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Novo manual de redação da Folha aborda comportamento dos jornalistas nas redes sociais

Uma das novidades do novo manual de redação do jornal Folha de S.Paulo é uma seção dedicada ao comportamento dos jornalistas nas redes sociais. A publicação faz parte da comemoração pelos 97 anos do jornal e traz novidades no conteúdo e no projeto gráfico. Segundo o Observatório da Imprensa, material de divulgação enviado à imprensa informa que a elaboração do manual levou mais de dois anos e se guiou pelas transformações sociais e comportamentais dos últimos tempos, além das que se impuseram com a difusão da internet.

Em caderno especial sobre o manual publicado na edição de domingo (18) da Folha, uma reportagem chama atenção para os cuidados éticos que os profissionais do jornalismo devem ter nos seus perfis públicos.

Atitudes como usar informação privilegiada para obter vantagens pessoais ou escrever sobre instituições nas quais tem interesse figuram como proibidas. Já aspectos como responder com agilidade e educação às manifestações dos leitores e deixar claro aos entrevistados os motivos da reportagem são incentivados. Ainda no caderno especial, a Folha uma matéria intitulada “O que a Folha pensa” elencou a opinião do jornal sobre temas da atualidade.

As questões relativas ao texto ocupam dois capítulos. Estilo trata de aspectos de organização da escrita, hierarquização do texto, verificação se todos os lados estão contemplados na abordagem. As regras gramaticais foram reunidas no capítulo “Língua Portuguesa”.

Outros capítulos novos são “Ciência e ambiente”, “Educação”, “Tecnologia” e “Poder Executivo”, que se somam aos anexos “Economia”, “Matemática e estatística”, “Religiões”, “Saúde”, “Poder Legislativo” e “Poder Judiciário”. O livro traz ainda a versão mais recente do Projeto Editorial do jornal, de 2017, precedida por uma lista de doze princípios.

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Folha é o 1° jornal brasileiro a ter circulação digital maior que a impressa

A Folha de S. Paulo é o primeiro jornal a ter circulação digital maior do que a impressa no Brasil. Sua edição digital alcançou em agosto mais da metade do total, segundo levantamento feito pelo Instituto Verificador de Comunicação (IVC).  De acordo com o veículo, dos 316,5 mil exemplares de média diária em agosto, 161,8 mil (51%) foram relativos ao digital, contra 154,7 mil (49%) da impressa. Os números de participação digital também subiram nos jornais O Globo (48%), O Estado de S. Paulo (39%) e Zero Hora (36%), fator que aponta uma tendência.

O diretor de circulação e marketing da Folha, Murilo Bussab, disse que este marco já era esperado para meados deste ano já que “as pessoas estão muito mais conectadas, pela velocidade e pelo custo menor de se informar digitalmente”. Ele ressaltou ainda, que o desafio agora é transformar uma parte maior, do total de 20 milhões de leitores digitais do jornal, em leitores pagantes. Atualmente a Folha tem 160 mil padigital-folhagantes no digital.

Ele lembra que, até a adoção do “paywall” (muro de pagamento em tradução literal do inglês, ou seja, a cobrança pelo acesso às edições digitais) flexível do jornal, em janeiro de 2012, ninguém pagava para ler digitalmente. Com o “paywall” o acesso gratuito se limitou a um determinado número de textos por mês, no momento são dez. Para ler mais é preciso fazer um cadastro que dá direito a mais dez ou fazer uma assinatura. “Durante quase 20 anos de Folha na internet, como em todas as empresas jornalísticas do mundo, o acesso foi gratuito. E tem uma mudança cultural que é preciso fazer, que vai demorar, mas é possível. O modelo do “paywall” foi o que se mostrou mais inteligente para isso, até agora”, explicou.

Bussab lembra que “o impresso continua tendo espaço”. Que “existe um público que não abre mão, e ele tem e sempre terá vantagens” como a leitura mais agradável do que em telas digitais ou a portabilidade – qualidades que pesaram, por exemplo, na estabilização do mercado de livros, entre impressos e eletrônicos. Mas ele volta a sublinhar que “o segredo , o objetivo, o norte”, agora é convencer uma parcela maior dos 20 milhões de leitores digitais da folha a ” remunerar de alguma maneira o trabalho jornalístico”.

Métricas

O IVC, segundo seu presidente, Pedro Silva, “começou a medir a edição digital dez anos atrás, e naquele começo, até porque o acesso era só por computador e a velocidade de conexão era mais baixa, a adoção não foi rápida”. O quadro começou a mudar há cerca de cinco anos, quando surgiram os “pawalls” e essa faixa chegou aos dois dígitos. O avanço é resultado natural da resposta dos jornais “à mudança do consumidor de notícias para outras plataformas”, diz Silva. “A internet fez com que os veículos se adaptassem aos novos ambientes de entrega de informações” acrescenta, lembrando ainda o crescimento relativamente recente dos smartphones.

Não há dados sobre a circulação digital por aparelho, mas Silva lembra que outro levantamento do instituto restrito à audiência dos sites de jornais, mostra que em agosto a maioria dos acessos (57%) foi através de smartphones, com os computadores (desktops, notebooks) respondendo por 39%.

Ele explica que, pelas regras do IVC, cada assinatura digital equivale a uma assinatura do impresso. “Quando a assinatura é um combinado de impresso e digital, a digital também pode contar, desde que o desconto dado não seja alto” acrescenta. “Traduzindo, o assinante precisa efetivamente ter pagado pela edição digital.”

*Informações Folha de S. Paulo.

