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Associados à ABI têm desconto exclusivo em cursos do GJOL/UFBA. Saiba como se inscrever!

Estão abertas as inscrições para a primeira edição da Escola GJOL de Inverno: Teoria e Prática lado a lado, iniciativa do Grupo de Pesquisa em Jornalismo On-line da Universidade Federal da Bahia (GJOL/UFBA) voltada à formação em pesquisa, métodos e ferramentas aplicadas ao jornalismo digital. O evento será totalmente online e acontecerá entre os dias 17 e 28 de agosto e reunirá estudantes, pesquisadores, docentes, profissionais da comunicação e demais interessados em atualização acadêmica e prática.

Parceira da iniciativa, a Associação Bahiana de Imprensa (ABI) oferece desconto exclusivo para seus associados. Os interessados devem entrar em contato com a ABI por e-mail ([email protected]) para solicitar o link de inscrição com valor diferenciado. 

Ao longo de duas semanas, a Escola GJOL de Inverno promoverá 13 cursos online, distribuídos nos turnos da manhã, tarde e noite, contemplando diferentes perfis de participantes, desde estudantes de graduação e pós-graduação até profissionais em atuação no mercado.

A programação está organizada em três eixos temáticos: Inteligência de dados e visualização, Métodos de pesquisa e inovação visual e Produtos digitais, audiência e inclusão. A grade de cursos abrange temas estratégicos e atuais, como raspagem e visualização de dados com Python, planejamento de projetos acadêmicos, uso ético de inteligência artificial na pesquisa, acessibilidade digital, métricas editoriais, técnicas modernas de escrita para a web (como SEO e UX Writing), entre outros.

Além da formação técnica e metodológica, a Escola pretende fortalecer redes de colaboração entre profissionais, pesquisadores e estudantes do jornalismo digital, estimulando debates sobre inovação, ética, ciência aberta e transformações contemporâneas da área.

As inscrições para o público em geral são realizadas em duas etapas: geração e pagamento da Guia de Recolhimento da União (GRU) e preenchimento do formulário de inscrição disponibilizado pela organização.

Cursos oferecidos

Trilha 1 – Inteligência e visualização de dados

  • Do caos à clareza: transformando planilhas em visualizações precisas e atraentes;
  • Com que base eu vou: datasets para cobertura eleitoral;
  • Meu primeiro script de raspagem de dados com Python;
  • Jornalismo de dados em ciência e saúde;
  • O mínimo que um jornalista precisa saber sobre a Lei de Acesso à Informação (LAI).

Trilha 2 – Métodos de pesquisa e inovação visual

  • Metapicturing: construção de visualizações para análise de imagens;
  • Pesquisa acadêmica com IA: como usar de forma ética e transparente;
  • Como usar IA generativa sem perder a autoria na pesquisa em Comunicação;
  • Planejamento e escrita de projetos de pesquisa acadêmica.

Trilha 3 – Produtos digitais, audiência e inclusão

  • Jornalismo e acessibilidade digital;
  • Métricas editoriais (Analytics) para produção qualificada;
  • Narrativas em áudio: estrutura e produção de podcasts jornalísticos;
  • Texto jornalístico 3.0: Smart Brevity, SEO e UX Writing.

SERVIÇO 

Escola GJOL de Inverno: Teoria e Prática lado a lado

Quando: 17 a 28 de agosto

Formato: 100% online

Inscrições: link para o pagamento GRU (https://bit.ly/GRU_EscolaGJOL): preencha o formulário (https://bit.ly/Form_EscolaGJOL)

Associados da ABI têm direito a desconto na inscrição. Para receber o link exclusivo com o valor promocional, solicite o acesso por e-mail à Associação Bahiana de Imprensa ([email protected])

Mais informações sobre a programação, horários e inscrições podem ser consultadas no site e nas redes sociais (@grupojol) do Grupo de Pesquisa em Jornalismo On-line.

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Notícias

Congresso dos 80 anos da UFBA amplia debates sobre ciência, democracia e sociedade

O 11º Congresso de Pesquisa, Ensino e Extensão da Universidade Federal da Bahia (UFBA) segue até 10 de julho com uma programação que reúne atividades acadêmicas, científicas, culturais e artísticas em celebração aos 80 anos da instituição. Ao longo do evento, a comunidade universitária e o público externo participam de mesas, seminários, oficinas e apresentações que fortalecem o diálogo entre a universidade e a sociedade, promovendo reflexões sobre temas que atravessam a ciência, a cultura, a democracia e os desafios contemporâneos.

Entre as atividades previstas para esta quinta-feira (9) está o Seminário “25 Anos do Fórum Social Mundial: Rumo ao Benin 2026”, promovido pelo Comitê Baiano e Brasileiro Rumo ao Fórum Social Mundial Benin 2026. O encontro será realizado às 8h30, no Auditório Milton Santos, do Instituto de Geociências (IGEO), no Campus de Ondina, com participação aberta ao público.

