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Oficina gratuita ensina como usar a LAI em pautas de educação

Em parceria com a Jeduca, Associação de Jornalistas de Educação, a Fiquem Sabendo, agência de dados independente e especializada no acesso a dados públicos, realiza a oficina “Como usar a Lei de Acesso à Informação para cobrir educação”. Será no dia 7 de dezembro, às 11 horas. A oficina é gratuita e exclusiva para jornalistas, profissionais da imprensa e estudantes de jornalismo. As inscrições podem ser feitas aqui até o dia 6 de dezembro

A oficina será ministrada pelo jornalista Léo Arcoverde, cofundador da Fiquem Sabendo e produtor de reportagem da Globo News. Além de detalhar a LAI e aspectos da organização e da legislação educacional, a oficina irá abordar temas da cobertura jornalística de educação com base em dados públicos, desde o funcionamento de programas até onde e como obter informações sobre políticas educacionais, passando por exemplos de reportagens e levantamentos de assuntos relacionados à educação no Brasil.

Os inscritos receberão o link da oficina por e-mail e os participantes terão direito a certificado de conclusão do curso. 

Educação na WikiLAI

A oficina também marca outra parceria da Jeduca com a Fiquem Sabendo, que é a organização de uma seção especial sobre LAI na Educação na WikiLAI, nova plataforma da FS em formato wiki com todas as informações para o acesso a dados públicos no Brasil. A seção LAI na Educação apresenta 10 verbetes com tutoriais para acesso a dados públicos, modelos de pedidos e recursos, entre outras orientações para cobrir temas educacionais. 

Os verbetes orientam como acessar informações sobre o Censo Escolar, Covid-19 nas escolas, merenda e transporte escolar, violência nas escolas, bolsas e auxílios para pesquisas, além de dívidas do Fies, fila em creches, fraudes em cotas e no Currículo Lattes. O material forma um repositório de consulta rápida na internet, com exemplos práticos e atualização constante. 

Serviço

O que: Oficina “Como usar a Lei de Acesso à Informação para cobrir educação”, com Léo Arcoverde (Fiquem Sabendo/Globo News)

Quando: 7/12 (terça-feira), 11h 

Onde: online, inscrições gratuitas para jornalistas, profissionais da imprensa e estudantes de jornalismo pelo link

*Com informações do Fique Sabendo

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Abraji lança ferramenta que revela políticos citados em ações judiciais

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) acaba de lançar o portal Publique-se, uma plataforma que permite consultar políticos citados em processos judiciais. O site bastante útil na busca por informações relacionadas a candidatos a cargos nas próximas eleições, em outubro, tem mais de 9 mil nomes mencionados em 30 mil processos e é considerado pela Abraji o maior com número de ações relacionadas a candidatos a cargos públicos no Brasil.

A ferramenta é gratuita, pode ser usada por qualquer pessoa e visa facilitar a vida do jornalista na investigação sobre nomes que pedem votos da população nas Eleições 2018.

A partir de downloads automatizados dos bancos de dados de processos eletrônicos do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Publique-se identifica o CPF de cidadãos que se candidataram a qualquer eleição desde 2006. Desta maneira, é possível encontrar qualquer político citado em processos apenas digitando o nome dele.

“Houve um imenso esforço de captura e tratamento de dados para possibilitar a busca dentro desses documentos. O que você vai achar ali não são apenas processos que têm determinado político como réu ou investigado, mas todas as referências àquele político dentro de documentos em diferentes processos – mesmo que ele não seja parte naquele processo. Certamente há muita pauta escondida ali”, diz Tiago Mali, coordenador do projeto.

*As informações são do Portal IMPRENSA e da Abraji.

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Após escândalo do uso político de dados, Facebook “se preocupa” com as eleições no Brasil

Em meio ao escândalo do uso político de dados que derrubou o valor de mercado do Facebook, o presidente-executivo da empresa, Mark Zuckerberg, afirmou em entrevista à rede americana CNN que as eleições de 2018 no Brasil “são uma de suas preocupações”. Zuckerberg disse lamentar o que classificou como “enorme quebra de confiança” e assegurou que a rede social vai trabalhar para impedir interferência em próximas eleições, como na Índia e no Brasil. O Facebook está investigando o vazamento de dados provocado por uma empresa britânica que trabalhou para a campanha de 2016 do presidente americano, Donald Trump.

Trata-se da empresa de consultoria Cambridge Analytica, que manipulou informação de mais de 50 milhões de usuários da rede social nos Estados Unidos. A companhia obteve as informações em 2014 e as usou para construir uma aplicação destinada a prever as decisões dos eleitores e influenciar sobre elas, segundo revelaram neste sábado os jornais “London Observer” e “New York Times”. Ex-sócio da Cambridge Analytica no Brasil, André Torretta, diz que empresa não tinha banco de dados de brasileiros.

