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Revista da USP analisa relação entre comunicação, tecnologia e sociabilidade

Edição apresenta análise sobre o WhatsApp e a sociabilidade entre jovens

e o uso de memes com a temática de Harry Potter

A Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP acaba de lançar uma nova edição da revista Comunicação e Educação (volume 22, número 2, 2017). A publicação apresenta textos nacionais e internacionais em torno do tema “Letramento e tecnologias da informação: mediações possíveis”.

Entre os artigos, há O discurso político-educacional contra o bullying: uma abordagem sociossemiótica, no qual os autores analisam o slogan da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo para uma campanha de combate ao bullying. Outro destaque é o texto Entre o WhatsApp e a praça da “família”: relato de uma experiência teórico-metodológica, que revela os resultados de uma pesquisa sobre a sociabilidade entre jovens por meio das redes sociais e das praças de Fortaleza, no Ceará.

A revista ainda traz uma apresentação do poeta Paulo Leminski, em seus diferentes períodos de produção, e o artigo Do prazer ao pensamento crítico em Harry Potter, com análise de fanfics e memes sobre política e sociedade, inspirados no universo de Harry Potter.

Para ler a publicação na íntegra, acesse o Portal de Revistas USP.

*Informações do Jornal da USP.

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Jornalista revela bastidores da reportagem sobre áudios secretos do STM

Em uma transmissão ao vivo, o repórter baiano Aguirre Talento, autor da reportagem que estampa a capa da revista Época desta semana, contou detalhes sobre a produção do especial “As Vozes da Ditadura“, que trouxe à tona os áudios secretos do Superior Tribunal Militar (STM) durante a ditadura militar. De acordo com a matéria, os arquivos inéditos “revelam como os ministros ignoravam a lei – e denúncias de tortura – para condenar réus de acordo com os interesses do regime”. O registro em áudio é um pacote com mais de 10 mil horas de gravação de 800 sessões secretas e não secretas a partir de 1975.

Segundo Aguirre, durante a ditadura militar, os julgamentos de presos políticos no STM eram divididos em sessões públicas, nas quais os advogados faziam sustentações, e em sessões secretas, onde os ministros debatiam e votavam. Por 40 anos, os debates e os fundamentos que justificaram as condenações ficaram trancados.

O detalhe é que, em 2006, o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia determinado que tais arquivos fossem classificados como documentos públicos, derrubando a proibição de acesso – em atendimento a uma ação movida pelo advogado e pesquisador Fernando Fernandes, que pesquisava a documentação desde 1997. Em março deste ano, o STF julgou uma nova ação movida por Fernandes, na qual informava que a ordem anterior não havia sido cumprida pelo STM. O STF, então, determinou a liberação das gravações a que revista teve acesso.

“Esses arquivos estavam apagados da memória brasileira. Quando trazemos de novo, tocamos de novo aqueles julgamentos, nós fazemos ecoar na nossa memória aqueles momentos de sofrimento”, defende Fernando Fernandes em entrevista à Época. Para ele, essa vitória judicial permite descobrir o que os ministros faziam com as denúncias, o que eles discutiam depois que eram provadas e por que não eram investigadas.

Aguirre Talento explica a importância dos registros fonográficos. “É um material histórico. Desde o regime militar, ninguém sabia as fundamentações dos ministros nos julgamentos. Naquela época, tudo ocorria no escuro. Pela primeira vez, a gente mostra quais eram os fundamentos usados por eles e constata que, muitas vezes, as decisões não tinham base jurídica”, afirma.

“Os áudios publicados agora demonstram, pela primeira vez e com a força que somente gravações fornecem, como os ministros do STM ignoravam conscientemente a lei para proferir condenações que agradavam ao regime militar. Tomavam cotidianamente decisões de acordo com suas convicções pessoais. Tratavam com ironia e descaso as denúncias de maus-tratos a presos. Davam de ombros às alegações de que depoimentos haviam sido prestados sob tortura”, diz trecho da matéria “As Vozes da ditadura”.

Confira o vídeo com alguns áudios e entrevista de Fernando Fernandes:

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Revista Placar lança programa transmitido pelo Facebook

A revista Placar vai estreia hoje (15), em sua página no Facebook, o programa “Placar Ao Vivo”. A atração, que vai ao ar de segunda a sexta, às 12h30, será comandado por Rodrigo Rodrigues, ex-apresentador dos programas Bate-Bola e Resenha, ambos da ESPN Brasil.

O “Placar Ao Vivo” poderá ser assistido por smartphone, tablet, desktop e smart TVs, e contará com a participação de jogadores, jornalistas e do público.

Fonte: Portal Imprensa