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Cineasta baiano lança filme sobre a Revolta dos Búzios

Um dos mais importantes acontecimentos da História do Brasil será tema de filme. 1798 REVOLTA DOS BÚZIOS é um documentário longa metragem produzido pela Portfolium Laboratório de Imagens e tem a direção do cineasta baiano Antonio Olavo. Seu lançamento será nesta segunda feira, dia 13 de agosto, às 20h, na Sala Walter da Silveira (Biblioteca Central do Estado da Bahia – Barris). A é entrada franca (limitada a lotação da sala)*.

O filme registra o movimento conspiratório ocorrido na Bahia em 1798, protagonizado por dezenas de homens negros que planejaram um levante com o objetivo de derrubar o governo colonial, proclamar a independência e implantar uma República democrática, livre da escravidão. Esse episódio cruzou a linha do tempo e recebeu diversas denominações, entre elas Revolta dos Búzios, Revolução dos Alfaiates e Conjuração Baiana.

O movimento, que completa 220 anos este ano, foi deflagrado no amanhecer de um domingo, 12 de agosto de 1798, quando surgiram afixados papéis manuscritos, em pontos de grande movimentação da cidade. Esses documentos chamavam, em nome do “Poderoso e Magnífico Povo Bahiense Republicano”, o povo para fazer uma revolução, por meio da qual haveria igualdade entre os homens pretos, pardos e brancos, salários dignos para os soldados e comércio livre entre as nações.

O documentário foi selecionado no Edital de Fomento à Produção Audiovisual Baiana 2014 promovido pelo Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia – IRDEB, através da Chamada Pública 01/2014 do Programa Brasil de Todas as Telas da Agência Nacional do Cinema – ANCINE. Este é o quinto longa-metragem dirigido por Antonio Olavo, também autor de Paixão e Guerra no Sertão de Canudos (1993), Quilombos da Bahia (2004), Abdias Nascimento Memória Negra (2008) e A Cor do Trabalho (2014). É dele também o roteiro, extraído dos “Autos da Devassa”, fonte primária de grande valor, com mais de duas mil páginas que detalham minuciosamente o processo de 1798.

Na História – A Revolta dos Búzios é um movimento de importância fundamental para a história política do país, visto que já em 1798, em pleno regime colonial, os conspiradores baianos levantaram as bandeiras da Independência, que só viria em 1822; do fim da escravidão, conquistada somente em 1888; e da República, proclamada tardiamente em 1889. O movimento foi denunciado e o governo instalou uma Devassa que durante 15 meses convulsionou a cena política regional, atingindo centenas de pessoas com ameaças, interrogatórios, detenções, condenações de açoites públicos, prisões, degredo perpétuo, e até a pena de morte, sentença máxima que se abateu sobre quatro homens negros: os soldados Luiz Gonzaga e Lucas Dantas, e os alfaiates João de Deus e Manoel Faustino, enforcados e esquartejados em 8 de novembro de 1799 na Praça da Piedade, em Salvador.

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Para Olavo, no Brasil atual, onde a população afrodescendente é majoritária, “não é mais possível continuar desconhecendo movimentos sociais protagonizados pelo povo negro, que teve grande importância na formação histórica e política do país. É neste sentido que a realização deste filme contribui para preencher uma lacuna na história da Bahia e do Brasil, que necessitam de iniciativas como esta, fundamentais para a afirmação e consolidação da autoestima e identidade étnica de seu povo”. Segundo o cineasta, o principal objetivo é contribuir para o resgate da memória de um episódio que marcou profundamente a vida do povo baiano durante décadas. “Essa grandiosa conspiração republicana, mobilizadora de tantas emoções e sentimentos, regionais e nacionais, ainda hoje, passados 220 anos de sua eclosão, permanece ignorada pela historiografia tradicional”, completa Antonio Olavo.

