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ABI lamenta a morte do jornalista Luís Augusto Gomes

A Associação Bahiana de Imprensa – ABI lastima profundamente a partida do jornalista Luís Augusto Gomes, na madrugada de ontem (23).  A entidade se solidariza com familiares e amigos do editor do blog Por Escrito, um dos mais notáveis espaços baianos de informação política. Luís Augusto, atuante defensor da liberdade de imprensa, em mais de uma ocasião se juntou à ABI. Em 2015, quando tentaram calar o seu blog, com duas invasões de hackers em menos de quinze dias, a instituição denunciou os ataques e prestou apoio ao colega.

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Luís Augusto  era formado em Jornalismo pela Escola de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e iniciou a trajetória profissional em 1973, na Tribuna da Bahia. Teve passagens pelo Jornal da Bahia e por A Tarde. Com o blog Por Escrito, lançado em 2009, ele foi premiado pela Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) pela melhor cobertura do jornalismo político na internet por cinco anos consecutivos. Gomes também trabalhou na Secretaria de Comunicação Social do Estado da Bahia na gestão Roberto Santos e foi chefe da redação da Secretaria Extraordinária de Informação e Divulgação da Prefeitura de Salvador na primeira gestão Mário Kertész (1979-81). O jornalista também ocupou cargos na comunicação das gestões de Waldir Pires (1988-1989), Fernando José (1990-1992) e Lídice da Mata (1993-1996).

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ABI lança livro “Esquerda x Direita e a sua convergência”

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) vai promover no próximo dia 26 de setembro, às 17h, o lançamento do livro “Esquerda X Direita e a sua convergência”. A obra é fruto do debate realizado pela entidade, em maio deste ano, com o empresário e membro da Academia de Letras da Bahia (ALB) Joaci Góes, do professor, engenheiro e escritor Fernando Alcoforado; do professor de Ciência Política, Paulo Fábio Dantas; e do jornalista e doutor em Filosofia, Francisco Viana, em comemoração ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

A publicação propõe uma reflexão sobre o papel da imprensa no contexto da democracia, apontando o respeito à pluralidade de opiniões e posicionamentos ideológicos como valores centrais da atividade jornalística e da liberdade de imprensa. “Se a sociedade é livre, a imprensa é livre”, disse Francisco Viana, um dos autores da publicação.

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O livro também destaca a crescente polarização política no país, a escalada da violência contra os profissionais de imprensa no Brasil e no mundo, que tornou a atividade de apuração um trabalho arriscado. Registra que, em muitos países, a censura de publicações, multas, suspensões, perseguições, detenções e até assassinatos têm se tornado frequentes.

Serviço

Lançamento do livro “Esquerda x Direita e a sua convergência”

Quando: 26 de setembro (quarta-feira), às 17h

Local: Sede da ABI, Rua Guedes de Brito, 1 – 2º andar – Centro Salvador – BA – CEP 40020-260

Informações: Tel.: 71 3322-6903

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Museu de Imprensa da ABI exibe filmes para estudantes da rede pública de ensino

Como parte da 12ª Primavera dos Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o Museu de Imprensa da ABI vai exibir no dia 19/09 (quarta-feira) dois curtas-metragens para estudantes das redes municipal e estadual de ensino. Foram convidadas escolas situadas no Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador. As sessões serão realizadas na Sala de Exibição Roberto Pires, na sede da ABI (Praça da Sé).

Pela manhã, a partir das 9h, o Museu exibirá “A menina que odiava livros”, seguido de uma atividade relacionada ao Dia Internacional da Paz, celebrado anualmente no dia 21 de setembro. A partir das 14h, será a vez do filme “Balú”. Depois da exibição, haverá uma dinâmica com o Dado da Paz.

“A menina que odiava livros”(2006), curta-metragem realizado por Jo Meuris com base no livro homônimo de Manjusha Pawagi e Jeanne Franson, é uma obra de incentivo à leitura. Ele conta a saga de Meena, uma garota que odiava livros, mas vivia em uma casa cheia deles. Um dia, ao subir em uma enorme pilha de livros infantis para salvar o seu gato Max, derruba os livros. Abertos pela primeira vez, as páginas dos livros libertam as personagens e Meena mergulha no oceano da literatura.

