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Livro com escritos de Walter da Silveira será lançado em webnário

Após três anos de imersão na obra do crítico e cineasta Walter da Silveira, a jornalista Cyntia Nogueira vai lançar no próximo dia 3 de novembro o livro “Walter da Silveira e o Cinema Moderno no Brasil – Críticas, Artigos, Cartas, Documentos”. A publicação é o primeiro produto desenvolvido a partir do acervo de Walter da Silveira em posse da Associação Bahiana de Imprensa (ABI). O lançamento acontece às 19h, no YouTube da Fundação Cultural do Estado da Bahia (TV Funceb), durante o primeiro dia do Webnário Diálogos Audiovisuais, promovido pela Cinemateca da Bahia (Dimas/Funceb), em parceria com a Edufba, como parte das comemorações dos 50 anos de morte do intelectual considerado um dos mentores do Cinema Novo. O volume conta com fortuna crítica, seis ensaios inéditos, correspondências, fotografias e outros documentos históricos.

Dividido em seis capítulos, o livro apresenta um conjunto de críticas, teses e ensaios publicados por Walter da Silveira sobre o cinema brasileiro e baiano, além de uma seleção de seus artigos teóricos que visa introduzir e contextualizar alguns conceitos e métodos críticos adotados pelo autor. A publicação também reuniu um conjunto de 50 cartas trocadas com Alex Viany, Paulo Emílio Sales Gomes e Glauber Rocha, fac-símiles de documentos, fortuna crítica, linha do tempo e um dossiê com artigos inéditos sobre ação e pensamento do crítico cinematográfico.

“Além de lançar um olhar sobre sua ação e pensamento, também investigamos, através da obra de Walter, os caminhos traçados pelo cinema no Brasil e na Bahia, que resultam na tentativa de estruturar um cinema moderno no país”, comenta a organizadora do livro, Cyntia Nogueira, professora do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em Cachoeira.

Cyntia Nogueira, organizadora do livro Walter da Silveira e o Cinema Moderno no Brasil | Foto: Marcelo Matos

Cyntia Nogueira reorganizou os textos escritos por Walter entre as décadas de 1940 e 1970. Foram realizadas pesquisas em seu acervo pessoal, depositado pela família em 2015 no Museu de Imprensa da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), onde está também sua biblioteca, – e em outros arquivos e acervos na Bahia, no Rio de Janeiro e em São Paulo. “A pesquisa no acervo e na biblioteca de Walter da Silveira, bem como o acesso a outras publicações raras sob salvaguarda do Museu de Imprensa da ABI, a exemplo do único número da revista Recôncavo (1953) e dos seis números da revista modernista Caderno da Bahia (1949-1951), foi fundamental tanto para a seleção e localização dos artigos, teses, cartas e documentos publicados no livro, quanto para produção de artigos inéditos de historiadores e pesquisadores convidados a escrever sobre seu pensamento crítico e atuação à frente do Clube de Cinema da Bahia”, destaca a jornalista.

De acordo com Cyntia, a análise dos diversos documentos pesquisados possibilitou uma compreensão mais aprofundada da multiplicidade e alcance da trajetória crítica e intelectual de Walter da Silveira, orientando também a investigação em outros arquivos em Salvador, no Recôncavo da Bahia, na Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ) e na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. “O livro é resultado de três anos de trabalho e espero que possa contribuir para o reconhecimento da importância e do caráter pioneiro do pensamento e ação de Walter da Silveira na construção dos caminhos do cinema no Brasil e na Bahia”, afirma a pesquisadora. Sua expectativa é que o livro abra novas perspectivas de estudos sobre a obra de Walter da Silveira e sua atuação como crítico, agente de formação, historiador e intelectual engajado na construção de um campo cultural e artístico para o cinema produzido no país.

