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Primeiro e-book de Emiliano José resgata memórias do jornalismo

Exatamente dois anos após o início da publicação das crônicas diárias que compõem a série #MemóriasJornalismoEmiliano, em sua página no Facebook, o escritor, jornalista e professor Emiliano José lança, dia 11 de maio, o primeiro volume desse baú que envolve lembranças dele e de vários colegas de profissão, reproduzindo sobretudo os bastidores do jornalismo no período da ditadura militar. “Balança mas não cai: Memórias do jornalismo Vol.1” retrata os primeiros passos do autor após quatro anos de prisão política, a descoberta como repórter, o acolhimento pelas redações da Tribuna da Bahia e Jornal da Bahia, os tantos “cúmplices” que encontrou pelo caminho.

O livro, 16º da carreira e primeiro no formato virtual, já está liberado para pré-venda na Amazon. O lançamento, entretanto, será com a live “Balança mas não cai”, dia 11 de maio, às 20h, no Youtube do também jornalista e escritor Franciel Cruz (clique aqui), autor do livro “Ingresia”. O evento conta com a participação de diversos jornalistas e profissionais envolvidos com a obra, como Mônica Bichara, jornalista autora do prefácio; o fotógrafo Agliberto Lima, Bel, autor da foto da capa; Ernesto Marques, presidente da ABI; Moacy Neves, presidente do Sinjorba; Gabriel Galo, escritor e responsável pela diagramação do livro; o sociólogo Crisóstomo de Souza; os jornalistas Césio Oliveira, Zeca Peixoto, Carlos Navarro, Cleidiana Ramos, Joana D’Arck e outros.

“Esse livro tem um sabor especial de recomeço, por ser o primeiro e-book, um mundo que eu ainda não domino. Mas por onde vou caminhar, a partir de agora, lado a lado com o impresso”, admite Emiliano José, autor de títulos como “Lamarca, o capitão da guerrilha” (este em coautoria com o jornalista Oldack Miranda) e “Carlos Marighella: o inimigo número um da ditadura militar”. Mais novo imortal da Academia de Letras da Bahia, lançou recentemente “O cão morde a noite”, pela Edufba, também autobiográfico, relembrando da infância aos terríveis quatro anos de prisão política.

Rumo da prosa

Na introdução, ele anuncia: “Nesse primeiro livro, sou o protagonista. Digo com franqueza: prefiro os meus colegas, os meus parceiros, minhas parceiras de jornada. Confiem: logo depois desse livro, virão outros, com histórias maravilhosas, personagens novos, eu só escrevendo, olhando, de soslaio. Por enquanto, contentem-se com os primeiros passos de minha trajetória. Vou torcer para uma boa leitura nesse novo caminho, o do livro digital. Não está descartada a hipótese do impresso, paralelamente”.

Transformar os artigos da série em livros foi sugestão de vários seguidores do perfil do escritor, diante de verdadeiras biografias de profissionais que marcaram e marcam o jornalismo baiano. Apaixonado por contar histórias e descobrir bons personagens, Emiliano José intercala suas próprias memórias com as de outros protagonistas. Por isso, as crônicas têm sequências diferentes de datas. E estão só começando. O autor tem muito que revirar ainda os subterrâneos de sua vivência nas redações, na faculdade como aluno e professor, na política como deputado estadual e federal, no mundo literário, sem deixar, nem por um minuto, de ser o repórter atento que sempre foi.

“O jornalismo tornou-se minha droga, meu vício, paixão…”, confessa o escritor ao longo da narrativa. E isso fica bem claro com essa série #MemóriasJornalismoEmiliano, que despertou o interesse dos colegas de profissão e seguidores da página no Facebook. Tanto que os comentários foram integrados à edição de “Balança mas não cai”, pela importância das contribuições, algumas decisivas para “o rumo da prosa”. E fotos da época que também foram chegando, como a da capa de autoria do repórter fotográfico Agliberto Lima, que retrata Emiliano na redação da extinta sucursal do jornal O Estado de São Paulo.

