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ABI homenageia Roberto Santos na véspera do seu 90º aniversário

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) homenageou com um almoço, nesta quarta-feira (14), o professor e ex-governador da Bahia (1975 a 1979), Roberto Figueira Santos pelos seus 90 anos, completados hoje (15), e toda a trajetória de vida pública, dedicação e fortalecimento da divulgação cientifica. Filho do fundador da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Edgard Rego dos Santos e de Carmen Figueira Santos, Roberto Santos foi também reitor da UFBA (1967-1971), presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e ministro da Saúde (1986 a 1987) no governo de José Sarney, entre outras funções.

O presidente da ABI, Walter Pinheiro, destacou a figura de Roberto Santos como “uma personalidade ilustre, querida e respeitada”. Lembrou que foi sua ligação com a comunicação a razão maior para a lembrança do diretor da ABI, Luiz Guilherme Pontes Tavares, que propôs o encontro. Falou ainda sobre a criação do Centro de Convenções e lamentou o fato deste estar fechado.

A trajetória de Roberto Santos é marcada por muitas iniciativas no âmbito da ciência, a mais recente delas, a criação da Academia de Ciências da Bahia, em 2010, da qual é presidente. Sobre este aspecto, a jornalista Mariluce Moura destacou outras iniciativas de apoio à área cientifica como a criação do Jornal Universitário, no qual trabalhavam os alunos de jornalismo da UFBA, que se dedicava à divulgação da ciência com os instrumentos da universidade, quando foi Reitor da UFBA. Lembrou também da fundação do Museu de Ciência e Tecnologia, em 1979, primeiro do gênero no País e também na América Latina, durante sua gestão como governador, que tinha como objetivo ser didático e demonstrar as ciências básicas de forma lúdica para as crianças das escolas de ensino fundamental. Atualmente o museu está desativado.

Sérgio Gomes, que foi secretário de comunicação social durante o governo Roberto Santos, destacou o administrador criterioso na gestão do dinheiro público que foi Roberto Santos e que “sua figura é indissociável da de Maria Amélia Menezes Santos, sua companheira de uma vida inteira”, de quem ficou viúvo em 2010. Gomes atribuiu a ela seu êxito na secretaria, com equipe rigorosamente profissional. “Hoje na Bahia não há setor, nem lado político, não há quem não reverencie Roberto Santos pelo que fez pelo estado, tendo deixado até hoje as bases em muitas coisas no crescimento da Bahia”, finalizou.

O secretário de comunicação social do atual governo e membro afastado da ABI, André Curvello, lembrou a amizade que existiu entre sua mãe e Maria Amélia, e também que foi a convite de Roberto Santos que seu pai, o jornalista José Curvello, dirigiu a Empresa Gráfica da Bahia (EGBA). Na oportunidade, Curvello anunciou convite feito pelo governador Rui Costa para homenagem a ser prestada ao professor e ex-governador do estado.

O Vice-Presidente da ABI, Ernesto Dantas Araújo Marques, falou da influência que o Museu de Ciências da Bahia teve em sua vida: “Eu fui um menino tocado pelo museu, aos 12 anos. No colégio em que eu estudava tinha uma feira de ciências. Eu posso dizer que mudei o padrão das feiras de ciências do Colégio Nossa Senhora da Conceição depois que eu conheci o museu, após pegar emprestado o material que simulava o sistema vascular, o que foi um choque na feira e aí depois todas as equipes quiseram conhecer o museu. A gente ia no fim de semana no museu fazer experiências. Era uma coisa fantástica. Essa obra sua me marcou profundamente”.

O também vice-presidente da ABI, Sergio Mattos lembrou a forte influencia que teve Roberto Santos no desenvolvimento do jornalismo e na formação de novas gerações. “Essa contribuição ao curso de jornalismo é marcante, pois deu continuidade ao curso criado na década de 50, um dos primeiro do Norte e Nordeste”. O empresário Joaci Góes parabenizou a ABI pela homenagem prestada e lembrou que foi o construtor do Museu de Ciência e Tecnologia. Também criticou o “abandono do equipamento durante o governo Antonio Carlos Magalhães”. Finalizou aplicando a ele a epigrafe que Orlando Gomes fez de si próprio: “Infatigável no trabalho, severo nos estudos, grande nos afetos, sereno nas preterições”.

