Notícias

“Perigoso retrocesso”, diz ABI sobre quebra de sigilo telefônico de Época

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) divulgou um nota em que repudia a quebra do sigilo telefônico do jornalista Murilo Ramos, da Revista ÉPOCA. A instituição classificou como um “perigoso retrocesso e grave ofensa à Constituição” o despacho da Juíza Pollyanna Alves da 12ª Vara Federal de Brasília, em atendimento à Polícia Federal. A ABI ressalta que a legislação em vigor assegura ao repórter proteger suas fontes de informação e que a violação deste direito representa uma ameaça à liberdade de imprensa e ao livre acesso à informação consagrados pela Carta de 1988.

“O despacho, além de ferir mandamentos básicos do Estado Democrático de Direito, chama particularmente a atenção por ter sido autorizado à sorrelfa, em 17 de Agosto, nada justificando o carácter sigiloso que se revestiu para que fosse adotado à socapa por um aplicador da Lei. A Revista ÉPOCA e o jornalista só tiveram conhecimento da decisão judicia em 07 de Outubro, ou seja, 48 dias após a manifestação da Juíza Pollyanna Alves”, registra o documento divulgado na manhã desta segunda-feira (10).

Leia a nota completa aqui. 

A ABI e outras entidades se juntaram no ano passado para alertar o Ministro Dias Toffoli, do STF, sobre o equívoco de permitir que o repórter Allan de Abreu fosse investigado e julgado por se recusar a revelar suas fontes em processo movido pela Polícia Federal de São Paulo. Na ocasião, o ministro cassou a liminar por entender que o profissional estava protegido pela legislação em vigor. “Chega a ser alarmante que uma decisão singular da 12ª Vara Federal se sobreponha ao entendimento da Suprema Corte”, diz a ABI.

Violação

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou nota, neste domingo (9), condenando a quebra de sigilo. Segundo o presidente nacional da Ordem, Claudio Lamachia, o caso representa “um grave ataque à liberdade de imprensa e à Constituição”. Ao proteger o sigilo da fonte, a Constituição visa a assegurar a existência de uma imprensa livre para que a sociedade seja bem informada. Ou seja: violar a proteção constitucional dada ao trabalho da imprensa significa atacar o direito que a sociedade tem de ser bem informada, afirma a nota da OAB.

Na sexta-feira, dia 7 de outubro, após tomar conhecimento do fato, a Associação Nacional de Editores de Revista, a Aner, impetrou habeas corpus, com pedido de liminar, em favor do jornalista. A defesa pede a suspensão imediata da decisão da juíza.

Pensando a imprensa

Mkt e Com

Marketing e Comunicação

Por Amanda Almada*

Antes mesmo de discutir as implicações e desdobramentos do trabalho conjunto entre as áreas de marketing e comunicação, é preciso identificar quais são as abrangências de cada segmento e quais ferramentas podem ser usadas, tanto para os processos individuais, quanto para o planejamento estratégico completo, onde todas as áreas com funções chave para o crescimento da organização trabalham em conformidade para transmitir uma mensagem concisa a e uniforme.
Marketing e comunicação são áreas semelhantes e, no mercado, os profissionais tendem à atuar na mesma equipe. Genericamente, dizemos que o marketing é responsável pelas vendas dos produtos ou serviços oferecidos pela organização, enquanto a comunicação define a maneira como o produto deverá ser divulgado para seu público alvo, mas as áreas caminham sempre juntas e são interdependentes, com as práticas de comunicação alinhadas aos estudos de mercado realizados pelo marketing.
O que é comunicação?

Quando pensamos a comunicação no âmbito corporativo, ou organizacional, entendemos que ela é o resultado sinérgico de diversos setores e especialidades, entre eles o Jornalismo, as Relações Públicas, a Publicidade e Propaganda, o próprio Marketing, e as demais competências e ferramentas – como assessoria de imprensa e eventos – que integradas respondem pela imagem da empresa, pelo relacionamento que ela tem com a sociedade e pela dinâmica de interação com seus clientes.