Segundo Zuckerberg, será necessário um trabalho “muito duro” para dificultar que nações como a Rússia interfiram em eleições e que trolls espalhem notícias falsas. “Temos a responsabilidade de fazer isso, não só para as eleições de meio de mandato nos EUA. Há uma grande eleição na Índia nesse ano, há uma grande eleição no Brasil. Pode apostar que estamos muito comprometidos em fazer tudo o que pudermos para garantir a integridade”. Questionado sobre o impacto do Facebook na eleição presidencial de 2016 nos EUA, Zuckerberg disse que não consegue fazer uma avaliação sobre o tamanho do impacto que teve.

Consequências

Após dias de queda de suas ações na bolsa dos Estados Unidos, o Facebook perdeu mais de US$ 49 bilhões em valor de mercado em dois dias. Parlamentares do Reino Unidos convocaram Mark Zuckerberg para prestar esclarecimentos sobre o vazamento de dados de 50 milhões de usuários.

Este é um dos maiores vazamentos de dados na história do Facebook. Além da queda na Bolsa, a revelação do acesso indevido de dados já provoca repercussões em outros campos. Legisladores britânicos e americanos pediram explicações à empresa. A procuradora-geral do estado de Massachusetts, Maura Healey, abriu uma investigação contra a empresa. O caso poderia gerar também uma multa multimilionária ao Facebook. A suspeita é que a empresa teria violado uma regulação da Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, na sigla em inglês) que protege a privacidade dos usuários de redes sociais.

O vazamento

Segundo a rede social, Aleksandr Kogan, um professor de psicologia russo-americano da Universidade de Cambridge, acessou os perfis de milhões de usuários que baixaram um aplicativo para o Facebook chamado “This is your digital life” e que oferecia um serviço de prognóstico da personalidade.

Com esse acesso, ele encaminhou mais de 50 milhões de perfis à Cambridge Analytica. Desses, 30 milhões deles tinham informações suficientes para serem exploradas com fins políticos. Ele conseguiu esses dados apesar de somente 270 mil usuários terem dado seu consentimento para que o aplicativo acessasse sua informação pessoal, segundo o “NYT”. Ao compartilhar esses dados com a empresa e com um dos seus fundadores, Christopher Wylie, Kogan violou as regras do Facebook, que eliminou o aplicativo em 2015 e exigiu a todos os envolvidos que destruíssem os dados coletados.

Entre os investidores na Cambridge Analytica estão o ex-estrategista-chefe de Trump e ex-chefe da sua campanha eleitoral em 2016, Steve Bannon, e um destacado doador republicano, Robert Mercer. A campanha eleitoral de Trump contratou a Cambridge Analytica em junho de 2016 e pagou mais de US$ 6 milhões a ela.

*Com informações da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

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Jornalista brasileiro cria programa para medir impacto de notícias

Jornalistas são ensinados que a profissão é importante para a sociedade e para a manutenção da democracia. Mas, como indicar essa relevância na vida das pessoas? Qual a contribuição, por exemplo, da cobertura jornalística para o estado atual das opiniões sobre as instituições do regime democrático e mesmo seu funcionamento?  Essa foi a inquietação que levou o jornalista brasileiro Pedro Burgos a criar uma ferramenta inovadora que promete medir o impacto do jornalismo na sociedade. Em parceria com o Instituto Desenvolvimento do Jornalismo (Projor), o pesquisador desenvolveu o Impacto.Jor – um programa que mensura os diferentes “efeitos reais que uma reportagem pode causar”, desde o simples agradecimento de um leitor até a derrubada de um secretário ou a mudança de uma lei.

A ferramenta já está em uso em cinco redações brasileiras: Gazeta do PovoFolha de S. PauloVejaNexo e Nova Escola. O funcionamento é simples. Um bot lê páginas de sessões de câmaras legislativas municipais, estaduais e federais procurando menções ao veículo e as registra. Ele também verifica as redes sociais de personalidades cadastradas como influenciadoras na área da cobertura, assim como outros blogs e sites de notícias. Além disso, é possível registrar ‘impactos’ manualmente – a ideia é que todo repórter registre, em um formulário digital, as repercussões que recebeu de suas reportagens. Posteriormente, um ‘editor de impacto’ vai verificar os efeitos registrados pelas reportagens e classificá-los como positivos ou negativos, além de informar o tamanho da repercussão gerada – de uma a três estrelas.

Depois de algum tempo coletando estatísticas, os jornais podem enviar ‘relatórios de impacto’ a seus leitores, apoiadores e anunciantes. Os números podem ajudar a ter uma noção qualitativa do jornalismo produzido por um veículo, em oposição às métricas quantitativas de curtidas, compartilhamentos, acessos na página e vendas. A ideia é de que os dois pólos de medição criem um índice híbrido de sucesso no jornalismo.

“A ideia é entender como a reportagem reverbera no debate público”, explicou Pedro Burgos ao Centro Knight. “Queremos provar ao leitor que temos importância na democracia, e isso é importante inclusive para a auto-estima do jornalista. Não se trata de ganhar apenas assinaturas, mas sim ganhar apoio à nossa missão, membros para a comunidade”.

*Informações são do Knight Center for Journalism in the Americas