ABI BAHIANA

ABI recebe exemplares do Correio da Chapada

Na manhã desta quinta-feira (5), a Associação Bahiana de Imprensa (ABI) recebeu a doação de 13 edições do Correio da Chapada, jornal que circulou em cidades como Palmeiras, Lençóis, Itaberaba, Seabra, Abaíra, Rio de Contas, Mucugê, Piatã, Jussiape e região, entre os anos de 1989 a 2009. Os exemplares foram doados pelo fundador, o jornalista e escritor Renato Luís Bandeira, e farão parte do acervo do Museu de Imprensa da ABI.

Em seu primeiro editorial, datado de setembro de 1989, o impresso afirma que o seu principal objetivo era manter acesa a memória e a tradição local, enquanto, ao mesmo tempo, lutar pelo desenvolvimento da região. “O Correio da Chapada nasce a partir desta necessidade. Certo de que qualquer iniciativa do gênero deve ser embasada no conceito de informar sem a preocupação de trilhar os caminhos estabelecidos pelas tendências ou conveniências, procurando assim destorcer as notícias para agradar grupos”.

Matérias relacionadas:

ABI oficializa doação do acervo de Berbert de Castro  

Cerimônia formaliza doação do acervo de Walter da Silveira à ABI

Segundo Renato, as pessoas ficavam ávidas pelas matérias do Correio. “Além de política, abordávamos cultura, história e artigos com assuntos relacionados à Chapada Diamantina. Era o principal jornal artesanal da época”, explica.

O jornalista ainda destacou a importância da doação feita para a ABI. “Meu objetivo é tentar contribuir na preservação da imprensa do interior. Sem falar que nos exemplares contém artigos históricos que podem interessar estudantes e pesquisadores”.

O material será catalogado e, em breve, disponibilizado ao público.

ABI BAHIANA

ABI oficializa doação do acervo de Berbert de Castro

A Associação Bahiana de Imprensa – ABI realizou, na manhã desta quarta-feira (12), uma cerimônia para formalizar a doação do acervo do jornalista, comentarista e cinematógrafo José Augusto Berbert de Castro, falecido em 2008. A assinatura do termo aconteceu durante a reunião mensal da ABI. A solenidade foi simultânea a uma mostra de acervos que compõem o Museu de Imprensa da ABI: João Falcão, Walter da Silveira, Fernando Rocha, Jorge Calmon e a “Exposição Berbert de Castro”. A última segue montada até o dia 21 de setembro, pois integra a programação do Museu de Imprensa da ABI durante a Primavera dos Museus.

O presidente da ABI, Walter Pinheiro, ressaltou a importância do gesto e agradeceu a doação feita pela família de Berbert. “Existe uma preocupação com a preservação deste material. Temos a certeza do seu valor e queremos ampliar a possibilidade de acesso”, afirmou. “É um dia marcante para nossa ABI, visto que oficializamos o ingresso de importantíssimo acervo”. Pinheiro destacou a presença de Kátia Silveira, filha de Walter da Silveira, cuja doação feita em 2015 também “enriquece sobremaneira o acervo da ABI”.

Liliana Berbert, filha de Berbert de Castro, representou a família e expressou sua satisfação com a entrega de cerca de 500 itens do pai, lembrando da relação do jornalista com a associação. “Ele trabalhou durante muito tempo aqui na ABI, principalmente na época de Afonso Maciel. Tinha a maior dedicação, gostava do que fazia, era grato à ABI. Com o falecimento dele, a família resolveu doar o acervo. Lá, não tínhamos condições de conservar os arquivos e objetos. Eu fiquei muito satisfeita, muito feliz. Tenho mais itens e vou trazer”, afirmou Liliana, que esteve acompanhada por Marta Lopes Pontes, sobrinha de Berbert.

Acervo

Cerca de 500 itens compõem o acervo doado – Foto: ABI

O acervo cedido pela família é composto por quase 500 itens, entre medalhas de honra ao mérito, cds e artigos publicados no jornal A Tarde, nos mais de 50 anos de atuação de Berbert de Castro como colunista. O destaque fica por conta dos mais 470 livros raros, a maioria recebida como presentes de viagem de seu amigo Jorge Amado.

“São, em sua maioria, biografias de cineastas, atores, atrizes e diretores, como Alfred Hitchcock, Anthony Quinn, Brigitte Bardot, Charlie Chaplin, biografia das pessoas da época de Hollywood, Liz Taylor, Frank Sinatra. Títulos como a “Filmographie Mondiale de la Révolucion Française”, de 1989, todos dentro desse nível, material riquíssimo”, afirma Valésia Oliveira, bibliotecária da ABI.