Antes vista como um acessório aos processos corporativos, a comunicação é hoje um elemento fundamental para o planejamentos estratégicos das organizações. Sob a abordagem empresarial, compreende um conjunto complexo de atividades, ações, estratégias, produtos e processos desenvolvidos para reforçar a imagem de uma organização – seja ela pública ou privada, dos mais diversos setores e dimensões – junto aos seus públicos de interesse ou à opinião pública.
Em termos gerais, o profissional de comunicação é responsável pela forma como a informação é transmitida e recebida pelos públicos, promovendo os produtos de modo que o consumidor tenha interesse e seja um potencial comprador. Ele deve definir os canais, abordagens e formas de comunicação mais adequadas para cada objetivo específico, sejam eles internos ou externos, com abordagens mercadológicas ou institucionais. Todos os desdobramentos devem estar alinhados ao planejamento estratégico da empresa e ser mensurados constantemente.

O que é marketing?

Enquanto a comunicação está focada na criação de mensagens-chave e no trabalho de imagem, o marketing tem o foco voltado aos negócios, às vendas e ao mercado consumidor. São feitas análises e estudos profundos sobre cada elemento que determina a presença de um produto ou serviço no mercado, estudando a concorrência e identificando a demanda dos potenciais consumidores. As respectivas causas deste cenário também são identificadas e avaliadas, de modo que a atuação da empresa possa ser otimizada.

Entendemos o marketing como a ciência capaz de criar um valor, agregado ou simbólico, que seja capaz de satisfazer as demandas de um mercado-alvo e trazer lucro. Cabe ao segmento perceber as necessidades e desejos de seus clientes, metrificar o mercado com o qual interagem e apontar os pontos promissores para abordagem. Também deve avaliar qual é o produto ou serviço que deve ser ofertado com base no perfil da empresa, garantindo melhores resultados.

O objetivo do profissional de marketing não se resume à vender um produto ou serviço, mas à planejar e alinhar tudo que envolve este processo. É preciso compreender todo o ciclo de compra do seu público-alvo e trabalhar estrategicamente desde as etapas iniciais – de produção e logística – até os momentos de maior interação com o consumidor, durante a divulgação, comercialização e pós-venda. O resultado dos negócios é reflexo da forma como lidamos com o mercado.

Otimização dos processos por meio da integração das áreas

Em um mercado consumidor cada vez mais dinâmico e mutável, influenciado diretamente pelos novos padrões de sociedade em rede, ciclo de compra e criação de valor, é esperado das empresas uma visão cada vez mais abrangente do universo dos negócios e, de seus colaboradores, uma abordagem multidisciplinar e inovadora. Quando pensamos em otimizar processos internos das organizações, mais do que trabalhar o fluxo e a dinâmica de um departamento específico, é preciso promover a integração entre as diversas áreas e departamentos, tornando as operações mais fluidas, reduzindo erros e conduzindo todas as práticas ao alinhamento estratégico.

Apesar da criação de segmentações na área de comunicação e marketing, os conhecimentos e práticas pertinentes à eles são complementares e as atribuições fazem parte de um mesmo processo nas empresas, cada qual atuando de forma mais efetiva em um determinado momento. O alinhamento tem que ser pensado individualmente para cada empresa, logo que as práticas e a mensagem a ser passada influenciam na dinâmica de trabalho. Algumas vantagens são pertinentes à maioria das organizações, são elas:

– Alinhamento de discurso e objetivos

Um grande problema enfrentado pelas empresas é a falta de alinhamento entre os discursos de cada departamento e o impacto que isso causa durante a interação com o cliente. Nos melhores casos, projeta fraqueza no atendimento e baixa credibilidade, mas no pior dos casos pode resultar em processos e implicações legais. Além de uma necessidade, a unificação de discursos e do objetivo central pelo qual as áreas trabalham, resulta em um esforço coletivo com grande potencial para gerar resultados.

– Redução de custos

Com áreas semelhantes realizando suas atividades de forma integrada, a existência de retrabalho é cada vez menor, assim como o tempo demandado para a realização de cada projeto. Com mais tempo disponível, mais conhecimentos integrados e fluxos mais simples e diretos, a produtividade aumenta, impactando diretamente na redução de custos. Outros fatores que impactam nos custos são a logística das equipes e o volume de contratação.