O sub-procurador Geral da União, Augusto Aras, reforçou o legado da administração de Roberto Santos, inclusive com a preservação do Museu do Sertão, em Euclides da Cunha. Ele destacou que foi instaurado no seu governo “uma nova forma de governar com liberdade, respeito às profissões, à imprensa e ao espírito democrático” e que a ABI “a exemplo da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) defende a liberdade, democracia e dignidade da pessoa humana”.

Ao final de tantas homenagens, Roberto Santos agradeceu a “todos aqueles que têm sido tão generosos com o trabalho que tem procurado fazer em torno do bem estar dos baianos”.

Além de toda a diretoria da ABI, estiveram presentes à homenagem, a jornalista Mariluce Moura, o secretário estadual de Comunicação, André Curvello, o ex-secretário de Comunicação do Governo Roberto Santos, Sérgio Gomes, o Diretor de Redação da Tribuna da Bahia, Paulo Roberto Sampaio, o empresário Joaci Góes e o sub-procurador Geral da União, Augusto Aras.

Mais cedo, durante a reunião de diretoria, foi feita homenagem também os 120 anos do Jornal A Cachoeira, proposta por Sergio Mattos com as congratulações da ABI.

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Missa na Basílica do Senhor do Bonfim marca Centenário de Jorge Calmon

No dia 7 de julho, Jorge Calmon (1915-2006) completaria 100 anos e uma série de comemorações está sendo promovida pela Associação Bahiana de Imprensa (ABI) para marcar seu centenário. Uma Missa de Ação de Graças às 10h na Basílica do Senhor do Bonfim, concelebrada pelo arcebispo dom Murilo Krieger e outros sacerdotes, reúne a família e os amigos do jornalista. A missa terá apresentações de um coral regido pelo maestro Francisco Rufino. Em sua vida profissional Jorge Calmon foi redator chefe do jornal A Tarde, presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI) entre os anos de 1970 e 1972, membro da Academia de Letras da Bahia, deputado e professor emérito da UFBA. “No próximo dia 7 de julho, se vivo fosse ele estaria fazendo 100 anos e a ABI que teve uma convivência tão próxima, tão íntima, e tendo sido ele por mais de 60 anos jornalista e pelo seu papel na defesa da imprensa, a ABI se sentiu comprometida a realizar eventos assinalando a passagem do seu centenário”, afirmou o presidente da ABI, Walter Pinheiro.

Samuel Celestino, jornalista e presidente da Assembleia Geral da ABI falou sobre as comemorações do centenário. “Esta missa abre as homenagens ao centenário de nascimento de Jorge Calmon. Ele que entrou no jornalismo levado por Pedro Calmon e entregue nas mãos de Ernesto Simões Filho, que se tornou redator-chefe do jornal 14 anos após sua entrada como foca. Dr. Jorge foi uma figura diferenciada em todos os aspectos, no jornalismo, na elegância, na educação, na competência, na sabedoria, na forma de tratar o jornalista na redação. Ele sempre entrava na redação ás 9h da manhã e ia de mesa em mesa conversando com todos os jornalistas até ele ir para seu aquário (sala de vidro) e de lá ele acompanhava a movimentação da redação”, completou.

A história de Jorge Calmon se confunde com a do jornal A Tarde, ao qual se dedicou durante toda sua vida profissional. Começou a carreira de jornalista em 1935, como repórter geral. Passou pelas funções de redator, secretário de redação e, após 14 anos, assumiu o cargo de redator-chefe, que ocupou por mais de 40 anos. Ele também foi, em paralelo à atuação jornalística, diretor da Biblioteca Pública do Estado e do Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda (DEIP), deputado estadual, secretário da Justiça, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Também atuou e apoiou diversas instituições como o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), Associação Cultural Brasil-Estados Unidos (ACBEU) e a Fundação Casa de Jorge Amado (FCJA), assim como a Associação Comercial, a Santa Casa de Misericórdia e muitas outras.

Seguindo as comemorações, haverá na noite de 9 de julho, uma sessão especial da Academia de Letras da Bahia (ALB) em sua homenagem a Jorge Calmon. Samuel Celestino será o orador.