Leia também: ABI recebe acervo do jornalista Berbert de Castro

Segundo Valésia, a importância e raridade do acervo são notórias, pois não foram encontrados exemplares, em sua pesquisa, dos títulos recebidos pela ABI em outras instituições de salvaguarda. Além das excelentes condições de conservação, os livros se apresentam no idioma em que foram escritos originalmente, muitos deles com dedicatórias de seus autores. “Em alguns títulos serão realizados pequenos restauros, outros vieram ótimos, em condições de pesquisa e consulta nas dependências da biblioteca”, disse.

Relacionadas:

Solenidade na ABI marca doação do acervo de Walter da Silveira

ABI recebe acervo do jornalista Berbert de Castro 

*Estagiário da ABI sob a supervisão de Joseanne Guedes

ABI BAHIANA

ABI recebe acervo do jornalista Berbert de Castro

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) recebeu a doação de centenas de livros, quadros, prêmios de imprensa e documentos que pertenceram ao jornalista baiano José Augusto Berbert de Castro. O acervo, que foi doado pelos familiares do jornalista, já se encontra na ABI. Berbert de Castro faleceu em 22 de julho de 2008, aos 82 anos.

Para que os livros sejam disponibilizados para consulta, é imprescindível que passem por um processo de quarentena – período necessário para que reagentes químicos façam o controle de pragas. Segundo a bibliotecária da ABI, Valésia Vitória, e a museóloga Renata dos Santos, só após este período serão higienizados, restaurados (caso necessário), e acondicionados.

De acordo com Ramiro Senna Berbert de Castro, filho de Berbert, o acervo precisava ser doado para uma instituição que não só pudesse cuidar de todo o material, mas que colocasse à disposição de estudantes e pesquisadores. “A população e os profissionais da área vão poder ter acesso aos livros através da biblioteca da ABI. O acervo estava guardado, sem uso, e já sofria por causa disso. Por isso eu e minha irmã Liliana Senna Berbert de Castro decidimos que o melhor lugar para fazer a doação seria a ABI, entidade da qual ele foi membro por muitos anos”, disse.

Ramiro ainda destacou o apego que Berbert tinha pelos livros. “A cada viagem que o amigo dele, o escritor Jorge Amado fazia, ele trazia oito, dez exemplares. Ele comprava e presenteava meu pai. Ou seja, os livros tinham um valor muito grande pra ele”, completou.

Referência

O valor do acervo foi ressaltado pela professora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Izabel de Fátima Cruz Melo. Para ela, o material é uma importante fonte de informação para os estudiosos de cinema. “O acervo composto por livros e revistas tem um valor inestimável. Berbert foi um crítico, ou como ele mesmo diria, um comentarista sobre cinema. Ele teve muito material e pra quem pesquisa cinema, ter acesso a esse material é importante”, disse.

Ainda de acordo com Izabel de Fátima, que atualmente faz doutorado em Meios e Processos Audiovisuais, na Universidade São Paulo (USP), há um ganho pra ABI em termo de acervo e de reconhecimento. “A ABI é um lugar de referência pro jornalismo e para a história do cinema na Bahia. Pra nós pesquisadores esse material significa muito”.

Biblioteca de Comunicação

Depois do processo de quarentena e restauração, o acervo vai ser disponibilizado para estudantes, pesquisadores e para o público em geral na Biblioteca de Comunicação Jorge Calmon, que funciona na sede da ABI, localizada no Edifício Ranulfo Oliveira, 2º andar, Praça da Sé . A biblioteca, inaugurada em 1º de setembro de 1972, tem como objetivo incentivar e aprimorar os conhecimentos dos profissionais da área de comunicação.

O espaço dispõe de materiais especializados em teorias da comunicação, jornalismo, semiologia, publicidade e propaganda, marketing, relações públicas, cinema, fotografia, rádio, televisão, além de biografias de atores e cineastas.

Outra parte do acervo do “comentarista de cinema” será incorporada ao Museu da Imprensa, que a ABI pretende reabrir em agosto.

José Augusto Berbert de Castro foi colunista do Jornal A Tarde desde 1956, onde publicou cerca de sete mil artigos sobre cinema. Berbert, além de jornalista, era formado em medicina pela Universidade Federal da Bahia (Ufba).

ABI BAHIANA Notícias

Solenidade na ABI marca doação do acervo de Walter da Silveira

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) reuniu em sua sede dirigentes da instituição, jornalistas, gestores públicos, pesquisadores, produtores e amantes do cinema, para acompanhar a assinatura do termo que oficializou, na tarde desta quarta (16), a doação feita pela família de Walter da Silveira à Biblioteca de Comunicação Jorge Calmon. À ABI cabe agora preservar e disponibilizar o acervo pessoal reunido pelo advogado, estudioso e crítico de cinema, responsável por formar gerações de cineastas. Em breve, centenas de livros, coleções de revistas especializadas, discos de vinil, fotografias dentre outras raridades estarão acessíveis a todos os interessados pela vida e obra desse baiano que completaria 100 anos em 2015.