Já o curta-metragem baiano “Balú” (2014) conta a história de um menino que tem como único amigo um cachorro vira-lata. Um dia, o cachorro desaparece misteriosamente. E em busca do amigo perdido, o menino vai embarcar numa grande aventura pelas ruas do seu próprio bairro. Com direção de Paula Gomes, o filme, que foi rodado totalmente em Plataforma, contou com a participação de crianças e jovens do local, tanto no elenco como na equipe técnica.

Educação – A cada edição da Primavera dos Museus, o Ibram lança um tema para fomentar as discussões e inspirar os eventos propostos pelos museus ou instituições culturais. Este ano o tema é Celebrando a Educação em Museus, que tem como embasamento o Caderno da Política Nacional de Educação Museal (PNEM), lançado no último mês de junho. A publicação aborda o processo de criação da PNEM, bem como os princípios e diretrizes dessa política, que visa nortear gestores, educadores e demais interessados na prática da educação museal. Para a entidade, os museus devem ser reconhecidos como espaços plurais, que propiciam vivências diversas e trocas constantes de conhecimentos e experiências e, nesse sentido, a educação permeia todos os seus cantos. Para saber mais sobre o tema, clique aqui.

Sinopses

A menina que odiava livros  “A Menina que Odiava Livros” é um curta-metragem que adapta o livro homônimo de Manjusha Pawagi e Jeanne Franson. Ele conta a história de Meena, uma garota que odiava livros, mas que não conseguia ficar longe deles, porque em sua casa eles estavam por toda parte: nos armários da cozinha, nas gavetas, nas mesas, nos guarda-roupas e nas cômodas. Estavam também sobre o sofá, alguns entulhados na banheira e outros empilhados nas cadeiras. Mas um dia o gatinho de Meena derrubou uma pilha enorme de livros infantis. Abertas pela primeira vez, as páginas dos livros libertaram os personagens e animais das histórias, que invadiram a sala, fazendo uma grande bagunça. Esse acontecimento mágico fez Meena viajar pelo fantástico mundo da literatura. Duração: 6’31”

Balú – O filme de Paula Gomes narra a história de um menino e seu melhor amigo, um cachorro vira-lata. Apesar disso, sua mãe não permite que o cão fique em casa. Um dia Balú desaparece misteriosamente. Em busca do amigo perdido, o menino vai descobrir o mundo à sua volta. Duração: 13’55”

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ABI vai homenagear Lygia Sampaio com a Medalha Ranulpho Oliveira

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) aprovou a outorga da Medalha Ranulpho Oliveira à artista plástica e museóloga Lygia Sampaio, na última reunião de diretoria, no dia 12/09. A proposta foi encaminhada pelo jornalista Ernesto Marques, vice-presidente da instituição, e aprovada pelos diretores. A homenageada trabalhou na ABI por 30 anos (de 10 de janeiro de 1974 a 30 de setembro de 2016) e ajudou a criar o Museu de Imprensa da ABI, um espaço de preservação e valorização da história da imprensa.

Foto: Fernando Vivas/Ag. A Tarde

A passagem dos 90 anos de Lygia Sampaio, no dia 18 de agosto, foi mais um motivo para distingui-la, conforme a proposta de Ernesto Marques, dando ao gesto o triplo significado do reconhecimento, da gratidão e da cordialidade. “Lygia Sampaio é merecedora de reconhecimento e de homenagens também como a artista plástica que se perfilou com colegas, sobretudo homens, que participaram do Salão Baiano de Belas Artes, em 1949, com seus pincéis, espátulas e cinzéis, como aderentes do modernismo. A mais recente exposição dela – “60 anos de pena e pincel” – foi realizada no Museu de Artes Sacras da UFBA em outubro de 2014”, informa a proposta aprovada no dia 12.

O texto de justificativa da proposta acrescenta: “A fusão da artista plástica com a museóloga permitiu a Lygia Sampaio atuar com destacado brilho na equipe do Núcleo de Artes do Desenbanco dirigido pela também museóloga Sylvia Athayde (1940-2015). Ela também auxiliou Sylvia no Museu de Arte da Bahia (MAB). Some-se a essas duas tarefas a contribuição que ela deu a Superintendência de Turismo de Salvador (Sutursa) na década de 1960. Todo esse cabedal lastreou a ação de Lygia Sampaio na ABI”.

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*Informações de Luís Guilherme Pontes Tavares (jornalista, diretor da ABI)