*Luana Velloso/ABI

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ABI e IGHB iniciam ciclo de debates sobre cultura nesta terça (22)

Na tarde desta terça-feira (22), terá início o ciclo de debates “Três novos endereços de Cultura”, evento sugerido pela Associação Bahiana de Imprensa (ABI) e que será realizado pelo Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), às 15h30, no salão nobre do instituto. Com a presença da presidente do IGHB, professora Consuelo Pondé, a primeira edição do evento abordará a situação da primeira sede do governo primaz da Igreja Católica, o Palácio Arquiepiscopal de Salvador, que passa por intenso processo de arruinamento. O prédio construído no início do século XVIII integra o Centro Histórico de Salvador, principal vitrine turística e cultural da Bahia, mas convive com o abandono constantemente denunciado pela ABI.

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Em 2015, o Palácio Arquiepiscopal completa três séculos de existência - Foto: Joseanne Guedes/ABI-Bahia
Em 2015, o Palácio Arquiepiscopal completará três séculos de existência – Foto: Joseanne Guedes/ABI-Bahia

O evento, cujo objetivo é auxiliar a viabilização de três projetos fundamentais para a cidade, traz a palestra do arquiteto e professor Francisco Senna, que é autor de um projeto de restauração do imóvel. Há também o projeto do arquiteto Olympio Augusto Ribeiro, de São Paulo, que em 2001, pretendeu levantar recursos para a restauração do imóvel do século XVIII através da Lei Rouanet, e adaptá-lo para servir como Memorial da Arquidiocese. O outro projeto é dos arquitetos Aline Costa e Francisco Prisco Paraíso. Os dois propõem a destinação do prédio para Museu da Cúria.

O ciclo “Três novos endereços de Cultura” volta nos dias 12 de agosto e 20 de novembro deste ano, com debates sobre as dificuldades do projeto “Memorial da Resistência” e sobre o Museu Nacional de Cultural Afro-Brasileira (MuNCAB), respectivamente.

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Fecomércio homenageia presidente da ABI

No mês em que é celebrado o Dia do Jornalista (7 de abril), a Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia) homenageou os jornalistas baianos na pessoa do presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI-Bahia), AntônioWalter Pinheiro, pelo trabalho desenvolvido à frente da entidade. O encontro reuniu, ontem (16), empresários e personalidades da imprensa local, durante almoço na Casa do Comércio.

“A anatomia comigo está perdida, sou todo coração”, foi com essa frase do pensador Maiakovski que o presidente da Fecomércio, Carlos Amaral, se referiu à homenagem feita ao amigo e a todos os profissionais de comunicação. “É dentro desse pensamento que quero simbolizar esse encontro com a presença do meu amigo  Walter Pinheiro e saudar também todos os representantes da imprensa. Esse dia de hoje, onde discutimos assuntos sérios no cenário baiano, vai ficar para sempre na minha memória”, afirmou.

Antonio Walter Pinheiro, presidente da ABI-Bahia/ Foto: Juarez Matias

Emocionado, Walter Pinheiro agradeceu a homenagem e lembrou-se da relação que tem com a Fecomércio desde que o pai, Antônio Pinheiro, esteve à frente da entidade. “Tenho uma participação muito próxima com a Federação devido à relação que o meu pai teve com ela e também por tudo que fiz sendo suplente da entidade. Estou muito emocionado com a homenagem. Hoje é um dia muito especial para mim”, disse o presidente da ABI-Bahia, que também é diretor-presidente do jornal Tribuna da Bahia.

Quanto à parceria da Fecomércio com o publicitário baiano Nizan Guanaes, Walter Pinheiro destacou que tudo que for feito para beneficiar Salvador, a ABI-Bahia estará vinculada. “A ABI-Bahia hoje tem vinculação, por exemplo, com o Instituto Movimenta Salvador, que também foi pensado dentro dessa linha. É evidente que o Nizan tem condições e  recursos, junto a outros empresários, para desenvolver projetos importantes em Salvador. E à medida que ele traz o tema e a própria Federação apoia, a ABI também vai estar presente”.

*Informações de Rivânia Nascimento para a Tribuna da Bahia