Veja a programação do webnário abaixo:

03/11 (terça-feira) – 19h

Mesa 1 – Lançamento livro “Walter da Silveira e o cinema moderno no Brasil”, organizado por Cyntia Nogueira (UFRB). Apresentação: Flávia Goulart Rosa (Edufba). Mediação: Rafael Carvalho (UNEB). Comentário: Euclides Santos Mendes (UESB)

04/11 (quarta-feira) – 19h

Mesa 2 – A crítica e os caminhos do cinema brasileiro: diálogos de Walter da Silveira com Alex Viany, Paulo Emílio Sales Gomes e Glauber Rocha. 

Participantes: Arthur Autran (Ufscar), Adilson Mendes (Anhembi/Morumbi) e Cláudio Leal (jornalista). Mediação: Manuela Muniz

05/11 (quinta-feira) – 19h

Mesa 3 – Walter da Silveira, o Clube de Cinema e a invenção do cinema na Bahia

Participantes: Izabel Melo (UNEB), Cyntia Nogueira (UFRB), Luís Alberto Rocha Melo (UFJF), Mediação: Milene Gusmão (UESB)

O LIVRO (alguns conteúdos)

Walter da Silveira e o cinema moderno no Brasil

O livro apresenta os artigos de Walter da Silveira (1915 – 1970) sobre o cinema no Brasil e na Bahia, escritos entre 1943 e 1970. Ao lado de um conjunto relevante de críticas, ensaios, conferências e teses do autor, incluindo seleção de seus textos teóricos, estão reunidas na obra as cartas trocadas com outros dois grandes críticos e historiadores do cinema brasileiro, Alex Viany e Paulo Emílio Sales Gomes, e com o crítico e cineasta Glauber Rocha. Além disso, documentos, fortuna crítica e um dossiê de artigos inéditos visam apresentar e contextualizar a importância de suas ações e pensamento para o desenvolvimento das ideias sobre cinema independente e para afirmação da crítica e do cinema modernos. 

Informações adicionais sobre o livro:

SUMÁRIO

ARTIGOS DO AUTOR (103 artigos escritos entre os anos de 1943 e 1970)

– O cinema como arte e a função da crítica (25 artigos)

– Perspectivas do cinema brasileiro (40 artigos)

– Origens do cinema baiano (38 artigos)

CORRESPONDÊNCIAS

  • Cartas para Alex Viany
  • Cartas para Paulo Emílio Sales Gomes
  • Cartas para Glauber Rocha

ARTIGOS INÉDITOS

– Walter da Silveira: um pioneiro, por Luís Alberto Rocha Melo

– Aspectos da crítica cinematográfica comunista no Brasil: o diálogo entre Alex Viany e Walter da Silveira, por Arthur Autran

– Walter da Silveira e Paulo Emílio: a plataforma de um cinema moderno no Brasil, por Adilson Mendes

– Walter da Silveira e o Clube de Cinema da Bahia, por Izabel de Fátima Cruz Melo

– Walter da Silveira e o I Festival de Cinema da Bahia (1951), por Cyntia Nogueira

– Afinidades eletivas: as trocas intelectuais e afetivas entre Walter da Silveira e Glauber Rocha, por Manuela da Silva Muniz

DOCUMENTOS

FORTUNA CRÍTICA

– Na Bahia a coisa é séria (1962), por Paulo Emílio Sales Gomes

– Perfis baianos (1962), por Paulo Emílio Sales Gomes 

– Cinema na Bahia (1963), por B.J. Duarte

– Walter da Silveira e o cinema (1967), por Octavio de Faria

– Cinema Liceu, domingo de manhã (1970), por Glauber Rocha

– Cinema – Cultura – Bahia (1970), por Alex Viany

– Walter da Silveira: advogado do cinema (2010), por Orlando Senna

– Walter da Silveira: entre a solidariedade e a solidão (2010), por Luís Alberto Rocha Melo

ÍNDICE DE ARTIGOS

CRONOLOGIA

ABI BAHIANA

No prelo! Acervo doado à ABI pela família de Walter da Silveira gera primeiro livro

Por Joseanne Guedes e Rayssa Pio

“Walter da Silveira e o cinema moderno no Brasil” é o título do primeiro produto desenvolvido a partir de acervo de Walter da Silveira em posse da Associação Bahiana de Imprensa (ABI). O livro-arquivo, em fase final de editoração, é derivado de uma pesquisa coordenada por Cyntia Nogueira, professora do curso de Cinema e Audiovisual da UFRB – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. O projeto que deu origem à obra teve início no ano do centenário de Walter da Silveira, 2015, mesmo período em que grande parte do seu acervo foi doada pela família à ABI. O material se juntou a 330 títulos da biblioteca pessoal do crítico e cineasta, comprados pela Associação em 1972, dois anos depois do seu falecimento. 

