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‘Bahia Notícias’ lança projeto que mostra ações inovadoras na educação

O site Bahia Notícias vai apresentar semanalmente uma série de iniciativas que mostram o poder transformador da educação. No programa de estreia do projeto “Educar é transformar”, veiculado nesta segunda (24), a reportagem visita o Colégio Estadual Luís Rogério de Sousa, no bairro de Plataforma em Salvador, onde estudantes cuidam da rádio Rogério Sucesso, uma ação que promove a integração entre alunos, pais, professores e a direção da unidade escolar.

De acordo com o editor do Bahia Notícias, Fernando Duarte, o objetivo do projeto é disseminar boas iniciativas na rede pública de ensino que sirvam de exemplo para escolas e estudantes de toda a Bahia. “Temos o dever, como cidadãos, de apresentar ações que ampliem o poder de transformação da educação. O Bahia Notícias tem a responsabilidade social de mostrar iniciativas que potencializam o aprendizado e podem fazer a diferença na vida de milhares de jovens de todo o estado”, assegura Duarte.

Se você conhece ou participa de alguma iniciativa interessante na rede pública de ensino, encaminhe como sugestão de pauta para [email protected]. E não perca! A cada domingo, o projeto trará um novo vídeo contando uma história interessante sobre a educação.

 Assista ao primeiro episódio da série!

Fonte: Bahia Notícias

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ABI restaura acervos pessoais de João Falcão e Jorge Calmon

“Preservar o passado para orientar o futuro”. Esse é o lema vinculado à equipe especializada em restauração de documentos na Associação Bahiana de Imprensa (ABI). A instituição está recuperando e vai disponibilizar as bibliotecas pessoais dos jornalistas Jorge Calmon e João da Costa Falcão, dois personagens centrais para a história da imprensa baiana do século XX. As obras doadas à Biblioteca de Comunicação Jorge Calmon testemunham as principais transformações sociais, políticas e econômicas da Bahia e do Brasil.

A museóloga Renata dos Santos e a técnica em restauro Marilene Oliveira são responsáveis pela intervenção em conservação, restauração e tratamento arquivístico da rara documentação sob a tutela da entidade. Renata dos Santos, explica que, até chegar à prateleira, os documentos passam por três etapas: o diagnóstico, para verificar o estado de preservação dos arquivos; a higienização; e o restauro dos que forem necessários. Depois, elas realizam o acondicionamento adequado.

“É importante preservar o documento, evitar a deterioração. Mas ‘preservar’ não é só guardar”. O material doado em abril de 2014 pela família de João Falcão, falecido em 2011, à Biblioteca de Comunicação Jorge Calmon foi avaliado e higienizado, estando agora em fase de restauro e indexação. “O acervo ficou em quarentena de junho a outubro. Nesse período, os documentos recebem tratamento contra a infestação de insetos”, afirma Renata.

Para o presidente da ABI, Walter Pinheiro, “a sociedade moderna se caracteriza pela dinâmica e, em consequência disso, muito do que hoje se faz, perde-se amanhã”. O dirigente enaltece o trabalho das profissionais da ABI, que “motivam leitores, pesquisadores e principalmente estudantes a revisitarem escritos de séculos passados, avaliando como se deu o avanço cultural em nossa terra”, afirma. No bojo das iniciativas de preservação da história, a ABI estuda uma proposta que prevê a digitalização das obras do Museu de Imprensa.

Nova aquisição

A ABI se prepara agora para ampliar o estoque das obras pertencentes a Walter da Silveira (1915-1970), através da recente doação feita pela família do advogado e crítico de cinema. A instituição já detinha parte do acervo composto por obras raras, responsáveis por formar uma geração de cineastas. Além de livros e coleções de revistas, o acervo completo contém documentos que o crítico mantinha em caixas, alguns manuscritos. Entre as obras, estão fotografias de Jorge Amado, livros autografados por Vinicius de Moraes e correspondências trocadas com Carlos Drummond de Andrade. A doação será formalizada pela família numa solenidade marcada para 16 de setembro, na Biblioteca Jorge Calmon. Antes de ser disponibilizada para estudantes e pesquisadores e para o público em geral, todo o acervo passará pelos cuidados da equipe de restauro da ABI.

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IVC aponta crescimento na circulação de jornais impressos no Brasil

Um estudo realizado pelo Instituto Verificador de Comunicação (IVC) apontou crescimento de 4% na circulação dos cinco maiores jornais do Brasil no primeiro semestre de 2015, em comparativo feito com o mesmo período do ano passado.