O prefácio de “Balança mas não cai” é da jornalista Mônica Bichara, do Blog Pilha Pura (https://pilhapuradejoaninha.blogspot.com/), onde as crônicas da série estão sendo reproduzidas no formato mantido no livro, incluindo fotos e comentários. A capa e design gráfico são do também escritor Gabriel Galo.  

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Jornalista Emiliano José toma posse na Academia de Letras da Bahia

Eleito em novembro para ocupar a cadeira de número 1 da Academia de Letras da Bahia (ALB), o jornalista, escritor e professor Emiliano José toma posse nesta sexta-feira (19/03), às 19h. O evento ocorre de forma virtual, em decorrência da pandemia de Covid-19, assim como foi a posse histórica da nova diretoria da ALB, realizada no último dia 11, pelo Youtube (canal da ALB aqui). A solenidade será dirigida pelo acadêmico Ordep Serra, recém-eleito presidente da entidade. Depois do discurso de agradecimento, o mais novo imortal será saudado pelo arquiabade do Mosteiro de São Bento, Dom Emanuel D’Able do Amaral, membro da Academia.

Em entrevista à Associação Bahiana de Imprensa (ABI), Emiliano José falou sobre a honraria de ocupar a cadeira deixada pelo historiador Luís Henrique Dias Tavares, falecido em  junho passado. “A minha fala vai tentar traduzir o agradecimento e ao mesmo tempo lembrar os meus antecessores, e de modo muito especial do professor Luís Henrique Dias Tavares, provavelmente o mais importante historiador da vida baiana. Será um momento muito significativo”, destaca.

“É um momento muito honroso para mim. Não foi uma luta para chegar à Academia, foi uma generosidade dos acadêmicos e acadêmicas, que me acolheram com imenso carinho”, afirma. Segundo ele, o principal esforço foi do arquiabade Dom Emanuel d’Able do Amaral. Aos 74 anos de idade e com 16 livros publicados, Emiliano considera a indicação um reconhecimento de sua trajetória como jornalista e escritor. Ele tinha 28 anos quando chegou como “foca” à redação do jornal Tribuna da Bahia, sua primeira casa, anos depois de deixar a prisão no período da ditadura.

O professor contribuiu para formação de gerações de jornalistas e escritores baianos, por sua atuação de mais de 20 anos na Faculdade de Comunicação da UFBA (Facom). “Chego à Academia graças ao jornalismo. Agradeço profundamente ao mundo do jornalismo, aos meus colegas e minhas colegas, aqueles que conviveram comigo e me ensinaram, deram o caminho das pedras. Eu fico muito comovido ao lembrar que essa trajetória é devida principalmente aos amigos e amigas jornalistas, que me deram régua e compasso”, afirma Emiliano José.

Pandemia e posse virtual

Acostumado a reunir dezenas de pessoas em eventos políticos e culturais, Emiliano lamentou a posse no formato virtual, mas reforçou a necessidade de se respeitar as medidas de distanciamento, como forma de combater o coronavírus. “Eu sempre conto com muita gente nos lançamentos dos meus livros e nas atividades que participo, mas amanhã terei que tentar juntar algumas pessoas na web. Vivemos sob uma pandemia, seriamente agravada por um governo negacionista, genocida. Não tem outra palavra, já que ultrapassamos 3 mil mortes por Covid ao dia. É uma trágica situação a nossa. A posse não poderia ser de outra maneira”, defende. “Melhor seria um encontro caloroso, cheio de abraços e beijos, mas estamos enfrentando este momento. Fomos levados a outro tipo de convivência, de natureza virtual. Não deixemos, no entanto, de conviver. Esses encontros são nossa maneira de manter acesa a fraternidade, celebrar a amizade, manter o diálogo entre nós”, convoca o jornalista.