Cerimônia de doação do acervo de Walter da Silveira, em 2015 | Foto: Luiz Hermano Abbehusen

A doação, formalizada em uma cerimônia que reuniu na ABI importantes figuras da cena audiovisual – como Guido Araújo e Bertrand Duarte -, foi possível graças à cineasta Márcia Nunes. Amiga da família, ela conheceu a ABI na inauguração da Sala Roberto Pires e apresentou à instituição a filha de Walter, Kátia da Silveira.  Na época, Cyntia Nogueira estava fazendo doutorado e se mostrou entusiasmada com a possibilidade de explorar acervo inédito de um dos maiores pensadores sobre cinema no Brasil.

O objetivo da construção de um produto da pesquisa “Pensamento Crítico de Walter da Silveira”, de acordo com segundo Cyntia Nogueira, foi “apresentar e contextualizar a ação e pensamento de Walter para a emergência de um cinema independente em Salvador e na Bahia nos anos 50”. O livro é dividido em cinco partes: Artigos do autor, Correspondências, Dossiê, Documentos e Fortuna Crítica. Em ‘Correspondência’, são trazidas cartas que Walter trocou com Alex Viany, Paulo Emílio e Glauber Rocha. O ‘Dossiê’ reúne seis artigos e resenhas inéditos sobre a ação e pensamento do crítico. Em ‘Documentos’, são mostradas algumas imagens do acervo fotográfico presente no Museu de Imprensa da ABI. ‘Fortuna Crítica’ apresenta artigos sobre Walter da Silveira escritos por importantes críticos brasileiros como Paulo Emílio Sales Gomes, Alex Viany, B. J. Duarte e Octávio de Farias. 

Hoje, a ABI detém a maior parcela do acervo total original de Walter da Silveira, acondicionados no Museu de Imprensa e na Biblioteca Jorge Calmon. São cerca de 2000 livros na biblioteca e 13 caixas de documentos e fotografias no museu. 

Ernesto Marques destaca a necessidade de valorização da memória | Foto: Joseanne Guedes

Ernesto Marques, vice-presidente da ABI, destaca a importância do acervo e da contribuição da ABI na preservação desse material, e demonstra a sua preocupação com a memória da imprensa baiana. “A gente valoriza o gesto da família que doou e o trabalho – lento e caro – de restauração e conservação que tem sido feito pela ABI. Mostrar o livro que está no forno é mostrar o valor da nossa instituição, que cuida bem da memória. Não é para que [os documentos] fiquem apenas bem conservados. É para que estes estejam acessíveis, numa condição de conforto e de segurança, para quem nos procura para realizar pesquisa histórica/ documental”, ressalta. 

Além do acervo disponível na ABI, a pesquisa financiada pelo Fundo de Cultura da Bahia contou com diversos arquivos de outras bibliotecas de Salvador e do Recôncavo, da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ) e da Cinemateca Brasileira. A historiadora Manuela Muniz participou da pesquisa de acervo junto com Cyntia e o designer Gil Maciel foi responsável pelo projeto gráfico e editorial. O projeto teve parceria da Editora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da diretora Flávia Rosa e das revisoras Mariana Rios e Sandra Batista. 

Acervo

O acervo de Walter da Silveira passou por processos de restauração e higienização quando foi recebido pela Associação, em 2015. Segundo a museóloga da ABI, Renata Ramos, cerca da metade da documentação que seria destinada ao Museu de Imprensa  estava em bom estado de conservação. Entre os arquivos, estão fotos pessoais, de filmes nacionais e internacionais, alguns cartões postais, fotogramas, fotos de atores, manuscritos, cartas, agendas, recorte de jornais, e outros. De acordo com Ramos, a documentação foi analisada, verificada e acondicionada. “A memória de Walter agora está sendo preservada através do livro e não só através da documentação original”, pontuou.