O seminário marca os 25 anos do Fórum Social Mundial e integra o processo de preparação para a próxima edição do encontro, que acontecerá em Cotonou, no Benin. A proposta é reunir representantes da universidade, movimentos sociais, organizações da sociedade civil, estudantes, pesquisadores e gestores públicos para discutir temas ligados à democracia, aos direitos humanos, à justiça social e à cooperação internacional, além de construir propostas que serão levadas ao Fórum. 

A programação inclui mesas sobre a trajetória do Fórum Social Mundial, a conjuntura internacional, os desafios da África contemporânea e o processo de construção do FSM Benin 2026. O encontro será encerrado com uma plenária voltada à sistematização das contribuições que serão encaminhadas ao evento internacional.

Confira mais informações: https://congresso80anos.ufba.br/ | https://inscricaocongresso80anos.ufba.br/

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Artigos

O dia em que Luiz conheceu Ruy na Rua dos Capitães

Ficcção de Luis Guilherme Pontes Tavares*

Era julho de 1853 e Luiz completaria nove anos de idade. Maria Luiza, a mãe dele, subiu a travessa enladeirada e seguiu, à direita, na Rua dos Capitães. Foi comprar bolo em mãos da senhora Maria Adélia. A comemoração do aniversário de Luiz foi modesta, mas ele a surpreendeu com a decisão precoce de mudar o sobrenome.

Em novembro daquele ano, a lavadeira Maria Luiza, conhecida também pelos bonecos de pano que confeccionava, mandou Luiz, que a auxiliava no comércio desse artesanato, que entregasse a dona Maria Adélia o mimo que ela tinha criado para o filho dela, Ruy, que completava três aninhos de idade.

Foi assim que Luiz conheceu Ruy, com quem, muitos anos depois, disputaria ponto de vista sobre a política e a economia do nosso país. Os cinco anos a mais de Luiz não justificam a distância dos dois nos anos seguintes, em que atravessaram a infância e a adolescência enquanto viviam em endereços próximos. A estreia de Luiz no mundo do trabalho e a educação rigorosa a que Ruy era submetido são causas mais plausíveis para o longo desencontro dos dois.

Quando Ruy Barbosa, na altura dos 15 anos, viajou para estudar na Faculdade Direito do Recife, Luiz Tarquinio, que acrescentara ao seu o nome de imperador de Roma, trabalhava no comércio de tecidos como empregado de estrangeiros, progredindo até à condição de sócio e se distinguindo como designer têxtil. O retorno de Ruy a Salvador, no meado da década de 1870, não foi para o sobrado da Rua dos Capitães, onde, numa das travessas, por certo Luiz e a mãe não mais moravam.

Tarquinio crescia no conceito dos patrões estrangeiros e viajava para a Europa a trabalho. Ruy voltara para a Bahia quando o pai transferira a residência para Plataforma a fim de cuidar da olaria que edificara em terreno arrendado no subúrbio. O jovem advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, retornara porque sua saúde exigia cuidado. Ainda assim, nos anos seguintes atuou como secretário da Santa Casa de Misericórdia, de que Tarquinio fazia parte, e atuava como redator-chefe do Diário da Bahia. Não tardou, porém, que a morte do pai, que lhe deixou dívidas a pagar, e o noivado com a prima Maria Augusta Viana Bandeira, seis anos mais jovem, o empurrassem para o Rio de Janeiro, onde construiu nome, patrimônio e prestígio nacional e internacional.

Na década de 1880, a ascensão política de Ruy, na capital do país, atrairia, ainda mais, Tarquinio e os dois duelaram, na imprensa do Rio de Janeiro, sobre o encaminhamento da abolição de escravos e a política fiscal. Os dois vizinhos da Rua dos Capitães se aproximaram na divergência e Ruy, quando visitava a Bahia frequentava a Livraria Catilina, no Comércio, onde encontrava Tarquinio, cuja atuação na Bahia, sobretudo na capital, o tornara figura pública de relevo.

Tarquinio atuava como mecenas e auxiliou o gráfico e editor Cincinnato José Melchiades, dono da Typographia Bahiana, a publicar a Revista Popular, no final do século XIX, onde escrevia sob pseudônimo. Cincinnato, após a morte de Tarquinio em 1903, publicaria, sete anos depois, o livro Ruy Barbosa na Bahia, em que reúne discursos pronunciados na Associação dos Empregados no Comércio da Bahia. Tem mais, Tarquinio colocou o nome de Ruy Barbosa na escola que edificou na Vila Operária, na península itapagipana.

Se algo, na Rua dos Capitães, Luiz e Tarquinio viram foi a placa de mármore com a gravação do ano 1713 (foto). Por certo sabiam do que se tratava. Nesse ano, a Bahia ainda era capital do Brasil e a Rua dos Capitães, pelo visto, já existia. No século seguinte, Luiz nasceria em julho de 1844 e Ruy, em 05 de novembro de 1849. Os dois contribuiriam para os avanços brasileiros e a rua, em 1903, ano da morte de Tarquinio, passou a ser denominada de Rua Ruy Barbosa.