– Diminuição de erros e melhores resultados

Conhecimentos complementares e processos vistos de forma mais abrangente reduzem a incidência de erros. A comunicação passa a entender melhor o mercado com o qual interage e quais são suas demandas, em contrapartida o marketing conhece o discurso da empresa e faz dele a sua voz para convencer os clientes. Mesmo as pesquisas deixam de atender demandas pontuais para serem melhor aproveitadas, com profundidade e relevância multifacetada.

– Comunicação pensada de forma rentável

Com o marketing associado aos processos de comunicação, ela passa a apresentar uma abordagem mais mercadológica e rentável. A comunicação não é apenas responsável por transmitir uma mensagem, mas por estimular o cliente de forma mais intensa e baseada em suas necessidades. Se torna mais assertiva, mais alinhada aos objetivos de negócio e mais integrada ao planejamento estratégico das organizações. O marketing atraindo clientes e a comunicação promovendo o relacionamento e estimulando sua atividade. Se você ainda não testou esta dinâmica de trabalho na sua empresa, não perca tempo.

*Fonte: Portal Comunique-se
Artigos Notícias Pensando a imprensa

Artigo: A construção da memória da televisão no Brasil

Por Sérgio Mattos*

As produções acadêmicas sobre a televisão brasileira foram iniciadas em fins da década de 1960 e intensificadas a partir da década de 1980, com a multiplicação dos cursos de Comunicação e implantação de programas de pós-graduação. Em sua maioria, esses estudos, dedicam-se a analisar a produção, exibição, consumo, comercialização e propostas temáticas desse veículo.

Os primeiros trabalhos limitavam-se ao conteúdo de sua programação e seus efeitos sociais. Na década de 1970, muitos estudos procuravam a estrutura organizacional da mídia televisiva, analisando mensagens e efeitos no receptor, procurando desvendar suas relações com os grupos dominantes e demonstrando as características capitalista dependente da televisão dependente (MATTOS, 2007, p. 35).

Até o ano de 1980, o material bibliográfico sobre a televisão no Brasil era basicamente constituído por análises descritivas sobre o desenvolvimento desse veículo e como ele influenciou e foi utilizado pelas classes dominantes (MARQUES DE MELO, 1980).

Até o ano de 1990, os estudos acadêmicos sobre a televisão produzidos no Brasil não ultrapassavam a marca dos cem títulos (MATTOS, 1990). Até o ano 2000, quando a televisão festejou 50 anos ainda era possível identificar e quantificar livros, dissertações e teses focadas no assunto televisão (MATTOS, 2000).

Em comemoração aos 50 anos da televisão Brasil, no ano 2000, inúmeras publicações registraram o fato e divulgaram depoimentos de profissionais. Àquela época, foram identificados, classificados e descritos parte da bibliografia sobre a televisão brasileira, pois já era impossível identificar toda a produção existente (MATTOS, 2000).

Nos últimos 16 anos (2000 – 2016), muitas pesquisas foram realizadas e publicadas sem que tenhamos uma ideia exata do que está sendo feito por todo o país, o que nos leva a imaginar a necessidade de se resgatar, preservar e disponibilizar eletronicamente esses trabalhos.

Um levantamento aleatório nos sites dos Programas de Pós-Graduação, na CAPES e no CNPq, nos repositórios das Universidades ou uma consulta ao banco de dados do SciELLO Books e do Google/Internet, por exemplo, com palavras chaves, nos apresenta uma relação enorme de trabalhos realizados, com uma concentração nos seguintes temas: Recepção e os efeitos da mídia televisiva; O controle social da TV; Censura e TV; Programas educativos; TV Publica versus TV Privada; A propriedade cruzada na mídia; Políticas de Comunicação; Mercado de TV; Modelo de Negócio da Televisão; Poder e Televisão; TV por assinatura; Aspectos Mercadológicos; Produção de programas televisivos; Políticas de Comunicação; Questões de hegemonia, ideologia e dominação pela TV; Discurso televisivo; a Televisão como criadora da identidade nacional; Telenovela, Telejornal; e raros trabalhos sobre Legislação e estudos comparativos com outros países Latino americanos, no caso, os do Mercosul.; estudos de legislação apresentando indicadores comparativos da mídia televisiva no Mercosul; Mídia alternativa; estruturas televisuais na América Latina; O fenômeno da Web TV, Formatos e Linguagens; Processos midiáticos contra-hegemônicos, Regionalização da produção; e, Democratização da mídia televisiva.

