianos ilustres colaboraram com artigos: Renato Almeida, José Calazans, Marieta Alves e Dioscoderes Maximiliano dos Santos, o Mestre Didi.

_

*Nelson Cadena é jornalista, pesquisador e publicitário.

Nossas colunas contam com diferentes autores e colaboradores. As opiniões expostas nos textos não necessariamente refletem o posicionamento da Associação Bahiana de Imprensa (ABI)
publicidade
publicidade
Notícias

Novo livro de Nelson Cadena traz registro fotográfico da Bahia antiga

“A Cidade da Bahia” é o tema do livro que a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e os Tribunais de Contas do Município e do Estado lançam nesta quarta-feira (20/12) a partir das 16 horas, no saguão da AL-BA. O livro de 140 páginas, capa dura, com selo editorial da editora P55, conta com textos do escritor e jornalista Nelson Varón Cadena e prefácio do professor Francisco Senna, membro da Academia de Letras da Bahia.

A obra é um registro fotográfico da Bahia antiga, com base no acervo da Fundação Gregório de Mattos. O texto de abertura destaca a importância das imagens da Cidade da Bahia, primeiro, a partir dos desenhos e aquarelas de viajantes estrangeiros e mais tarde, com a descoberta da fotografia, de fotos produzidas, na sua maioria, também, por estrangeiros que aqui residiram, ou, estiveram de passagem. Conta também a origem dos nomes toponímicos de algumas ruas e das motivações para a escolha do nome de pessoas ilustres, como indicativo das vias e avenidas.

Os capítulos temáticos, por sua vez, resgatam em fotografias e textos aspectos da cidade, alguns desconhecidos pelas novas gerações. É o caso da estátua do Cristo Redentor, originalmente erigida em Ondina, hoje na Barra; o impacto da passagem do zepellin pela Bahia; o hidroporto de Itapagipe, primeiro aeroporto de Salvador, e o Ground do Rio Vermelho onde na primeira década do século XX se realizavam corridas de cavalo, provas de pedestrianismo, corridas de bicicleta e de patins e também jogos de futebol do campeonato baiano.

*Informações do site Bahia Já 

publicidade
publicidade