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Pesquisa aponta que parlamentares ainda preferem jornal impresso

Foi divulgado nesta semana o resultado do Mídia e Política 2016, estudo do Instituto FSB Pesquisa, que desde 2008 investiga os meios e veículos pelos quais os deputados federais brasileiros preferem se informar. De acordo com o estudo, os jornais impressos continuam sendo a principal fonte de informação para 43% dos entrevistados. Dos demais, 32% se informam pela internet, 16% pela televisão e 6% pelo rádio.

O jornal Folha de S.Paulo aparece como o preferido pelo nono ano consecutivo, com 65%, seguido por Estadão (41%), O Globo (31%), Valor Econômico (14%) e Correio Braziliense (12%). A Folha também é o jornal com maior índice de leitura (89%), seguida de Estadão (74%), O Globo (70%), Valor Econômico (55%) e Correio Braziliense (47%).

Na internet, o G1, que havia ultrapassado o UOL em 2015, ampliou sua vantagem, sendo citado por 56% dos parlamentares como seu portal preferido, contra 35% de citações do UOL. Por faixa etária, a internet lidera entre os mais jovens. Na faixa até 40 anos, 48% preferem o meio para se informar, contra 30% dos jornais, 10% dos telejornais e 11% do rádio, mas o impresso vence na faixa entre 41 e 50 anos, de 51 a 60 e acima de 60, onde atinge seu melhor desempenho: 52% de preferência, contra 22% da internet, 16% da TV e 6% do rádio.

Os deputados também estão presentes nas redes sociais e a maioria é ativa, segundo a pesquisa. Dos 513 parlamentares, 91,6% são ativos no Facebook e 66,2%, no Twitter. Mais da metade (55%) dizem usar o perfil no Facebook para se informar sobre o noticiário e suas repercussões. Dos que usam a rede social, 46% o fazem várias vezes ao dia e 43%, todos os dias. Mas apenas 24% as utilizam para compartilhar notícias e emitir opiniões.

Cada vez mais os parlamentares se informam por meios eletrônicos, mesmo que a preferência seja pelos jornais. Apenas 42% leem as edições impressas, segundo a pesquisa, enquanto 32% recorrem ao celular, 16%, ao tablet e 6%, ao computador (54% no total).

Entre os telejornais, o Jornal Nacional foi novamente o que recebeu o maior número de citações na preferência, com 45% do total. Na sequência aparecem Jornal da Globo (30%), Jornal da Band (22%), GloboNews (14%), Jornal da Record (10%), Bom Dia Brasil (5%), Jornal do SBT (4%) e Band News (1%). Outros somam 10%. 9% não souberam responder e 5% disseram não assistir a telejornais.

Entre as rádios, a preferência é pela CBN (62%), seguida pela Band News (23%) e pelas rádios Câmara (19%) e Senado (13%). Jovem Pan tem 4%, Itatiaia, 2%, e outras somam 22%. Entre as revistas, 65% dizem ler a “Veja”. Na sequência aparecem “Época” e “IstoÉ” (44%), “Carta Capital” (37%) e “Exame” (26%).

Este ano, pela primeira vez o Mídia e Política investigou o grau de confiança dos parlamentares no conteúdo noticioso dos diversos meios de informação. Os dados revelam que os jornais impressos são o meio de informação mais confiável (70%).  Em segundo lugar, empatados com 60%, estão as rádios de notícias e os telejornais, seguidos de portais e sites de notícias (51%), revistas semanais (47%), blogs (34%), twitter (19%) e facebook (18%). Confira a íntegra do estudo.

Nesta edição foram entrevistados 230 deputados, de 26 partidos que possuem representação na Câmara, proporcionalmente ao tamanho de cada bancada. As entrevistas foram feitas pessoalmente, em 8 e 9 de março, e a margem de erro é de 5%, com nível de confiança de 95%.

*Informações do Mídia e Política 2016, Jornalistas&Cia e G1.

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Folha demite mais de 10 jornalistas e caderno de Esportes deixa de existir

O mau momento do mercado, pelo qual as empresas de comunicação vêm passando, continua a fazer suas vítimas nas redações. Ao menos 10 jornalistas deixaram a redação da Folha de S. Paulo na tarde desta quinta-feira (8). Os cortes foram informados internamente pela direção do jornal com a notícia de que as equipes de Cotidiano e Esportes seriam integradas. Além disso, a sucursal no Rio de Janeiro passará por mudanças, com enxugamento do quadro de funcionários e mudança de escritório.

O caderno de Esportes deixa de existir e passa a ocupar algumas páginas do espaço dedicado a noticiar o que ocorre no dia a dia, principalmente na Região Metropolitana de São Paulo. A equipe esportiva é, até agora, a mais afetada com o passaralho, com seis jornalistas dispensados. No online, devido ao período olímpico e paralímpico, a parte esportiva figura, por enquanto, como subcanal de ‘Rio 2016’. As demissões aconteceram exatamente no primeiro dia de competições dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro.

Além dos profissionais de Esportes, pelo menos seis jornalistas de outras editorias deixaram a redação do Jornal nesta quinta. Demissões devem ocorrer até o fim de semana na sucursal do Rio de Janeiro. De acordo com fontes contatadas pela reportagem do Portal Comunique-se, o escritório na capital fluminense, atualmente no centro, deverá mudar de local e a equipe de repórteres locais será reduzida.

Até o momento, a direção do jornal não se posicionou oficialmente a respeito das mudanças.

*Informações do repórter Anderson Scardoelli para o Portal Comunique-se.