Foto: Luiz Hermano Abbehusen
Foto: Luiz Hermano Abbehusen

A doação feita à ABI recompõe quase totalmente a biblioteca pessoal de Silveira, somando à parte do acervo adquirida em 1972 pela instituição, composto por obras que já estavam disponíveis na Biblioteca Jorge Calmon. O presidente da ABI, Walter Pinheiro, expressou o sentimento da instituição e reconheceu que assume, junto aos demais diretores, a grande responsabilidade de manutenção do precioso patrimônio deixado pelo crítico. “A ABI sente-se muito orgulhosa e feliz com a incorporação da biblioteca de Walter. Bendito o dia em que a cineasta Márcia Nunes, amiga da família, nos conheceu e, posteriormente, recomendou a doação, o que tornou possível essa solenidade”. O dirigente afirmou que a ABI se orgulha de atuar na área da cultura, para além de seu papel preponderante em defender a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa.

Família Silveira - Foto: Joseanne Guedes/ABI
Família Silveira – Foto: Joseanne Guedes/ABI

Emocionada, a filha de Walter da Silveira, Kátia da Silveira Andrade, que resistia à ideia de transferir o acervo para um sítio da família, no interior, demonstrou gratidão. “A ABI abraçou a ideia com a maior alegria e isso me deixou feliz. Tenho certeza que todas as obras serão cuidadas com o mesmo carinho, por isso me sinto segura em saber que meu pai vai ser preservado e sua memória, continuada. Sempre que possível, estarei na ABI para matar a saudade”. Kátia esteve acompanha pelo filho Danilo da Silveira, pelas irmãs Márcia, Diana e Eliana, pela cunhada Tânia da Silveira, além do neto de Walter da Silveira, Paulo Ivan da Silveira, responsável pelo edital que possibilitou no ano passado a recuperação do acervo, que ficou fechado durante quarenta anos no escritório anexo ao apartamento em que vivia seu avô, no bairro da Graça.

“É uma honra muito grande e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade enorme. Preservar acervos não é uma coisa fácil, nem barata. Mas eu tenho certeza que com esse acervo tão rico de Walter, pela atenção que desperta, pela importância dele para o cinema brasileiro, não só para o cinema da Bahia, encontraremos bons parceiros da iniciativa privada, além do apoio do poder público”, destacou Ernesto Marques, vice-presidente da ABI. Marques afirmou que o primeiro compromisso com a família seria a restauração e disponibilização do acervo para o acesso público. No futuro, a intenção é digitalizar para que qualquer pessoa no mundo possa saber quem foi e o que fez Walter da Silveira.

Foto: Luiz Hermano Abbehusen
Foto: Luiz Hermano Abbehusen

O ator, diretor e publicitário baiano Bertrand Duarte, gestor da Diretoria de Audiovisual (DIMAS), da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), salientou a grandeza do acervo e a necessidade de se investir e incentivar a produção audiovisual na Bahia. “É um ganho imensurável para todas as áreas pelas quais ele passou, sobretudo, para o cinema e para o jornalismo. Walter da Silveira é um dos grandes cineclubistas do Brasil. Ele formou Roberto Pires, Glauber Rocha e todas as gerações que se seguiram”. Duarte também lembrou a recente inauguração do Cineclube Walter da Silveira, na sala de mesmo nome, em homenagem ao centenário do crítico. “Espero que não seja de forma tardia e que essa juventude, que não teve acesso a essa poesia do cinema e não assistiram a produções locais, tenham o pleno conhecimento da importância dele”.

O evento foi prestigiado por expoentes do cinema da Bahia, como o professor e cineasta Guido Araújo e o cineasta e produtor Roque Araújo, amigos e parceiros de Walter da Silveira, Glauber Rocha, Roberto Pires e outros notáveis do cinema. “Essa é a mais importante biblioteca de cinema na Bahia. Fico muito feliz em estar vivo para presenciar o reconhecimento e a preservação desse legado. Nossa relação foi de amizade profunda, como se fôssemos irmãos”, revela Guido Araújo, que manteve uma amizade com Walter da Silveira por quase 30 anos. “Se não fosse Walter, não existiria a cinema brasileiro, nem o Cinema Novo. Devemos trabalhar para que a obra de Walter ganhe dimensão audiovisual”, defende o diretor-geral do IRDEB, José Araripe Junior, que também é cineasta, roteirista e diretor.

Pesquisadora de História e Crítica do Cinema no Brasil, a professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Cyntia Nogueira, está fazendo doutorado e se mostra entusiasmada com a disponibilização do acervo de um dos maiores pensadores sobre cinema no país. “A partir dessa biblioteca, há um potencial muito grande de novas pesquisas acadêmicas e publicações de materiais não explorados, porque, mesmo o que já temos acesso, ainda é muito pouco conhecido e aproveitado”. O acervo entregue pela família Silveira está sob os cuidados da equipe de conservação e restauro da ABI. Depois da fase de quarentena, onde passa pela desinsetização, o material vai ser disponibilizado para consulta local.