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Emiliano José lança livro autobiográfico no Congresso da UFBA

Um mergulho nos tempos do terror. Talvez seja esta a melhor definição de “O cão morde a noite”, décimo quinto livro do jornalista e escritor Emiliano José. São mais de 400 páginas, onde a ditadura militar, nascida em 1964, aparece de corpo inteiro, com prisões, torturas, o arbítrio em estado puro. O livro publicado pela Edufba, editora da Universidade Federal da Bahia, tem prefácio assinado pelo filósofo João Carlos Salles, reitor da instituição de ensino. O lançamento ocorre virtualmente, durante o Congresso da UFBA, nesta terça-feira (23), às 16h30, com participações de Salles, dos jornalistas Adilson Borges e Mônica Bichara, e do próprio autor. O evento abre o 31º Festival de Livros e Autores da UFBA. (Confira ao vivo pelo canal da Edufba no Youtube)

Escrito em primeira pessoa, a obra se diferencia dos outros 14 livros já publicados pelo escritor, autor de muitas biografias: Carlos Lamarca, Carlos Marighella, padre Renzo Rossi e a última, sobre Waldir Pires, em dois volumes. Mas, apesar de ser autobiográfica, está longe de ser relato exclusivo da vida do autor. “É uma outra natureza. Nesse 15º livro, eu inauguro um caminho de falar em primeira pessoa, e de revelar-me mais, segundo as minhas memórias e lembranças. É diferente de todo o resto que produzi até hoje, e onde portanto abro o coração. Falo aquilo que penso e dialogando permanentemente com o leitor, numa espécie de roda de conversa à beira de fogueira lá no sertão”, adianta Emiliano José.

Segundo ele, esse livro dá a chance de o leitor conhecer o autor. “Tento revelar mais da minha subjetividade. Revelo rapidamente um bocado da minha formação teórica, de como nasceu a minha militância política, de como eu era um cristão conservador e passar à militância revolucionária a partir de certas influências. O leitor agora vai conhecer mais o autor dos 14 livros anteriores, conhecer também a minha família, suas desditas e suas belezas”, destaca o jornalista.

Um livro em transe

“O cão morde a noite” não aborda apenas a década de 60, ele invade a década de 70, que é quando Emiliano é preso e solto, em finais de 1974. “Eu analiso esse período, um período duro, de terror, do AI-5, período em que o filho chorava e a mãe não via, e que vai de 13 de dezembro de 1968 até a assunção do general Ernesto Geisel, que assume em 1974, com a promessa da distenção lenta e gradual, mas no entanto continua a matar”, conta Emiliano. Para o autor, seu mais novo livro relata e recorda tanto os sonhos, esperanças e utopias de uma geração quanto o terror, a ditadura, as mortes, as prisões, os sequestros e os desaparecimentos. “É um livro que toca numa ferida, a existência de uma ditadura que não podemos esquecer e cujo espectro nos ronda até hoje, não só pelas lembranças em todos nós sobreviventes, mas pelas posições declaradas desde a campanha pelo atual presidente, um admirador da morte, da tortura e da ditadura”, observa.

“O texto de Emiliano é com um tecido em transe, corpos correndo, corpos sendo afogados, sangue no pulso e na boca. Grito e silêncio. Transe. O trato feito consigo mesmo de nada delatar é como um pacto com a história, e ora se afirma, ora se vê desafiado. No caso de Emiliano, nunca se afrouxa. Morto, vivo, desmaiado, acordado – transe. Como tudo tem nome, tem data, no texto cinematográfico de Emiliano!”, elogia João Carlos Salles.

“É como se ele pudesse nos reconstituir cada cena e cada personagem chamando-as pelo nome. Em alguns momentos, tão intensa a trama e a narrativa que chegamos a sentir-lhes o cheiro. Esse livro, então, assim meio em transe, como um filho de cinema novo, como um Corisco que não se entrega, é um canto que marca muros e mentes, assim como um dia, em Salvador (e em parte, para protegê-lo, tornando pública sua prisão), apareceu a pichação ‘Liberdade para Emiliano’.”, registra o reitor no prefácio.

