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Grupo brasileiro lança núcleo inspirado em Spotlight

Em uma iniciativa incomum para empresas de comunicação brasileiras, o conglomerado de mídia RBS lançou o Grupo de Investigação (GDI), que reúne jornalistas premiados para apurar em profundidade fatos que influenciam a vida da população. O GDI, que surge em momento de debate mundial sobre o papel do jornalismo, sustenta que a investigação jornalística é essencial para a democracia e para a transformação da sociedade. Na redação integrada de Zero Hora e Diário Gaúcho, os repórteres vão trabalhar em uma área reservada, modelo inspirado na equipe Spotlight, do jornal americano Boston Globe. Os demais integrantes vão produzir seus materiais nas redações da Rádio Gaúcha e RBS TV.

A equipe é formada por nove repórteres e um editor, todos com experiência em investigação, mas cada um com habilidade em diferentes áreas, como infiltração jornalística, crimes do colarinho branco, desvios no serviço público, temas das áreas policial e política e bancos de dados. Participam os repórteres de Zero Hora, Adriana Irion, Carlos Rollsing, Humberto Trezzi e José Luís Costa. Do Diário Gaúcho, Jeniffer Gularte, da Gaúcha, Cid Martins, e, da RBS TV, Giovani Grizotti, Jonas Campos e Fábio Almeida.

“Poucas redações no mundo investem em um grupo de repórteres focado em investigações. Reportagens desse tipo exigem tempo: algumas levam meses para serem concluídas. Em compensação, são o tipo de jornalismo que tem mais poder de transformar, na sociedade, aquilo que está errado. Ao criar este time, as redações estão dando contribuição ainda maior à comunidade onde atuam”, afirma a diretora de Redação de Zero Hora e jornais RS, Marta Gleich.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) avalia que o trabalho possa inspirar outras redações. “A notícia da criação de um grupo de investigação jornalística só pode ser comemorada por aqueles que acreditam no poder da informação apurada com esmero e em nome do interesse público. A Abraji deseja vida longa à iniciativa, tão importante para o amadurecimento da imprensa e, por consequência, da democracia. Torcemos para que o trabalho do grupo seja bem sucedido e inspire jornalistas e veículos por todo país”, ressaltou Thiago Herdy, presidente da entidade.

Estreia

A primeira reportagem produzida pelo grupo trata de uma grave questão ligada à agricultura e à saúde dos gaúchos e será publicada a partir de segunda-feira. O material foi produzido já com apuração conjunta e integrada entre jornal, rádio e TV.

“O jornalismo investigativo é fundamental para a sociedade, especialmente em uma era em que as desinformações circulam em larga escala pelas redes sociais. O Grupo RBS tem tradição de décadas em reportagem investigativa e, agora, com a criação do GDI, reafirma em mais um grande passo seu propósito de informar para transformar positivamente a sociedade” — diz o vice-presidente Editorial do Grupo RBS, Marcelo Rech.

*Informações do Zero Hora.

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Juiz revoga autorização para quebra de sigilo telefônico de jornalista

O juiz Rubens Pedreiro Lopes, do Departamento de Inquéritos Policiais de São Paulo, revogou autorização para a quebra do sigilo de dados telefônicos da jornalista Andreza Matais, editora da Coluna do Estadão. Em decisão desta sexta-feira, 2, ele aceitou pedido de reconsideração apresentado pela defesa da jornalista, que alegou o direito ao pleno exercício da liberdade de imprensa.

A quebra dos dados telefônicos foi autorizada em 8 de novembro, no âmbito de um inquérito aberto pela Polícia Civil de São Paulo. A jornalista não é investigada no caso. No despacho, o magistrado informou que atendeu a uma provocação do delegado da Polícia Civil de São Paulo Ruy Ferraz Fontes com o objetivo de identificar eventuais fontes de reportagens de autoria de Andreza, publicadas em 2012 na Folha de S. Paulo. A decisão pela quebra do sigilo foi criticada por congressistas, entidades que representam a imprensa e defendem a liberdade de expressão.

O magistrado acolheu pedido de reconsideração apresentado pelo escritório Dias e Carvalho Filho Advogados, que representa a jornalista a pedido da Folha. Entre outros argumentos, a defesa ressaltou que a jornalista não é investigada e possui direito ao pleno exercício da liberdade de imprensa, resguardado o sigilo da fonte e o “direito-dever’ de informar.

O juiz considerou que houve erro material na primeira decisão, pois a representação do delegado, embora mencionasse números de telefone da jornalista, não pedia explicitamente a quebra do sigilo de dados dessas linhas, mas, sim, das linhas de um terceiro, para averiguar se essa pessoa conversou com a jornalista. O magistrado excluiu os números de Andreza da quebra de sigilo, mas manteve a medida com relação a outra pessoa. A promotora de Justiça Mônica Magarinos Torralbo Gimenez deu parecer favorável a essa solução.

“A decisão é acertada e importante para a jornalista, na medida em que reconhece o equívoco e afasta a quebra de seu sigilo telefônico. Mas poderia ter sido ainda mais importante para todos os demais jornalistas. Infelizmente ela deixa de enfrentar a questão constitucional, central, e de reafirmar a garantia do sigilo da fonte, fundamental para o exercício livre da imprensa em um Estado de Direito”, afirmou o criminalista Philippe Alves do Nascimento, que atua na defesa de Andreza.

A investigação que originou a quebra do sigilo foi aberta a pedido do ex-vice-presidente do Banco do Brasil Allan Simões Toledo. Ele foi citado em reportagem que revelou uma sindicância para investigar movimentação atípica de R$ 1 milhão identificada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

‘Época’ – Na quinta-feira, 1, a 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) foi unânime ao cassar decisão da juíza Pollyana Kelly Alves, da 12ª Vara Federal, em Brasília, que quebrou o sigilo telefônico do jornalista Murilo Ramos, colunista da revista Época.

Fonte: Estadão

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IAB-BA promove fórum sobre preservação e desenvolvimento

O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Departamento da Bahia, vai realizar em Salvador o “Fórum Preservação e Desenvolvimento”, na próxima terça-feira (6). A entidade entende que estas questões não são descoladas e nem antagônicas, mesmo em organizações urbanas constituídas por denso Patrimônio Histórico Cultural e submetidas à pressão de tensões e, conflitos socioeconômicos e políticos.

iab-forum-1“Nesses contextos muitas referências simbólicas de espaços e equipamentos urbanos são relegadas a um segundo plano ou mesmo esvaziadas e, a cidade passa a ser vista como oportunidade de negócios, notadamente, imobiliários”, explica a arquiteta Solange Araújo, presidente do IAB-BA.

Serviço

Quando: dia 06 de dezembro (terça-feira)
Horário: 13:30h – Coletiva de Imprensa; 14:00h / 19:00h – Mesa Redonda
Local: Faculdade de Arquitetura da UFBA (Auditório Mastaba)