ABI BAHIANA

ABI recebe doação de jornais históricos de Vitória da Conquista


A presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), Suely Temporal, recebeu na manhã desta segunda-feira (26) a doação de seis exemplares de jornais históricos de Vitória da Conquista. O pesquisador Alan Barbosa entregou três edições dos periódicos A Conquista e outras três de A Palavra, que circularam entre 1911 e 1918 na então “Cidade da Conquista”, no sudoeste da Bahia.

Entre os exemplares doados está a edição inaugural do A Conquista, cujo artigo de capa apresentava o periódico: “Eis pois o nosso principal intento. Difundir notícias, alargar na esphera de nossas atribuições conhecimentos uteis, tornar conhecido, não só no Estado mas também no paiz todos os elementos que dispõe o municipio de Conquista” (sic).

Esses serão os primeiros exemplares do jornal A Palavra a integrar o acervo da ABI, que possui apenas uma edição do A Conquista. Os jornais foram recebidos pela museóloga Renata Ramos, responsável pelo acervo da associação. Segundo Renata, os exemplares passarão por um período de quarentena com produtos específicos para eliminação de fungos e, posteriormente, serão submetidos a processos de restauro e tombamento.

Pesquisador tem foco na imprensa do interior
Alan Barbosa encontrou os jornais durante a elaboração de seu Trabalho de Conclusão de Curso em Jornalismo na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), concluído em 2016. A pesquisa foi publicada no mês passado sob o título “A imprensa como ferramenta de poder: coronelismo e disputa política em Vitória da Conquista (1911-1917)“, no periódico Vozes e Diálogo (Univali).

De acordo com os estudos de Alan, o jornal A Conquista, fundado em 1911, foi o primeiro periódico produzido na cidade. Já o jornal A Palavra foi fundado em 1917. Ambos surgiram em um período marcado por disputas políticas na região.

O pesquisador, interessado na história da imprensa regional, é mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e doutorando em Comunicação e Cultura Contemporâneas na Universidade Federal da Bahia (UFBA), sob orientação da professora Lia Seixas. Alan tem contado com o apoio da ABI em sua pesquisa atual, que investiga violências sofridas por jornalistas no interior da Bahia.

Edições doadas; veja fotos das capas


A Conquista:

  • Nº 1, de 14 de maio de 1911;
  • Nº 46, de 31 de março de 1912;
  • Nº 29, de 1º de janeiro de 1918.


A Palavra:

  • Nº 15, de 21 de setembro de 1917;
  • Nº 21, de 2 de novembro de 1917;
  • Nº 29, de 1º de janeiro de 1918.
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Projeto traça panorama para jornalismo brasileiro em 2017

Baseados na iniciativa Predictions for Journalism, do site “Nieman Lab”, o Farol Jornalismo e a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) lançaram o projeto O Jornalismo no Brasil em 2017, com o objetivo de refletir sobre o momento atual do jornalismo e traçar possibilidades para a profissão neste ano. Os organizadores convidaram 13 jornalistas e profissionais de outras áreas para escrever sobre temas como ética, checagem de fatos, jornalismo de dados e diversidade.

Segundo os articulistas, em 2017 os jornais devem investir em conteúdo de maior qualidade e enfrentar a disseminação de notícias falsas que circulam em redes sociais. Entre as apostas se destacam um jornalismo mais local, que se aproveite das brechas deixadas pelo grandes veículos; matérias que ouçam vozes mais múltiplas; e pautas que procurem se aprofundar em temas de transformação social.

No campo da ética, o professor de jornalismo da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) Rogério Christofoletti afirma que uma imprensa mais transparente e aberta ao público poderá alavancar o nível de confiança de leitores. Ele defende um esforço para que os veículos se diferenciem das redes sociais, em busca de maior credibilidade.

Segundo o repórter da Folha, Rubens Valente, que participa do projeto, fica claro que, com a Lava Jato, os jornais continuarão investindo no noticiário quente em 2017 e darão pouca atenção à investigação jornalística. “A prioridade das redações à cobertura diária coincide com um período severo da bem conhecida crise financeira dos principais jornais, com muitas demissões e queda brutal de receita”, diz.

Os articulistas apostam ainda na consolidação do uso de outros formatos no meio jornalístico, como o vídeo digital, que deverá passar a ter uma linguagem mais sofisticada, o podcast, com grandes possibilidades ainda a serem exploradas, o jornalismo de dados, área que deverá ter maior capacitação no futuro, e novos recursos que interajam com a percepção e a sensibilidade do público. (Novo em Folha, da Editoria de Treinamento da Folha de S.Paulo).