Segundo Meio&Mensagem, a versão impressa que mais cresceu foi a do Zero Hora, com 14%, seguido por Estadão (4%), Folha de S.Paulo (3,6%), Super Notícia (1,9%) e O Globo (0,8%). Ao todo, os cinco veículos circularam uma média mensal de 1,429 milhão de exemplares durante janeiro e junho. Em 2014, foram 1,375 milhão.

O comparativo ainda apontou que o crescimento do impresso foi impulsionado pela crescente apresentada nas edições digitais dos jornais. Somente na Folha, o digital já representa 43% de circulação, enquanto em O Globo representa 38% e no Estadão 33%.

Fonte: Portal IMPRENSA

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ABI completa 85 anos defendendo a liberdade de imprensa e de expressão

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) comemora hoje 85 anos de luta para que a verdade, a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão e os direitos humanos se mantenham vivos. Sob o renovado ânimo da diretoria reeleita na última quinta-feira (13) para mais um biênio, a instituição nascida em 17 de agosto de 1930 se abre para o futuro, sem abrir mão dos ideais que orientaram a luta iniciada pelo seu idealizador, Thales de Freitas. A busca incessante pela democracia está cada vez mais viva e continua norteando os objetivos desta combativa entidade, que, na passagem do seu aniversário, parabeniza a todos os profissionais da imprensa baiana.

De acordo com o presidente da ABI, Walter Pinheiro, a instituição se mostra mais amadurecida, fortalecida e consciente da importância do seu papel histórico na consolidação da democracia no país. Integrante da diretoria desde 1986, ele esteve à frente da Tesouraria até ser eleito presidente em 2011 e assegura que permanece “preocupado com o combate a qualquer ato que compreenda censura ou possa caracterizar garroteamento aos profissionais da comunicação em expressar suas opiniões”. O dirigente enfatiza que a função da ABI funciona como “um baluarte, tanto na defesa dos jornalistas quanto da cidadania e do Estado como um todo”, afirmou ao jornal Tribuna da Bahia.

sede-da-ABI-ArquivoPresidente da Assembleia Geral da ABI após os 25 anos em que esteve à frente da diretoria, o jornalista Samuel Celestino recorda a fundação da entidade, cuja trajetória está incorporada na história da Bahia. Diante de um fato político que perturbaria a vida dos brasileiros – a Revolução de 30 –, “a ABI só veio a funcionar em setembro sob a presidência de Altamirando Requião”. Celestino salienta que a revolução foi deflagrada três semanas depois da posse da primeira diretoria. Com a decretação do estado de sítio e severas restrições à ordem pública e às liberdades individuais, houve prisões de jornalistas, empastelamentos e censura explícita, “exigindo da ABI sua primeira atuação em defesa da atividade junto aos poderes públicos”. A instituição surge exatamente para lutar pelas liberdades de expressão e de imprensa, e zelar pelo respeito às leis estabelecidas.

De olho no futuro

Com o início do biênio 2015-2017, o presidente Walter Pinheiro revela que a diretoria reeleita segue empenhada na reforma dos Estatutos, que permitirá inserir os agentes da comunicação atuantes na blogosfera, e a ampliação do quadro social, agregando mais profissionais, inclusive nas duas seccionais interioranas Nordeste (com sede em Feira de Santana) e Sul (em Ilhéus). Além disso, a diretoria pretende implantar o Museu de Imprensa, colocar todo o prédio-sede em funcionamento, restaurar a Casa de Ruy Barbosa, trabalhar na dinamização e fortalecimento do site institucional e na incorporação de novas mídias.

Para o diretor Luís Guilherme Pontes Tavares, que assume a diretoria de Patrimônio e deixa a de Cultura, nos últimos quatro anos, o que aconteceu de mais sensível é que “a bússola, antes voltada para o passado, agora está direcionada para o futuro, no sentido de aumentar o número de associados, tendo em vista a existência de 20 mil novos profissionais no mercado”.

O vice-presidente da ABI, Ernesto Marques, ressalta que a instituição é um espaço aberto para o debate sobre comunicação e produção de conhecimento. Ele também destaca a importância da reforma dos Estatutos. “O atual data de 1986, mas o mercado de hoje é em diferente”. Para ele, não se pode pensar o futuro em uma ABI restrita ao impresso. “Precisamos contemplar os profissionais das novas mídias”. Na esteira das novas ações, Ernesto relevou a existência de um projeto para parceira com universidades com o objetivo de oferecer o curso de mestrado para jornalistas. “Temos o propósito de produzir inquietação, levar as pessoas a pensar”.

*As informações são de Albenísio Fonseca para o jornal Tribuna da Bahia (matéria “ABI se abre para o futuro”, publicada nesta segunda-feira, na página 11 – caderno “Cidades”)