Valésia Vitória examina obras do acervo de Walter da Silveira | Foto: Joseanne Guedes

Já a documentação que foi destinada à Biblioteca Jorge Calmon, estava bastante degradada, depois de décadas guardada no escritório montado num dos cômodos do amplo apartamento da família, no bairro da Graça, em Salvador. Grande parte do material composto por livros, revistas, catálogos, periódicos e enciclopédias apresentava desgastes do tempo, acidez, rasuras, insetos e fungos.

Os documentos doados passaram inicialmente por uma quarentena, com fungicidas e inseticidas. “O processo de quarentena evita que técnicos e pesquisadores adquiriram doenças de pele e outras alergias”, explica Valésia Vitória, bibliotecária da ABI. Em seguida, o material passou por uma higienização e, por último, foi registrado, catalogado, classificado e acondicionado. “Para a preservação da documentação é muito importante o tratamento de restauro e acondicionamento adequado. É um processo diário de análise, investigação, estudo, pesquisa”, acrescenta a bibliotecária. 

Todo o material danificado foi separado e enviado para Marilene Oliveira, técnica do Laboratório de Restauro e Conservação da ABI. A higienização geral é feita a cada três meses, quando é realizada a limpeza do espaço, das estantes, dos livros, tanto no museu e quanto na biblioteca.

Sobre Walter

Walter da Silveira (1915-1970) foi um dos mais importantes críticos e historiadores do cinema brasileiro, soteropolitano fomentador da cultura audiovisual baiana. Diplomado pela Faculdade de Direito da Bahia em 1935, foi advogado das causas populares, professor, crítico, ensaísta, historiador, pesquisador, cineclubista, ativo teórico do cinema e político.  Ele fundou o Clube de Cinema da Bahia (1950), além de ter organizado festivais de cinema e um curso de cinema em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA). 

Cyntia Nogueira destaca que “ele defendeu de forma precursora um projeto de emancipação político-econômica e artística para o cinema brasileiro”. Ela acrescenta que “suas reflexões sobre o papel e a função da crítica cinematográfica foram fundamentais para estimular a articulação entre crítica, teoria e realização de filmes”, avalia a professora.

Segundo o artigo “Walter da Silveira e o Clube de Cinema da Bahia”, de Thiago Barboza de Oliveira Coelho, as críticas de Silveira tendiam a ser interpretações das obras, e não julgamentos. Walter  produziu seu primeiro artigo sobre cinema aos vinte anos de idade, no jornal da Associação Universitária da Bahia, sob o título “O Novo Sentido da Arte de Chaplin”, uma reflexão crítica a respeito do filme “Tempos Modernos”. No final de sua vida, já havia escrito para mais de 30 jornais. Seu primeiro artigo de caráter historiográfico sobre o Clube de Cinema da Bahia publicado na Revista Recôncavo, em edição única de janeiro de 1953, está entre as publicações raras restauradas pela ABI.

*Rayssa Pio é estagiária da ABI, sob a supervisão de Joseanne Guedes.

 

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Sala Walter da Silveira exibe documentário sobre Muhammad Ali

Há três décadas, Muhammad Ali não luta mais no ringue. A lenda, porém, permanece. Um pouco da história do obstinado pugilista está contada  no documentário “Eu Sou Ali – A História de Muhammad Ali”, de Claire Lewins. O filme segue em cartaz até esta quarta-feira (24), na Sala Walter da Silveira, às 15h. Narrado em primeira pessoa, a partir das gravações que Ali costumava fazer sobre diversos assuntos de sua vida, o filme apresenta um retrato íntimo e exclusivo do esportista, hoje com 72 anos. Somado a isso, há  entrevistas de amigos e familiares, além de outras estrelas da comunidade do boxe, como Mike Tyson e George Foreman.