Foto: Fábio Marconi

Jornalista, produtor editorial e professor universitário. É o 1º vice-presidente da ABI. 

Nossas colunas contam com diferentes autores e colaboradores. As opiniões expostas nos textos não necessariamente refletem o posicionamento da Associação Bahiana de Imprensa (ABI)
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ABI participa do lançamento do Mapeamento de Veículos de Bairro 2026

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) participou, nesta quarta-feira (1º), do lançamento do Mapeamento de Veículos de Bairro 2026, promovido pela Agência Comunicativa, no Teatro Sesc Casa do Comércio, em Salvador. Representada pela presidente Suely Temporal, e pelo diretor de Defesa da Liberdade de Informação e Direitos Humanos, Paulo de Almeida Filho, a entidade integrou a programação do evento, que reuniu comunicadores, pesquisadores e representantes de instituições para discutir o fortalecimento da comunicação comunitária. 

Paulo de Almeida Filho, Moisés Brito e Suely Temporal

De acordo com Moisés Brito, sócio-diretor da Comunicativa e idealizador do projeto, o Mapeamento de Veículos de Bairro surgiu em 2023 com o objetivo de identificar, conectar e fortalecer os veículos de comunicação comunitária de Salvador e Região Metropolitana.

Além de mapear essas iniciativas, o projeto amplia a visibilidade das mídias locais, incentiva a troca de experiências e promove debates sobre os desafios e as potencialidades do jornalismo local. Essas experiências estão reunidas em um e-book lançado hoje, tornando mais visível a atuação desses comunicadores e fortalecendo a representatividade de cada ferramenta de comunicação. (Baixe aqui)

O evento realizado pela Comunicativa, em parceria com a Embasa – Empresa Baiana de Águas e Saneamento, teve o apoio institucional da ABI, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti), Rede de Mídias Comunitárias de Salvador (Rede Midicom), Agência Criativa Conteúdo, Agência de Notícias das Favelas (ANF) e Fecomércio Ba. 

Participação cidadã

Com a palestra “Comunicação comunitária e o enfrentamento às fake news”, Paulo de Almeida Filho destacou a importância dos veículos de bairro, coletivos de comunicação e comunicadores populares na produção de informação confiável, no enfrentamento às fake news e no fortalecimento da participação cidadã nos territórios. Coordenador da Agência de Notícias das Favelas (ANF) na Bahia, ele falou da relevância do projeto ao afirmar que “o mapeamento apresenta o que os veículos de comunicação comunitária têm desenvolvido nos seus territórios”.

Paulo também ressaltou que a aproximação da ABI com o projeto contribui para ampliar o reconhecimento da comunicação comunitária. Para ele, a parceria fortalece o trabalho desenvolvido pelos veículos locais e cria novas oportunidades de diálogo com instituições e parceiros interessados em valorizar o jornalismo produzido nas comunidades.

Durante a palestra, o diretor defendeu que a comunicação comunitária é uma ferramenta essencial no enfrentamento às fake news, por permitir que as próprias comunidades contem suas histórias e produzam informações a partir de quem vivencia a realidade local.

Ao citar o Bairro da Paz, Paulo lembrou que a comunidade durante muito tempo foi retratada apenas pelos problemas sociais. Hoje, segundo ele, os veículos comunitários ajudam a construir uma nova narrativa ao registrar o bairro “como um símbolo de resistência”, valorizando sua identidade, cultura e as transformações vividas pelos moradores. 

A presidente da ABI, Suely Temporal, também participou da programação e reforçou o compromisso da entidade com o fortalecimento do jornalismo comunitário. Em sua fala, destacou que os veículos de bairro apresentam uma realidade que vai além da violência e dos estigmas frequentemente associados às comunidades. 

Para Suely, essas iniciativas mostram “a comunidade como ela é, vibrante. Na comunidade, acontecem coisas boas, tem notícias bacanas, tem cultura, tem esporte, tem lazer, tem comércio, tem economia”. A presidente também colocou a ABI à disposição para promover cursos e ações de capacitação, ressaltando o compromisso da instituição com uma imprensa cada vez mais plural e inclusiva.

A programação incluiu palestras sobre comunicação e desenvolvimento territorial, saneamento básico, valorização das mídias locais e estratégias para aproximar veículos comunitários de instituições e marcas. O encontro reuniu diferentes experiências voltadas ao fortalecimento da comunicação de bairro e à ampliação do acesso à informação de qualidade.

Baixe o e-book! https://www.mapeamentocmtv.com.br/

*Catarina Gramosa é estagiária de Comunicação da ABI.Edição: Joseanne Guedes

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