Além desses, inúmeros são os trabalhos sobre emissoras de televisão, a exemplo da Rede Globo, em maior número, sobre programas específicos de uma emissora, como o jornal Nacional da Globo, ou programas evangélicos, sobre as emissoras públicas e educativas dentre muitos outros temas. Isto sem falar de uma quantidade imensurável de livros publicados, de cunho memorialista ou biográficos, que registram a história de emissoras e de indivíduos envolvidos no fazer televisão.

Saliente-se que a televisão também é estudada por pesquisadores das áreas de Antropologia, Educação, História, Psicologia e Publicidade, entre outras, que concentram seus estudos nos efeitos e influência da TV no comportamento, no desenvolvimento de hábitos de consumo e atitudes; no impacto das mensagens de violência e de erotismo no comportamento das audiências e no processo de ensino aprendizagem.

PROPOSTA DE ABORDAGEM – Mesmo sem ter o conhecimento de tudo o que se tem publicado e estudado sobre a televisão brasileira, todos os pesquisadores do campo têm consciência de que a história da televisão brasileira, com 66 anos de existência operacional, está cheia de lacunas a serem preenchidas. Muitos são os trabalhos realizados e publicados, mas para que possamos entender o seu processo de desenvolvimento é necessário pesquisar outros aspectos e detalhes até agora desconsiderados.

É de fundamental importância que os novos estudos sejam realizados sem dissociar a televisão do sistema de comunicação do país, do qual ela é apenas uma parte. A televisão deve ser “analisada como parte de um processo de mudanças e permanências das estruturas econômicas, políticas e sociais do país e não como parte isolada” (MATTOS, 2007, p.38). Para tanto, é necessário o uso de uma abordagem dentro do contexto social, econômico e político do país (MATTOS, 2009), de acordo com a tradição crítica latino-americana que tem por base o referencial teórico da Economia Política da Comunicação.

[…] para estudar as causas e efeitos do processo global, precisamos construir uma teoria crítica e social da globalização que seja mais abrangente do que as teorias identificadas como sendo de direita ou de esquerda.

[…] Os estudos que aplicam as teorias da globalização para explicar o que está ocorrendo com a televisão em determinado país, o Brasil, por exemplo, não podem deixar de considerar a realidade local em relação à realidade global, a regionalização versus a globalização.

[…] o desenvolvimento da nossa televisão também sofreu a influência direta e indireta das mudanças do contexto. Contexto que apresenta não uma, mas várias realidades, devido à anomalia que é a nossa história contemporânea, que torna quase impossível a tarefa de se estabelecer critérios com os rigores da historiografia sob pena de apresentarmos resultados com distorções (MATTOS, 2007, p 39-40).

Para uma melhor compreensão da evolução de um veículo como a televisão, no Brasil ou em qualquer outro país Latino Americano, é necessária a aplicação de uma estrutura de análise que considere como fundamental o contexto histórico com todas as suas nuances, socioeconômica, cultural e política. “pois só assim poderemos compreender, plenamente, a evolução da televisão e suas variações, no tempo e no espaço, devido às influências internas e externas” (MATTOS 2007, p.41).

Todos os estudos de aspectos particulares da televisão devem ser considerados como elementos interdependentes de um contexto global. Cada estudo realizado sobre a televisão deve levar em consideração que o assunto pesquisado – seja ele um aspecto de produção, um recorte de programação ou sobre uma emissora – continua sendo parte de um todo, recebendo influência do meio, atuando sobre ele e modificando a realidade. Precisamos estar conscientes da televisão como unidade em si e da inter-relação dela com o meio no qual está inserida, sofrendo influência e influenciando a realidade do contexto socioeconômico político e cultural (MATTOS, 2007, p. 41).

