ABI BAHIANA

I’sis formou! Agora jornalista, egressa da Facom se despede de estágio na ABI

I’sis Trabalho saiu, avisou a notificação no grupo do WhatsApp. Por um instante, congelei o olhar na tela do celular, lidei com o inevitável nó na garganta e lembrei daquela candidata que chegou à sede da Associação Bahiana de Imprensa para ser entrevistada. A vaga era para estágio em Jornalismo. I’sis Almeida, agora jornalista formada, se despediu da entidade na tarde desta quarta (30), para dar novos voos.

A jovem de 24 anos é técnica em comunicação visual, formada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-Ba), bacharela interdisciplinar em Artes e jornalista pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (FACOM/UFBA). Outro dia, ela disse que adentrar e permanecer na faculdade de jornalismo foi, de longe, a parte mais difícil em sua trajetória de estudos. Talvez, por isso ela esteja sempre tão comprometida em ensinar – principalmente – para mulheres negras a considerarem o contexto social em suas vidas e a mergulharem em jornadas de autoconhecimento.

É com satisfação que recomendo o trabalho de I’sis. Em sua passagem pela assessoria de comunicação da ABI, ela produziu excelentes reportagens e encarou com absoluta responsabilidade todos os desafios próprios de uma ascom. Fui sua supervisora por dois anos e pude constatar que ela é uma pessoa muito valiosa para qualquer equipe. Autoconfiante e segura, demonstrou empenho, interesse e envolvimento nas tarefas que executou, além de imensa cooperação e empatia; tomou decisões e atuou com independência técnica; buscou soluções e criou oportunidades para aprender.

E ensinou muito! Principalmente pelo senso de organização, quer na abordagem das tarefas, quer adotando métodos de trabalho na execução. Aliás, conheçam o Se Organiza, Bonita! (@seorganiza.bonita | Site), podcast e plataforma multimídia sobre organização pessoal acessível, produtividade e autoestima. Além de podcaster, I’sis é fundadora do Portal Black Fem, portal de artigos e notícias direcionado para adolescentes e jovens adultas negras.

Definitivamente, a comunicação é a sua casa. Ela desempenha muito bem a prática de escrever e apresentar pautas com temáticas relevantes, aprecia reportagens de fôlego, bem apuradas.

Seu conhecimento em comunicação visual e experiência em produção de conteúdo, com o domínio de linguagens e técnicas específicas, foram uma grande vantagem para o nosso setor.

Por fim, quero acrescentar que tenho muito orgulho dos laços criados durante esse tempo. Por isso, desejei que este texto fosse mais do que uma forma de apresentar as competências e experiências profissionais dessa talentosa comunicadora.

I’sis, pegue a ‘caneta e o papel’ que o Jornalismo te deu e siga deixando marcas positivas, atuando com o coração. Você é muito necessária para nossa imprensa. Voe!

>> Acesse o portfólio (aqui) e o currículo (aqui) de I’sis Almeida.

Com a palavra a jornalista I’sis Almeida:

“Durante os dois anos de estágio na Associação Bahiana de Imprensa, aprendi especialmente sobre o valor do trabalho, a dimensão que a categoria jornalística tem para a sociedade e a importância de uma atuação ética, apartidária, porém, com senso crítico e em defesa da democracia.

Quando entrei, escrevia e conseguia cumprir outras atividades jornalísticas, mas de maneira ainda muito imatura, pela inexperiência no setor. Com o tempo, fui entendendo os fins de uma ascom, já que a oficina de assessoria de comunicação na Facom é alocada apenas no último semestre, e me adaptando às necessidades da entidade que, embora possua 90 anos de existência, vem se adequando às novas exigências do mercado e se empenhando para um bom posicionamento digital.

Com os colegas de trabalho, a quem sinto ter o relacionamento diário interrompido pela pandemia de covid-19, aprendi sobre respeito intergeracional e outros valores inenarráveis. Sentirei falta de cada uma das pessoas com quem aprendi a trabalhar num clima organizacional de muita paz, felicidade e harmonia.”

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Programa destina bolsas a jornalistas interessados em cobrir a Assembleia Geral da ONU

Jornalistas nativos de países em desenvolvimento da África, Ásia, América Latina e Caribe, com idade entre 25 e 35 anos, que atuem em rádio, TV, veículo impresso ou internet, podem se inscrever no programa anual de bolsas do Fundo Dag Hammarskjöld para Jornalistas da Organização das Nações Unidas.

O projeto dará oportunidade a quatro jornalistas que tenham interesse em visitar Nova Iorque durante o início da 73ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro.