Em tratamento contra o Mal de Parkinson desde a década de 80, Ali recusa ser nocauteado pela  doença. E, mesmo com dificuldade de se comunicar, ainda permanece com o mesmo espírito engajado e combativo que o motivou a negar participação na Guerra do Vietnã e a militar pelo fim do racismo.

Serviço:

Documentário “Eu Sou Ali – A História de Muhammad Ali”

Onde: Sala Walter da Silveira (Endereço: R. Gen. Labatut, 27 – Barris, Salvador – BA, 40070-100)

Quanto: R$ 2,00
Telefone:(71) 3116-8100

*Informações do Correio*

ABI BAHIANA Notícias

Panorama ‘Coisa de Cinema’ homenageia Walter da Silveira

Um dos maiores pensadores do cinema na Bahia, Walter da Silveira será homenageado durante o XI Panorama Internacional Coisa de Cinema, que acontece entre os dias 28 de outubro e 4 de novembro, nos municípios de Salvador e Cachoeira. O crítico baiano, que via o cinema como fato cultural desde a década de 1940, celebraria seu centenário em 2015 e será lembrado através de uma programação especial, com o Seminário 100 anos de Walter da Silveira e com a mostra Matinê Clube de Cinema da Bahia. Em Salvador, os filmes serão apresentados no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha. Já em Cachoeira, serão exibidos Cine Theatro Cachoeirano.

Walter da Silveira começou a escrever sobre cinema com apenas 12 anos de idade. Eram comentários e informações sobre os filmes que entravam em cartaz, publicados no jornal O Imparcial, onde seu pai trabalhava. Aos 20 anos, em 1936, escreve sua primeira crítica, sobre “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin. Já nos anos 40, o filósofo do cinema brasileiro antecipou pensamentos que só ocupariam o centro dos debates cinematográficos dez anos depois. Na avaliação do jornalista e sociólogo Gilberto Vasconcelos, “nenhum outro intelectual brasileiro refletiu com tanta intensidade sobre a posição que ocupa o filme na sociedade contemporânea”.

Leia também: Solenidade na ABI marca doação do acervo de Walter da Silveira

A sessão de abertura do Panorama acontece na próxima quarta (28), às 20h. Depois da exibição do filme “Tudo que Aprendemos Juntos”, de Sérgio Machado, está programada uma conversa entre o diretor e os atores Lázaro Ramos, Kaique de Jesus e Elzio Vieira e o produtor Fabiano Gullane. Os filmes serão exibidos em sessões seguidas por debates entre os realizadores e o público. Além das produções baianas, o evento reúne filmes do Rio de Janeiro, Pernambuco, São Paulo e Paraná, todas em primeira exibição no estado.

Mostra competitiva – De acordo com o cineasta Cláudio Marques, idealizador do “Coisa de Cinema”, quatorze filmes produzidos na Bahia participam das mostras competitivas, que chega ao fim no dia 4 de novembro. São três longas-metragens e 11 curtas, com diversas linguagens. O diretor destaca que incentivos do governo federal, como os editais para produção de filmes, aumentaram o número de filmes feitos no Brasil nos últimos 20 anos. Em 1995, foram lançados 14 longas brasileiros, contra os 120 lançados em 2014. Mas, ele criticou o momento do setor no estado e o relacionou à falta de financiamento. “A produção baiana está muito tímida, nossa participação é muito pequena, muito aquém do nosso potencial”, opinou em entrevista ao site Bahia Notícias. Um dos motivos para isso seria a falta de olhar do poder público do estado para as produções audiovisuais, pois, segundo ele, a pequena produção baiana não dá conta das possibilidades que o estado tem.

Confira a programação de Salvador: http://bit.ly/1QNefRz

Confira a programação de Cachoeira: http://bit.ly/1Gf6bZC

Serviço
XI Panorama Internacional Coisa de Cinema
Quando: De 28 de outubro a 04 de novembro
Onde: Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha (Salvador) e Cine Theatro Cachoeirano (Cachoeira).