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UFSB inaugura curso de jornalismo voltado para o desenvolvimento regional

O sonho do acesso a um curso de jornalismo numa universidade pública federal passou a ser uma realidade para os jovens do Sul e Extremo Sul da Bahia. Prestes a completar sete anos de fundação, a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) acaba de lançar o Bacharelado em Jornalismo, vinculado ao Centro de Formação em Artes e Comunicação da UFSB. Uma aula magna proferida pelo jornalista e sociólogo Muniz Sodré inaugurou na última terça-feira (2) a modalidade de graduação. Por causa da pandemia de Covid-19, a atividade ocorreu em modo online, com transmissão ao vivo pelo canal no YouTube do Centro de Formação em Artes e Comunicação da UFSB. A aula “Jornalismo contemporâneo no Brasil: uma análise crítica” fez parte da I Jornada de Comunicação do curso. (Assista aqui)

De acordo com o coordenador do curso, Richard Santos, “além de suprir uma carência regional, o Bacharelado em Jornalismo da UFSB é um projeto de acirramento da participação democrática no Brasil”. Para Santos, contribuir para a formação de profissionais críticos e relacionados com o território é forjar uma cidadania plena e um sujeito socialmente contribuinte à emancipação nacional”. Com ênfases em Jornalismo Cultural, Jornalismo Científico e Comunicação Comunitária, o curso é um modalidade de graduação de 2º ciclo e atende aos alunos da universidade que concluíram bacharelados ou licenciaturas interdisciplinares em todas as áreas. 

A modalidade de aulas da graduação é em regime presencial com duração de 3120 horas no ciclo I, conforme Art 10. Resolução Nº1, 27/09/2013. A universidade dispõe de acervo bibliográfico, agência de comunicação (em construção), laboratório de edição de imagem vídeo, estúdio de som e imagem, laboratório de práticas jornalísticas e laboratório de audiovisual com outros equipamentos previstos no plano pedagógico do curso (PPC). 

Ernesto Marques, presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI) parabenizou a conquista da instituição. Para ele, a criação do bacharelado da UFSB é notícia quando a sociedade mais precisa de jornalismo. “Dá alento. A região tem história, importância econômica e potencial para, superada a crise atual, contar com o curso de jornalismo da Universidade Federal do Sul da Bahia como pólo formador de profissionais e empreendedores que certamente serão parte do esforço de superação pós-pandemia”, afirmou o jornalista.

Programação

O Centro de Formação em Artes e Comunicação dará continuidade à série de diálogos relacionados ao lançamento do curso. No dia 8 de março, a partir das 19h, o professor titular da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), Eugênio Bucci, participará do diálogo “Existe verdade factual sem jornalismo?”, como segundo convidado da jornada. Na quarta-feira (10/03), a I Jornada de Comunicação da UFSB segue com palestra da jornalista Nádia  Conceição, editora-chefe da Agência Ciência e Cultura, da UFBA. Ela falará sobre os desafios do  jornalismo científico na Bahia.

Resumo:

Prestes a completar sete anos de fundação, a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) acaba de lançar o Bacharelado em Jornalismo, vinculado ao Centro de Formação em Artes e Comunicação da UFSB. Uma aula magna proferida pelo jornalista e sociólogo Muniz Sodré inaugurou na última terça-feira (2) a modalidade de graduação. Por causa da pandemia de Covid-19, a atividade ocorreu em modo online, com transmissão ao vivo pelo canal no YouTube do Centro de Formação em Artes e Comunicação da UFSB. 

De acordo com o coordenador do curso, Richard Santos, “além de suprir uma carência regional, o Bacharelado em Jornalismo da UFSB é um projeto de acirramento da participação democrática no Brasil”. 

O Centro de Formação em Artes e Comunicação dará continuidade à série de diálogos relacionados ao lançamento do curso.

ABI BAHIANA

Museu de Imprensa da ABI realiza curso de paleografia

O Curso de Paleografia, oferecido de forma gratuita pelo Museu de Imprensa da ABI – Associação Bahiana de Imprensa, tem início nesta segunda-feira (17), às 14h. A atividade integra a programação da 12ª Primavera dos Museus, ação promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) entre os dias 17 a 23 de setembro. O curso  (ementa aqui) emitirá certificado.

As aulas serão ministradas nos dias 17, 18 e 19 de setembro, das 14h às 16h30, pelos professores Lívia Borges Souza Magalhães e Rafael Barbosa Magalhães, ambos doutorandos pelo Programa de Pós-Graduação em Língua e Cultura do Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia (UFBA) – (currículos aqui).

A programação (aqui) do Museu de Imprensa conta também com a “Exposição Berbert de Castro”, que segue montada na sede da entidade até o dia 20 de setembro, exibição de filmes e uma mesa-redonda sobre “Diversidade nas Escolas”.

Do grego παλαιός (antigo) e γραφή (escrita), paleografia é o estudo de textos manuscritos antigos e medievais estuda a origem, a forma e a evolução da escrita, independentemente do tipo de suporte físico onde foi registrada, do material utilizado, do lugar, do povo, ou dos sinais gráficos adotados na linguagem.

