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Estado Islâmico divulga vídeo com execução de jornalista japonês

O governo do Japão chamou neste domingo (1º) de “odiosa e desprezível” a suposta decapitação do segundo refém japonês, o jornalista freelance Kenji Goto (47), sequestrado na Síria pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), ao mesmo tempo em que a Jordânia afirmou que fará “todo o possível” para salvar e libertar seu piloto sequestrado. O EI divulgou, no último sábado, imagens por meio de seu órgão de propaganda, Al Furqan, nas quais Goto aparece ajoelhado, vestido com um macacão laranja, enquanto um homem encapuzado posicionado atrás do refém culpa o governo japonês por sua morte. O vídeo termina com uma foto do corpo no chão, com a cabeça nas costas.

Segundo o observatório de páginas de extremistas SITE, o carrasco seria o homem que ficou conhecido como ‘Jihadi John’, devido ao sotaque do sul da Inglaterra, que já protagonizou vídeos de outras decapitações do EI. “Vocês, assim como seus tolos aliados da coalizão satânica, ainda precisam entender que nós, pela graça de Alá, somos um califado islâmico com autoridade e poder, um exército inteiro sedento de seu sangue”, afirma o integrante do EI no vídeo. Em seguida, ele se dirigiu diretamente ao premiê japonês, Shinzo Abe. “Por causa de sua decisão irresponsável de participar desta guerra invencível, esta faca não irá apenas sacrificar Kenji, mas também vai continuar a causar carnificina onde quer que seu povo esteja. Então, que comece o pesadelo para o Japão”, afirmou.

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O grupo jihadista anunciou na semana passada a execução de um primeiro refém japonês, Haruna Yukawa, capturado em agosto na Síria, pelo qual havia solicitado um resgate de 200 milhões de dólares. Goto tentava localizar o compatriota quando foi sequestrado. Os jihadistas não mencionaram no vídeo o piloto jordaniano Maaz al-Kasasbeh, que também ameaçaram matar, na gravação anterior, caso a Jordânia não libertasse uma jihadista iraquiana condenada à morte por participar em uma onda de atentados em 2005.

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Goto, de 47 anos, era repórter veterano em cobertura de guerra – Foto: Reprodução

Junko Ishido, a mãe de Goto, reagiu à notícia com muita tristeza. “É lamentável, mas Kenji se foi. Não posso encontrar palavras diante desta morte triste… Pensava que talvez retornasse. Mas chegou este anúncio… Eu desejava que retornasse vivo, mas isto nunca poderá acontecer. Realmente lamento”, declarou ao canal NHK.

Além dos dois japoneses, o EI reivindicou desde meados de agosto a execução de cinco reféns ocidentais: os jornalistas americanos James Foley e Steven Sotloff, o trabalhador humanitário americano Peter Kassig e outros dois voluntários britânicos, David Haines e Alan Henning, todos sequestrados na Síria.

Reação internacional

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o “assassinato selvagem de Kenji Goto, que destaca a violência que muitos sofrem no Iraque e na Síria”. Neste domingo, o Conselho de Segurança da ONU também “condenou este assassinato odioso e covarde”. “Este crime é mais uma advertência sobre os perigos crescentes que os jornalistas e outras pessoas enfrentam diariamente na Síria”, destacou.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou o “odioso assassinato” do refém japonês em um comunicado. O presidente francês, François Hollande, também repudiou “com a maior firmeza” o “assassinato brutal” do jornalista. “A França é solidária com o Japão. Os dois países continuarão trabalhando juntos pela paz no Oriente Médio e para eliminar os grupos terroristas”, afirma em um comunicado. O primeiro-ministro britânico David Cameron também criticou, em nota, a “desprezível” e “assustadora” execução de Goto. “É outra advertência de que o EI é a encarnação do mal, sem respeito pela vida humana”, disse. A chanceler alemã Angela Merkel chamou o ato de “desumano e odioso”.

*Informações da AFP e Globo News.

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Estado Islâmico executa refém japonês e pede troca por vida de jornalista

O Estado Islâmico executou um dos dois reféns japoneses e divulgou uma foto em que o segundo refém, o jornalista Kenji Goto, aparece segurando a foto do empresário decapitado Haruna Yukawa. De acordo com a EFE, uma voz atribuída a Goto diz no áudio que acompanha a imagem que o grupo terrorista não quer mais dinheiro, como havia solicitado anteriormente, e propõe libertá-lo em troca da liberação de Sajedah Rishawi, condenada à morte na Jordânia. “Eles não querem mais dinheiro, então você não precisa se preocupar em financiar terroristas”, declara, em inglês.