PROPOSIÇÕES – Considerando as tecnologias digitais e a convergência das mídias, devemos pesquisar se a televisão (aberta e fechada) e a Internet são ou não responsáveis pela queda acentuada da venda avulsa dos jornais nos últimos cinco anos apesar do sucesso crescente da mídia impressa de distribuição gratuita (MATTOS, 2014). Qual a influência direta da televisão aberta e da TV por assinatura na diminuição do índice de leitura de jornais, livros e revistas no país?

Muitas inferências e hipóteses têm sido levantadas sobre a influência da televisão, mas os pesquisadores precisam confirmá-las. Precisamos agora conectá-las e inseri-las no contexto histórico, socioeconômico, político e cultural para entendermos o que está acontecendo hoje. Enfim, precisamos encontrar uma nova maneira de entender a televisão como um dos veículos para a compreensão da realidade.

É necessário estudar o processo de produção em si e o processo de recepção como um ato de opção individual e não coletiva. É preciso realizar estudos qualitativos sobre como as mensagens são recebidas e processadas, levando-se em consideração o contexto e as experiências individuais e sem perder de vista que a televisão é apenas a parte de um processo que envolve a produção, circulação e consumo por meio dos quais os significados são construídos.

Precisamos, portanto, entre outras propostas, atualizar o Estado d’Arte da Televisão, criando um Banco de Dados, com todo o acervo bibliográfico produzido no país por Editoras Públicas e Privadas, além do material produzido pelas Universidades (dissertações de mestrado, teses de doutorado, monografias de conclusão de cursos de especialização em nível de pós-graduação e TCCs de graduação) sobre a televisão brasileira. É necessário, garantir que este inventário seja disponibilizado On Line, ao alcance de todos os pesquisadores.

Precisamos observar e comparar a mídia Televisão dentro do contexto histórico, socioeconômico, político e cultural do país, levando em consideração a sua interdependência e relações com todos os fatores intervenientes no processo.

Enfim, precisamos acompanhar a implantação da tecnologia digital e sua interferência direta no desempenho e produção de conteúdos televisivos, bem como o impacto que o Mobile TV está exercendo sobre o conteúdo da televisão.

REFERÊNCIAS

MARQUES DE MELO, José de. Comunicação e classes subalternas. São Paulo: Cortez, 1980.

MATTOS, Sérgio. A televisão no Brasil: 50 anos de história (1950-2000). Salvador: Editora PAS – Edições Ianamá, 2000.

MATTOS, Sérgio (Org.). Comunicação Plural. Salvador: EDUFBA, 2007 (Coleção Sala de aula, nº 4).

MATTOS, Sergio. Dilemas do Jornalismo Impresso na busca de um novo modelo de negócio. In: Revista Eptic Online, vol. 16, n.1,p.19-32, jan-abr., 2014.

MATTOS, Sérgio. História da Televisão Brasileira: uma visão econômica, social e política. Petrópolis: Editora Vozes, 5ª Edição, 2010.

MATTOS, Sergio. O Contexto Midiático. Salvador: IGHB, 2009.

MATTOS, Sérgio. Um Perfil da TV Brasileira: 40 anos de história (1950-1990). Salvador: ABAP/Jornal A Tarde, 1990.

* Sérgio Mattos é Jornalista diplomado pela UFBA, Mestre e Doutor em Comunicação pela Universidade do Texas, em Austin, Estados Unidos. É autor de 49 livros dentre os quais A História da Televisão Brasileira: uma visão econômica, social e política (Vozes, 2010, 5ª edição).

Publicado na EPTIC – Rede de Economia Política da Informação, Comuniação e Cultura

Disponivel em: http://eptic.com.br/coluna_cepos_sergiomattos/

Acesso em 15 de setembro de 2016

Link: http://eptic.com.br/coluna_cepos_sergiomattos/

Notícias

Eleições 2016: 417 municípios baianos escolhem prefeitos e vereadores

Com 73,99% votos válidos, ACM Neto é reeleito prefeito de Salvador no primeiro turno