Serviço
Dia: 13 de agosto de 2018
Hora: 20h
Local: Sala Walter da Silveira (Biblioteca Central do Estado da Bahia – Barris)
Entrada franca (limitada a lotação da sala)
*Os convites para acesso serão distribuídos no dia 13 na Portaria da Sala Walter da Silveira, a partir das 17h.
Informações: Daiane Rosário (71) 3334-5681 / 99247-6055

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Após escândalo do uso político de dados, Facebook “se preocupa” com as eleições no Brasil

Em meio ao escândalo do uso político de dados que derrubou o valor de mercado do Facebook, o presidente-executivo da empresa, Mark Zuckerberg, afirmou em entrevista à rede americana CNN que as eleições de 2018 no Brasil “são uma de suas preocupações”. Zuckerberg disse lamentar o que classificou como “enorme quebra de confiança” e assegurou que a rede social vai trabalhar para impedir interferência em próximas eleições, como na Índia e no Brasil. O Facebook está investigando o vazamento de dados provocado por uma empresa britânica que trabalhou para a campanha de 2016 do presidente americano, Donald Trump.

Trata-se da empresa de consultoria Cambridge Analytica, que manipulou informação de mais de 50 milhões de usuários da rede social nos Estados Unidos. A companhia obteve as informações em 2014 e as usou para construir uma aplicação destinada a prever as decisões dos eleitores e influenciar sobre elas, segundo revelaram neste sábado os jornais “London Observer” e “New York Times”. Ex-sócio da Cambridge Analytica no Brasil, André Torretta, diz que empresa não tinha banco de dados de brasileiros.

Segundo Zuckerberg, será necessário um trabalho “muito duro” para dificultar que nações como a Rússia interfiram em eleições e que trolls espalhem notícias falsas. “Temos a responsabilidade de fazer isso, não só para as eleições de meio de mandato nos EUA. Há uma grande eleição na Índia nesse ano, há uma grande eleição no Brasil. Pode apostar que estamos muito comprometidos em fazer tudo o que pudermos para garantir a integridade”. Questionado sobre o impacto do Facebook na eleição presidencial de 2016 nos EUA, Zuckerberg disse que não consegue fazer uma avaliação sobre o tamanho do impacto que teve.

Consequências

Após dias de queda de suas ações na bolsa dos Estados Unidos, o Facebook perdeu mais de US$ 49 bilhões em valor de mercado em dois dias. Parlamentares do Reino Unidos convocaram Mark Zuckerberg para prestar esclarecimentos sobre o vazamento de dados de 50 milhões de usuários.

Este é um dos maiores vazamentos de dados na história do Facebook. Além da queda na Bolsa, a revelação do acesso indevido de dados já provoca repercussões em outros campos. Legisladores britânicos e americanos pediram explicações à empresa. A procuradora-geral do estado de Massachusetts, Maura Healey, abriu uma investigação contra a empresa. O caso poderia gerar também uma multa multimilionária ao Facebook. A suspeita é que a empresa teria violado uma regulação da Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, na sigla em inglês) que protege a privacidade dos usuários de redes sociais.

O vazamento

Segundo a rede social, Aleksandr Kogan, um professor de psicologia russo-americano da Universidade de Cambridge, acessou os perfis de milhões de usuários que baixaram um aplicativo para o Facebook chamado “This is your digital life” e que oferecia um serviço de prognóstico da personalidade.

Com esse acesso, ele encaminhou mais de 50 milhões de perfis à Cambridge Analytica. Desses, 30 milhões deles tinham informações suficientes para serem exploradas com fins políticos. Ele conseguiu esses dados apesar de somente 270 mil usuários terem dado seu consentimento para que o aplicativo acessasse sua informação pessoal, segundo o “NYT”. Ao compartilhar esses dados com a empresa e com um dos seus fundadores, Christopher Wylie, Kogan violou as regras do Facebook, que eliminou o aplicativo em 2015 e exigiu a todos os envolvidos que destruíssem os dados coletados.

Entre os investidores na Cambridge Analytica estão o ex-estrategista-chefe de Trump e ex-chefe da sua campanha eleitoral em 2016, Steve Bannon, e um destacado doador republicano, Robert Mercer. A campanha eleitoral de Trump contratou a Cambridge Analytica em junho de 2016 e pagou mais de US$ 6 milhões a ela.