Protesto em Tóquio a favor do jornalista Kenji Goto, o segundo refém japonês que o grupo terrorista ameaça decapitar - Foto: EFE
Protesto em Tóquio a favor do jornalista Kenji Goto, o segundo refém japonês que o grupo terrorista ameaça decapitar – Foto: EFE

O governo japonês disse no último domingo (25/01) que segue com a análise do áudio e da fotografia que anunciam a execução de Yukawa pelo grupo radical. O ministro porta-voz do Executivo, Yoshihide Suga, afirmou que a imagem que acompanha o áudio é “quase certo autêntica”. Ele disse também que o Japão trabalha com a Jordânia e outros países para libertar Goto. Em entrevista à emissora pública NHK, o primeiro-ministro Shinzo Abe reiterou que a imagem de Yukawa executado parece “altamente crível”. No início da semana passada, o EI havia divulgado um vídeo exigindo 200 milhões de dólares para libertar os dois reféns no prazo de três dias para o pagamento que expirou no último sábado (24/01), sem notícias sobre o que havia acontecido.

Yukawa, de 42 anos, foi capturado por militantes do Estado Islâmico em Agosto depois de ir para a Síria para abrir uma empresa de segurança. Goto, de 47 anos, foi para a Síria no final de Outubro para assegurar a libertação de Yukawa, de acordo com os amigos. O novo vídeo, divulgado no YouTube no sábado e que foi de seguida apagado, mostrava uma imagem de Goto, emagrecido, numa t-shirt laranja.

Negociações

A retaliação dos radicais muçulmanos impõe postura mais firme do Japão no combate ao terrorismo. No entanto, em entrevista a Gustavo Aguiar, a professora de Relações Internacionais Cristina Pecequillo avalia que o Japão não deve negociar com os terroristas. O Japão já ofereceu 200 milhões de dólares na guerra contra o Estado Islâmico, mas preferiu assumir uma postura de coadjuvante no combate ao terror. Manuel Furriela, coordenador do curso de Relações Internacionais da FMU, acredita que o povo japonês cobrará uma ação mais contundente de seu governo.

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Shinzo Abe disse nesta segunda-feira que fará “todo o possível” para alcançar uma colaboração internacional e conseguir a libertação do jornalista japonês. “Empregaremos todos os meio possíveis e buscaremos a cooperação de outros países”, afirmou Abe durante uma reunião de seu partido, o liberal-democrata (LPD), segundo a agência japonesa “Kyodo”.

A alta representante para a política externa da UE, Federica Mogherini, condenou o anúncio de execução do cidadão japonês Haruna Yukawa pelas mãos dos jihadistas do EI. Para a chefe da diplomacia europeia, essa execução é “outra demonstração de que a organização terrorista atua na total quebra dos valores e direitos universais”. Mogherini reivindicou, além disso, a libertação imediata do segundo refém japonês em mãos do EI, Kenji Goto.

 Informações do Portal IMPRENSA, Rádio Jovem Pan e Público (Pt).

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Indonésia deporta equipe de reportagem da Rede Globo

O repórter Márcio Gomes e um cinegrafista da Rede Globo foram deportados pelo governo da Indonésia, de acordo com informação confirmada pelo setor de comunicação da emissora. No país para acompanhar a execução do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira (53) – condenado à morte e executado a tiros pelo crime de tráfico de drogas – dupla chegou a ser detida no sábado, 17, na cidade de Cilacap. Os profissionais foram liberados, mas os passaportes ficaram retidos. Autoridades da Indonésia afirmaram que eles entraram no país com visto de turista.

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Nesta segunda-feira (19), segundo a Globo, Gomes e o cinegrafista foram transportados pela polícia para a capital, Jacarta. O acompanhamento foi necessário porque eles estavam sem passaporte. Eles ficaram em um hotel onde aguardaram o voo para Tóquio, no Japão, onde Gomes atua como correspondente.O Itamaraty não quis comentar o caso. No sábado, a reportagem da Folha também foi ameaçada de deportação.

*Com informações da Folha de S. Paulo e Bem Paraná.