Educação – A cada edição da Primavera dos Museus, o Ibram lança um tema para fomentar as discussões e inspirar os eventos propostos pelos museus ou instituições culturais. Este ano o tema é Celebrando a Educação em Museus, que tem como embasamento o Caderno da Política Nacional de Educação Museal (PNEM), lançado no último mês de junho. A publicação aborda o processo de criação da PNEM, bem como os princípios e diretrizes dessa política, que visa nortear gestores, educadores e demais interessados na prática da educação museal. Para a entidade, os museus devem ser reconhecidos como espaços plurais, que propiciam vivências diversas e trocas constantes de conhecimentos e experiências e, nesse sentido, a educação permeia todos os seus cantos. Para saber mais sobre o tema, clique aqui.

ABI BAHIANA

NOTA: ABI expressa indignação após incêndios no Museu Nacional e no Centro Histórico de Salvador

A Associação Bahiana de Imprensa – ABI se soma à indignação das demais entidades culturais e científicas do Brasil perante o incêndio que consumiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro e seu acervo de cerca de 20 milhões de itens. Não se pode admitir falar em surpresa para evento de natureza tão previsível, assim como não se pode admitir o mesmo risco que pesa sobre instituições como a Biblioteca Nacional, no mesmo Rio de Janeiro.

Vítimas do corte de verbas para conservação e manutenção, instituições dedicadas à preservação da memória e ao desenvolvimento científico enfrentam crise sem precedentes, e o País não pode tolerar a recorrência de fatos semelhantes, como o incêndio no Instituto Butantã, em 2016, seis anos depois de também o fogo haver consumido grande parte de seu acervo de pesquisas.

A Bahia, guardiã de boa parte da história brasileira, é também parte do descuido nacional para com a preservação do patrimônio histórico e cultural brasileiro. Autoridades e instituições comprometidas com a cultura e com o futuro do Brasil precisam deixar a letargia e cuidar para que acontecimentos semelhantes não se repitam. Com tantas cidades-museus, começando por Salvador, alertada pelo fogo que atingiu os dois casarões na Baixa dos Sapateiros, enquanto bombeiros ainda fazem o rescaldo das ruínas da Quinta da Boa Vista, a Bahia não pode aguardar a próxima tragédia tão anunciada.

Salvador, 4 de setembro de 2018

Walter Pinheiro

Presidente da ABI

Leia também: 200 anos de história consumidos pelas chamas do descaso

Tragédia anunciada – Considerado Patrimônio Mundial desde 1985, o Centro Histórico de Salvador convive há anos com o abandono e a falta de atenção do poder público. Sua paisagem denuncia o estado dos casarões, marcados por uma linhagem de desprezo e em risco permanente de incêndios, deslizamentos de terra e desabamentos. O trágico incêndio ocorrido na noite desta segunda-feira (3), portanto, não causa estranhamento. Apenas um dia depois de o fogo consumir o Museu Nacional, a história se repete e, desta vez, com risco de confirmação de uma vítima ainda desaparecida: José Hunaldo Moura de Carvalho, 85 anos, é dono de uma das lojas destruídas na Baixa dos Sapateiros.

A situação degradante do Centro Histórico é alvo constante de denúncias por parte de instituições como a Associação Bahiana de Imprensa, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento da Bahia (IAB-BA), o Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia (CAU-BA), o Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Estado da Bahia (Sinarq) e outras. Entre as reivindicações mais frequentes estão a inexistência de uma política de preservação e a demolição de diversos imóveis, alguns sem apresentar risco de desmoronamento.

Em 2014, a ABI e o IGHB realizaram uma série de atividades para chamar a atenção para a região. Em uma delas, as entidades promoveram um abraço simbólico no Palácio Arquiepiscopal, hoje reformado, mas que no período sua notável beleza arquitetônica não conseguia disfarçar o avançado estado de arruinamento. O ato integrou o ciclo “Três novos endereços de Cultura”, com o propósito de reclamar o início da obra de restauração do prédio, monumento da arquitetura religiosa construído na primeira metade do século XVIII e que serviu de residência do arcebispado primaz do Brasil, tendo sido tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1938.

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Salvador sedia Encontro Internacional de Jornalistas de Turismo

Debater a comunicação do turismo nas diversas plataformas e trocar experiências da comunicação do setor com o mercado nacional e internacional. Esse é o objetivo do I Encontro Internacional de Jornalistas de Turismo, realizado pelo FICET– Fórum Internacional de Comunicação de Ecologia e Turismo, de 22 a 26 de agosto de 2018, no Wish Bahia Hotel, em Salvador.

O evento reúne na capital baiana cerca de 100 profissionais de comunicação do turismo do Brasil e exterior, para discutir temas como a influência digital na comunicação do turismo, jornalismo literário, além promover visitas a estabelecimentos e instituições situados em pontos turísticos de Salvador e Região Metropolitana.

De acordo com a organização do evento, a presença dos jornalistas de turismo em Salvador resultará numa divulgação espontânea da cidade, através de reportagens e matérias veiculadas em jornais, revistas, rádios, TVs e Redes Sociais – blogs, sites e outros.  No roteiro das visitas estão a Cidade Baixa, o Corredor da Fé, os bairros do Bonfim, Ribeira, o Centro Histórico da primeira capital do Brasil e o município de Camaçari.

O encontro tem o apoio do CBTUR, Salvador Destination, Secretaria de Cultura e Turismo de Salvador (Secult), Prefeitura Municipal de Camaçari, ABIH/BA, FBHA, Senac, SEBRAE e demais entidades do trade.

*Informações do site Jornal de Turismo