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Indonésia deporta equipe de reportagem da Rede Globo

O repórter Márcio Gomes e um cinegrafista da Rede Globo foram deportados pelo governo da Indonésia, de acordo com informação confirmada pelo setor de comunicação da emissora. No país para acompanhar a execução do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira (53) – condenado à morte e executado a tiros pelo crime de tráfico de drogas – dupla chegou a ser detida no sábado, 17, na cidade de Cilacap. Os profissionais foram liberados, mas os passaportes ficaram retidos. Autoridades da Indonésia afirmaram que eles entraram no país com visto de turista.

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Nesta segunda-feira (19), segundo a Globo, Gomes e o cinegrafista foram transportados pela polícia para a capital, Jacarta. O acompanhamento foi necessário porque eles estavam sem passaporte. Eles ficaram em um hotel onde aguardaram o voo para Tóquio, no Japão, onde Gomes atua como correspondente.O Itamaraty não quis comentar o caso. No sábado, a reportagem da Folha também foi ameaçada de deportação.

*Com informações da Folha de S. Paulo e Bem Paraná.

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Jornalista e cinegrafista da Globo têm passaportes apreendidos na Indonésia

O correspondente internacional da Rede Globo, Márcio Gomes, foi detido junto com um cinegrafista da emissora ao chegar à Indonésia para cobrir a execução do brasileiro Marco Archer Cardoso, de 53 anos, condenado à morte e executado a tiros no dia 17, pelo crime de tráfico de drogas. Segundo a Folha de S. Paulo, ambos foram represados enquanto filmavam o porto de Cilacap, de onde saem as balsas em direção à ilha de Nusakambangan, onde fica a penitenciária em que o fuzilamento ocorreu. O secretário-geral do Itamaraty, Sérgio Danese, afirmou que os diplomatas brasileiros na Indonésia vão verificar de que forma é possível resolver a situação dos profissionais, que seguem com os passaportes retidos.

Tanto o porto quanto seus arredores são considerados áreas restritas pelas autoridades da Indonésia. Também foi afirmado que a dupla entrou no país apenas com um visto de turismo. Márcio e o cinegrafista foram liberados e puderam voltar para o hotel. O Ministério das Relações Exteriores não soube informar se os profissionais poderão continuar trabalhando após receberem de volta seus passaportes.

Nem o apelo ao Papa

Marco Archer sendo preso em 2004 - Foto: Reuters
Marco Archer sendo preso em 2004 – Foto: Reuters

Marco Archer era instrutor de voo livre e foi preso ao tentar entrar na Indonésia, em 2004, com 13 quilos de cocaína escondidos nos tubos de uma asa delta. A droga foi descoberta pelo raio-x, no Aeroporto Internacional de Jacarta. O brasileiro conseguiu fugir do aeroporto, mas foi preso duas semanas depois. A Indonésia pune com pena de morte o tráfico de drogas. Outro brasileiro aguarda no corredor da morte da Indonésia, o paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, também por tráfico de cocaína.

O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, informou que o governo brasileiro pediu ajuda ao Papa Francisco contra a condenação à morte do brasileiro. “Fiz chegar à representação da Santa Sé no Brasil um pequeno dossiê sobre o caso e me foi assegurado que isso seria enviado à Secretaria de Estado do Vaticano para que sua Santidade pudesse interceder em favor de uma atitude de clemência do governo indonésio”, disse.

Nesta sexta-feira (16), a presidente Dilma Rousseff já havia feito um apelo por telefone ao governante da Indonésia, Joko Widodo, para poupar a vida dos brasileiros condenados à morte, mas não foi atendida. Widodo respondeu que não poderia reverter a sentença de morte imposta a Archer, “pois todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme a lei indonésia e aos brasileiros foi garantido o devido processo legal”, segundo nota da Presidência.

*Informações do G1, Portal IMPRENSA e Zero Hora.