Serviço

Lançamento do livro “O cão morde a noite”

Dia 23/02 (terça-feira), às 16h30

Congresso Virtual UFBA 2021

Ao vivo pelo canal da Edufba no Youtube (clique aqui)

>> JOSÉ, Emiliano. O cão morde a noite / Emiliano José. – Salvador: EDUFBA, 2020. 426 p.

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Emiliano José é o novo imortal da Academia de Letras da Bahia

O jornalista Emiliano José é o mais novo imortal da Academia de Letras da Bahia (ALB). Eleito pelos pares na quinta-feira (10) por maioria absoluta, com 21 votos e cinco em branco, ele irá ocupar a cadeira de número 1, que pertencia ao historiador Luís Henrique Dias Tavares. Reconhecido pelos acadêmicos por sua trajetória e obra, Emiliano José conta que, desde a indicação, sente-se comovido e honrado.

Aos 74 anos de idade e com 16 livros publicados, Emiliano acredita que foi o jornalismo que o gabaritou para assumir a posição. A profissão, que virou “uma paixão permanente”, serviu de ponto de partida para a escrita e, por isso, ele sente que deve dividir o reconhecimento com os colegas. “Quem chega à Academia, neste caso, são os jornalistas junto comigo. Esse é um reconhecimento de minha trajetória como homem da palavra e da escrita, não está em causa o parlamentar ou nada disso, mas a minha tradução das palavras como homem da escrita”, afirma.  

Obra reconhecida
Emiliano, que já participou de muitas eleições na vida, conta que a da ALB foi completamente diferente. “Não precisei brigar”, brinca. O jornalista revela que, dos bastidores à formalização da candidatura, o principal esforço foi do arquiabade do Mosteiro de São Bento, dom Emanuel d’Able do Amaral, também membro da Academia. De acordo com Amaral, o nome de Emiliano já vinha sendo cogitado dentro da ALB e a candidatura se fortaleceu pela importância da obra do jornalista. 

“O livro sobre o Padre Renzo, de Florença, por exemplo, que visitava os cárceres; ou a biografia de Waldir Pires, que eu fiz a orelha, também é excelente. Emiliano preencheu uma lacuna da história política contemporânea com muitos detalhes da ditadura que as pessoas não sabem e a história oficial não conta”, destaca dom Emanuel. Segundo Emiliano, outras possíveis candidaturas foram retiradas com sua indicação, tornando-se candidato único para o pleito. 

Quem também acreditou na trajetória de emiliano foi o professor, poeta e jornalista Florisvaldo Mattos. Ocupante da cadeira 31 da ALB, Mattos é um dos votos declarados em Emiliano. “Por ele ser jornalista, pela sua qualidade como profissional, e, como escritor, ser o biógrafo do ex-governador Waldir Pires”, justifica. 

Emiliano é um dos maiores intelectuais na historiografia política contemporânea da Bahia, senão o maior.

Luís Antonio Cajazeiras Ramos, poeta

Legado e continuidade
Já Luís Antonio Cajazeira Ramos vê semelhança nas trajetórias do jornalista e do seu antecessor na cadeira de número 1. Ele defende que a escolha do jornalista honra o legado de Luís Henrique Dias Tavares. “Lamentamos muito o falecimento de Luís Henrique, mas é de uma felicidade ímpar ele ser substituído por Emiliano, ambos são homens originalmente de esquerda, da comunicação, da história, foram presos políticos da ditadura, tem muita coisa parecida em suas trajetórias”, afirma o poeta. 

Filho de Luís Henrique Dias Tavares, o vice-presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), Luís Guilherme Pontes Tavares, concorda que Emiliano é um nome de peso para ocupar a cadeira, mesmo revelando não ter nenhuma preferência antes da indicação. Ele conta que, assim que houve o anúncio do resultado da eleição, Emiliano procurou sua família em um ato de respeito e solicitou informações e livros para o discurso de posse, entre eles a última edição de História da Bahia e o livro Sedição Intentada na Bahia em 1798, escritos por seu pai.