Milhares de eleitores da Bahia foram às urnas neste domingo (2) para votar no primeiro turno das eleições municipais. O estado, que tem mais de 15 milhões de habitantes, é o quarto maior colégio eleitoral do país com 10.570.085 eleitores. Em salvador, o prefeito ACM Neto (DEM) foi reeleito com 73,99% (969.235) votos válidos, confirmando pesquisas que indicavam a vantagem sobre os outros candidatos. As abstenções somadas aos votos brancos e nulos na capital baiana representam 34,8% dos eleitores, segundo os números da apuração divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A segunda colocada, deputada federal Alice Portugal (PCdoB), atingiu 14,55% (190.724 voto) e Pastor Sargento Isidório (PDT) obteve 8,62% (112.440 votos). Claudio Silva (PP) ficou com 1,46% (19.131 votos), Fábio Nogueira (PSOL) 1,04% (13.618 votos), Célia Sacramento (PPL) 0,23% (3.046 votos) e Da Luz (PRTB) aparece com 0,13% (1.713 votos). Com quase três milhões de habitantes, Salvador tem 1,9 milhão de eleitores. Deste total, compareceram às urnas 1,5 milhão de pessoas (78,75%).

Interior

Também houve reeleição em Feira de Santana, onde venceu o candidato José Ronaldo com 212.408 votos, o que equivale a 71,12% do total de votos válidos. Herzem Gusmão (PMDB) e Zé Raimundo (PT) farão 2º turno em Vitória da Conquista. Paulo Bomfim (PCdoB) foi escolhido em Juazeiro, com 46.183 votos (40,29%). Barreiras elegeu Zito Barbosa (DEM), com 49,67% dos votos.

Indeferido, Fernando Gomes (DEM) recebeu o maior número de votos em Itabuna. Candidato teve 34.152 votos com 100% das urnas apuradas, mas está enquadrado na Lei da Ficha Limpa. De acordo com o TRE, o candidato entrou com recurso da decisão e deve ser julgado até o dia 19 de dezembro, data limite para ter a candidatura aceita pelo órgão, ou em novo recurso pelo Tribunal Superior Eleitoral. Caso tenha os pedidos aceitos, Gomes assume a prefeitura como candidato mais votado. Caso tenha os recursos negados, uma nova eleição será realizada no município. Se esse processo se alongar até 2017, o presidente da Câmara de Vereadores deve assumir a prefeitura até a decisão judicial ou a realização de novas eleições.

Confira como ficou a Câmara Municipal de Salvador:

Paulo Camara (PSDB): 18.432
Luiz Carlos (PRB): 16.530
Marcelle Moraes (PV): 15.727
Isnard Araujo (PHS): 15.081
Duda Sanches (DEM): 14.455
Hilton Coêlho (PSOL): 14.168
Geraldo Junior (SD): 13.685
Carlos Muniz (PTN): 13.129
Leo Prates (DEM): 12.549
Claudio Tinoco (DEM): 12.348
Rogéria Santos (PRB): 12.303
Tiago Correia (PSDB): 11.963
Ireuda Silva (PRB): 11.888
Igor Kanario Principe Do Gueto (PHS): 11.432
Daniel Rios (PMDB): 10.761
Suica (PT): 9.797
Maurício Trindade (DEM): 9.796
Palhinha (DEM): 9.732
Catia Rodrigues (PHS): 9.597
Paulo Magalhães Junior (PV): 9.429
Kiki Bispo (PTB): 9.318
Alfredo Mangueira (PMDB): 9.229
Felipe Lucas (PMDB): 9.082
Beca (PPS): 9.045
Aleluia (DEM): 8.941
Heber Santana (PSC): 8.874
Hélio Ferreira (PC do B): 8.419
Ana Rita Tavares (PMB): 8.351
Toinho Carolino (PTN): 8.196
Joceval Rodrigues (PPS): 7.833
Carballal (PV): 7.684
Sabá (PV): 7.630
Aladilce (PC do B): 7.572
Lorena Brandão (PSC): 7.312
Téo Senna (PHS): 6.922
Sidninho (PTN): 6.812
Marta Rodrigues (PT): 6.646
Edvaldo Brito (PSD): 6.596
Silvio Humberto (PSB): 6.260
Moisés Rocha (PT): 6.077
Odiosvaldo Vigas (PDT): 6.048
Atanazio Julio (PSDB): 5.349
Trindade (PSL): 4.711

*Informações do Correio* e do G1