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Folha é o 1° jornal brasileiro a ter circulação digital maior que a impressa

A Folha de S. Paulo é o primeiro jornal a ter circulação digital maior do que a impressa no Brasil. Sua edição digital alcançou em agosto mais da metade do total, segundo levantamento feito pelo Instituto Verificador de Comunicação (IVC).  De acordo com o veículo, dos 316,5 mil exemplares de média diária em agosto, 161,8 mil (51%) foram relativos ao digital, contra 154,7 mil (49%) da impressa. Os números de participação digital também subiram nos jornais O Globo (48%), O Estado de S. Paulo (39%) e Zero Hora (36%), fator que aponta uma tendência.

O diretor de circulação e marketing da Folha, Murilo Bussab, disse que este marco já era esperado para meados deste ano já que “as pessoas estão muito mais conectadas, pela velocidade e pelo custo menor de se informar digitalmente”. Ele ressaltou ainda, que o desafio agora é transformar uma parte maior, do total de 20 milhões de leitores digitais do jornal, em leitores pagantes. Atualmente a Folha tem 160 mil padigital-folhagantes no digital.

Ele lembra que, até a adoção do “paywall” (muro de pagamento em tradução literal do inglês, ou seja, a cobrança pelo acesso às edições digitais) flexível do jornal, em janeiro de 2012, ninguém pagava para ler digitalmente. Com o “paywall” o acesso gratuito se limitou a um determinado número de textos por mês, no momento são dez. Para ler mais é preciso fazer um cadastro que dá direito a mais dez ou fazer uma assinatura. “Durante quase 20 anos de Folha na internet, como em todas as empresas jornalísticas do mundo, o acesso foi gratuito. E tem uma mudança cultural que é preciso fazer, que vai demorar, mas é possível. O modelo do “paywall” foi o que se mostrou mais inteligente para isso, até agora”, explicou.

Bussab lembra que “o impresso continua tendo espaço”. Que “existe um público que não abre mão, e ele tem e sempre terá vantagens” como a leitura mais agradável do que em telas digitais ou a portabilidade – qualidades que pesaram, por exemplo, na estabilização do mercado de livros, entre impressos e eletrônicos. Mas ele volta a sublinhar que “o segredo , o objetivo, o norte”, agora é convencer uma parcela maior dos 20 milhões de leitores digitais da folha a ” remunerar de alguma maneira o trabalho jornalístico”.

Métricas

O IVC, segundo seu presidente, Pedro Silva, “começou a medir a edição digital dez anos atrás, e naquele começo, até porque o acesso era só por computador e a velocidade de conexão era mais baixa, a adoção não foi rápida”. O quadro começou a mudar há cerca de cinco anos, quando surgiram os “pawalls” e essa faixa chegou aos dois dígitos. O avanço é resultado natural da resposta dos jornais “à mudança do consumidor de notícias para outras plataformas”, diz Silva. “A internet fez com que os veículos se adaptassem aos novos ambientes de entrega de informações” acrescenta, lembrando ainda o crescimento relativamente recente dos smartphones.

Não há dados sobre a circulação digital por aparelho, mas Silva lembra que outro levantamento do instituto restrito à audiência dos sites de jornais, mostra que em agosto a maioria dos acessos (57%) foi através de smartphones, com os computadores (desktops, notebooks) respondendo por 39%.

Ele explica que, pelas regras do IVC, cada assinatura digital equivale a uma assinatura do impresso. “Quando a assinatura é um combinado de impresso e digital, a digital também pode contar, desde que o desconto dado não seja alto” acrescenta. “Traduzindo, o assinante precisa efetivamente ter pagado pela edição digital.”

*Informações Folha de S. Paulo.

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Observatório analisa a crise na imprensa e as cooperativas de jornalistas

O Observatório da Imprensa discute a crise na imprensa brasileira e a formação de cooperativas de jornalismo,  numa entrevista com o Secretário de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva. No programa desta terça-feira (29/9), o jornalista Alberto Dines questionará o que o governo pode fazer para ajudar a reaquecer o mercado da imprensa. O número de jornalistas desempregados é impressionante, toda uma geração de profissionais experientes foi demitida dos veículos que, por consequência, sofrem com a perda de qualidade. O programa debate se o estímulo ao cooperativismo não seria uma alternativa. O Ministério do Trabalho, através da Secretaria de Economia Solidária, defende as cooperativas como solução para a manutenção de postos de trabalho e da atividade econômica. Dines lembra que, durante a ditadura, surgiram muitos jornais alternativos no formato de cooperativas.

Outro problema enfocado pelo Observatório da Imprensa é que nossa mídia está cada vez mais concentrada e verticalizada, cada vez menos pluralista, sobretudo nas regiões metropolitanas. O governo pensa em fomentar o renascimento da tradicional imprensa interiorana? A produção regional de TV e o intercâmbio de programação entre as duas redes públicas de TV também serão assuntos abordados. O Observatório da Imprensa vai ao ar no dia 29, terça, às 20h, na TV Brasil.

*Fonte: Observatório da Imprensa

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