*Com informações da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

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Imprensa internacional repercute assassinato de vereadora no Rio

Publicações internacionais destacaram o assassinato brutal da vereadora Marielle Franco (PSOL), que foi morta a tiros no centro do Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira (14). Ativista do movimento negro e oriunda da favela da Maré, a socióloga de 38 anos voltava de um evento na Lapa, quando teve o carro emparelhado por outro veículo, de onde partiram os tiros. Horas mais tarde, seu rosto, suas palavras e sua trajetória figurariam em veículos como o The New York Times, o The Washington Post, El País, El Comercio, na rede ABC News, entre outros. Nesta sexta-feira (16) Marielle estaria em Salvador, para participar do Fórum Social Mundial 2018.

No momento do crime, a vereadora estava acompanhada pelo motorista Anderson Pedro Gomes, que também foi morto, e de sua assessora Fernanda Chaves, que não foi atingida pelos disparos. Segundo o jornal Extra, a Polícia Civil encontrou pelo menos oito cápsulas no local. Nenhum objeto foi levado do carro. Crime de mando ou execução é também a principal hipótese com a qual a polícia trabalha neste momento.

Há duas semanas, Marielle havia assumido relatoria da Comissão da Câmara de Vereadores do Rio criada para acompanhar a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. E vinha se posicionando publicamente contra a medida. Dias antes de ser morta, por meio de um post em uma rede social, ela havia criticado a ação supostamente violenta dos policiais na comunidade do Acari, no Rio. “Precisamos gritar para que todos saibam o está acontecendo em Acari nesse momento. O 41° Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro está aterrorizando e violentando moradores de Acari. Nessa semana dois jovens foram mortos e jogados em um valão. Hoje a polícia andou pelas ruas ameaçando os moradores. Acontece desde sempre e com a intervenção ficou ainda pior”, escreveu.

Diversas entidades também se manifestaram para cobrar o esclarecimento das mortes. A Anistia Internacional divulgou uma nota pedido que o Estado, através dos diversos órgãos competentes, faça uma investigação imediata e rigorosa do assassinato da vereadora. “Marielle Franco é reconhecida por sua histórica luta por direitos humanos, especialmente em defesa dos direitos das mulheres negras e moradores de favelas e periferias e na denúncia da violência policial. Não podem restar dúvidas a respeito do contexto, motivação e autoria do assassinato de Marielle Franco”.

Marielle Franco se formou pela PUC-Rio e fez mestrado em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com foco nas UPPs. Ela coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A ativista decidiu pela militância em direitos humanos após ingressar no pré-vestibular comunitário.

*Com informações do jornal El País.

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Jornalistas lançam livro sobre a história da televisão no Brasil

Alguns dos mais importantes profissionais da TV foram entrevistados pelos jornalistas Flávio Ricco e José Armando Vannucci, para compor o livro Biografia da Televisão Brasileira – um painel amplo desse veículo que desde 1950 cativa corações e mentes brasileiros, e que se tornou um símbolo da cultura nacional. De acordo com a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o livro traz em dois volumes de 464 páginas cada provavelmente a maior, mais extensa e significativa pesquisa sobre a história da televisão no Brasil, com conhecimento, diversão e informação.

A obra recém-lançada pela Matrix Editora não segue uma ordem cronológica da primeira até a última página, mas o faz dentro de cada assunto tratado ao longo de seus 54 capítulos.

No primeiro volume, entre outros temas estão os pioneiros e sonhadores da TV. O aparecimento da Tupi, Record, Excelsior, Globo e Bandeirantes. Como as emissoras acabaram direcionando suas primeiras programações para o público feminino. Como eram exibidos os programas em cidades diferentes, num tempo em que não havia satélite, e como a força das novelas ajudou a moldar a programação, fazendo o sucesso de atores e atrizes.

No segundo volume, a evolução do jornalismo televisivo e das transmissões esportivas. Os programas de rádio tornam-se o grande referencial das emissoras de TV, fornecendo conteúdos e formatos. A evolução da teledramaturgia. Quem foram e quem são os grandes comunicadores. A chegada dos seriados, dos reality shows e das novas tecnologias, entre tantos outros assuntos importantes. A capa é de autoria de Hans Donner.

*Informações da Associação Brasileira de Imprensa (ABI)