A bolsa é válida para o período entre setembro e novembro e incluirá custos com viagem e acomodação, assim como ajuda de custo diária. O prazo final para inscrições é 12 de março. Para se inscrever, basta clicar aqui – em inglês. (Informações do Portal IMPRENSA)

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Reuters abre treinamento para recém-formados e estudantes

O programa Reuters Journalism Internship está com inscrições abertas. A oportunidade para participar do treinamento que será realizado a partir de junho de 2018 nos escritórios do veículo em Nova York e Washington é destinada a estudantes e recém-formados. O estágio exige alguma experiência em jornalismo, excelente escrita e habilidades de comunicação.

Durante 10 semanas, o programa da Reuters oferece cursos em reportagens nas editorias de negócios, política e geral. Cada participante terá um editor sênior, além de um mentor que ficará responsável pela orientação durante o estágio.

Ainda que a oportunidade tenha como foco os escritórios de Nova York e Washington, não está descartada a possibilidade de existir vagas em Toronto, Cidade do México e São Paulo. Para participar da seleção, o interessado deve acessar este link. O prazo para inscrição é 1° de dezembro.

*Informações do Portal IMPRENSA

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Repórter de jornal é a pior profissão de 2015, aponta pesquisa americana

De tempos em tempos, o fazer jornalístico é colocado contra a parede e os profissionais têm que encarar o desafio de refazer suas rotinas produtivas sem perder a essência de informar com qualidade. Em meio ao recente cenário de demissões e fechamentos, mais uma notícia negativa no mercado da comunicação. Segundo o levantamento feito pelo site de empregos americanos CareerCast, que analisou quais são as carreiras mais e menos promissoras do ano nos Estados Unidos, o troféu de pior profissão de 2015 ficou com os repórteres de jornais e revistas impressos. Além de os jornalistas estarem em baixa e ocuparem o topo do ranking, o radialista ficou em quinto lugar e o repórter fotográfico seguiu logo atrás, na sexta posição.

A classificação leva em conta cinco critérios: demandas físicas, ambiente de trabalho, renda, estresse e perspectivas de contratação. Para compilar o ranking, a empresa usou, principalmente, dados do Centro de Estatísticas do Trabalho e de outras agências do governo americano. A pesquisa explica que, como os leitores têm migrado do papel para o online, o mercado de trabalho anda em declínio, e por isso, as vagas para o cargo estão desaparecendo.

O site mostra que o repórter de jornal recebe, anualmente, 36.267 dólares. A perspectiva de crescimento é de -13,33% e o índice geral é de 737 – pela metodologia do CareerCast, quanto menor o índice, mais promissora é a profissão. Já o apresentador de TV ou rádio ganha 29.347 dólares ao ano. A perspectiva de ascensão é de -1,53% e o índice geral foi classificado em 658. O mercado para o fotojornalista é parecido. Nos EUA, eles recebem 29.267 dólares anuais. A perspectiva de crescimento é de 1,67% e o índice ficou em 656.

Enquanto isso, profissões ligadas a ciências exatas, saúde ou tecnologia aparecem na lista das 10 mais promissoras nos EUA ao longo do ano. Quem pensa em se mudar para os Estados Unidos deve investir na profissão de atuário, o técnico que mensura e administra riscos no mercado financeiro. A função ocupou o topo da lista das mais promissoras do ano porque, segundo a pesquisa, os profissionais são os mais satisfeitos no trabalho, além de receberem uma alta remuneração. A medalha de prata ficou para o fonoaudiólogo, que está bombando graças ao envelhecimento da população, que tem mais acesso à saúde no país. O matemático ocupou a terceira posição, pois tem um vasto leque de possibilidades de locais de trabalho, podendo atuar em diferentes áreas, como tecnologia e negócios.

Confira a lista completa:

Top 10 dos piores

1- Jornalista de jornal e revista impressos

2 – Lenhador

3 – Carreira militar

4 – Cozinheiro

5 – Radialista

6 – Repórter fotográfico

7 – Agente penitenciário

8 – Taxista

9 – Bombeiro

10 – Carteiro

Top 10 dos melhores

1 – Atuário

2 – Fonoaudiólogo

3 – Matemático

4 – Estatístico

5 – Engenheiro biomédico

6 – Cientista de dados

7 – Higienista dental

8 – Engenheiro de software

9 – Terapeuta ocupacional

10 – Analista de sistemas computacionais

 

*Informações do Portal IMPRENSA e do jornal Zero Hora