“Além de ambos cultivarem o diálogo de longo prazo, o professor [Luís Henrique] era eleitor de Emiliano. Ambos são jornalistas, professores e pesquisadores e têm uma obra voltada para a história (um para a história contemporânea, o outro para a história da Bahia). O outro ponto de convergência, e que dá um sentido de continuidade, é o compromisso com a liberdade. Emiliano tem o compromisso com o povo e o respeito ao povo”, avalia Luís Guilherme. Emiliano afirmou que ocupar a cadeira deixada pelo historiador Dias Tavares, morto em  junho deste ano, é motivo de honra e de responsabilidade.

Orgulho da Bahia
Embora tenha nascido no estado de São Paulo, Emiliano é sobretudo um jornalista baiano. Aos 28 anos de idade, lembra ele, chegava como ‘foca’ no jornal Tribuna da Bahia, sua primeira casa, anos depois de deixar a prisão no período da ditadura. Suas contribuições para a área, no entanto, não têm fronteiras. É o que acredita Ernesto Marques, presidente da ABI. “Sua produção literária no campo acadêmico compõe uma bela contribuição para o jornalismo brasileiro por trazer reflexões preciosas sobre o papel da comunicação”, pontua.

Ernesto lembra que a decisão da ALB ocorre em um momento oportuno. “A poucos meses do cinquentenário do assassinato de Lamarca, em solo baiano, a eleição do autor de O Capitão da Guerrilha, escrito em parceria com Oldack de Miranda, é um justo reconhecimento ao seu valor como escritor e uma prova de vitalidade e contemporaneidade da Academia de Letras da Bahia”, afirma.

Hoje aposentado, Emiliano é responsável pela formação de gerações de jornalistas e escritores baianos, por sua atuação de mais de 20 anos na Faculdade de Comunicação da UFBA (Facom). Entre os alunos e alunas está a jornalista Suzana Barbosa, atualmente diretora da unidade. “Emiliano é um motivo de orgulho para a Facom e para a UFBA, sempre foi muito presente e atuante na instituição. Formado pela antiga EBC [Escola de Biblioteconomia e Comunicação], ele também fez seu mestrado e doutorado no programa de pós-graduação da Faculdade de Comunicação”, lembra Suzana. “Essa indicação só nos mostra essa figura comprometida que é Emiliano, com sua trajetória no jornalismo e na militância, a favor da democracia e com obras de referência para a nossa história atual”, completa a diretora da Facom. 

Emiliano no lançamento da Biografia do colega Waldir Pires | Foto: Divulgação

‘Eu escrevo todos os dias’
Breve, será possível conhecer mais capítulos da história de Emiliano contada por ele mesmo. O escritor revela que “já está rodando” a editoração de O Cão Morde a Noite, livro autobiográfico que escreveu e que conta com prefácio do reitor da UFBA, João Carlos Salles. Ainda sem data definida de lançamento, a obra é de responsabilidade da Edufba com apoio da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). O jornalista diz que já prepara a sexta edição de Galeria F: Lembranças do Mar Cinzento, uma série dedicada às histórias e aos personagens que sofreram à ditadura brasileira. 

Atento aos novos tempos, Emiliano também escreve em seu perfil do Facebook uma série #MemóriasJornalismoEmiliano, contando bastidores, histórias e perfilando profissionais da imprensa baiana. “Eu escrevo todos os dias”, revela Emiliano. 

História de escrita e luta
Além de jornalista e escritor, Emiliano é reconhecido por sua atuação política. Emiliano foi militante estudantil, chegou a ser preso político na ditadura, período em que escreveu Memórias do Mar Sem Fim. Filiado ao Partido dos Trabalhadores, também vivenciou à política assumindo mandatos como vereador por Salvador, deputado estadual e federal. É biógrafo com livros publicados sobre Carlos Marighela e Carlos Lamarca e, em 2019, lançou o segundo volume de sua biografia do colega Waldir Pires pela Edufba. 

*Colaborou Simone Ribeiro